Confeções de um egoísta

2 Capitulo 1: o passado sempre volta a tona.


Notas iniciais
espero que gostem!

“A pior coisa que eu já poderia ter feito, foi ter deixado ela ir. Ela era a única coisa que me prendia a esse mundo, ela era meu refúgio e minha prisão deste mundo repleto de egoísmo.

Desde de que ela se foi minha vida perdeu o sentido, eu morri, mas ainda estou vivo.

Isso pode mesmo ser possível? Sim, isso pode... E eu sou a prova viva disso.”

–O que você acha que está fazendo? – Disse um senhor de cabelos brancos, que aparentava uns setenta anos. – Você sabe que não vai conseguir ficar me escondendo por muito tempo, Jonathan Thompson!

–Do que você ta falando seu velho gagá? – Jonathan olhou em volta – que lugar é esse?

O lugar era todo branco, sem portas ou janelas e com uma luz forte que batia direto nos olhos de Jonathan.

–Pare de chamar seu próprio pai de gagá! – O senhor pegou na mão dele e o levou até uma sala toda vermelha, depois de passar por uma porta negra que surgiu derrepente. – Agora vá falar a sua mãe!

Jonathan parou de andar bruscamente.

–Minha... Mãe? Mas...

Uma mulher que aparentava no máximo trinta anos estava sentada junto a uma mesa tomando chá.

–Mas o que? – Ele se vira ofegante — Pai? — Ele se virou novamente para a mulher, que já estava em pé diante dele.

–O que foi? – Ela colocou a mão no rosto dele – o que houve? Parece até que viu um fantasma! – Ela sorriu.

–Você... – As lagrimas começaram a escorrer de seus olhos – você é o fantasma que eu estou vendo!

–Hum, hum... – Ela abaixou o olhar e tirou a mão do rosto dele – você é bem parecido com seu pai... – Ela se virou de costas para ele.

–Como assim? – Ele a virou, e ela também estava chorando – Por que? Por que você nos abandonou? Porque você me abandonou?

– Eu não abandonei ninguém, eu sempre estive lá, você que não queria ver! – Ela respirou fundo – você nunca quis nos escutar... Nem a mim, nem ao seu pai... Eu...

Jonathan acordou em casa, transtornado sua e chorando.

–O que eles queriam dizer? – Disse ofegante.

Uma garotinha ruiva de olhos verdes entrou no quarto esfregando os olhos.

–Papai o que houve? O senhor tava chorando? – Ela olhou para ele sem entender o que acontecia.

–Não! – Ele passou a mão no rosto para secar as lágrimas. – Claro que não querida. Vem cá. – Ele se sentou na cama e a chamou com o dedo indicador, ela foi segurando o urso de pelúcia nos braços.

–O que foi que aconteceu? Não consegue dormir?

–Eu escutei a vovó, ela tava me chamando. – Ela olhou nos olhos dele. – E só disse que te amava!

–Você falou com ela? – Ele colocou a mão no rosto dela – Como?

–No sonho, normalmente ela e o vovô estão felizes, mas hoje... Só tinha ela e ela tava chorando, dizendo que era pra mim te dizer o que ela não conseguiu.

–Mas onde vocês estavam? – Ele olhou preocupado – Em querida?

–Aqui em casa papai!

–Aqui em casa?

–Umhum! – Balançou a cabeça afirmativamente.

Ele a abraçou.

–Querida, não diga tolices! – ele ficou sério, depois fechou os olhos.

Na manhã daquele dia, na sala dos professores da faculdade.

–Nossa! Você ta horrível! – A mesma mulher da ultima vez, loira de olhos cinzentos – Não dormiu direito essa noite?

Quando ele a viu, se levantou da cadeira que estava sentado, e tropeçou no próprio pé.

–C-Catharina... Q-quer dizer, senhorita Catarina! – Ele se endireitou, pegou a mão dela e a beijou. – O que a trás ao meu humilde trabalho?

Ela olhou nos olhos dele.

–Hum... Cavalheirismo ainda existe, gostei! – Ela deu um largo sorriso. – Sabe, hoje eu vim a trabalho. Mas não é para assistir a sua aula, vim conversar com o diretor, mas parece que ele ainda não chegou.

–hum... – Ele olhou para baixo. – Ah sim! Sente-se, por favor!

Ele a levou até a cadeira e a puxou para que Catharina se sentasse.

–E você não vai se sentar também? – Disse Catharina apoiando os braços na mesa à frente dela e apontando para outra cadeira.

–Ah... Sim, claro, hehe. – Ele sentou na cadeira meio sem jeito. — É... Bom... “Por onde eu começo?”. – Passou a mão pelos cabelos escuros. – Bom, tem muito tempo que eu não faço isso... “Ela ta linda com esse vestido de executiva... Ah, foco Jonathan, ela não vai ler seus pensamentos ou adivinhar que você quer sair com ela!” – Tentou articular algumas palavras, mas não saia nada.

–Bom... Hoje à noite, as sete, na pizzaria aqui da esquina, pode ser? Ai a gente pode conversar mais e se conhecer melhor, não acha?

–A... A... É... Você lê pensamentos? – Ele abriu um grande sorriso olhando para os olhos dela.

–Não, por que? Só por que eu quero te conhecer melhor? – Ela pegou na mão dele e retribuiu o sorriso.

Um homem entrou na sala e eles não notaram a presença do homem, só ficaram ali se olhando.

–An... Com licença. Eu atrapalho?

Os dois se assustaram e se levantaram olhando para o homem.

–Claro que não! – Disse Catharina com as bochechas vermelhas.

–Da pra dizer logo o que você quer Roger? – Disse sério, mas vermelho assim como ela.

–O diretor chegou e eu vim para avisar a srta.Catharina.

–É... Então as sete? – Ela disse virada para Jonathan.

–Sim, sim. Claro!

–Então até a noite! – Ela deu um beijo na bochecha dele, que o deixou ainda mais vermelho, sorriu e depois saiu da sala fechando a porta.

–Jonathan, Jonathan. Conquistou a chefia!

–Chefia? Do que você está falando? – Disse olhando para Roger.

–Ta brincando, que você não sabe! – Roger colocou a mão nos ombros de Jonathan e o sacudiu. – Ela é diretora da secretária de ensino!

–Sério isso? – Roger afirmou com a cabeça, Jonathan franzil a testa – ta, e...

–E isso quer dizer que você ta com a diretora da secretaria de ensino comendo na sua mão! Você tem idéia do que isso significa? – Roger o soltou e ficou andando em círculos na sala. – Você pode até melhorar a sua situação financeira! E muito!

Do lado de fora da sala Catharina parou e voltou até perto da sala para pegar o seu brinco que havia caído perto da porta, e acabou escutando uma parte da conversa e foi se aproximando para escutar o resto depois de perceber que estavam falando dela.

–Eu não estou nem ai! Eu gosto dela e não de qualquer dinheiro ou benefício, seja financeiro ou qualquer coisa relacionada ao meu trabalho! – Ele ficou olhando sério para Roger. – Eu achei que você me conhecesse melhor!

–Eu te conheço, só não sabia que era tão burro! – Ele deu um riso irônico – Enfim... Eu já disse o que eu acho.

–Roger... Ela é a primeira pessoa que gostei desde a mãe da minha filha, que sumiu no mundo e me deixou sozinho, junto com um bebê, tendo que me virar. Então vê se não estraga a minha tentativa de ser feliz agora, por favor!

–Ta certo irmão. Pode deixar...

Catharina parou de escutar atrás da porta e foi embora, com certa culpa, mas ao mesmo tempo feliz pelo que escutou.

–Bom se você me da licença eu tenho que ir trabalhar. — Disse Jonathan pegando seus papéis e saindo da sala. – “Afinal daqui a nove horas eu tenho um encontro!”.

Ele bateu na porta da sala do diretor.

–Entre. – Disse o diretor.

Jonathan entrou e fechou porta atrás dele.

–Ex-cunhado! Como vai você e minha sobrinha? – Disse o diretor animado.

–Vamos bem, ela está cada vez mais parecida com a mãe! – Desvia o olhar – Mas enfim, vim trazer meu relatório do mês, e não ficar falando da minha vida.

–Ah claro, mas senta ai! – Jonathan se sentou – Mais uma coisa por que você já está me entregando o relatório?

–Bom é que na verdade, hoje eu não dou aula. Aproveitei para adiantar as coisas e... Acabei recebendo uma proposta inesperada e irrecusável! – O diretor estava tomando café e se engasgou quando ouviu o que ele disse – Calma! – Jonathan estendeu o braço e deu uns tapinhas nas costas do diretor – Você está bem Sam?

–Pra você é Samuel! – Disse depois de retomar o oxigênio – Que história é essa de oferta irrecusável?

–Ah ta. Então é isso! Não tem nada a ver com o que você está pensando! – Ele sorriu – Eu tenho um encontro Sam!

Samuel ficou de boca aberta por alguns segundos.

–Finalmente, já era hora! Depois de tantos anos você conseguiu esquecer a minha irmã! – Ele abriu um enorme sorriso, depois de ver Jonathan sério o sorriso dele foi diminuindo até que se foi – Você... Esqueceu a Sofi não é? Não é Johnny? – Pergunta sério.

–Olha Sam... É complicado isso, a Sofia é mãe da minha filha. – Jonathan olha pro chão. – Mesmo que...

–Mesmo que nada Johnny! Minha irmã largou você e sua filha depois sumiu no mundo! – Ele interrompeu Jonathan – Não sei como você ainda pode cogitar a idéia, de ainda gostar dela! – Samuel respirou fundo com as mãos na boca — Mesmo ela sendo minha irmã não justifica o que ela fez!

Jonathan voltou a olhar para Samuel.

–Eu sei, mas... – Samuel coloca a mão no ombro do amigo e faz sinal negativo com a cabeça.

–Mas nada! Chega de tanta lengalenga! – Ele se levanta – Você disse que tem um encontro hoje não é? – Samuel deu a volta na mesa antes que Jonathan dissesse uma palavra e ficou de frente para ele – Deixa de ser trouxa e vai viver a sua vida!

–Samuel... – Jonathan respira fundo – É assim que se fala com o melhor amigo? – Disse num tom irônico.

–Calado! – Ele sorriu – Não se preocupe com nada além do que você irá dizer no seu encontro. Eu vou cuidar da minha querida sobrinha e tudo mais que precisar! Por isso vá tranquilo.

–Nossa... Não sei nem como agradecer! – Jonathan se levanta e o abraça. – Muito, muito obrigado mesmo!

Samuel retribuiu o abraço.

–Me agradeça depois do encontro, por favor. – Ele separa o abraço – Agora vá logo se aprontar que daqui a eu termino o meu horário de trabalho e vou bancar a babá com a minha sobrinha predileta.

Jonathan abre um largo sorriso que vai de orelha a orelha.

–Vou sim! Pode deixar! – Jonathan abraça Samuel de novo depois o solta e corre até a porta. – Obrigado de novo! – Ele sorri e sai da sala do diretor.

–Idiota! –Disse Samuel rindo.

Do lado de fora da sala do diretor.

–Espera ai... Ainda são quatro horas da tarde... O que eu vou ficar fazendo até as sete da noite? – Ele fica sério. – Vou pra casa, lá eu resolvo o que eu vou fazer.

Jonathan vai até o carro, o liga e começa a dirigir para fora do campus da universidade.

–“Droga... Agora que caiu a ficha... O que vou dizer pra ela quando chegar lá?” – Ele para num semáforo – “você está muito bonita hoje... Não que você não estivesse mais cedo! Quero dizer, você sempre está linda. Não, não, não. Muito meloso pra um primeiro encontro. Mas será que ela considera mesmo um encontro? Deus, Jonathan. Você passou tempo de mais como pai solteiro, sem namorar ninguém!” – Seus pensamentos são interrompidos por alguém buzinando em sua traseira, quando percebeu o sinal estava verde – Me distrai demais! – Jonathan continuou o percurso até sua casa sem mais distrações.

–Sara? Filha? – Diz Jonathan entrando em casa e colocando as chaves na mesa – Querida? – Passa pela cozinha e entra na sala procurando sara.

Ele sobe as escadas que se tem acesso a partir da sala.

–Sara? Você está aqui querida? – Entra no quarto da menina – Toc, toc. Estou entrando! – Ele entra e encontra sua filha dormindo com o ursinho dela – Danadinha! – Sussurra depois sorri.

Jonathan pega o cobertor e a cobre. Da um beijo na testa dela.

–Tenha bons sonhos querida... – Sussurra no ouvido dela – Bom... Vou me arrumar. – Da uma olhada no relógio – Ainda são cinco horas... – Jonathan sai do quarto e vê e fecha a porta – Vou comer depois jogar vídeo game!

Ele foi à cozinha, abriu a geladeira e disse:

–O que eu posso comer aqui? – Começou a vasculhar a geladeira – Hum, delícia! Lasanha!

Pegou a lasanha lambendo os lábios, colocou em cima da mesa e fechou a geladeira.

–Adoro Lasanha! – Jonathan pegou a lasanha e levou até um microondas – Ainda bem que eu arrumei a geladeira hoje, e deixei o último pedaço de lasanha num prato. – Colocou a lasanha dentro do microondas e ajustou o tempo para esquentar, um minuto e meio.

Ele saiu da cozinha, foi até a sala e ligou o vídeo game.

–Não importa o que digam, continuarei com PlayStation 2! – Pegou uma caixinha de jogo e abriu para colocar no vídeo game – E nada que mortal kombat para distrair a mente... – O microondas tocou – Está pronta!

Terminando de colocar o jogo, foi até a cozinha novamente e pegou a lasanha. Quando volta da mais uma olhada no relógio e se senta no sofá em frente à TV e o vídeo game.

–“cinco e dez... tenho uma hora até me arrumar e ir embora...” – Ele colocou o prato no braço do sofá, coçou a cabeça e depois pegou o controle – Hora do jogo!

Jonathan ficou jogando por aproximadamente vinte minutos, depois comeu a lasanha e levou o prato até a cozinha. O colocou na pia e voltou pra sala para continuar o jogo.

Depois de muito jogar perdeu a noção do tempo que havia passado enquanto jogava; Quando derrepente parou de jogar e começou a comemorar.

–Há! Ganhei! Fechei o jogo outra vez! – Ele sorriu e deu uma olhada no relógio acima da porta de entrada – Seis e... DEZ? DROGA ESTOU ATRASADO! Tenho que me arrumar e ir logo se não... Não. Não vou me atrasar!

Levantou-se correndo, subiu as escadas e entrou no primeiro quarto de frente a escada.

–Cadê meu terno novo? — Disse alto enquanto jogava as roupas do guarda roupa para todos os lados – Achei! – Pegou o terno e olhou no relógio de pulso que marcava seis e quinze.

Ele trocou de roupa em alguns minutos e ouviu a campainha tocar.

–JÁ VAI! – Respondeu gritando descendo as escadas.

–Já está pronto? Johnny? – Disse uma voz de homem atrás da porta.

Jonathan correu até a porta e a abriu.

–Sam! – Ele abraçou Samuel – Finalmente você chegou! Bom, a Sara está dormindo no quarto. E eu estou de saída! – Disse depois de o soltar se dirigiu até a cozinha onde pegou as chaves do carro de cima da mesa.

Samuel entrou, fechou a porta e disse:

–É... Tudo bem. Bom encontro pra você!

Jonathan saiu pela porta da garagem e entrou no carro.

–OBRIGADO! – Gritou acionando o portão automático.

Ele saiu com o carro, depois fechou o portão.

–Então ta né! – Disse Samuel com um sorriso no rosto.

Depois de alguns minutos Jonathan chegou a pizzaria.

Olhou em volta procurando um lugar para estacionar o carro, mas não sem antes olhar o relógio de pulso outra vez, como já era de praxe.

–Ufa... Ainda tenho vinte minutos. – Ele levanta o olhar e encontra uma vaga próxima da pizzaria – Talvez agora a sorte coopere mais a meu favor! – Sorriu e estacionou o carro na vaga.

Jonathan deu uma olhada rápida no espelho pra checar o visual. Jonathan passou os dedos nos cabelos lisos e curtos, para dar uma ajeitada. Afinal com a pressa que saiu de casa bagunçou mais do que arrumou alguma coisa. Ajeitou a gravata e saiu do carro indo em direção a pizzaria.

–Chegou cedo, ou melhor... Chegou na hora! – Se virou e viu Catharina.

Ela usava um vestido normal e uma sandália rasteira, o vestido era vermelho e ia até a altura do joelhos, estava com os compridos cabelos loiros soltos, diferentemente das outras vezes que se encontram, onde usava roupas sociais e cabelo preso.

–B-Bom... É... “Pensa Jonathan, pensa. Vamos seu idiota, diga alguma coisa!” Você é linda! – Jonathan ficou vermelho – Quero dizer... Ah... “Parabéns idiota estragou tudo!”

Catharina deu uma leve risada depois o olhou sorrindo e disse:

–Tudo bem... Você também não é nada mal! – Ela se aproximou dele – Então, vamos entrar?

–Claro... – Ele começa a voltar ao normal.

Eles entraram na pizzaria.

–Onde você acha melhor nos sentarmos?

–Em qualquer lugar está bom!

Eles seguiram até uma mesa ao lado da janela e sentam um de frente para o outro.

–Bom... Catharina. – Jonathan olhou pra baixo.

–Pode me chamar de Cath. – Ela o interrompeu.

Jonathan voltou a olhar para ela, sorriu e disse:

–Sabe nas duas vezes que nos encontramos antes, não havia parado de reparar como seus olhos cinzentos se destacam tão bem com seus cabelos.

Catharina sorriu.

–Já os seus olhos castanhos combinam bastante com os seus cabelos. Afinal tem a mesma cor. – Ela aponta para os cabelos dele – Mas enfim. – abaixa novamente a mão – Você conhece bem aquele livro, que você estava dando aula naquele dia não?

Quando ela ia começar a falar o garçom chegou e perguntou o que eles iriam querer.

–O que você vai querer cath? – Ele olhou para ela com um sorriso idiota.

–Qualquer coisa. Eu como de tudo. – Ela sorri de volta pra ele.

–Pode ser quatro queijos grande? – Disse Jonathan com cara de cínico.

–Claro. Adoro! – Catharina abaixou o olhar depois que o garçom anotou os pedidos e saiu – É, Jonathan. Voltando aquele assunto anterior, sobre o livro... Você o conhece muito bem, certo? – Ela voltou a olhar para ele.

–Sim, sei ele de cor e salteado. Por quê?

–Ele é muito bonito... Na verdade quero dizer, que... Bom... Tem alguma parte que você pode recitar pra mim?

–O amor pode ser tão corruptível, destruidor como qualquer guerra, ele te consome por dentro assim como a vingança e a culpa. Quando você ama, mas realmente ama a ponto de entregar tudo, você fica a mercê deste amor avassalador. Depois que esse amor se vai, o que sobra? Absolutamente nada, nada além de reles lembranças... De um suposto amor que valesse a pena dedicar sua vida.

Catharina ficou boquiaberta por alguns segundos, mas logo depois olhou nos olhos de Jonathan e disse:

–Nossa... Que lindo! – Ela sorriu – Muito lindo mesmo. E conforme você recita parece até que você o escreveu.

–Que bom que você gostou! – Ele retribuiu o sorriso.

O garçom chega com a pizza e coloca sobre a mesa.

–Bom apetite, e se precisarem de mais alguma coisa é só me chamar. – Disse o garçom antes de se virar e ir embora.

Jonathan pegou um pedaço de pizza e colocou para Catharina depois para ele.

–Esse é o seu sabor de pizza favorito não é?

Jonathan pegou os talheres e ficou olhando o pedaço de pizza.

–Sim. – Ele começou a comer a pizza.

Catharina começou a comer também, até que ela parou e disse:

–Conte-me mais sobre você. – ela colocou os talheres de volta na mesa, apoiou ambos os braços sobre a mesa e entrelaçou os dedos da mão – Já foi casado? – ela levantou uma sobrancelha esperando a resposta.

Jonathan parou de comer e ficou pensativo por um instante antes de olha-la e responder-lhe a pergunta.

–Não. Nunca fui casado. Mas... – ele foi interrompido pelo celular tocando – É, só um momento! – Disse pegando o celular e atendendo a ligação.

No outro lado da linha.

–Jonathan, você saiu tão apressado de casa que nem falou onde você ia. A Sara acordou e me perguntou onde você tinha ido, ai ela pediu pra mim te ligar e perguntar.

–Ok Samuel. Passa pra Sara. – Disse Jonathan rindo.

–Papai?

Ainda rindo Jonathan disse:

–Fala querida.

–Onde o senhor foi?

Catharina ficou olhando.

–To naquela pizzaria que eu te trouxe no seu aniversário, lembra qual é?

–Lembro.

–Tá bom. Então tchau querida! – Ele sorriu.

–Tchau!

Jonathan desligou o celular, olhou para Catharina e disse:

–Era minha filha!

Catharina parecia surpresa.

–Sua filha? Quantos anos?

Jonathan sorriu e ela retribuiu o sorriso.

–Sete.

Eles continuaram a conversar e comer, depois que a pizza acabou, eles continuaram a conversar.

–Sabe Catharina... – Ela colocou a mão em seus lábios impedindo de completar a frase e o olhou seria.

Ela abaixou a mão novamente.

–Está bem... Cath!

–Assim está bem melhor! Pode continuar o que estava dizendo. – Ela abriu um largo sorriso.

–Sabia, que você foi a primeira mulher com quem eu sai desde que minha filha nasceu? – Ele foi se aproximando dela aos poucos.

–Sabia que eu gostei de saber disso? – Ela também foi se aproximando.

Quando eles iriam se beijar, uma garotinha de cabelos ruivos e olhos verdes se aproximou da mesa.

–Papai! – Ele se virou num sobressalto e olhou para a menina – Quem é ela? Sua namorada? – Disse a menina sorrindo.

Catharina também olhou para a menina e disse:

–Sua filha? Que linda que ela é! Eu me chamo Catharina e você? – Jonathan estava em choque olhando para a menina boquiaberto.

–Me chamo Sara. Muito prazer. – A menina sorriu para Catharina.

–“O que ela está fazendo aqui? Por que o Samuel... Ah!” Sara... O que você está fazendo aqui? Cadê o seu tio? – Jonathan estava sério.

Sara olhou o pai rindo e disse:

–O titio dormiu, ai a mamãe passou lá em casa e perguntou aonde você tava, ai ela veio junto comigo!

Jonathan começou a suar frio.

–S-Sua mãe? Mas co... – Ele parou de falar quando olhou para cima e viu uma mulher muito bem vestida, também de cabelos ruivos e olhos verdes, porém bem mais velha que a garotinha. – S-Sofia...

A mulher se aproximou dele e colocou as mãos nos ombros da menina.

–Olá Jonathan!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.