Confie em mim

1 Mudando as Cores


Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa leitura

É engraçado como estas coisas acontecem quando menos esperamos... É muito clichê dizer isto, mas eu sabia, eu sempre soube, dês de os 8 anos, que foi a primeira vez que eu consegui usar magia. Lembro-me
exatamente de como tudo aconteceu...
Era uma tarde entediante de Sábado, eu estava olhando-me no espelho, e pensei em como seria legal se a minha camiseta fosse vermelha... E derretente lá estava ela, minha camiseta, novinha em folha e vermelha.
Foi assustador, e mas assustador ainda era ter de explicar a diretora do orfanato, a senhora Parcs como a minha camiseta havia sumido e onde eu tinha arrumado uma camiseta vermelha? Eu nunca contei, óbvio, a primeira lição que aprendi na vida é, nunca, nunca confie em diretores de orfanato, eles mentem...
Eu era uma criança desconfiada, nunca confiei em ninguém, nunca acreditei em ninguém, eu acreditava em mim e apenas em mim. Eu sabia, mesmo com Oito anos que a única pessoa em que eu devia acreditar era em mim mesmo. Por isso quando ele chegou, Três anos mais tarde, ele teve muito trabalho para me fazer acreditar no que dizia.
Eu estava sentado na minha cama, lendo um dos livros da parca biblioteca que tínhamos, quando uma das cuidadoras apareceu e disse que a diretora queria falar comigo. Surpreso com a solicitação da diretora eu fui até a sala, que eu não via o interior a mais de três anos. Quando chegamos, eu encontrei os dois lá. Ele e a diretora estavam frente a frente, e ficaram em silêncio quando entramos.
— Senhor Sales, este é o professor Nevill Longbottom, ele gostaria de dar uma palavrinha com o senhor, — ela disse, naquela voz de comando, que sempre usava para falar tudo.
Eu assenti sem dizer nada. Ela deu um breve aceno de cabeça para o tal professor e saiu da sala. Ele sorriu para mim, tinha um rosto redondo e olhos castanhos que eram surpreendentemente gentis.

Eu não me deixei levar por isso. Ele não se abalou com a minha falta de expressão.
Ao em vez, começou a falar com uma voz firme e ao mesmo tempo gentil.
— Muito bem senhor Sales, eu sou professor de uma escola, um colégio interno por assim dizer, e nós gostaríamos de o convidar para fazer parte do nosso corpo estudantil pelos próximos anos.
— Por quê? — Perguntei, friamente.
— Bem, nós achamos que você tem as habilidades necessárias para isso.
Olhei para ele firmemente, dentro daqueles olhos castanhos, procurando algum sinal de mentira, de hesitação. ele parecia muito calmo, e devolvia o meu olhar com confiança
— E que habilidades seriam estas?
— Me diga, você já fez algo, algo que não soube explicar nem para você, nem para outras pessoas? — Ele perguntou, juntando as mãos Pergunta estranha... será que ele sabia? Será que ele era algum tipo de cientista que estudava pessoas como eu.
Eu não respondi. Ficamos nos olhando, ele com paciência, eu com desconfiança e teimosia. Aqueles olhos, aquele olhar inspirava confiança e gentileza, era como um convite para que eu me abrisse... Mas eu sabia o que aconteceria se eu o fizesse, eu iria me dar mau eu sabia. Mas, mesmo que eu não falasse, ele sabia, sabia por que havia falado com a senhora Parcs, e ela com certeza havia contado. Pensando nisso, apenas dei de ombros.

Ele assentiu, e pegou uma carta de dentro de um bolso interno em seu blazer e a estendeu para mim, eu peguei depois de alguns segundos, era um envelope grosso e pesado, feito de pergaminho amarelado e endereçado com tinta verde esmeralda. Não havia selo. Estava endereçado á
Sr Brian Sales
St clara orphanage
Bristol
Olhei para ele e ele me encorajou a abrir com um aceno, olhei para o envelope por alguns segundos e finalmente abri. Dentro tinham dois papeis, peguei o primeiro e abri.

ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA DE HOGWARTS
Tive de ler as palavras três vezes para ter certeza que não estava alucinando, quando tive certeza, continuei a ler, um tanto quanto entorpecido.
Diretora: Minerva MecGonagall
(Ordem de Merlim, Primeira Classe, Grande Feiticeira).
O que era uma Ordem de Merlin? Aquilo parecia cada vez mais bizarro, e eu ainda nem havia lido tudo

Prezado Sr. Sales,

Temos o prazer de informar que V. Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O ano letivo começa em 1ode setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de julho, no mais
tardar.
Atenciosamente,
Séptima Vector
Diretora Substituta

Respirei fundo, será que podia ser verdade? Será que aquilo que eu fazia era mesmo magia? Isso explicaria, explicaria tudo, os objetos que flutuavam, as coisas que mudavam de cor, forma e tamanho, magia explicava tudo. Mas e se fosse uma armadilha? e se ele realmente fosse
um cientista? — É uma piada? — eu perguntei,
— Você e eu sabemos que não senhor Sales, — ele disse calmamente, parecendo não se afetar com minha frieza
— Eu não sei de nada. — Eu disse
Ele mais uma vez levou a mão para um bolso interno do blazer, desta vez tirando de lá um pedaço fino e cumprido de madeira. Apontou para o sofá que foi um dia preto, e agora era cinza, que ficava encostado na parede, próximo a porta. E derretente o sofá ficou preto, como se fosse
novo. Pisquei algumas vezes para ter certeza do que via. O sofá estava mesmo preto, e aquele homem havia feito aquilo com um simples balanço do pedaço fino e cumprido de madeira.
— Isto é uma varinha, — ele disse, notando o meu olhar, — os bruxos usam para fazer magia, se você aceitar o convite para fazer parte de Hogwarts, nós compraremos uma para você.
Meus sentimentos eram confusos, ao mesmo tempo que uma parte de mim queria acreditar naquilo, a outra brigava comigo para que eu não acreditasse, mas, meus olhos não mentiam, aquele homem havia feito magia, bem na minha frente... Contrariando tudo o que eu já havia feito, eu acreditei naquele homem, eu aceitei o convite para fazer parte da tal escola. E foi ai que tudo começou.

Notas finais
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