Conexões Perigosas
15 Está próximo!
Autocracia já era óbvia em Hogwarts, diversas regras eram implantadas constantemente, e além de desfeita, a Armada de Dumbledore já havia sido punida em tais “detenções” realizadas e presenciadas pela nova diretora, que fora nomeada pelo Ministro em pessoa, Cornélio Fudge. Tourmaline ainda escondida na escola, passava dias inteiros nos aposentos da professora Minerva e era visitada periodicamente por Ruby que a distraía do enorme tédio que sentia.
Após uma entediante aula de Herbologia Ruby estava no jardim conversando com Malfoy e mais alguns sonserinos, até que Fred, Jorge, Harry, Hermione e Ron se aproximaram:
—Olá, Ruby. -Disseram os gêmeos tipicamente ao mesmo tempo. Draco virou-se parecendo irritado com a presença dos grifinórios ali.
—Oi. -Ela sorriu. E antes de iniciar possíveis desentendimentos Ruby se deslocou para um lugar mais reservado com os amigos que disseram querer conversar sobre algo de extrema importância.
—Ruby, nós sabemos que… você é a menina da profecia. Na verdade, isso é muito óbvio. -Hermione pausou a fala para expirar. -Porque estava fazendo as aulas extras de oclumência como o Harry? Por acaso você-sabe-quem também está invadindo sua mente?
—Hermione, eu não deveria falar sobre… -Ruby foi interrompida por Mione e suas inteligentes e previsíveis deduções.
—Mas tem uma parte da profecia de Tourmaline que não faz sentido: “...abandonando duas almas até então inocentes que serão separadas.” Isso me deixa ainda mais curiosa, mas apenas você pode nos explicar, Ruby. -Hermione parou de tagarelar e encarou curiosa a amiga esperando uma resposta.
—Gente, eu… tenho que estudar para os NOMs, estão muito próximos e vocês deveriam fazer o mesmo. Tchau. -Ruby disse de forma seca e se retirou dali esperando começar a próxima aula do dia.
Na aula de adivinhação com as casas da Sonserina e Lufa-lufa, Draco eventualmente olhava para Ruby, a garota percebendo fingia não dar importância, e apenas continuava a prestar atenção na aula da qual tinha certeza que Lin gostaria, caso tivesse estudado no castelo.
Naquele mesmo dia Ruby assistiu sozinha o lindo e laranjado crepúsculo do jardim de Hogwarts, estava tudo tão silencioso e calmo até ela notar a presença de Fred Weasley que estava parado em sua frente, mas logo sentou-se ao seu lado e no mesmo banco que a menina para conversar.
—Ainda insiste em ficar longe do Jorge por muito tempo? -Ela riu.
Fred sorrindo disse: -Não somos siameses. E afinal, como consegue nos diferenciar? Talvez seja a única que consegue.
—Você e seu irmão não são tão iguais quanto parecem. -Ruby convencida arqueou uma sobrancelha.
—Ruby… eu sei que alguma coisa está acontecendo e você não quer falar para ninguém, e claro que você deve ter um bom motivo… mas eu só quero que saiba que, se quiser, pode falar comigo, certo? -Fred mudou de assunto e estava tímido falando daquele jeito pois nunca falara algo assim antes, já que geralmente apenas dizia coisas para fazer os outros rirem.
—Tudo bem, obrigada. -Ela sorriu.
—Mas essa conversa fica entre nós, certo? Não quero mais um motivo para o Jorge me zoar. -Ele falava entre risos e ao mesmo tempo sem jeito. -Ele já faz isso dizendo que eu gosto de você.
—E é verdade? -Ruby perguntou curiosa.
Antes do garoto pensar em responder, Gina Weasley -que por algum motivo não gostava nada da Iuglandis. -chamou o irmão mais velho:
—Fred, Jorge está te procurando e já estão todos no Salão Principal para o jantar. -Gina ignorou a presença de Ruby. Fred se levantou e se despediu da garota aparentando um leve nervosismo acompanhou sua irmã até o salão. Quando já estavam a uma certa distância Ruby riu com a falta de palavras do garoto, e percebendo que estava faminta também fora para o jantar.
**********
Alguns dias se passaram e finalmente todos os alunos do 5° ano estavam fazendo os NOMs, que exigiram muito esforço e estudo de todos os alunos, até mesmo das alunas mais inteligentes de suas casas: Ruby e Hermione.
Dolores observava muitos alunos não se saindo nada bem na difícil prova enquanto outros não precisavam de grandes esforços para fazê-la. Tudo estava normal, até que fora possível ouvir estranhos sons vindos do lado de fora do Salão. Umbrigde não entendendo o que acontecia, deu apressados passos até a porta e segundos depois de abrí-la uma enorme rajada de fogos coloridos se soltaram adentrando o local, seguidos dos populares gêmeos Weasley voando em suas vassouras. Todos os alunos estavam animados, aquele motim contra Umbrigde certamente nunca seria esquecido. No meio de tanta animação, cores e papéis voando pelo lugar, Fred se distanciou de Jorge, desceu de sua vassoura e foi até Ruby.
—Porque não me disse que faria uma rebelião? -Ela cruzou os braços fingindo estar brava, mas na verdade adorou o ato de rebeldia.
Fred riu, não somente por Ruby, mas também por perceber que Umbrigde estava furiosa. Voltou de novo a olhar para a linda menina de cabelos castanhos que estava a sua frente, e sem pensar, como em um rápido reflexo ele beijou seus lábios, e rapidamente elevou-se em sua vassoura acenando para a Iuglandis que estava com o rosto violentamente vermelho devido a estar acanhada, e de uma certa distância ele gritou: “Sim, é verdade!”
Fred e Jorge deram mais uma volta pelo Salão em cima de suas vassouras, e depois saíram dali sendo seguidos por muitos alunos eufóricos. Ruby também os acompanhou e viu um enorme e brilhante “W” -de Weasley- aparecer no céu, ela estava na multidão e próxima a Harry que sorria comemorando tanto quanto todos os alunos que estavam ali presentes.
De repente para a Iuglandis tudo voltou a ficar escuro e frio, da mesma forma de quando você-sabe-quem tentava e tinha sucesso em invadir sua mente usando visões manipuladas por ele.
Fazia tanto tempo que não sentia aquilo, que não via o que Voldemort queria que visse, que aquilo acabou a atingindo fortemente, mas foi tudo tão rápido que ao fechar e abrir os olhos ela estava no chão entre os alunos que comemoravam, moveu a cabeça para o lado esquerdo e pôde ver, também no chão, Potter. A menina piscou os olhos mais uma vez e se sentia presa, sufocada, reprimida. Ela se via num lugar com pouquíssima iluminação, tudo parecia estar mais lento, e o poderoso bruxo sussurrava em seus ouvidos: “Eu nunca desisto… você vai se render, está próximo.”
Aquele piscar de olhos pareceu demorar uma eternidade, mas quando finalmente acabou, Ruby pôde ver Hermione tentando socorrer os amigos que não pareciam estar bem.
—Ruby? O que aconteceu? -Hermione perguntava preocupada ao ver seus dois amigos passando por algo que não fazia idéia do que deveria fazer para ajudar.
Harry olhou para Ruby e perguntou:
—O que você viu? Ele te mostrou algo também?
—Esquece isso! -Ela não quis responder.
—Eu preciso ir, se o que eu vi for verdade… preciso ajudar o Almofadinhas.
Ruby teve uma forte e rápida dor de cabeça, o frio que na verdade era inexistente voltou mais forte que na última vez, seria essa mais uma tentativa do Lord das trevas de usá-la? As aulas de oclumência deveriam ter ajudado em algo.
Ela levantou como se fosse inabalável, não se renderia para o assassino de seus pais que queria controlá-la. Fechou os olhos, mergulhou no lugar mais profundo de sua mente, e disse para o terrível bruxo:
—Você não vai me controlar! -Ela gritava como se todos pudessem ouvir, queria ter paz mesmo sendo tão difícil.
Mas Ruby escutou ele dizer mais uma vez:
—Você vai se render, somos iguais! E não se esqueça… está próximo!
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