Confissões Adolescentes

7 Mentiras têm perna curta


Notas iniciais
Olá, hello, ciau, kon' nichiwa, hallo, ni hao, hola, salve *------------* Estava com tanta saudade de vocês que pesquisei oito formas diferente para cumprimentá-los ♥ Capítulo novinho e espero que gostem... Será que alguém já notou a quem estou fazendo referência? Muitos palpites, um deles estaria certo? hahaha Beijos :*

Os quatro chegaram ao colégio conversando animadamente, mas todas as vezes em que o papo voltava a tarde no cinema, ou Do Contra ou Carminha desconversavam deixando Mônica sem entender o porquê. Ficaram no pátio da frente, os dois veteranos desfilavam as principais características dos professores que as meninas ainda conheceriam.

— Não brinca com o Louco porque... Er...

— Ele é louco! – Do Contra cortou Magali arregalando os olhos para dar ênfase no que falava.

— Professora Ana Paula é bem legal, além de ter conselhos incríveis pra dar! – Maga deu a dica às calouras.

— E eu vou ficar pedindo conselhos pra professor? Por favor, né! Queridinha, eu curo meus problemas com compras. – Carmen sorriu e piscou para DC que instantaneamente voltou os pensamentos à tarde do dia anterior se batendo mentalmente por não ter assistido o filme.

Passados alguns bons minutos, os quatro ouviram a sirene que indicava que as aulas começariam, já estavam preparando-se para entrar quando ouviram uma voz conhecida duas oitavas mais alta.

— Muito legal, dona Magali! Deixou a gente mofando na esquina, tá louca? – Denise se aproximava com Cascão e Xaveco reclamando da amiga; a menina esquecera-se de avisar que pegara carona.

— Ai Dê! Esqueci completamente de mandar mensagem pra vocês. Os meninos ofereceram carona e acabei aceitando, foi maus. – Respondeu corando.

— Relaxa, Maga! Ela só tá com ciúmes. A gente viu vocês saindo no carro e viemos direto pra cá. – Cascão avisou antes que a moça acabasse de tornar-se um pimentão pela vergonha.

— Ciúmes? Eu? Dessa baranga loira atrasada? Faça-me o favor! Se a Maga me trocar por essa aí que além de não chegar na hora, ainda fura o cinema pra ficar de rolêzinho com o boy, eu me jogo da altura dos meus saltos!

Denise ainda não havia esquecido o tempo que os colegas tinham os deixado esperando no cinema, por isso apenas queria jogar na cara deles quantas vezes pudesse. Porém, olhando para a cara que Mônica fez, ela percebeu que o castigo deles poderia ser bem maior.

— Você não me disse que tinha levado alguém... – Mô voltou-se para a amiga que abria a boca sem saber o que dizer.

— Não, gatz, ela não levou, já estava lá! Esses dois aqui nem chegaram a entrar pra assistir o filme com a gente. – Denise avisou apontando para Do Contra e Carmen, logo em seguida puxou o restante dos amigos, deixando Mônica com os dois.

DC logo notou que aquela era uma informação interessante para a baixinha, pois ela olhava com cara de poucos amigos para eles. O menino tinha que confessar, sabia que não precisava esconder nada, até porque não devia satisfações a ninguém, porém, não falara de propósito, acabou ficando com receio de aquela volta no shopping ser interpretada de uma maneira errada.

Carmen pensava em duas coisas: a primeira, com toda certeza, era em uma maneira bem lenta, sofrida e dolorosa de fazer Denise pagar; a garota saiu rindo em alto e bom som depois que plantou aquela semente da discórdia. A segunda era em relação ao que diria a amiga, já que apenas um dia antes havia negado qualquer interesse em Do Contra.

Mônica não sabia muito bem o que falar, afinal, não tinha direito algum de cobrar o garoto parado em sua frente, entretanto, Carminha teria que explicar muito bem quais as intenções daquela inocente volta no shopping.

— Eu acho que sua aula já vai começar. Por que cê não vai logo? – Perguntou a DC esboçando um sorriso falso.

O menino nem pensou duas vezes, despediu-se das duas e em poucos segundos sumira daquela conversa.

— Ah Mô, não dá chilique! – Carminha avisou puxando a amiga na direção da entrada do colégio, fora a única coisa decente em que havia pensado para sair da situação.

— Eu não disse nada, Carmen, disse? – Perguntou retoricamente. – De qualquer forma, parece que nada teve importância, afinal, foi comigo que ele passou a madrugada conversando, e você não tem o menor interesse nele, não é verdade?

Carminha afirmou positivamente com a cabeça, gostaria de dizer alguns desaforos a amiga, mas sentia-se no lucro por não ter precisado responder a um inquérito da mesma.

Mônica caminhava calma e decidida em companhia da loira, tentou mostrar-se bem confiante no que dissera, mas quem garantia que o menino também não passara a noite conversando com ela? Havia dado a chance para Carmen confidenciá-la se existia alguma atração oculta por parte dela, mas a garota negara, então, tinha certeza de uma coisa, dessa vez não desistiria de ninguém.

O dia passou sem mais incidentes, a baixinha ainda estava meio estranha com a melhor amiga, porém, tentava ser natural tanto quanto conseguisse.

— Você tá esquisita comigo! – Carmen apontou enquanto voltavam para casa.

— É mesmo? Quer dizer, desculpa, eu só tô meio preocupada com os assuntos que aprendemos hoje. Tipo, a professora Ana Paula é bem legal, mas esse lance de computador não é meu forte. – Respondeu com uma meia verdade.

Preferiu não prolongar o assunto, pegou a agenda e passou a anotar vários lembretes, fazendo, assim, com que a amiga não tentasse puxar papo outra vez; ainda estava cheia de coisas na cabeça e não tinha tanta certeza se confiava na explicação que a menina tentara dar na hora do intervalo. Cansada do gelo que a morena estava dando, puxou-a para o banheiro e começou a contar que chegara atrasada e nem ela ou DC estavam com vontade de assistir ao filme, então acabaram decidindo olhar as vitrines até a turma sair, havia sido apenas aquilo.

Na hora, Mônica fingiu dar de ombros, mas o fato é que torcia muito para que fosse verdade. Além disso, começara a perceber que estava a fazer tempestade em copo d’água, afinal, não tinha porque entrar em discussão com uma amiga de anos por uma bobagem como aquela; Carminha já havia dado muitas provas que merecia sua confiança, jamais deveria desconfiar da palavra da loira.

Convencendo-se disso, despediu-se com um abraço apertado, avisando que ainda naquela semana poderiam marcar de encontrar um professor particular que as ajudasse na disciplina de informática.

Entrou o mais silenciosa que pôde em casa para não ser notada pela mãe, não sentia fome, apenas precisava de um bom banho e hibernar pelas próximas sete horas! Subiu as escadas na ponta dos pés e abriu a porta do seu quarto devagar. Nem bem havia passado a chave quando um alerta de mensagem chegou, dando-lhe um susto com a vibração.

Está chateada?— Do Contra perguntava sem o menor rodeio.

Tenho motivos pra estar? — Resolveu fingir-se de desentendida.

Da minha parte não tem o menor motivo, mas perguntei porque você passou o intervalo inteiro sem falar comigo direito, meio afastada...

Não foi nada, apenas preocupação com a disciplina de informática, não sou muito boa, vou acabar tendo que procurar um professor particular.— Respondeu decidindo usar a desculpa outra vez.

Não seja por isso! Conheço um amigo ótimo com essas coisas, posso te indicar.

Valeu pela preocupação, aceito a recomendação.— Mônica respondeu sem muita vontade de prolongar a conversa.

Domingo ele vai tá na bola, lá eu apresento vocês, pode ser?

Pode sim. Mas agora eu vou indo, tô morta de sono e quero descansar antes de pegar nos livros de novo. Outra hora conversamos, beijos.— Despediu-se sem a menor vontade de ler a resposta.

O alerta de mensagem soou novamente, contudo, a baixinha não estava mesmo com vontade de falar com ninguém. Ela despiu-se e entrou no melhor lugar do mundo para organizar os pensamentos: no chuveiro. Somente esperava que a água trouxesse as respostas que queria, e torcia, com sinceridade, que tudo desse certo.

Notas finais
Alguém se arrisca no que vai acontecer? Quem o DC vai apresentar para Mônica? Huuuuuuuum... Não pirem, descubram no próximo capítulo, ou no próximo, ou no próximo... Quem sabe, né? haha Beijinhos e até mais ♥ ♥ ♥