Conectar, amar

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oilá, gente linda, tudo bem?! Nossa, há quanto tempo não escrevo para o fandom de KnB, hehe, mas o motivo para eu estar postando especificamente uma KagaKuro é mais do que especial. “Fala logo para quem você vai dar essa fanfic de presente de aniversário, tia minkly!” É para um dos seres mais zoeiros, pregadora na “Igreja Apocalítica Surubática de AoKise, KagaKuro e os OTP dos 4294304340409238490304984902843904804029 animes e mangás da LIFE”, onde apesar das nossas (várias) diferenças, a gente se entende (principalmente para sofrer por homem 2D). Sim, é para Sassão Trakinosa, mas como ela agora fica só no Spirit, então obviamente esta fanfic será repostada lá também (link no disclaimer). Inspirada na música “Teardrop” da banda de trip hop (música eletrônica) inglesa Massive Attack, mais conhecida como “a música de abertura da série “House” — ou “House M.D” para os mais xiitas, por assim dizer”. Tem uma explicação importante para o entendimento da fanfic nas notas finais e Boa leitura ^^

Trilha sonora

“Amar, amar é um verbo

Amar é uma palavra em movimento

Destemido em minha respiração

Impulsão gentil

Mexe comigo e me deixa mais leve

Destemido em minha respiração (...)”

Com a peculiar música de trilha sonora, o professor de literatura Tetsuya Kuroko observava e admirava cada detalhe do quarto simples, porém bem aconchegante, localizado em uma pousada beira-mar. Desde as pétalas de rosas azuis e vermelhas espalhadas pelo chão, dando um aroma único ao local, até as declarações de amor coladas na parede.

Ao ver o homem de cabelos bicolores, ruivo com preto, nu e sorrindo para ele, Kuroko levantou a mão no ar, admirando a aliança dourada no dedo da mão direita.

“Não é um sonho” — pensou o professor de particulares cabelos da cor azul-turquesa bem suave. Após tanta luta, finalmente conseguiu realizar o sonho de casar com o homem que escolheu amar eternamente enquanto durar, o ex companheiro de time de basquete colegial e atualmente um bombeiro, Taiga Kagami. O matrimônio ocorreu em Los Angeles, terra natal do nipo americano ruivo, por motivos óbvios — o casamento civil entre pessoas da mesma identidade de gênero ser juridicamente legal por lá — e por ser ali, na “Cidade dos Anjos”, que a história de amor entre Tetsuya e Taiga começou. Exatamente há 12 anos, quando Kuroko, no auge dos seus 18 anos, largou tudo no Japão para fazer intercâmbio de Pegadogia na mesma universidade que Kagami foi aprovado para fazer Educação Física; onde infelizmente esse ato custou a Tetsuya o rompimento total com a própria família, pois os pais e avó do rapaz nunca aceitaram o relacionamento dele com Taiga, muito menos sua homossexualidade. Por um outro lado, o apoio da família de Taiga ao relacionamento deles foi tanto que Kuroko praticamente passou a considera-los como sua família.

Tetusya ficou mais um tempo admirando a aliança, enquanto Kagami admirava o raro, porém genuíno sorriso de felicidade do outro, o mesmo sorriso que Kuroko mostrou antes de dizer “sim”. Taiga enxugou uma lágrima solta ao admirar uma cena tão singela, mas vívida de sentimentos tão reais. Após terminar de admirar o adorno, o professor baixou a mão, retirou a única peça de roupa que usava, um roupão de banho, e jogou-se nos braços do outro, com os cabelos ainda úmidos do banho-recém tomado, assim como os do bombeiro.

Nos braços de Taiga, Tetsuya expressava o amor junto a Kagami das mais variadas formas: os beijos com sabor de cereja, culpa da bala que o rapaz de cabelo bicolor acabara de chupar, as mãos que exploravam com propriedade cada zona erógena um do outro e eram retribuídas com a mesma intensidade, beijos que desciam, contornavam e brincavam sobre aqueles corpos. Bocas que sugavam, lambiam, provavam com gosto de cada parte excitante do corpo alheio até o conectar.

Para Kagami, a cena de Kuroko desfrutando todos os prazeres do sexo era como se fosse o paraíso, da mesma forma que para Tetsuya, Taiga retribuindo esse deleitar era algo mágico. Magia, esta analogia para tentar exemplificar o turbilhão de sentires naquele momento, porém o casal sabia que era mais do que isso.

Era o tremer de corpos, o inundar-se do prazer sublime, uma sensação única de fusão de sentimentos, corpos e almas, cuja cama era o templo mais iluminado para eles conjugarem o verbo mais poderoso e genuíno disso que é chamado de humanidade: amar.

“(...) A água é meu olho

Espelho mais fiel

Destemido em minha respiração

Lágrima no fogo da confissão

Destemida em minha respiração (...)”

(Teardrop – Massive Attack)

Notas finais
Nesta fanfic, o Kagami já gostava do Kuroko desde a época de Seirin, só que ele era bundão demais, na época, para falar o que sentia para o Tetusya. Além disso, há também aquela “pequena diferença cultural” chamada homofobia forte lá no Japão, principalmente se comparado a Los Angeles, então ele preferiu calar os sentimentos dele até o último, mas como nosso “eterno fantasminha de Seirin” foi para L.A também... aí ele não precisou mais se segurar e viver com a plenitude que merece o amor dele pelo Kuroko ♥ Espero que tenham gostado e até a próxima, seus lindos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!