Confissões Adolescentes
1 Nova escola
Notas iniciais
Bem, cá estou eu voltando às origens.
Se puderem dar uma chance e ler ficaria muito feliz! A fic tá recheada de coisas que eu sei que vocês amam, muita confusão, romance, amizade, altas tretas e tudo mais que puderem pensar que a nossa turma favorita apronta!
Sem mais delongas, boa leituraaaaaa
— MÔNICA! Meu amor, acorda! – Dona Luiza dava leves sacudidas na filha que ressonava tranquila, totalmente imersa em seus sonhos, a menina realmente tinha sérios problemas com sono pesado. – Moniquinha, você vai se atrasar pro primeiro dia de aula e...
— Caraca, mãe! Por que não me acordou antes? – Perguntou dando um salto da cama e correndo para o banheiro, não queria nem um pouco se atrasar para a escola nova, e ouvir “primeiro dia de aula” a fez despertar instantaneamente.
Dona Luiza inspirou profundamente, balançou a cabeça e saiu do quarto para preparar o café da menina. Mônica era filha única, tinha 17 anos e estava entrando para o último ano do colegial, estudou por muitos anos no mesmo colégio, entretanto, bem quando começaria o último antes do vestibular, ele fechou por causa de dívidas. Por sorte, sua melhor amiga acabou transferida para a mesma nova escola, pelo menos assim não ficaria sozinha naquele dia tão temido.
Saiu do banheiro disparada ao ouvir o celular tocar, e, ainda secando-se com a toalha, por pouco não se esparramou no chão do quarto ao escorregar, levou a mão ao peito com o mini ataque cardíaco que todos têm antes de uma quase queda e riu de si mesma, era realmente perita em pequenos acidentes, portanto, era sempre bom redobrar os cuidados.
— Oiêêê! Pó falar, vaca. – Atendeu a ligação como era de costume nos momentos em que Carminha ligava.
— Liguei pra saber se já tinha acordado, sabe que odeio ficar esperando, né? – A outra falou com voz impaciente.
— Já tô até tomando café, vou atrasar nadinha hoje. – Mônica mentiu descaradamente enquanto procurava uma calcinha na sua gaveta e segurava o celular entre o ombro e o ouvido.
— Ahãm, sei... Passo aí em meia hora com o motorista. Não. Se. Atrase. – Carmem falou pausadamente.
Mônica responderia um ‘okay’ se a outra já não tivesse desligado. Riu para o aparelho, nem o mau humor de Carminha seria capaz de estragar a ansiedade que estava sentindo em começar as aulas num lugar totalmente novo.
Abriu o guarda roupa e pegou o vestidinho que separara na noite anterior, branco com florezinhas rosas na saia rodada e o busto totalmente liso, de alcinha. Vestiu rapidamente e observou o resultado no espelho, havia se tornado uma moça realmente bonita, bem diferente da anãzinha, dentuça e gorducha que era zoada na infância, tá, continuava um pouco baixinha e se recusara a abrir mão dos seus dentinhos, porém, quando cresceu (um pouco!) as suas dobrinhas foram ficando nos lugares certos, a barriga ficou plana, a cintura afinou e seus seios, pernas e bumbum ganharam volumes de dar inveja. Deixou os cabelos castanhos escuros crescerem e se instalarem abaixo dos ombros caindo em ondas suaves, marcou os olhos amendoados com lápis e delineador e finalizou passando um batom rosa clarinho nos lábios.
Admirou-se e rodopiou feliz pelo quarto, para um primeiro dia de aula o resultado estava ótimo! Calçou sua sapatilha transparente com a ponteira branca e puxou sua mochila de coelhinho, também já arrumada com antecedência, para sair do quarto e tomar café.
Na ida para cozinha mais um quase acidente, por um motivo desconhecido desequilibrou na escada e, se não fosse pelo seu reflexo de agarrar-se no corrimão, cairia de bunda ali mesmo. Dessa vez já nem riu, essas coisas a estavam perseguindo e isso não era um bom sinal, melhor ficar mais atenta.
Estava chegando na porta da cozinha quando ouviu uma buzina do lado de fora, já ia dar meia volta e fugir sem tomar café para não fazer a amiga esperar, mas seu Souza foi muito mais rápido e a segurou pelo braço.
— Onde a senhorita pensa que vai sem comer nada? – O pai perguntou com uma cara séria de quem acaba de pegar o filho fazendo algo errado escondido.
Mônica sabia que era melhor nem discutir, deu um sorriso amarelo, correu e sentou-se já servindo-se de um pedaço de bolo de laranja e um copo de suco. Comeu o mais rápido que conseguiu, deu dois beijos na mãe e no pai e disparou porta a fora.
Dona Luiza já ia gritar pela filha quando a viu voltar esbaforida e um pouco descabelada, a menina já estava do lado de fora quando notou ter esquecido a mochila na cadeira da cozinha.
— Agora é tchau mesmo! Até mais tarde, seus lindos. – Despediu-se fazendo os dois rirem.
Assim que saiu de casa acenou para a vizinha que saia apressada também, Magali era uma amiga de infância, mas que se distanciou com o passar do tempo. Lembrava-se de quando ia brincar na casa da amiga quando criança, porém, à medida que foram crescendo, Magali fazia contato com outras pessoas do bairro, enquanto Mônica ficava em casa estudando ou brincando sozinha já que seus pais não eram adeptos que ela ficasse na rua com qualquer pessoa que não fosse um deles. Dessa forma, tinha lembranças vívidas de quando se debruçava na janela observando várias crianças brincarem, numa dessas vezes decidiu se rebelar e fugir de casa para conhecer os vizinhos, a experiência não deu certo, além de não a conhecerem, a achavam estranha por estar sempre em casa e ela acabou sendo zoada por vários menininhos maldosos, voltou correndo para casa e nunca mais se arriscou.
Carminha já estava impaciente no banco de trás do carro, tamborilava sem parar com as unhas compridas e recém-feitas pelo salão mais caro do bairro do Limoeiro.
— Desculpinha, ami, eu juro que ia sair sem tomar café, mas né... – Mônica falou dando um beijo no rosto da amiga.
— Tá, tá, ainda estamos adiantadas! Vê se corre, hein? – Carminha disse a última parte dirigindo-se ao motorista que arrancou assim que ouviu a ordem. – Poxa, Mô, você sabe que temos que chegar cedo pra fazer o reconhecimento do lugar, eu hein, não sabe ter um despertador na vida?
— Me deixa, tá? Eu gosto de dormir ué! Além disso, ontem fiquei até tarde colocando minha série em dia, demorei um pouco pra acordar hoje, só isso. – Mônica justificou-se dando de ombros.
A escola do bairro do Limoeiro não ficava longe, então as duas chegaram razoavelmente rápido. Faltava cerca de meia hora para o sinal tocar para que as aulas começassem, por isso elas acabaram decidindo sentar num banco do pátio para observarem os alunos que vinham chegando.
Carminha era muito crítica com tudo e não gostava tanto assim de mudanças, portanto, ficou a maior parte do tempo observando os defeitos de qualquer coisa ou pessoa que estivesse perto delas. Já Mônica estava bem mais atenta aos carinhas muito gatos que estavam entrando e cumprimentando-se, vez ou outra percebia um novato, mas dava para perceber que a maioria era veterano por ali.
Faltando poucos minutos para o sinal tocar, as amigas levantaram-se para procurarem sua sala de aula, porém, algo, quer dizer, alguém fez com que as duas ficassem paralisadas. O rapaz com um sorriso incrível entrava no colégio e, por onde passava, cumprimentava as pessoas jogando seu charme, as meninas suspiravam e com as duas amigas não foi diferente.
Notas finais
Falo "vocês", mas nem sei se meus leitores antigos vão passar por aqui kkk
Bem vindos aos novos e olá outra vez aos de sempre sz
Espero que tenham curtido, até o próximo ♥
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