Confie em mim
3 Tudo muito estranho...
Notas iniciais
Naquele dia, não consegui me concentrar, nem nas aulas, nem nas conversas de meus colegas, que tagarelavam sobre a final de Quadribol que aconteceria sábado a tarde e nem nos estudos, e eu precisava estudar, os N.O.Ms Eram em menos de dois meses, e se eu realmente quisesse, um dia ser auror, independente ou não do estagio no ministério, eu teria que ir bem nos exames, teria que passar pelo menos em 5 disciplinas nos exames para prestar os N.I.E.Ms, incluindo Defesa, contra as artes das trevas, poções, feitiços e transfiguração, além destas matérias, eu estudava Runas antigas, Historia da magia, Estudos dos trouxas e Trato das criaturas mágicas.
Eu era bom em todas elas, mas estudar para todas aquelas matérias ao mesmo tempo podia deixar qualquer um louco. Eu havia criado para mim mesmo um bom cronograma e eu tinha certeza que me daria muito bem nos exames. Eu poderia conquistar aquela vaga como todos faziam, prestando N.O.Ms depois N.I.E.Ms, me candidatando a vaga e depois fazendo os testes. Não precisava me vender.
— Ei Sales! — Chamou uma voz muito próxima, me tirando dos meus pensamentos, olhei para cima e vi Scorpius Malfoy se aproximando. Olhei-o desconfiado
— Sim? — Perguntei, educadamente
Ele sentou sem ser convidado
— Eu estava pensando... os exames estão chegando, e eu não estou dando conta, fiquei sabendo que você está dando algumas aulas particulares, e queria saber se pode me dar uma força?
Fiquei pensando se não era mais um truque do idiota, me perguntei o que ele estava querendo
— Por que eu? — Perguntei, — você não é amigo de Rose Weasley
— ah sim, a irritante sabe tudo, ela disse que não tinha tempo, — respondeu, parecendo chateado
Malfoy era um cara legal, mas ainda sim, fiquei desconfiado, tudo aquilo era muito suspeito. Primeiro a carta de Potter, agora aquilo, o melhor amigo dele vindo me pedir ajuda...
Era comum que os alunos de nosso ano, e as vezes até mais novos viessem pedir ajuda a mim e a Weasley, e era comum também que quando não tivéssemos tempo, indicássemos o outro, mas o idiota sabia disso, e o Malfoy também.
Respirei fundo. Folheei meu caderno, olhando minha tabela de horários da semana.
— O que quer estudar? — Perguntei
Ele pareceu aliviado
— Principalmente historia da magia e transfiguração
Mordi a ponta da pena, tinha dois horários disponíveis,
— Tenho domingo a noite e terça a tarde disponível
Ele adquiriu um ar de sofredor
— Domingo a noite?
— Se quiser, — Respondi, friamente.
— Ok então, — disse, ainda com aquela expressão de sofredor.
Levantou e estendeu a mão para mim, — Obrigado!
Depois que apertei, ele saiu. O segui com o olhar, desconfiado, ele se juntou ao idiota e eles saíram da biblioteca, se aquele idiota estava armando para cima de mim, ele me pagaria.
Quando deitei, demorei para dormir, eu não podia simplesmente ignorar a convocação de Harry Potter, eu teria que ir a esta conversa, mas eu diria não, eu não ia me vender... Eu passaria nos exames e me candidataria para o curso com 18 anos, quando terminasse Hogwarts... Para sair da escola, teria que falar com a diretora e acertar tudo, alguém da escola teria que me acompanhar até lá, decidi que faria isto no dia seguinte, que era sexta feira.
Depois do café, fiquei esperando a diretora fora do salão principal, estava distraído, perdido em pensamentos quando ouvi meu nome
— Ei Brian!
Era Rose Weasley
— oi, — eu cumprimentei
— Como vai? — perguntou com um sorriso parando a poucos centímetros de mim, segurava uma pasta e dois livros contra o peito
— Bem, e você? — perguntou, colocando uma mecha de cabelo rebelde atrás da orelha. Eu segui o movimento, hipnotizado, Rose Weasley era realmente bonita, Ruiva, cabelos cacheados, traços delicados, olhos azuis, e um corpo cheio de curvas.
— Bem...
— Eu queria agradecer por aceitar ajudar o Scorpius, eu estou
totalmente sem tempo
— Não tem problema, — Respondi simplesmente
Eu era assim, sempre frio e direto, não dava abertura para as
pessoas, e na maioria das vezes as constrangia. Eu me sentia mau quando eram pessoas como Rose Weasley, que era sempre doce e gentil, mas logo era sufocada por aquela voz em minha mente, "Não confie em ninguém, as pessoas são más, elas conquistam você, se aproveitam, depois te fazem sofrer e te abandonam". Então, ao em vez de puxar algum assunto eu deixava que o silencio constrangedor se prolongasse até a pessoa sair fora. O que sempre acontecia.
Ela ia dizer algo, mas naquele momento vi a diretora saindo e a cortei. Nos despedimos e eu sai correndo atrás da diretora, que andava rapidamente.
— Diretora? — chamei
Ela se virou para mim
— sim senhor Sales, como posso ajudá-lo?
Tirei a carta de dentro da capa e mostrei a ela
— Será que podemos conversar por alguns instantes?
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