Conexão
10 Capitulo 10 - O ultimo fio de esperança está se rompendo - Parte 2
Notas iniciais
–Tudo se tratou da mais pura vingança e de fazer justiça, uma vez que as autoridades policiais não tomariam providencias.
Ouvi a voz de Tereza dizer dentro da sala de interrogação. Xerife me permitiu ficar ali do lado de fora do vidro e observar enquanto ela estava sedo interrogada.
–O que você diz não é verdade, Stiles não matou o seu filho.
–Matou! –Ela gritou enlouquecida. –Ele matou! Eu vi a gravação. Foi ele, e você não poderá protegê-lo para sempre.
Deu um sorriso doentio.
–Nós pegamos as fitas de filmagem, tudo que ele fez. No hospital atacando aquelas pessoas, comandando as pessoas mascaradas que vocês não pegaram nenhuma, o que ele fez contra o meu filho. Tudo esta naquela gravação que em poucos minutos deve estar em todas as redes sociais existente nesse mundo, e todos saberão o quanto ele é culpado.
Meu coração bateu rápido, se alguém mais visse aquelas filmagens prenderiam Stiles em um reformatório até atingir a maioridade e ser transferido para a prisão, pois aqueles crimes eram muito sérios. Xerife apenas me olhou pelo vidro, ciente de que eu estava ali. Me virei e corri em direção a saída da delegacia, com quem eu falaria? Tinha que impedir aquele vídeo de ser publicado.
Dirigi rapidamente até a casa de Tereza e George, indo até o computador e acendendo o monitor as pressas, torcendo para que nada tivesse sido enviado ainda. Ali estava, o vídeo sendo carregado. Setenta e dois por cento. Cliquei em parar, mas continha uma senha de segurança. Andei de um lado para o outro pensando rápido no que fazer. A ideia queimando em minha mente, peguei meu celular.
–Alo.
–Danny! Preciso da sua ajuda.
–Pra que? Estou meio ocupado.
–Nada é mais importante do que isso.
–O que está acontecendo? Eu realmente...
Não tinha tempo a perder.
–Stiles está vivo, foi mantido em cativeiro por todo esse tempo, e a liberdade pelo resto da vida dele depende de você vir aqui agora!
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Pouco tempo depois Danny estava sentado em frente ao computador, o vídeo em oitenta e oito por cento e caminhando.
–Vamos Danny.
–Calma, eu estou tentando. O que tem nesse vídeo que pode comprometer tanto Stiles assim?-Perguntou enquanto digitava freneticamente no teclado, tentando passar pela senha.
–Longa historia.
–É? É melhor explicar enquanto eu trabalho, pois enquanto esta sendo publicado, o vídeo esta passando e eu estou assistindo, realmente acho que preciso de uma explicação pra isso Scott.
Bufei.
–Relaxa, eu estou conseguindo e vai dar certo, agora explique.
Me lembrei de Ethan mencionar sobre Danny saber sobre lobisomens, mas obviamente ele não sabia sobre mim, provavelmente me encheria de perguntas sobre o vídeo até terminar.
–Realmente uma longa historia Danny.
–Realmente temos algum tempo.
–Tudo bem!
Pensei um pouco.
–Um tempo atrás Stiles foi possuído por um espirito maligno chamado Nogitsune, e ele o obrigou a fazer essas coisas, as pessoas mascaradas são chamadas de Onis e também são sobrenaturais e sim, eu sei que você sabe sobre lobisomens – Expliquei devido ao seu olhar questionador. -E sim, eu sou um. É pensando bem, não é uma historia tão grande assim.
–Vou querer com detalhes depois. –Disse, girando na cadeira quando a contagem na tela foi parada, me entregou um CD. –De nada, toda filmagem esta ai, sugiro que se livre disso se quer Stiles livre da cadeia.
–Valeu Danny. –Me virei, começando a correr pela porta. –Sugiro que saia da casa se não quer enfrentar perguntas da policia daqui a pouco. –Gritei no caminho.
Subi em minha moto e dirigi rapidamente para a delegacia.
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–Alguma sorte com Peter? –Stilinski me perguntou.
–Estou ligando para Kira agora.
Disquei o numero de Kira e esperei ela atender.
–Scott oi.
–Alguma noticia?
–Não, conseguimos um rastro, mas perdemos, estamos na floresta. Com certeza ele esta por aqui, mas isso é enorme.
–Estamos indo ai, não conseguimos muitas informações com George e Tereza, se recusam a falar nem que passem o resto da vida na cadeira. Se acharmos Peter, achamos os dois.
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Já faziam duas horas que estávamos andando pela floresta, nada, nem ao menos um rastro de onde Peter ou o cativeiro atual poderiam estar. Senti meu celular vibrar em meu bolso e o peguei.
–Malia?
Kira correu até mim, olhando o visor do meu celular.
–Malia?
–Scott, onde vocês estão?
–Na floresta, é uma longa historia.
–Eu estou na cidade.
–Você não estava com a sua...
–Sim, bem, ela não é bem como eu imaginava, mas não foi por isso que vim aqui. Vim avisa-los e ajudar.
–Avisar o que?
–Peter, ele apareceu la onde estive com minha mãe e muita coisa aconteceu, bem, a questão é que ele fugiu e disse algumas coisas estranhas que eu não entendi de imediato e fiquei pensando por dias, enfim. O que importa é que ele esta aqui e planeja alguma coisa.
–Bem, isso faz parte da grande historia que preciso contar. Mas espera, você... Veio ajudar? Isso significa que voltou para a matilha?
–Não, quer dizer... S-Stiles ele... Se importava com vocês e eu não poderia... Não poderia saber de algo assim e não avisa-los, seria como matar todos vocês, então, bem. Acho que estou fazendo por ele.
–Bem, é um progresso. –Sussurrei.
Senti ela ficar estranha do outro lado da linha, me lembrando que ela ainda achava que Stiles estava morto e citar algo que ele falava, não deveria ter causado um bom efeito.
–Ah sim, a historia envolve Stiles, pode nos encontrar na floresta?
–Estou chegando, sinto o cheiro de vocês a quilômetros.
Ri.
–Tudo bem.
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Tudo explicado para Malia, bem, ela estava em choque. Sentada na pedra que tinha ali. Paramos para descansar um pouco. Se levantou em um sobressalto, e nos olhou.
–O que foi? –perguntei.
–Podemos fazer uma armadilha para ele. Provavelmente não sabe que eu voltei. Posso ligar para ele e dizer que estou chegando na cidade.
–Sim, mas ele não sabe que você sabe que ele esta na cidade. Ele vai desconfiar.
–Não importa. – Disse Stilinski. – Se ela ligar e ele atender, podemos rastrear o celular e saber sua localização. Com sorte ele vai estar no cativeiro, na menor da nossa sorte vamos encontra-lo sozinho. Mas o encontraremos.
–Ótimo, então vamos até a delegacia preparar tudo.
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–Tudo pronto. – Disse Xerife.
O plano tinha dado certo, Peter atendeu o telefonema de Malia e tentou parecer calmo como se fosse muito inocente. Rastreamos a ligação e estávamos nos preparando para ir até o local.
–Esse plano é até bom, mas ainda assim estou achando fácil demais. — Disse Derek. – Peter não faria tudo isso, ajudar a sequestrar Stiles e agora Lydia, se não tivesse um proposito de vantagem própria.
–Nos preocupamos com isso depois, temos que tirar Stiles de la. – Malia se pronunciou. –Isso se Lydia ainda estiver viva, porque até onde sabemos o plano todo deles era contra Stiles, Lydia foi um deslize deles que fez com que ela descobrisse e Peter a pegasse. Seja la para que Stiles vai servir para Peter, Lydia não serve. Ele não teria motivos para mantê-la viva.
Passei a mão pelos cabelos, nervoso. Não queria nem pensar na possibilidade de um dos dois mortos. Já me acostumei novamente com Stiles vivo, se ele morrer agora... Não sei se suporto perder mais um amigo, pela segunda vez.
–Vamos. –Chamei. –Estamos perdendo tempo. Não tem como dar errado, lembrem-se, sempre temos um plano B.
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–Vai Derek por trás no lado direito, Kira do esquerdo. Se ele tentar fugir não terá como. Scott, Malia, Parrish e eu entramos. – Stilinski instruiu.
Derek e Kira ocuparam suas posições cuidadosamente, por volta da casa aparentemente discreta, mas que obviamente escondia mais coisas do lado de dentro do que se podia ver pelo de fora.
Xerife fez a contagem em um, dois, três e arrombamos a porta velha de madeira. Stilinski e Parrish com a arma em punho, coloquei minhas garras para fora, preparado.
–Peter! Acabou, entregue Stiles e Lydia, cercamos a casa! –Gritei.
Por alguns minutos nenhum barulho foi ouvido.
–Stiles! Lydia! –Tentou Xerife.
–Então vocês tiveram a estupida ideia de virem aqui tentar me enfrentar pessoalmente? –Ouvimos a voz vinda da, aparentemente cozinha, a nossa frente. Peter apareceu andando calmamente, como se tivesse todo o controle da situação.
–Onde eles estão? –Perguntei.
Peter deixou suas garras crescerem e me olhou presunçosamente.
–Vai ter que procurar se quiser acha-los, mas antes vai passar por mim.
Peter partiu para cima de mim e me transformei rapidamente, o empurrei e ele fez o mesmo, resultando que cada um voou para um lado. Derek entrou pela janela também se transformando em meio ao uivo feroz. Kira entrou logo atrás pela janela quebrada com sua Katana.
Stilinski e Parrish atiraram, tentando acertar Peter.
–Hey! Estamos aqui! Hey. –Ouvimos os gritos duplos de Lydia e Stiles gritar.
Isso fez a luta paralisar, todos nós chocados demais ouvindo novamente a voz de Stiles, como mais uma confirmação. Peter avançou e Derek foi contra ele junto com Malia. Stilinski correu passando pela cozinha de onde ouvimos o grito, parou em frente a porta e tentou arromba-la. A madeira se quebrou, mas atrás se revelou o metal, talvez aço. A madeira apenas camuflava a porta. Parrish e Stilinski tentavam arrombar a porta, gritando algo para os dois do lado de dentro.
Consegui me desviar do campo de batalha e corri com velocidade até a porta, usando toda a força que consegui reuni. Senti meus olhos queimarem e os pelos crescerem em meu rosto. Atingi a porta com força e ela se abriu.
–Não! –Gritou Peter. Ele nocauteou Malia e logo depois Kira com arranhões, em movimentos rápidos se desviou de Derek.
Parrish, Stilinski e eu corremos pelas escadas abaixo do cativeiro, Peter passou por nós rapidamente, ficando no caminho entre nós, Stiles e Lydia que estavam acorrentados.
Mais passos e Derek apareceu, logo atrás Kira e Malia que mancava, rosnando com raiva. Antes que pudéssemos fazer algo Peter puxou as correntes de Stiles, que se debateu e protestou. Avancei tentando impedir que ele fizesse qualquer coisa, mas com uma faca que sabe se la da onde Peter tirou enfiou-a no abdômen de Stiles. Logo em seguida o jogando longe ao lado de Lydia. Sacou um revolver da cintura e destravou, apontando para os dois. Paralizei.
–Não!
–Stiles! –Gritou Lydia tentando ir até ele que gemia pela dor, ofegante.
Stiles parecia realmente muito fraco, estava mais magro, sujo e tremia. Talvez pela dor, talvez pela fraqueza, ou pelos dois.
–Para! O que esta fazendo? Enlouqueceu? –Disse Derek. –Peter, o que você quer?
–O que Stiles tem haver com o que quer que você queira? Deixe-o. – Gritei, me controlando para não tentar nada e piorar tudo.
–Vocês nunca entendem que estou sempre um passo na frente de vocês, porque eu ainda sou um alfa, e exijo ser um completo. É só o que eu quero Scott, poder, sempre se tratou do poder.
–Ainda assim, tudo isso ajuda em que?
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POV Stiles.
Tossi, sentindo o liquido quente subir por minha garganta, indo até os meus lábios Tinha que me manter consciente, tinha que viver.
Lydia conseguiu se aproximar mais de mim, parecendo ainda desesperada, pisquei retardadamente, tentando me manter em foco. Todo o som a minha volta voltou de repente, meu abdômen doía horrivelmente e levei uma mão até ele.
–Calma, v-vai ficar tudo bem. –Disse Lydia. Rasgou um pedaço do trapo que estava minha camisa e pressionou o corte profundo.
–Você tem que ser forte. –Sussurrava para mim. –Por favor, n-não morra de novo Stiles, por favor.
O medo começou a crescer em mim, havia tantas coisas que eu precisava que ela soubesse. Scott e meu pai ali lutando por mim, eu não podia morrer, eu não queria morrer. Ergui minha mão até encontrar a bochecha macia de Lydia. Se eu morresse, alguma coisa eu tinha que fazer antes disso.
–E-Eu amo você Lyds. –Sussurrei fracamente.
Lydia sorriu, as lagrimas descendo por suas bochechas, sua mão encontrou na minha pousada em seu rosto ela apertou levemente.
–Eu também amo você Stiles.
Sorri, sentindo meu peito se encher de uma emoção a qual eu não sentia há muito tempo. Sentia meu corpo querer desistir, meu coração batia acelerado, minha mente estava lenta e meu abdômen doía, meu sangue jorrava.
–Ainda assim, tudo isso ajuda em que? –Ouvi a voz de Scott.
–Ajuda que e vou ter algo com que te obrigar. –Rosnou Peter.
Caminhou até mim com passos pesados e agarrou a gola da minha camisa com força desnecessária, me obrigando a levantar. Todos os meus músculos protestaram e manchas pretas embaçavam minha visão, mas me forcei em continuar consciente. Lydia gritou, tentando impedir que ele me machucasse, mas não podia fazer muito com a corrente a impedindo. Os outros tentaram avançar, mas Peter o deteve.
–Mais um passo e eu o mato, e dessa vez vai ser pra valer. –Disse. Senti algo pontudo em meu pescoço e tentei focalizar minha visão. Ele tinha as garras em meu pescoço, qualquer mínimo movimento rasgaria minha pele.
–Olha só para vocês, vieram aqui com plano achando que seria muito fácil e observem quem esta ganhando novamente.
–O que você quer?-Ouvi a voz do meu pai perguntar. Eu não conseguia olha-lo direito, mas o pouco que consegui foi o suficiente.
Pensei que nunca mais fosse vê-lo e ele estava ali, diante de mim. Talvez não na melhor situação, mas ele estava ali, como eu estava com saudades. O modo como ele me olhava dizia o mesmo, senti as lagrimas virem aos meus olhos, aquilo tinha que acabar logo.
–Eu quero poder e Scott pode dá-lo a mim. Então Scott, eu te mato e viro alfa, você sempre se dizia o melhor amigo, virou o alfa genuíno, veremos se suas intenções são boas mesmo. Está pronto para morrer por seu amigo? Dar-me o poder de alfa que mereço? Stiles e Lydia saem ilesos, o único que precisa morrer é você. Morreria pelo seu irmão?
Não, Scott não poderia fazer isso.
–Scott. – Forcei minha voz a dizer. – Olha pra mim, eu estou morrendo, não vale a pena. Não faça isso. – Implorei. — Ele não vai cumprir e se cumprir, n-não vale a pena, não faça isso por mim.
–Stiles. –Chamou calmamente. — Lembra-se de quando fomos ao Motel Califórnia e fiquei drogado pela WolfsBane? Lembra-se o que me disse quando tentei me matar?
Busquei em minha mente e sorri levemente.
–Que se você fizesse aquilo, teria que me levar junto.
–Estamos juntos nessa, estou fazendo isso, você é meu melhor amigo, meu irmão e eu nunca permitiria que você morresse de novo, principalmente se eu posso fazer algo.
–Mas...
–Esta tudo bem, o que Peter nunca entende... – Disse, olhando para Peter que ainda mantinha as garras em mim. – É que poder não é tudo e que depois de todos esses anos, aprendemos a lutar contra ele. – Sorriu de forma vitoriosa. – Sempre tenha um plano B.
Um barulho alto de algo se explodindo foi ouvido e logo a parede de madeira do lado da porta foi derrubada, senti meu corpo ser livre das garras de Peter, mas não consegui me manter em pé. Tiros foram ouvidos por todos os lados, rosnados, luta. A poeira me impedia de ver claramente o que estava acontecendo.
Outro estrondo e outra parede foi ao chão, junto com uma parte do teto, levantando mais poeira. Em uma pequena abertura por onde consegui enxergar observei um homem alto e musculoso com uma grande metralhadora envolta de seu pescoço, apenas observando a batalha a sua frente e cada uma de suas mãos estava algemada a um braço de Tereza e outro braço de George, que tinham expressões completamente apavoradas. Um pouco mais a frente consegui observar outra pessoa, uma pessoa que pensei que não veria mais por muito tempo. Chris Argent.
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