Notas iniciais
Capitulo escrito por: Giuh (Nia) Espero que gostem, esse é meu ponto de vista, ops, quer dizer o ponto de vista da Virginia. E a história se desenrola a partir daqui, vocês vão notar que eu fiz uma breve demonstração dos personagens que vão interagir na fic, tem vários, mais eu sitei alguns que mais causaram problemas hehehehehehe (spoiler) Comentem se gostaram. Mais uma vez espero que gostem.

POV Virginia

– VIRGINIA. ACORDA.
Me levantei aos poucos da cama, senti a cabeça girar e o sono me forçar a voltar a deitar, fui mais forte, levantei e fui direto para o banheiro.
Me deparei com a minha figura horripilante na frente do espelho, cabelos castanhos avermelhados emaranhados e fundas olheiras que deixavam meus olhos verdes mar mais profundos.
– Nossa como eu to horrível – me aproximei mais do espelho – UOU! – dei um salto para trás me afastando do mesmo.
Me joguei dentro do chuveiro ligando no mais frio possível.
Ser a aluna nova quando criança já era ruim, imagina agora que sou adolescente. É o inferno.
Meus pais nunca passaram mais de um ano em um lugar só. Boston. Austrália. Canadá. Quebec. Miami.Califórnia. Paris. Londres. Romênia. Munique. Brasil. Grécia.Roma entre tantos outros. Eles estão sempre viajando e eu sempre tenho que ir junto, por isso não tenho amigos, sou poliglota, mais uma esquisitice para adicionar na lista, míope, idiota e depressiva. Uma adolescente perfeita, problemática, porem, perfeita.
Enfiei a cabeça com tudo no chuveiro, um arrepio passou pela minha espinha seguindo o corpo inteiro, sorri ao sentir aquele frio matinal, aquilo me deixava alegre, ficar imersa aos problemas me deixava cansada, ter um tempo só para mim, nem que fosse 10 minutos já ganhava meu dia.
Sai de toalha pelo quarto a procura de alguma coisa para vestir. Entendam eu não sou dessas que se importa muito com a aparência, então qualquer coisa que entre em mim e que não me faça parecer uma quenga já esta bom. Então foi assim, me vesti o mais rápido possível, peguei a mochila que estava jogada no canto do quarto e enfiei o celular no bolso. Senti um aperto no estomago ao me olhar no espelho, é ter 17 anos não era fácil, escola nova, pessoas novas, conflitos novos... amores novos...
Me assustei ao me pegar pensando nisso, amor, nunca fiquei muito tempo em uma escola para, nem se quer, gostar de alguém e alguém gostar de mim, mesmo meus pais sendo quem eles são, era terrível ter que a cada ano ter que viajar para uma cidade, estado ou até país diferente, nunca poder ter feito uma amizade que durasse mais de12 meses, nunca poder ter se apaixonado por alguém, nunca poder nem ter gostado verdadeiramente de alguém, depois que tinha sido diagnosticada com depressão e possível câncer no útero, minha vida mudou totalmente, alem de não poder sair de casa para repor esforço físico só de abrir os olhos e respirar ao acordar, tinha que ficar trancafiada num quarto 25 horas por dia enquanto minha vida passava como um filme que você adiantou demais, não parava, apenas passava, os fatos acontecendo e você tentando acompanhar naquela velocidade e se não para piorar nos mudamos de novo, agora para Nova York a cidade do caos.
– Fique forte Gina – repeti para meu reflexo no espelho – fique forte
Respirei fundo e sai do quarto, enquanto a zona reinava do lado de fora.
Uma família grande não é para qualquer um, dois irmão, dois pais, cinco pessoas. Fui descendo as escadas enquanto atrás de mim um garotinho de 5 anos, cabelos pretos e olhos verdes corria de samba-canção do Ben 10 pela casa sendo seguido por um pai idêntico ao filho segurando o uniforme gritando:
– Newt vista isso agora! – o menino ria e continuava a correr feito um louco, as vezes se enroscava nas minhas pernas e voltava a correr quando o pai chegava mais perto.
– Ei pirralho toma cuidado ai – gritei para um Newt que descia as escadas em alta velocidade, rindo como se fosse uma brincadeira matinal. (e pior que era).
Meu pai parou no corrimão da escada arfando, seu rosto estava vermelho e suor pingava de sua testa.
– Quan...quando...eu pe...pegar esse garo...to
Não pude esconder uma risada, era impressionante como coisas assim aconteciam na minha família.
– E ai? Preparada? – Felipe se ajeitou no corrimão me encarando, respirei fundo.
– Sério pai? É a qüinquagésima vez que eu mudo de escola e você me pergunta se eu estou preparada?
Ele sorriu, o que me deixou feliz, não podia negar meu pai era muito bonito.
– Já mudei mais de escola do que menina da minha idade muda de roupa! – não podia negar isso era verdade, por isso...bem...podem me considerar Carrie a estranha, sem amigos e alto depressiva. IUPI!
Ele riu me dando um beijo na testa.
– Dessa vez é permanente, vamos ficar por aqui – ele segurou meu rosto com as duas mãos – você vai fazer amigos Virginia.
Virei o rosto, tudo bem eu mesma dizer que não tenho amigos, mas ouvir isso do meu pai, me deu uma sensação estranha, um aperto no coração, como se fosse uma obrigação minha fazer amizades para deixar meus pais felizes.
– Ei, Gina – não consegui não sorrir – tudo vai ficar bem, não é o seu lema? “Fique calma e siga em frente”.
– Não pai meu lema é “A vida é curta, coma a sobremesa primeiro” – mas não conseguia parar de rir enquanto dizia essas palavras, meu pai também não agüentou e caiu na risada.
– Filha!
Sorri mas ainda dando um forte abraço nele, pude sentir cada parte do meu corpo agradecendo por esse pequeno gesto de amor antes do café da amanhã.
– Ok é esse mesmo.
Ele me soltou e eu senti como se uma parte do meu coração fosse deixada para trás, lá no meio do abraço.
– Agora é melhor você descer, sua mãe deve estar te esperando.
Desci os últimos degraus da escada, sentado na bancada da cozinha estava meu sósia Perse correndo com a lição atrasada. Me dirigi de fininho atrás dele sorrindo maliciosamente.
– Que feio! Vou contar pra mamãe – Perse se virou assustado deixando seu estojo cair no chão.
– Que susto Gina – ele se abaixou e pegou suas coisas – não precisava né?
Sorri pra ele
– Claro que precisava – ele me deu um tapa no braço e voltou a copiar o enunciado de uma questão – e você deveria estar preocupada com isso também, as aulas começaram faz 3 meses e você – senti medo pelo ênfase que Perse deu no ‘você’ – só vai hoje.
Não respondi, Perse sabia muito bem porque eu não tinha ido para escola nos primeiros 3 meses, exames de checape demoram muito para ficarem prontos e a depressão não me permitia ficar 5 minutos sem tentar me alto mutilar.
– E você devia ser mas responsável na escola , suas notas estão horríveis, mamãe não iria gostar de saber do 1 em matemática – rebati sorrindo mais maliciosamente possível.
Ele fez cara feia, quando ia soltar um palavrão mamãe entrou pela porta toda carregada de pastas e livros, jogando-os todos em cima de sua escrivaninha.
– Finalmente – ela sorriu para os dois filhos que a olhavam, cabelos da cor do meu porem olhos castanhos escuros que aparentavam estar cansados. – Filha, vamos? – ela pegou as chaves da bolsa que estava em cima do sofá.
Não respondi, era meu primeiro dia, tanto na escola como fora de casa, iria ser o primeiro dia que eu voltaria a ter uma vida normal, quando finalmente você conseguiu pausar o filme e fazê-lo voltar a velocidade normal.
– Filha? – Maia perguntou novamente
Dessa vez deixei o medo de lado junto com os problemas e respondi:
– Sim – segurei mais forte a mochila nas costas e desejei para mim mesma Boa Sorte, Perse ainda copiava sua lição apressadamente, mamãe se virou para ele – Perse, querido seu pai que vai te levar hoje – vi o alivio passando pelo rosto dele ao ouvir as palavras da mamãe – só...cadê o irmão de vocês?
Nesse momento um Newt de camiseta do uniforme, samba-canção e pasta de dente espalhada pelo rosto inteiro saiu correndo do banheiro passando por todos e logo atrás Felipe o acompanhava segurando uma escova de dentes e um par de calcas de moletom.
– Volta aqui Newt! – Maia riu da cena que se passava, não consegui segurar o riso e ri junto
Mamãe secou uma lagrima que escorria pelo olhos direito e se virou novamente para Perse.
– Ajude seu pai, por favor – resmungando Perse fechou o fichário e seguiu o rastro do pai pela casa – Vamos Virginia.
“Por Favor não me chame de Virginia” falei para mim mesma, não era porque meus pais eram renomados escritores que até meu nome tinha envolver livros. Virginia Woolf – renomada escritora britânica conhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo no século XIX.
ainda envolta em pensamentos nem notei o envelope que jazia em cima dos livros jogados de minha mãe em sua escrivaninha.

Children's Cancer Hospital

– Mãe... – tremia ao pronunciar cada palavra – o que é isso?
Maia se virou para o envelope que estava jogado na escrivaninha.
– São meus resultados? – as lagrimas teimavam em permanecerem paradas, elas queriam correr pela minha bochecha para expressar minha vontade de jogar aquela carta no triturador de lixo.
Maia não respondeu, ela permanecia com a mão na maçaneta da porta
– Mãe – a voz já saia falhada por causa do choro – não me diga que são meus resultados? Por favor não diga isso...
Quanto mas o silencio da mãe demorava para acabar mais lagrimas queriam ser escorridas, não conseguiria agüentar por muito tempo.
Por fim Maia respirou fundo tirando a mão da maçaneta e levando até a carta.
– Sim – ela pegou a carta com as duas mãos, que pude perceber tremiam ao manusear aquele objeto – chegou hoje cedo.
Respirei fundo contendo avalanche de palavrões que iam ser soltos.
– Podemos ir mãe – quando me deu por si já tinha falado, não agüentaria mais 5 minutos naquele lugar, agora sem pestanejar nem reclamar estava louca para chegar na escola , fora a única vez que minha casa tinha virado insuportável. Sequei uma lagrima rebelde que escorreu pela minha bochecha, tinha chegado meus resultados, agora era torcer para que não seja câncer ou rezar para que tenha cura.

Os minutos se passaram rapidamente da minha casa até a escola, quando tirei um dos fones para ouvir minha mãe falar, já tínhamos chegado na escola, era meu primeiro dia na Beacon Hills High School, esperava que fosse melhor do que as outras escola que eu já tinha freqüentado.
Respirei fundo e sai do caro, a brisa gélida da manha tocou meu rosto, estava triste mais não pude deixar de sorrir, era uma sensação de como sair de uma cadeia para um mundo novo cheio de realizações. Não havia ninguém ainda na escola, alguns alunos acampavam nas escadas à frente, outros entravam e saiam pelas portas, não me mexi e continuei parada no meio fio enquanto mais e mais adolescentes chegavam dos dois lados da rua.
“Fique calma e siga em frente” foi a ultima coisa que falei antes de entrar para esse novo mundo.

POV Asa

Já estava pronto quando ouvi os passos pesados descendo a escada, me levantei rapidamente da mesa deixando para trás metade de um café da manha, os passos se aproximavam mais rápido.
“ Não da tempo de deixar um bilhete” pensei
Me dirigi a porta segurando o matéria entre os braços
“Vamos Asa rápido” dizia para mim mesmo, abri a porta com uma das mãos que me restava fechando-a com um baque surdo. Desci as escadas da varanda correndo, pulando os dois últimos antes de sair embestado pela calçada até a esquina onde eu sabia um banquinho me esperava, e lá estava ele. Senti um alivio enorme quando sentei no banquinho me jogando de qualquer jeito. Dessa vez nada tinha acontecido, ele não tinha me pegado e eu conseguira deixar metade de um café da manha pra trás, tinha sido, até agora, um dia de sorte.
Espreguicei-me no banco e guardei o restante das coisas na mochila, tudo estava comigo, até o celular lembrara de pegar, um sorriso não pode passar despercebido pelo meu rosto, tudo estava indo muito bem, me levantei aos pouco, ainda faltava muito tempo para a entrada então poderia relaxar em vez de sair desembestado pela rua esperando que as postas não de fechassem e fosse obrigado a voltar para o inferno.

Faltava 5 minutos quando cheguei na escola, todos estavam na porta, avistei Melanie com o sorriso doce falando com todo mundo, uma Margo sorridente que discutia com Selena sobre alguma coisa que eu nunca entenderia, Katherine gritando com Harry por ter feito alguma merda, Sam babando pelo Justin o Badboy mais vomitavel da face da terra e tantos outros que riam, brigavam e conversavam juntos como uma família, fiquei feliz ao ver aquela cena, já não bastava briga em casa tinha que agüentar na escola também, nunca. Mas ao canto uma garota estava sentada isolada, não falava com ninguém, tinha os dois fones no ouvido, Me impressioneiu por não saber quem ela era, conhecia todo mundo da escola, e todo mundo da escola me conhecia, senti uma vontade enorme de ir falar com ela, me apresentar, apresentar a escola, mais logo isso sumiu quando Zyan Malik, Thomas Sangster e Justin Bieber chegaram mais perto dela, não sei por que fiquei parado, mais tinha feito um juramento comigo mesmo.

“ Nunca me meter na briga dos outros”

Continua

Notas finais
" Fique calma e siga em frente"
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.