Confidências Trocadas

32 Capitulo 32 por Katherine Black


Depois da aula de herbologia Charlotte nos encontrou para irmos a aula de Trato das Criaturas Magicas.

— Hagrid avisou que acabou com unicórnios na aula passada. — Ela comentou. — É ruim sentir medo do que vamos estudar?

— Acho que é completamente normal. — Kate debochou sorrindo.

Quando nos aproximamos da cabana de Hagrid vimos um monte de caixotes. Charlotte desanimou na hora.

Nos aproximamos das caixas e encontramos bichos peludos e pretos com focinhos longos e as patas dianteiras eram chatas como pás. Eram as coisas mais lindas.

— São Pelúcios. São encontrados principalmente em minas. — Hagrid explicou. — Gostam de coisas brilhantes. Ai vem eles olhem so. — Um deles pulou no braço de Pansy onde ela tinha um relógio. — São bastante uteis para procurar pequenos tesouros. Achei que poderíamos nos divertir com eles hoje. Estão vendo ali? — Ele apontou para o terreno onde a terra tinha sido mexida. — Enterrei algumas moedas de ouro. Tenho um premio para quem apanhar o Pelucio que encontrarem mais moedas. Guardem as coisas valiosas que estiverem usando, escolham um bicho e se preparem para solta-lo.

Agarrei um bicho e Charlotte agarrou outro erguendo ele no ar como se fosse um bebe.

— É tão lindo! — Ela murmurou. — E fofo!

Kate agarrou um para ela depois.

— Espere um estante tem um Pelucio sobrando aqui. — Hagrid falou observando as caixas. — Quem esta faltando? Onde esta Hermione?

— Ela precisou ir a ala hospitalar. — Rony respondeu.

— A gente explica depois. — Harry falou.

Foi divertido. Nós soltamos eles que corriam se enfiando na terra e voltavam correndo enchendo nossas mãos de ouros. Charlotte estava rindo muito. Acho que foi a vez que eu mais a vi sorrir esse ano. Ela gostava de Hogwarts, mas ela ainda se sentia melhor em Beauxbatons era obvio.

— Pode se comprar um desses como bichos de estimação, Hagrid? — Rony perguntou.

— Sua mãe não iria ficar feliz Rony. — Hagrid respondeu. — Eles destroem uma casa, esses pelucios. Calculo que agora eles já encontraram tudo que enterrei. — Ele caminhou pelo gramado. — Só enterrei cem moedas. Ai esta você Hermione. — Ela apareceu com as mãos enfaixadas. — Bom vamos verificar como foi que vocês se saíram. Contem sua moedas e não adianta tentar roubar nenhuma Goyle. É ouro de duende irlandês, Leprechaum. Desaparece depois de algumas horas.

O Pelucio de Rony achou mais moedas por isso ele ganhou uma enorme barra de chocolate da Dedos de Mel. Depois que todos saíram, nós seis ficamos ajudando Hagrid a guardar os Pelucios nas caixas.

— Hagrid eles são tão fofos! — Charlotte falou e Hagrid sorriu.

— Sua mãe sempre gostou de animais. — Ele murmurou. — Eu a conheci. Era uma boa garota e uma mulher incrível. Determinada e inteligente. Ela criou muito bem vocês. — Nós sorrimos para ele. — O que você fez com suas mãos Hermione? — Hermione contou a ele sobre as cartas. — Ah não se preocupe. Recebo cartas assim desde que Rita escreveu sobre minha mãe. "Você é um monstro e deveria ser morto." "Sua mãe matou gente inocente e se você tivesse alguma decência se atiraria no lago.".

— Não! — Hermione falou.

— Sim! — Hagrid falou.

— Que horror Hagrid! — Charlotte falou segurando a mão dele. — Elas não deveriam fazer algo assim. É horrível!

— É gente que não bate bem, meninas. Não abra mais cartas quando a receber. Jogue todas na lareira, Mione.

Quando terminamos de ajuda-lo retornamos ao castelo.

— Aquilo é horrível! — Charlotte falou. — As pessoas não tem esse direito. Ele não deve pagar pelos seus parentes!

— Charlotte acorda para a vida! — Falei. — Olha como as pessoas são. Elas nos julgam sem ao menos se colocar no nosso lugar. Você mais do que ninguém sabe disso. Se as pessoas soubessem a verdade... Você sabe como seria. — Ela pressionou os lábios.

— Você perdeu uma aula realmente boa. — Harry mudou de assunto enquanto falava para Hermione. — São legais, os Pelucios, não são Rony? — Rony estava com a testa franzida enquanto mastigava seu chocolate. — Que foi? Sabor errado?

— Não! Por que você não me falou do ouro?

— Que ouro?

— O ouro que lhe dei na Copa Mundial de Quadribol. O ouro de leprechaun que lhe paguei pelos unioculos. No camarote de honra. Por que você não me contou que desapareceu?

— Ah! Não sei... Nunca reparei que tinha desaparecido. Eu estava mais preocupado com a minha varinha não era?

Seguimos para o salão principal para almoçar.

— Deve ser legal. — Rony resmungou. — Ter tanto ouro que nem se repara que os galeões guardados no bolso desapareceram.

— Escuta aqui eu tinha outras preocupações na cabeça aquela noite! Todos tinham lembra?

— Eu não sabia que ouro e leprechaun desaparecia. Achei que estava te pagando. Você não deveria ter me dado aquele boné de Chudley Cannon no Natal.

— Esquece isso ta?

— Detesto ser pobre! É uma droga. Não posso culpar Fred e Jorge por tentarem ganhar um dinheirinho extra. Gostaria de saber fazer o mesmo. Gostaria de ter um Pelucio.

— Rony nós também não somos ricas. — Charlotte falou.

— Ate os 11 anos vivíamos apertados de dinheiro. — Steph falou. — Para comprar nosso primeiro material e as nossas varinhas Serena trabalhou o dobro fazendo "bicos" no mundo dos trouxas depois trocou o dinheiro por dinheiro bruxo.

— É, mas vocês tem... Vocês sabem!

— E o que adianta ter e não poder usar? — Falei. — Almofadinhas enviou dinheiro ano passado para ajudar Serena. E com nós na escola, ela pode arrumar um emprego melhor então conseguiu juntar mais dinheiro para comprar coisas melhores para todos. Mas ainda assim vivemos apertados.

— E outra coisa. — Steph falou. — Trocaríamos tudo aquilo se pudéssemos tê-los de volta. — Rony ficou vermelho e encarou a comida.

Harry encarou Steph.

— Eu posso... Pegar...

— Não precisa. Em todo o caso Serena não gosta de usar aquele dinheiro. Se recusou a usar o dinheiro de Almofadinhas então ele mesmo comprou coisas para todas nós. Quer dizer, mandou alguém comprar.

— Bichento. — Hermione falou. — Meu gato. Ele é o melhor amigo de Almofadinhas.

— É estranho, mas ok. — Falei.

— Vamos Rony, podia ser pior. — Hermione falou tentando animar Rony. — Pelo menos seus dedos não estão cheios de pus. Odeio aquela Skeeter! Vou me vingar dela nem que seja a ultima coisa que eu faça!

— E mais uma coisa. — Charlotte falou. — Você pode juntar dinheiro e paga-lo ou... Harry não te da presente de aniversario vocês podem entrar em um acordo. Não se preocupe Rony. Ninguém é feito de dinheiro e sim de caráter.

— Ah, Charlotte. Temos que enviar uma carta para Serena. — Falei entregando a ela a carta.

Depois que leu ela riu nos encarando.

— Almofadinhas é mais fofoqueiro que Skeeter. — Revirei os olhos.

— Kate? — Lancei um olhar para Olívio.

— Realmente não estou com animo para seus ataques de humor. — Resmunguei voltando minha atenção para a comida.

— Não vim brigar. Queria conversar com você.

— Ela já esta indo. — Steh falou tirando o garfo da minha mão e me empurrando para fora da cadeira. — Mas se ela voltar triste juro que arrebento sua cara.

Olívio assentiu erguendo as mãos.

— Tudo bem.

Ele segurou minha mão e me puxou para os jardins onde puxei minha mão para se libertar da sua.

— Olha... Eu não deveria ter pensado mal de você...

— Olívio, eu sou atirada sim. Já beijei vários caras, mas... Eu não brinco com os sentimentos de ninguém. Se eu disse que queria você é por que quero. Se eu falei que queria algo serio é por que quero. Você é que não quer e não sabe como lidar com isso por que no fundo você quer e tem medo disso.

— Você só tem 14 anos e tem tanta determinação que assusta.

— Você tem essa mesma determinação só que com o quadribol. E eu admiro isso em você, mas não venha me acusar de algo que não fiz. Que eu não sou!

— Perdão. — Ele segurou minhas mãos. — Me perdoa por favor. Eu... Escutei o que as garotas falaram. Foi em um momento de raiva e cansaço. Estava te esperando quando elas vieram me dizer que te viram caminhando com Harry... — Ele se calou.

— Sim, eu estava com Harry. Com Steph, Charlotte, Rony e Hermione. Todos eles. Estávamos resolvendo uma coisa. E Harry? Tem ciúme de Harry Potter?

— Ele é famoso e...

— E é só um amigo. Não quero nada mais que isso.

— Perdão.

— Quando você se decidir o que quer, pode ir me procurar. Por que eu posso ter 14 anos, mas nunca vivi de metade. Ou é inteiro ou não é nada! — Virei as costas e o deixei sozinho no jardim.

É por essas e outras que eu não queria me apaixonar por ninguém.

Notas finais
Estamos entrando na reta final de Confidências Trocadas. Teremos mais uns 10 capítulos mais ou menos. E sim terá uma continuação afinal Charlotte, Kate e Steph ainda tem muitas historias para contar. BJS CM.