Conflicted - um recomeço
22 O perseguidor
Notas iniciais

Na UAC, nós três chegamos e fomo direto para a sala de reunião onde a equipe já estava reunida e nos aguardando.
Entramos e todos pareciam surpresos com a presença de Lila.
Reid se posicionou em frente ao telão e Lila e eu em cada lado dele. Lila tinha a expressão assustada, eu estava mais relaxada, porque sabia que não adiantava se desesperar e eu estava segura... pelo menos, por ora.
— Pessoal — Spencer começou — Lila recebeu as mesmas flores que Alexis com um bilhete e Alexis recebeu um bilhete na porta de sua casa essa manhã assim como a Lila. Deve ser do mesmo suspeito.
— Se estamos falando de um stalker, isso é estranho. — Emily disse — Geralmente, eles possuem uma única pessoa como objeto de sua fantasia e obsessão, e não duas... — ela olhou para Lila e depois para mim — E pessoas totalmente diferentes.
— Prentiss tem razão. Poderíamos descartar a hipótese de um perseguidor? — sugeriu Derek.
Lila e eu escutávamos tudo atentamente, ansiando por uma resolução ou alguma informação que nos fizesse ter uma pista de quem poderia estar por trás disso.
— Talvez não... — Hotch estava segurando o queixo, pensativo — Se as duas têm algo em comum, o stalkerpode sim ter se interessado por elas simultaneamente.
— Puff... — bufou Lila — Eu? Ter algo em comum com ela? — apontou para mim, debochando — Fala sério...
Expressei nojo ao escutar o que ela havia falado, mas decidi não revidar.
— Em algum ponto vocês devem ter se cruzado. — insistiu Hotch.
— É, na maternidade. Nós duas somos da mesma espécie. — rebati, permanecendo na teoria que eu e ela não tínhamos nada em comum.
— Vamos olha-las individualmente primeiro e depois fazemos as ligações. — JJ se pronunciou pela primeira vez mudando a estratégia — Vamos pensar em quem poderia ser um perseguidor da Alexis e depois para Lila.
— Alexis, você tem algum ex-namorado? — Hotchner perguntou.
— Tenho o Sean, mas... não tem chance alguma de ele estar fazendo isso.
— Foi você quem terminou ou ele? — Hotch continuou com o questionário, anotando minhas respostas.
— Eu, mas faz uns sete meses. — respondi como se aquela informação não tivesse a menor importância.
— Pode ser o Sean. — concordou Reid, porém, percebi um pingo de sentimento de mágoa por ele, como se quisesse ofendê-lo.
Percebi que todos na equipe estavam comprando a teoria de que Sean, meu ex-namorado, era o tal perseguidor, portanto, resolvi usar da mesma lógica deles para contradizê-los:
— Tudo bem, vamos supor por um minuto que Sean seja meu stalker. Isso não explica o que Lila vem recebendo. Qual a ligação entre os dois?
A equipe ficou pensativa e Lila prontamente falou:
— Eu conheço um Sean.
— Não estamos falando de Sean Kingston o cantor, querida. — fui sarcástica na ultima palavra e debochei na mesma moeda, como se ela fosse uma loira burra.
— Eu não estava me referindo a ele, querida. — ela fez uma careta quando disse a última palavra — Eu conheço um Sean que fez estágio com meu advogado um tempo atrás. Nós... nós ficamos algumas vezes. — ela confessou — Sean Collins, se não me engano.
Fiquei literalmente de queixo caído e falei, fechando as mãos num punho e deixando-as cair ao lado do meu corpo:
— Esse é meu ex-namorado. — falei entre os dentes — Seu advogado é o Dr. Hastings?! — esse era um advogado que Sean fez estágio em Nevada enquanto estávamos juntos, me lembro perfeitamente do nome.
— Sim, exatamente. — ela parecia não dar a mínima para minha indignação. — Ele era seu namorado, é? — o tom da última frase foi provocativo, quase estampando na testa que eu tinha sido traída.
— Inacreditável! — eu olhei para cima colocando a mão na testa e andando de um lado para o outro, tentando me acalmar — Sério, me deem um bom motivo para não dar na cara dessa vadia!
— Acalme-se, Alexis! — Reid me segurou pelo ombro.
Me livrei de suas mãos e Lila disse:
— O seu namorado te trai e eu que sou a vadia?! Francamente... — ela estava se divertindo com a situação.
— Aposto que você sabia que ele namorava, mas não se importou! — agora, eu já falava apontando o dedo para ela e querendo ir para cima, mas Spencer estava me segurando pelos cotovelos e continuei falando por cima do seu ombro — Conta outra, você deu em cima do Reid quando ele estava te protegendo do seu perseguidor! É uma vadia sim!
— Ah agora a conversa é sobre o Spencer? Sério, queridinha? — ela estava com os braços cruzados e as duas sobrancelhas arqueadas em deboche — Sério que você é tão insegura assim?
— Ah mas eu vou... — eu ergui uma mão espalmada como se estivesse pronta para dar um tapa, mas minha ameaça foi interrompida por Reid:
— Se acalmar. É isso que você vai fazer. — ele olhou profundamente nos meus olhos e me apertou.
Respirei fundo e retomei as rédeas, ficando sob controle. Me livrei das mãos de Reid e cruzei os braços, olhando de lado para aquela vagabunda.
— Voltando à investigação — anunciou Hotch — As flores voltaram do laboratório e acusaram que as heras venenosas foram cruzadas com urtigas, por isso que Alexis se queimou ao toca-las. E Reid estava certo, elas foram alteradas geneticamente.
— Gente, pelo amor de deus... — comecei — Mais um motivo para achar que não é o Sean! Ele não tem conhecimento sobre botânica. Ele faz Direito!
— Talvez ele tenha um parceiro? — Rossi sugeriu.
— Ah! — bufei, levantando as mãos e deixando-as cair em minhas pernas, sinalizando que ninguém estava prestando atenção no que eu estava falando e muito menos descartando Sean.
Ok, eu acabara de descobrir que ele me traiu e isso era horrível. Nunca pensei que Sean, todo apaixonado por mim, seria capaz de ser infiel. Mas um perseguidor? Ameaças? Isso era demais. Mesmo para um homem canalha.
Eu estava carrancuda, odiando aquela análise sobre Sean.
— Alexis, sei que não gosta da ideia de Sean ser o perseguidor, mas, até o momento, ele é o único possível suspeito, por isso, teremos que verificar mais a fundo a vida dele e de vocês dois juntos para termos certeza. — explicou Aaron percebendo minha irritação.
Spencer não gostou muito quando Hotch disse que teriam que ver a fundo a vida de “nós dois juntos”.
— E os bilhetes? — JJ perguntou — Não vamos falar disso?
— Alexis recebeu um que começava com “a terceira” e Lila começava com “a primeira”. — Reid recordou — Teríamos que achar o bilhete com “a segunda” para que tudo fizesse um pouco de sentido.
— Mas “a primeira” e “a terceira” o quê?! — indagou Prentiss, intrigada — Vez? Tentativa? Pessoa? Do plural ou singular? É tudo muito vago.
— Teríamos que achar a mulher com o bilhete da “segunda” para montar esse quebra-cabeça. Ou pelo menos tentar. — comentou Dave.
— Outra mulher? Vish... Parece que alguém foi traída mais de uma vez. — disse Lila, assoprando as unhas como se tivesse acabado de fazê-las.
Inspirei fundo e soltei o ar abruptamente, fechando os olhos como se tivesse meditando e falei:
— Sério. Me deem um bom motivo. Só um. — fiz referência ao que eu tinha dito anteriormente de querer dar na cara daquela vagabunda.
A vontade retornou e mais forte do que nunca, mas me limitei a ficar encarando-o com a expressão carrancuda.
— Tem uma coisa diferente entre os bilhetes — Reid começou com a intenção de disseminar o clima pesado entre nós duas — O bilhete de Alexis foi escrito no presente: “a terceira, É uma paixão secreta” enquanto o de Lila foi escrito no passado “a primeira, FOI poupada”. Todavia, as duas construções gramaticais possuem a conjunção adversativa mas. “Mas não conseguiu” e “mas somente para sofrer”. Com certeza é um detalhe importante, embora eu não consiga dizer ainda o que significa.
Ficamos todos em silêncio, cada um parecia maquinar algo em suas mentes para montar esse quebra-cabeça que, quanto mais peças apareciam, mais difícil ficava.
Aaron quebrou a quietude e anunciou:
— Vamos procurar por traços sádicos em Sean, ver se ele é do tipo que gosta de tortura mental e física com suas vítimas. — ele olhou para mim e perguntou: — Alexis, ele já demonstrou algum comportamento agressivo com você?
— Não, jamais! Ele sempre me tratou bem e mesmo nas brigas, nunca levantou a mão para mim ou sequer me encostou. — respondi com firmeza.
— Nem mesmo quando vocês estavam na cama? Ele nunca passou dos limites? — ele perguntou aquilo como se estivesse perguntando a idade dele e eu fiquei apavorada com a questão.
— É sério, Hotch? Mesmo? — olhei para Reid com a boca aberta, esperando que ele se manifestasse e vetasse aquela pergunta.
Percebendo que eu não responderia, Morgan, com sua voz gentil, explicou:
— Alexis, precisamos saber se Sean tem tendências sadomaquistas e sádicas. Responda, por favor.
Soltei o ar e cruzei os braços, odiando aquela situação.
Demorei alguns segundos para finalmente dar minha resposta:
— Não. Nunca. Nosso sexo era normal, tranquilo. Nada fora do normal ou esquisito. — não tive coragem de encarar Reid depois de responder a essa questão e vi pela visão periférica que ele abaixou a cabeça quando acabei a frase.
Coitado, não imagino o quanto doloroso foi para ele ouvir como era na cama com outro homem. Ainda mais depois do que aconteceu na noite anterior...
— Nossa, que entediante! — Lila se manifestou com aquela voz de debochada de sempre — Deve ser por isso que ele me procurou, você com certeza não sabia satisfazê-lo! — fiquei borbulhando de raiva por dentro, me mordendo para avançar na cara daquela meretriz, mas me contive para não descer ao seu nível e ela continuou: — Comigo era bem diferente. Sean era bem selvagem, mas... devo concordar com a puritana que ele nunca passou dos limites. — era nítido o quanto ela se deliciava em esfregar na minha cara que eu tinha sido corna para ela.
— Sabe, se Sean realmente for o stalker e ele vier atrás de nós, espero que ele te mate primeiro. — estreitei meus olhos dizendo isso e depois sorri com cinismo.
— Pode ser isso! — Emily falou com uma empolgação como se tivesse descoberto algo — Primeira, segunda e terceira nos bilhetes podem ser uma ordem! A ordem que ele vai pega-las ou... mata-las.
— Como eu disse, você vai ser a primeira. — concluí o raciocínio de Prentiss e finalizei: — Afinal, a loira burra sempre morre primeiro nos filmes de terror, certo?
— Garotas, parem de se alfinetar! Vocês estão no mesmo barco aqui! As duas correndo extremo perigo. — advertiu Jennifer.
Acalmamos os ânimos e decidi me manter focada na análise do perfil:
— Certo, vamos analisar por um momento. Eu terminei com Sean há sete meses... Então, por que esperar todo esse tempo para tomar alguma atitude maníaca? E além do mais, nesse meio tempo, dei várias oportunidades para ele fazer mal contra mim. — expliquei.
— Você deve ter feito algo diferente agora que não fez nos últimos sete meses que pode ter dado causa para ele te ameaçar. — Hotch explanou, sempre muito sério e o cenho franzido.
— Tipo o quê? — eu não estava entendendo a linha de raciocínio deles.
— Tipo estar com uma pessoa diferente. — respondeu Morgan sugestivamente, afinal, ele sabia de mim e Reid.
Spencer e eu nos olhamos como se disséssemos um ao outro “como não pensamos nisso antes?”.
Esfreguei meus olhos com os dedos e engoli em seco, tentando absorver todas aquelas informações:
— Tá legal... Se eu sou o alvo de Sean, aonde Lila se encaixa nessa história?
— Bem, como acabamos descobrindo, Lila foi amante dele enquanto vocês estavam juntos e a mente de um perseguidor é obcecada pela história que criou com o objeto de sua obsessão, ou seja, Lila, por bem ou por mal, faz parte da história de vocês dois, então, é aí que ela se encaixa. — Derek explicou.
Comecei a andar de um lado para o outro, passando a mão pelos meus cabelos repetidamente e dizendo:
— Gente, isso é loucura... Eu não posso acreditar que Sean esteja por trás disso... Eu cresci com ele, é terrível... Eu... — as palavras saíam desconexas da minha boca, porque tinham um milhão de pensamentos na minha cabeça. A equipe estava quase me convencendo de que era Sean o stalker.
— Relaxe, Alexis, eles sabem se esconder bem... — comentou Dave.
— Ah, mas não tão bem. Acredite, eu cresci com um irmão psicopata e posso afirmar que eles não disfarçam tão bem assim. Vocês estão errados, Sean não pode ser o perseguidor. — enfatizei mais uma vez, mas como sempre, me ignoraram, pois estavam confiantes em seu perfil.
— Por que você o protege tanto? — perguntou Reid com entonação ríspida, virando-se para mim.
— Eu não estou o protegendo, eu apenas o conheço. — respondi, não gostando do tom dele comigo — Ele não seria capaz de uma coisa dessas.
— As pessoas são capazes de fazer o inimaginável quando amam, Alexis. — sua voz mudou, estava calma e ele me olhava profundamente.
— Ah sim, claro... Você seria capaz disso? — eu o desafiei.
— Eu, honestamente, não sei o que eu faria se te perdesse. — ele respondeu de modo surpreendente, pois estávamos na frente de toda a equipe.
— Me perder? Doutor, você não quis dizer perder alguém que ama? — eu tentei consertar a bola fora que ele havia dado, mas sem tirar meus olhos dele.
— É a mesma coisa. — rebateu, confiante.
— Reid... — murmurei enquanto o olhava, incrédula por estar anunciando todas aquelas coisas à equipe, como se fosse uma declaração pública.
Como se fosse? Não, era uma declaração pública! Agora era oficial: Spencer havia nos assumido para todos que desconfiavam de algo entre nós.
Mas como sempre tem que ter alguém para estragar todos os bons momentos da minha vida, Lila falou:
— Oh que romântico! Estou emocionada! Romeu e Julieta da vida moderna! — ironizou — Mas será que devo lembrar que tem um maluco aí fora atrás de nós duas?! — ela queria retornar à conversa para a investigação.
Eu estava tão encantada com a declaração de Reid que não me deixei abater pela provocação dela. Aquilo era importante demais para alguém insignificante como Lila estragar.
— Eu sinto que estamos deixando passar alguma coisa... — Spencer disse com sua expressão pensativa — Lila, qual foi o cartão que estava junto com as flores? O que tinha dentro?
— Ah eu tenho ele aqui. — ela tirou o cartão da bolsa e entregou para Reid — Antes que me perguntem, essa palavra não faz o menor sentido para mim, apenas veio no meio das heras venenosas.
— Calisto. — Spencer leu o cartão.
— Ganhar flores com heras venenosas... — repetiu Emily, um pouco fora do contexto atual da conversa — Esse é o verdadeiro presente de grego...
— Grego? — Reid repetiu e seu rosto se iluminou como se ele tivesse resolvido todo o caso — Pessoal, é isso! Nós estávamos olhando para o lado errado!
Todos olharam para ele aguardando a sua teoria.
— Calisto, Io e Hera são figuras da mitologia grega! As letras no cartão de Alexis não eram siglas, mas sim um nome, Io, o nome de uma lenda grega! Agora tudo faz sentido... — seu raciocínio parecia ir a mil por hora e que não conseguiríamos acompanhar, e ele continuou: — Os bilhetes... No bilhete de Alexis dizia “é uma paixão secreta que se tentou esconder com nuvens escuras. Mas não conseguiu” essa é a história de Io. Zeus se apaixonou por ela e Hera, sua esposa, desconfiava dessa paixão, então, Zeus tentou escondê-la da visão de Hera com nuvens escuras já que os deuses do Olimpo estavam sempre acima dos humanos. Já no bilhete de Lila, dizia “foi poupada por aquele com coração apaixonado, mas somente para sofrer as consequências de um castigo pior: o silêncio” essa é a narrativa de Calisto, outra humana pelo qual Zeus se apaixonou e a poupou da morte, mas sua esposa, com ciúmes, tirou a voz da bela humana e a transformou num urso.
— Meu deus, esse cara é mais maluco do que eu imaginava... — disse Lila com os olhos arregalados.
— Seria possível que a segunda seja a Hera, seguindo a linha de raciocínio dele? — perguntou Dave.
— Provavelmente. — concordou Reid — O problema será encontra-la.
— Calma, vamos recapitular. — pediu Jennifer — O perseguidor é fanático por mitologia grega e ele vê em Lila e Alexis as lendas de Calisto e Io, certo? E provavelmente teria uma terceira que seria a Hera na história... Então, o perseguidor é o Zeus. O que isso pode dizer sobre ele?
— Zeus era o deus dos deuses do Olimpo. — começou Reid tagarelando como uma enciclopédia ambulante — Ele tinha fama de ser infiel à sua esposa e teve várias amantes, e muitas delas ficaram grávidas dele, dando luz a semi deuses. Como Zeus é o mais poderoso de todos os deuses na mitologia, isso sugere que o perseguidor é com certeza narcisista e tem Complexo de Deus. Ele deve ver alguma semelhança em Alexis e Lila que o lembre das lendas de Io e Calisto e as projetou sobre elas na sua fantasia.
— Meninas, vocês conhecem alguém que seja obcecado pela cultura grega ou pela Grécia? — JJ questionou a mim e Lila.
Eu mexi com a cabeça negativamente e Lila também.
— Bom, eu fui vestida de grega uma vez numa festa a fantasia e fiquei muito bêbada. — disse Lila, sempre sarcástica — Sean foi me buscar depois...
— Qual seu problema, garota? — falei, indignada — Acha que isso é alguma brincadeira?!
— Se acalmem! — pediu Hotch.
Chacoalhei a cabeça de um lado para o outro, tentando organizar os pensamentos e absorver tanta informação para um dia só.
— Pessoal, eu vou embora... Não aguento mais isso aqui, estou enlouquecendo e acho que não vamos fazer mais nenhum progresso hoje. Preciso de ar. — fui saindo da sala e, quando cheguei à porta, virei para todos e finalizei: — Se o perseguidor me mandar outra coisa, eu aviso vocês. Obrigada por toda a ajuda, mas tenho que ir.
Andei em passos rápidos pelo corredor da UAC e Reid me seguiu, me puxando pelo braço em seguida:
— Agora quem está louca é você! Quer mesmo ir para casa sozinha quando tem um perseguidor atrás de ti? — ele foi enérgico.
Queria responder a altura, mas eu notei que Spencer só estava irritado porque eu estava me colocando em perigo... de novo.
Então, com a voz gentil, falei:
— Spence, eu não consigo mais ficar aqui. Preciso ir para casa descansar. Se está preocupado comigo, mande um agente me escoltar, eu me tranco em casa até você sair daqui e fica tudo bem. Você vai para lá assim que a equipe terminar de montar o perfil e confirmar se é Sean. Prometo que ficarei longe dele.
Ele olhou para baixo e analisou minha proposta.
— Tudo bem, vou pedir ao Agente Carter te escoltar e você não saia daquele apartamento até eu chegar, entendido? — era uma ordem.
— Entendido e copiado, capitão. — fiz o sinal de “sentido” com a mão em minha testa — Estarei te esperando ansiosamente para repetirmos a noite passada. — falei, sugestivamente e depois, dei um breve beijo em sua bochecha. Agora não tinha mais motivos para esconder da UAC o nosso relacionamento, no fim das contas, Spencer já havia se declarado na frente de todos para mim e disse, indiretamente, que me amava.
Fui acompanhada pelo Agente Carter até em casa e, felizmente, quando cheguei, não tinha nenhum presente ou bilhete me esperando.
Agora era só ficar trancada no apartamento e esperar que meu amor chegasse para me proteger e para que nós, mais uma vez, ficássemos inteiramente juntos.
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