Confeitaria
1 Capítulo Único: Quente
Notas iniciais
Mais uma menina entrou na confeitaria. Ela estava olhando para todos os doces. Eles eram tão decorados, pareciam ser tão saborosos...
Era óbvio, ela não me escolheria. Ninguém nunca me escolheu.
Mas... no momento que ela me viu...
Eu acho que... algo mudou dentro daquela garota. Ela me pegou, um pequeno bolinho rosa, e disse, sorrindo:
—Prazer, eu sou a Mei.
—Meu nome é... Charlotte...
Ela me levou consigo. Ela me escolheu.
Iríamos viver tantas aventuras... tanta adrenalina... Seria tão bom. Minha vida iria finalmente começar.
A garota entrou dentro do seu carro, posicionando-me perto da janela, fazendo com que eu visse todas as paisagens. Ela até se importou com esse pequeno detalhe. Finalmente pude ver todo o mundo que se escondia por trás daquela pequena e sombria confeitaria.
Vimos restaurantes... prédios... igrejas... feiras... o mundo era... fantástico.
Mas... nós chegamos em um lugar especial. Depois de horas andando de carro, o combustível estava acabando. Paramos em um lugar nomeado "posto de gasolina". O local não era "bonito", mas continuava interessante.
Até que... eu finalmente avistei...
A garota parou o carro perto de uma "criatura" estranhamente peculiar. Possuía um corpo que se assemelhava a um humano, mas não aparentava sem feita de carne. Além de tudo, ela persistia em balançar seus "braços" para cima, sem parar. O que seria aquilo?
—...Por que está me encarando? -a criatura falou, olhando para mim.
—Porque você é estranho. -sou direta.
—Olha quem fala.
—Ei! Eu sou fofa e rosa!
A criatura começou a rir. Um sentimento inexplicável subiu por todo o meu corpo, repentinamente. Algo que queima, que me incomoda. Algo que me motivava a pular -mesmo que não conseguisse- e assassiná-la. Ela me ensinou a sentir a "raiva".
—D-Do que está rindo?! -eu indaguei.
—Da sua estupidez.
O sentimento que queimava começava a subir e subir... mas... outra coisa completamente diferente começou a subir. Uma coisa ainda mais inexplicável. Outro sentimento que queima... mas... de uma maneira diferente... Que raios é isso?!... Incrivelmente, naquele tão curto momento, a criatura conseguiu me ensinar a sentir o "amor".
Logo, o carro foi abastecido e Mei seguiu o caminho. Vimos vários outros lugares, mas eu não consegui pensar em mais nada a não ser aquela "criatura". Eu... mal consegui perguntar seu nome...
Mas... eu sinto que um dia eu irei reencontrá-la...
Fale com o autor