Confissões Entre Imortais
4 Capítulo 4 - Um encontro inesperado.
Notas iniciais
Ela estava sentada na praça, lendo um bom livro sobre animais tropicais. Apesar de aparentar ser só mais uma doce e indefesa jovem, Ártemis sempre gostou de estudar os animais, principalmente os selvagens, ela lia livros e mais livros sobre essas criaturas. Seu pai nunca se incomodou com isso, mas percebeu que a filha ia crescendo e nunca se interessou por algum pretendente, isso o deixava preocupado, ele tinha medo dela encalhar para sempre. Mas Ártemis não se preocupava com isso, na realidade ela não queria se casar, sua mãe, Leto, tinha morrido no parto dela e do seu irmão gêmeo, por causa disso ela jurou que nunca iria ter filhos, e quando ela casa-se isso poderia acontecer, ela escolheu ser castra. Mal sabia ela, que naquele dia sua maneira de pensar iria mudar.
Órion era novo na cidade, ele veio por causa de seu novo emprego de bombeiro, ele não gostou da ideia de se mudar, principalmente por que achava essa cidade muito chata, ele já estava lá há três meses, mas nada de interessante tinha chamado sua atenção ainda, bem, até aquele dia.
Apolo Se despediu de Hermes, nada que levantasse suspeita, e foi em direção a sua irmã.
-Como Atena está agora?
Ártemis fechou o livro que estava lendo. – Apolo, eu não sei... Sabe, ela realmente acreditou em Poseidon, e ele fez o que fez, ela diz que está bem, que superou, mas eu sei que não, eu conheço ela a tanto tempo, que eu já a considero irmã.
-Eu também a considero, e é por isso que eu estou preocupado, ela estava completamente apaixonada por ele, Poseidon despertou nela o que nenhum homem tinha conseguido antes.
-Por que Apolo? Ela não merecia isso...
Apolo amava Atena como ela amava sua irmã, ele não deixaria esse tipo de coisa baratão, a sim, ele iria falar com Poseidon, quem esse sujeito pensa que é? Ele iria fazer o que fez com ela e iria deixar por isso mesmo, não se dependesse de Apolo.
-Eu não posso deixar isso assim, eu irei falar com ele.
-Não, por favor, Apolo, não vá, você não ganharia nada com isso, eu te conheço, você vai fazer alguma besteira.
Nesse momento Apolo se levantou, ele já estava decidido. – Sim, eu vou, vou porque eu a considero uma irmã, e se fosse você eu faria a mesma coisa. Sabe Ártemis, ainda bem que você decidiu não namorar, se algum cara fizesse algo contra você, eu mão sei o que eu faria.
- Eu sei o que você faria, por isso eu te peço não vá, se controle. – Ártemis segurou seu irmão pelo braço, mas não adiantou muito, Apolo ela, mas forte, e ele logo conseguiu se soltar. Ela se sentou no banquinho de novo, estava chorando, ela sentia que algo estava errado, e ele não saberia o que fazer se algo acontecesse com seu irmão.
Órion estava passeando tranquilamente na praça quando viu aquela bela moça chorando, ele não gostava de se meter na vida dos outros, mas algo naquela jovem lhe chamou a atenção.
- Desculpe perguntar, mas eu perceber que a senhorita está chorando, foi algo que aquele homem lhe fez? Se quiser eu vou agora falar com ele.
Por um momento Ártemis parou de chorar e riu. Só o simples fato de alguém achar que ela era algo amoroso de Apolo era muito hilário, soltou alguns risinhos, enxugou suas lágrimas, e se virou para aquele jovem. – Não se preocupe, eu não estou chorando por causa dele, ele é meu irmão. Não se preocupe comigo, eu já estou melhor, mas obrigada por perguntar.
Órion deu um sorriso em resposta, de perto percebeu que ela ainda era mais bonita, bem, ele não poderia perder uma oportunidade como essa.
-Me desculpe novamente, eu não sabia que ele é seu irmão, eu sou novo na cidade, então eu não conheço bem as pessoas, aproposito, meu nome é Órion.
- Que nome bonito, o meu é Ártemis, e do meu irmão é Apolo, bem obrigada por se importar, mas agora eu tenho que ir, tchau.
-Não, quero dizer, eu te acompanho.
-Não precisa, obrigada eu já estou atrasada para um compromisso muito importante.
-Olha, então pelo menos me mostre onde é o café da cidade, sabe, eu ainda não conheço muito o local.
Órion não iria desistir tão cedo.
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