Confissões Do Exílio

9 Quase morrer não muda nada


Notas iniciais
eu sei, eu sei, eu sei, eu sei que demoro muito e tudo mais. só que sempre que eu posto com frequencia, a história perde a graça e o rumo e eu acabo desistindo. to indo devagar mas to indo e acho que isso importa mais, né? enfim, eu ia terminar a história, mas a hora passou rápido e me deu fome. e como já sei o que vai acontecer, devo terminar a continuação amanhã, ok? ok. bjs

Numa certa manhã, creio que na sétima parte da semana, dirige-me para uma de minhas aulas particulares com o Sr. Killian. O caminho parecia mais deserto que o comum, mas tentei concentrar-me nos feitiços que vinha praticando.

Entrei na sala e sentei-me, como de habitual, após uma breve reverência.

- Então, Sr. Pomfrey, conseguiu enviar sua carta e manter a cópia plena? – ele perguntou.

- Sim, Senhor.

- É ótimo ver o seu progresso, meu caro. Afinal, há alguns anos que não vejo tamanho esforço para retomar os poderes. O senhor tem se mostrado forte não só na magia como também na mente e isso, acredite, é muito raro. Passar o que o senhor passou e sair assim, tão forte como está, não é para poucos. Decidi então, dar-lhe uma recompensa e espero que a use bem.

Ele me observou por alguns instantes como se esperasse alguma reação em particular. Mantive a expressão impassível e aguardei. Notei então, um leve vacilo dos olhos negros e profundos daquele homem. Olhos que costumavam estar sempre vidrados, cheios de força e vida e que raramente brilhavam demais ou de menos. Olhos que refletiam uma mente bem treinada e uma personalidade forte, quase incapazes de esboçar sentimentos, quanto mais fraqueza.

- Expliquei-lhe quem sou e de onde vim – ele continuou. -Também contei parte do que fiz e faço neste castelo. No momento, era disso que precisava saber. Não lhe contei, porém, como fiquei sabendo de tudo e nem por que tantas pessoas deixaram Ignia por vontade própria. E, agora, pelo que vejo, o senhor também se pergunta se eu posso ler sua mente, já que pretendo responder as exatas perguntas que têm permanecido na ponta da sua língua.

“Então veja bem, Sr. Pomfrey, de agora em diante, quero que me chame de Killian e apenas Killian. Mantenha a formalidade, usando ‘senhor’ sempre que necessário, especialmente na frente dos outros empregados. Contudo, se aproxima a hora de o senhor se tornar um dos nobres e, portanto, devo trata-lo como igual. E para isso, precisará saber coisas que ainda não sabe, entende-las e aceita-las.”

- Isso quer dizer que o senhor já vai me perdoar? – perguntei intrigado com o rumo da aula daquela manhã.

- O senhor nunca precisou de perdão, pois nunca mereceu sua sentença. É por isso que nunca fez trabalhos pesados como os demais habitantes do castelo.

Encarei-o um pouco irritado. Não conseguia compreender por que ele tinha invadido meus pensamentos e por que não havia respondido minhas perguntas antes. Mas antes que eu pudesse reagir de qualquer forma, um barulho forte preencheu a sala e a porta se escancarou. Um guarda com a cabeça ensaguetada entrou gritando:

- Senhor, por favor, senhor, precisamos... agora... no saguão... por favor – balbuciando as últimas palavras, desmaiou.

- Pomfrey, ministre uma poção de cura para ele com a esta receita – apontou-me um pergaminho em cima da mesa. – Leve-o para o quarto mais próximo e certifique-se de que ele ficará bem. Encontramos-nos na próxima aula para terminar esta conversa, se ainda houver algo a ser dito quando o tempo chegar. Tome esta tarefa como uma prova.

Notas finais
aqui só o de sempre: se alguém estiver lendo, dê um oi. não precisa elogio, ou crítica, recomendação ou favoritagem. só dizer oi pra eu saber que tem alguém acompanhando. até mais, bunnies. xx
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.