Confissões de Uma Adolescente

2 Capítulo 1 - Inevitavelmente Inevitável:Piloto


Notas iniciais

Gente, desculpa a demora pra postar. As aulas voltaram e está tudo muito corrido. Prometo que postarei o mais rápido que puder. Obrigada a compreensão e espero que gostem do resultado. Não se esqueçam de comentar o que acharam do capítulo. Quanto mais comentários, a vontade de escrever aumenta!

Eu sei que vocês me adoram, beijinhos, a garota da Fic, UASHASUHA

* * *

Bella’s POV

Nunca pensei em como eu iria morrer, mas morrer sem ter entrado em uma faculdade, ser ter matado Edward Cullen e ainda mais... VIRGEM?! Literalmente não era pra mim. Eu precisava agir rápido e meu primeiro pensamento se focalizou em... Salão de beleza, afinal, toda primeira vez exige seus personagens bem arrumados e MEU namorado também merece!

Nunca fui o tipo de garota que chamava as meninas interesseiras do Constance pra ir ao salão de beleza comigo, pois desde que a Rosalie se foi jamais tive uma verdadeira amiga para qual eu pudesse recorrer nesses momentos e minha mãe... Sem comentários sobre ela.

Ajeitei meu cabelo, peguei minha bolsa, que de fato me esperava sobre a mesa, e de repente fui surpreendida por meu celular vibrando sem parar dentro daquele cubículo vermelho que eu fazia questão de chamar de bolsa e usar, pois meu pai havia me dado de aniversário no ano passado e por questão, vinha de Paris, inevitavelmente inevitável eu usá-la.

“AAAAH, que porcaria é essa?” gritei quase me pendurando no lustre do hall do hotel que dá acesso a minha “casa”. Uau, eu moro em um hotel, primeira vez que eu paro pra pensar nisso. Mas voltando, depois do meu grito nada escandaloso, peguei meu celular, abri e vi um envelopinho em sua tela, indicando uma nova mensagem. Minha curiosidade me fez abrir imediatamente a mensagem para ler e quando vi de quem se tratava, admito que fiquei um tanto tensa.

Mensagem recebida dia 06-Mar-2010 às 12:32 por Garota do blog :

Garota do blog na área, sua fonte mais segura da elite escandalosa de Manhattan,

Rosalie Van der Woodsen flagrada hoje na estação de metrô às 11:35hs. O que será que a trouxe de volta, ou a pergunta certa seria: o que a levou embora? Pois é, nossa queria R, isso é o que vamos descobrir. Bem vinda novamente e outras saudações a nossa Rainha B! Sua amiguinha está de volta, o que será que ela esconde de você?

Beijinhos, a garota do blog.

Paralisei, choquei perua, to rosa chiclete! Não consigo acreditar que ela voltou! Espera, ela voltou? Minha Rosalie, minha melhor amiga? É ela mesmo? A garota do blog deve ter bebido todas ontem a noite na festa e acordou com um tanto de enxaqueca. Não posso acreditar, não vou acreditar, não quero acreditar (tá, eu quero muito acreditar, mas no fundo eu não quero, o que será que a levou pra tão longe sem sequer se despedir de mim, a melhor amiga? Ou ex melhor amiga, nesse momento não faz muita diferença). Estava cheia de dúvidas na cabeça, não podia com tudo aquilo e o melhor, naquele instante, seria eu ir até o salão de beleza mesmo. Guardei meu celular, ignorei qualquer tipo de pergunta de minha cabeça, ajeitei meu cabelo e saí, sem me preocupar com o mundo (não é a toa que virei meu pé, PQP).

# 2 horas depois #

Eu estava inteira, unhas pintadas de Pink, mechas com uma cor pastel perfeita, combinando certinho com o tom do meu cabelo e de meus olhos. Subi no salto novamente e sai do salão de beleza outra pessoa, como eu sempre saía me sentindo cada vez mais uma rainha. Primeiro local que eu pensei em ir: minha própria casa-hotel, minha mãe iria dar uma festa lá hoje e eu tinha que ajudar a arrumar as coisas – nunca diga que quer ter uma mãe estilista, é um saco.

Andei uns dez metros e me vi cansada. POXA, andar de salto alto em Manhattan não é a coisa mais fácil do mundo, tá! Parei pra descansar e no mesmo instante eu berrei ao ouvir um certo tipo de BOZINA! Olhei para o lado com um tanto de ira, reconhecendo de que carro era aquela bozinha idiota e sem graça. EDWARD CULLEN!

“E aí, rainha B, fazendo o que andando sozinha por essa cidade perigosa? Sabe que em cada esquina pode haver um bicho papão!” disse ele em um tom irônico enquanto o vidro da limusine se abria lentamente.

Que puta merda de raiva eu fiquei dele ao ouvir suas palavras de zombação – como sempre. Já estava vacinada contra aquele tipo de pessoa e resolvi ficar na minha e apenas respondê-lo, mesmo estando com vontade de voar encima daquele indivíduo filho da mãe.

“Bicho Papão em Manhattan? Só você mesmo!” disse a ele em um tom sarcástico e irônico, avançando com curtos passos.

O babaca avançou a limusine, acompanhando-me e alcançando meu braço. Fitei-o com todo o fogo da raiva queimando em meus olhos, tentando me livrar daquelas mãos grossas e firmes, que de forma alguma me soltavam.

“Me solta agora, Edward, você não sabe do que eu sou capaz de fazer” encarei-o no fundo de seus olhos, passando naquele olhar a fúria de toda a minha vida.

“Ah, como estou morrendo de medinho de você, RAINHA B. Não é capaz nem de matar uma mosquinha, mas tudo bem, eu te solto, mas me aguarde. VOCÊ, que não imagina as coisas que sou capaz quando quero alguma coisa!” naquilo ele tinha toda a razão, eu não fazia mesmo idéia, mas eu era tão terrível quanto ele, não faria muita diferença em minha vida, talvez.

O babaca me soltou, acelerou a limusine e foi embora no meio de outros carros. Fiquei parada, olhando a marca vermelha em meu braço. “AH, se eu pego esse @#$%@#$@%$#@” < conteúdo inapropriado para menores de 80 anos.

# 30 minutos depois #

Avistei a entrada do Hotel do outro lado da rua. Por um instante tive que pegar meu espelho e ver a situação em que eu me encontrava.

”MEU DEUS!” aquilo que ele refletia era eu mesmo? Impossível acreditar que eu havia acabado de sair de um salão de beleza... Eu estava tão... Perfeita! As corridas e exercícios não me faziam tão mal para a aparência, pois eu jamais aparentei cansada (por mais que eu estivesse). Ajeitei meu cabelo, olhei os dois lados da rua, esperei o semáforo e avancei na faixa de pedestre.

Chegando ao outro lado, avistei minha mãe, bem do meu lado esquerdo.

“Quanta sacola” foi a única coisa que consegui pensar quando a vi coberta de sacolas de todas as cores e tamanhos. Como sempre fui uma boa filha, adentrei o hotel fingindo que não a tinha visto, MAS...

“BELLINHA, MEU AMOR, VEM AQUI AJUDAR A MAMÃE!” sua voz, quase gritando á uns 50 metros de mim!

“Saco, porque eu tive que aparecer justo aqui, justo agora?” disse para mim mesma, quase tirando uma arma de dentro do bolso e atirando na cabeça do gato da vizinha que tava escalando minha perna! O gato da vizinha estava mesmo estragando minha meia de grife novinha?

“AAAAAH! SAI DAQUI, SEU BICHO IDIOTA”! Não que eu não gostasse de gatos, eu amava, mas a minha meia era mais importante. Imediatamente levantei a perna e chacoalhei, fazendo o gato voar á uns metros de distância de mim, caindo exatamente encima de minha mãe, que de fato caiu com as sacolas no chão e começou a espirrar! Porque eu estava ali naquela hora, naquele momento, naquele lugar hein?

Quem dera tudo aquilo tivesse acontecido mesmo. Talvez desse um tempo pra eu fugir de minha mãe gritando meu nome, como se eu fosse um cachorro (a cadela da Jessica se chamava Belinha, saco.) pra me pedir ajuda. Eu, Isabella Swan ajudando minha mãe a carregar sacolas? Literalmente não era pra mim.

Respirei fundo tentando manter a calma quase inexistente naquele momento, sorri de lado com a maior cara de pau e andei lentamente em direção a minha QUERIDA MAMÃE! Ao me aproximar dela, caí no chão com uma tonelada de sacolas caindo em cima de mim! SACO, porque justo comigo?

“Bella, amor, você está viva? Você está bem? Cadê você?” ouvia a voz de minha mãe enquanto sentia outras sacolas caindo em cima de mim.

Meu Deus, quanta porcaria que minha mãe havia comprado pra aquela festinha/festona. Me assustei e vegetei no meio das coisas, esquecendo de responder a minha mãe, que estava quase ligando para o bombeiro enquanto eu estava lá embaixo.

“CALMA MÃE, eu to bem poxa!” apareci no meio das sacolas, toda bagunçada. Quando olhei ao meu redor, quis voltar a me esconder no meio das sacolas. Jasper, meu namorado estava ali, parado na minha frente, com seu pai, o capitão, logo ao seu lado. “PQP, só me faltava essa” grunhi sem ninguém ouvir minha voz.

Jasper sorriu de lado, estendeu a mão pra mim para tentar me ajudar. Recusei sua ajuda, tentando me fazer forte e me levantar sozinha, mas caí sentada. Que droga! Quando estava preparado pra dar meu GBCE – Grito Bella, com Efeito – senti duas mãos posteriores a meu corpo, me dando sustento e força pra levantar. Era o capitão. Ai que vergonha dupla, tripla e quádrupla.

Levantei toda roxa, meio avermelhada, sorri disfarçando e agradeci.

“Ah Bella, o que é isso? Estaremos sempre aqui, para tudo o que precisar!” disse o capitão enquanto beijava minha mão. Como era cordial, o filho tinha a quem puxar.

Logo em seguida, Jasper pegou minhas mãos, se aproximou e me deu um curto beijo nas maçãs de meu rosto. Retribuí seu beijo e imediatamente olhei o chão ao nosso redor. A princípio nem me importei, só queria viver o momento com meu Jasper, longe do planeta Terra, mas bastou a voz de minha mãe pra estragar tudo!

“Ai meu Deus, vamos pegar essas coisas e levar lá dentro”

MERDA! Porque será que ela não cala a boca?

Jasper me soltou, sorrio pra mim e sussurrou “Bella, não se preocupa, temos a noite toda a nossa disposição”. Uau, ele tinha feito uma lavagem cerebral, mas bem que eu gostei. Aquela NOITE, a resolução da metade de meus problemas! Os outros a mais não passavam de Edward, Edward e... Acho que Edward de novo!

Entramos finalmente com as coisas e o resto da tarde passamos juntos, arrumando a casa e cuidando dos detalhes finais. Como era de se esperar, minha mãe ligou para Carlisle, o pai de Edward e ele confirmou suas presenças. Resumindo: minha noite não seria mais tão perfeita assim. Mas se existia algo a que Edward era flexível e até demais eram mulheres, então... Já sabia o que fazer...

# Pulando as duas horas inúteis que eu fiquei me arrumando #

O relógio da sala marca exatamente 21hs, as pessoas na sala estavam aconchegadas, Edward estava sentado cercado com as garotas da turma do segundo ano e de bebidas, minha mãe estava agradecendo a presença daquele povo velho e cafona, mas um bando de ricassos e Jasper esperando eu ir resgatá-lo da conversa de seu pai com um empresário que aparentava uns 90 anos de idade. Circunstâncias perfeitas. É, Bella, hoje a noite é sua!

Andei em direção ao Capitão e ao meu Jasperzinho, com a maior delicadeza em minha voz pedi licença aqueles senhores e o retirei daquela zona de tédio.

“Me deve todas por isso” sussurrei em seu ouvido com um tom tanto irônico.

“Pago hoje mesmo” ele respondeu imediatamente, subindo as escadas correndo comigo e me encostando na porta do quarto.

Fechei meus olhos ao sentir seus lábios delicados tocarem meu pescoço, causando-me um arrepio e tanto. Segurei firmemente na manga de sua camisa, jogando minha cabeça para trás, fazendo-a encostar na porta instantaneamente. Com toda uma experiência ele abriu a porta lentamente, fazendo com que ambos entrássemos sem sequer tropeçarmos em nada. Me pegou em seus braços, andou comigo poucos metros e me deitou na cama, que estava pronta para nos receber. Percorreu meu pescoço até chegar em meu ombro com curtos beijos, ao encontrar a alça de meu vestido, abaixou-a com suas mãos suaves e carinhosas. Aquele realmente era um momento único o qual ambos jamais esqueceríamos, para o resto de nossas vidas, inclusive para a minha, pois até então era virgem, e aquela noite era muito mais importante que todas as outras que ainda teríamos. Deslizei lentamente minha mão até seu peito para abrir sua camisa, até ser surpreendida pelo grito de minha mãe, chamando por meu nome!

“QUE SACO, ela não me dá um tempo!“ pensei, mas logo ignorei sua voz. Ela insistiu e dessa segunda vez foi além!

“BELLA, VENHA CÁ CORRENDO, UMA SURPRESA TE ESPERANDO! A ROSALIE ESTÁ AQUI!”

O que? Rosalie está aqui? Não pode ser, não posso acreditar, não consigo! Tentei ignorar mais uma vez, mas desta vez chamou a atenção de Jasper, fazendo com que ele se levantasse rapidamente e se vestisse. Porque ele se importava tanto com ela? Não quis pensar em possibilidade alguma, apenas levantei e me arrumei também.

Sai correndo de meu quarto, logo atrás de Jasper. Cada um foi para um lado parar despistar. Andei até a sala e ao olhar uma garota linda, loira, cabelos compridos e ondulados ao lado de minha mãe, confirmei todas as minhas expectativas. Realmente Rosalie havia voltado.

“B, como senti sua falta” disse-me sorrindo e andando em minha direção com os braços estendidos, quase me pedindo um abraço.

Fitei-a sem expressão, tentei sorrir e quase consegui um meio sorriso, mas ainda sim não parecia um sorriso de alegria e sim de... Algo que não sei explicar.

Caminhei em sua direção não tão rapidamente como ela vinha na minha. Estendi o braço também e quando finalmente nos encontramos eu a abracei, sem acreditar que eu estava fazendo aquilo. Aquela realmente era a minha melhor amiga, Rosalie? A mesma que tinha fugido de mim e de todo o mundo? Tentei não pensar em mais nada para conseguir respondê-la.

“Rose, quanto tempo! Também senti sua falta” sorri ao perceber que tudo aquilo era verdade, mas não conseguia calar todas as perguntas de minha cabeça. Porque ela se foi? Eu ainda iria descobrir...

Garota do Blog’s POV

É querida rainha B, seu reinado pode desmoronar em questão de segundos, basta você não tomar cuidado. Nossa R está de volta e nos parece uma verdadeira caixinha de surpresas. Vamos desvendar segredo por segredo, afinal, estamos na elite escandalosa de Manhattan e aqui, tudo pode acontecer. Fiquem ligados, pois aqui, os personagens são vocês

Eu sei que vocês me adoram

Beijinhos, A Garota do Blog!

Notas finais

Amores meus, estou trabalhando no blog da fic. Como trataremos de crepúsculo dentro do tema 'Gossip Girl' , não podemos deixar de ter o nosso querido Blog. Ainda não está pronto, somente o projeto, mas está ficando lindo Assim que estiver pronto eu posto o endereço pra vocês se divertirem.

Eu sei que vocês me amam,

beijinhos s2

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.