Ela sentia seu coração batendo mais forte e as pernas tremendo contra sua vontade.

— Ah! Kurosaki...kun... — gemeu a garota, não agüentando mas guardar aquilo tudo para si. Inoue tapou a boca em seguida, percebendo que havia falado muito alto.

— Me desculpe! — lamentou Orihime um pouco envergonhada. Ichigo sorriu com ele sempre fazia depois de presenciar todos os momentos ingênuos dela.

— Não tem problema, estamos sozinhos aqui... — explicou o garoto, se levantando e desligando o chuveiro. — Me dá só um minuto? — ele perguntou com a boca colada no ouvido dela. Inoue assentiu. — Não demoro.. — completou Ichigo.

Na verdade ele só iria pegar uma coisinha que comprou numa farmácia antes de chegar à casa de Inoue, uma camisinha. Foi meio vergonhoso na hora de pagar, o farmacêutico o conhecia desde criancinha, até comentou que ele havia crescido e tudo mais. A coisa mais chata do mundo. Mas, era necessário. Ele a vestiu e voltou para perto de Hime. Ela corou, tentava falar algo pra ele, mas, Kurosaki a interrompeu com um beijo que a fez esquecer logo qualquer coisa que pensara em dizer. Ela nem estava mais pensando nisso...

— É serio, Inoue, eu te amo muito... — disse Ichigo parando um pouco para acariciar o rosto de Hime. Ela até tentou responder algo, mas, ficou tão sem graça. Aquilo tudo ainda parecia tão surreal. Ichigo olhou insistentemente pra ela, como se esperasse alguma resposta e nada. As palavras pareciam fugir da sua cabeça. Talvez fosse vergonha, ela não sabia.

— Kurosaki-kun... E-Eu...

— Eu...? — repetiu Ichigo.

Inoue pensou que já que não conseguia falar, tinha algo que era muito melhor e significava a mesma coisa. Ela se esticou toda e surpreendeu o garoto com um beijo. O beijo que ela sonhava que um dia iria criar coragem para dar nele. Ichigo sorriu sem tirar os lábios dos dela e a pegou no colo. Achando que aquilo era sem duvidas um eu te amo também!

Sem demoras, estava na hora de Kurosaki Junior, devidamente vestido, entrar em ação.

Dizem que é melhor fazer uma coisa bem feita por vez do que várias mal feitas ao mesmo tempo. A pessoa que disse isso, sem dúvidas não conhecia Kurosaki Ichigo. Inoue ficou surpresa ao ver que enquanto ele a beijava, fazia movimentos cada vez mais rápidos dentro dela e ainda passeava com suas por todo seu corpo. É, parece que a Tatsuki-chan e resto do mundo estavam enganadas...

Ichigo coçou o topo da cabeça, ainda ofegante e satisfeito. Ele segurava Inoue junto à sua cintura com apenas um braço. Orihime ainda segurava em seus ombros para recuperar o fôlego.

— Você está bem, Inoue? — perguntou Kurosaki, se sentindo meio culpado, achando que talvez tenha sido muito agressivo para uma segunda vez.

— Tudo bem! — respondeu a garota, desentrelaçando suas pernas dele e se equilibrando no chão. Ichigo sorriu aliviado enquanto a abraçava, ele simplesmente adorava abraçá-la... Mas não podia fazer isso para sempre. Além de estar faminto, ele tinha que ir para o emprego.

No ano passado ele havia largado o time de basquete da escola para trabalhar no time de futebol da cidade como goleiro. Faziam séculos que ele não aparecia lá e o time devia estar um desastre sem ele.

— Você não tem que trabalhar hoje, Inoue? — questionou Ichigo, pegando suas roupas e as vestindo.

— É, mas, só 2 horas... Por quê? — a garota vestiu o short e começou a vestir a camiseta com dificuldade, ela não passava direito no busto.

— Nada, é que... — disfarçou Kurosaki, a verdade é que ele não queria deixá-la sozinha, nem que pra isso precisasse faltar no emprego, o que não era um grande esforço...- Deixa eu te ajudar, amor... — Ichigo puxou, sem dificuldade, a blusa de Inoue, fazendo-a caber perfeitamente.

— Obrigada, Kurosaki-kun! Mas, voltando ao assunto, você não tinha que esta trabalhando, não é goleiro do Karakura FC? — Inoue sabia tudo sobre ele.

— É, mas... Achei que quisesse a minha companhia... — insinuou Ichigo. No fundo, o que ele queria mesmo era estar lá na hora que Ishida fosse buscar sua maldita luva! Orihime era tão avoada que poderia abrir a porta para ele, apenas com aquela micro roupa que estava.

— Claro que quero. Mas, me sentiria mal se tivesse que abandonar seus amigos por minha causa... — explicou Hime abrindo o guarda-roupa e vestindo uma de suas saias florais compridas.

Aquilo fez Ichigo se sentir melhor. Só de imaginar Ishida com Inoue, seu rosto ardia e aquilo era totalmente novo para ele, algo que não sabia bem como lidar,

— Você esta certa! — ele concluiu.

— Mas, não quer tomar café antes?

— É justo. Depois da senhorita ter sugado todas as minhas energias!

Saindo da casa de Inoue, Ichigo correu até o campo e todos os garotos pareciam apenas esperar por ele. Eles teriam um jogo importante naquele dia e graças ao ruivo eles puderam continuar disputando o campeonato.

— Ichigooo! Precisamos comemorar! Vamos todos para a minha casa, mas, antes precisamos comprar um bolo, umas bebidas e... — se empolgou Keigo se enrrolando numa toalha no vestiário.

— É, pode ser... — disse o ruivo saindo do chuveiro. O time inteiro começou a olhar pra ele.

— Qual é a de vocês? — indagou Kurosaki.

— Ichigo-san, você está criando gatos, por acaso?! — perguntou Mizuiro, atrás dele.

— Ou gatas... — insinuou um outro garoto, deixando Ichigo mas, confuso.

— De que merda vocês estão falando? — Keigo apontou para as costas de Ichigo que disparou para o espelho para ver. Eram arranhões provocados pelas unhas de Inoue que sempre o segurava forte. Não tinha como não ficar meio feliz em lembrar daquilo. Ele adoraria poder confessar que Inoue era a sua namorada, mas, daquela forma ela ficaria com má fama.

— AH! É, Yuzu ganhou um gatinho semana passada. Ele é meio...Bravo... — inventou o ruivo fingindo indiferença.

— Tanto faz, vamos logo! — disse um dos zagueiros.