Notas iniciais
— Bom dia querido. — Ela falou.
— O que você está fazendo aqui Callie?
— Como assim querido? Nossa noite foi ótima. — Ela riu.
— Não, eu dormi com a Peg! — Falei me levantando.
— A Peg ainda está na ala hospitalar com a irmã dela.
— Não, eu não traí a Peg! — Eu pude sentir lágrimas se formando nos meus olhos. — Saia daqui, garota desprezível.
Ela se vestiu e antes de sair tentou me beija, eu virei o rosto e ela riu. Preciso encontrar a Peg, eu penso. Callie com certeza vai tentar contar a ela primeiro.
Me visto rapidamente e saio do quarto. Corro em direção a praça principal, esbarrei em Lilly que estava beijando Carl, não parei para pedir desculpa, apenas continuei correndo. Cheguei a praça principal e avistei Kyle que acariciava a barriga enorme de Sunny.
— Ian, algum problema? — Kyle pergunta quando me vê.
— Sim, um problemão. Você viu a Peg? — Pergunto.
— Falei com ela a uns 5 minutos, ela me disse que ia a sala de banhos. — Sunny me disse.
— E a Callie? — Pergunto cerrando os punhos.
— A vi indo na direção da ala hospitalar. — Falou Kyle.
Eu não expliquei a situação. Corri para a sala de banhos.
— Peg? — Chamei na entrada.
— Ian, bom dia, estou na piscina. — Ela falou.
Entrei na piscina com todas as roupas, assim que encontrei a Peg eu a abracei e comecei a chorar.
— Ian, o que aconteceu? — Ela perguntou.
— Peg, a Callie me enganou.
— O que ela fez? — A voz da Peg parecia assustada.
— Ela entrou no nosso quarto ontem a noite. Ah Peg, vocês são tão parecidas fisicamente. Ela se passou por você, eu te traí Peg. — Eu senti o corpo da Peg ficar rígido. — Ela me pegou desprevenido, eu estava desprevenido por causa do sono, eu não queria Peg, achei que fosse você.
— Eu acredito. — ela se soutou do meu abraço. — A culpa não é sua. Onde ela está?
— Kyle me disse que ela estava na ala hospitalar. — Ouço o barulho da Peg saindo da piscina, por um momento fico imóvel. — Peg onde você vai?
— Ter uma conversa com Callie. — Ela responde parecendo com raiva. — Ouço os passos dela e corro para fora da piscina.
— Peg? — Chamo. — Você me perdoa? — Pergunto segurando o braço dela.
— Eu não tenho o que perdoar. — Ela me beija, e começa a andar mais rápido, eu vou atrás dela.
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