Confissões Do Exílio
7 Mil fortalezas dentro do castelo
Notas iniciais
O tique-taque do relógio é tudo o que se ouve além do zumbido do ventilador de teto. A janela lacrada, a cortina cerrada, a porta trancada.
- Ninguém entra. Não há ninguém para sair. -
Se há ar dentro dos quartos, há demais. O vácuo é tudo o que preenche cada milímetro daquela fortaleza.
- O que entra ninguém quer que se vá. –
Fazem-se então correntes e mordaças, muros e fossos. Um castelo impenetrável e, portanto, inescapável.
Porém, verme que é verme penetra pelas entranhas da fortaleza, surge da terra, de dentro, do fundo, de onde menos se espera e ali faz morada. E ao partir, deixa o rastro vazio e solitário do que um dia foi um morador fiel.
Mas é apenas um verme – você diz.
Não: é uma barreira impenetrável, penetrada, é uma muralha inabalável, abalada; é o vácuo preenchido e depois esvaziado novamente; é o lacre violado, a tranca arrombada, o feixe de luz pelo canto da cortina, a corrente partida e o adeus maldado.
Você chama de castelo
Eu chamo de coração.
Quando terminei de anotar tudo no pequeno diário que recebi, ouvi passos no corredor. Nunca havia notado que era possível fazê-lo. Talvez eu estivesse cansado de mais para prestar atenção nesse tipo de ruído. Mas ouvi os passos cada vez mais próximos. Escondi meu diário em baixo do meu travesseiro e esperei meu visitante.
Notas finais
ah, se quiserem me dar uma força, ajudem a divulgar a fic ;3 não precisam sair fazendo propaganda não... mas se tiverem algum amigo que se interessa por esse estilo de fic, diz pra ele ler... é tão fácil e me faria tão feliz... ;/
Fale com o autor