Conectando-se

1 Capítulo 1 - Distrações


Notas iniciais
Madrugada e a pessoa devia estar dormindo, porque em algumas horas tem que ir trabalhar, mas cadê o danado do sono?

Minhas lindas leitoras, como estava com saudades de vocês e postar. Vocês não fazem ideia de quanto falta me fizeram. E o quão bom é tá postando algo depois de mais de dois meses se não me engano de ausência.

Trago algo novo, leve e curto. Torço para não ter perdido a mão no jeito de escrever por conta desse tempo longe. Confesso que tô um pouco enferrujada. Foi só recentemente que retomei a escrita. Antes estava parada total. Desde a minha última postagem aqui que não escrevi mais nada. Não houve tempo ou espaço para tal ato. Mas agora ando menos atarefada que antes e com lentidão pretendo retomar os trabalhos por aqui e ansiando por ter de volta a companhia maravilhosa de vocês.

Segue abaixo o primeiro capítulo desta história.

Fim de tarde de sexta-feira, bem dizer, quase início de noite mesmo. Em certo apartamento, uma Sara entediada estava sentada em sua cama castigando o pobre do controle remoto da TV, de tanto que mudava de canal na vã tentativa de encontrar algo divertido para assistir e se distrair, mas nada lhe agradava, nem mesmo os canais da TV fechada tinham algo interessante que lhe chamasse a atenção.

Aquela era somente sua terceira tarde/noite de folga forçada e estava sendo igual às anteriores... Um pé no saco!

Preferia mil vezes estar no laboratório trabalhando com seus colegas, do que estar em casa sozinha!

Porém não podia estar onde gostaria!

Motivo?

Um acidente sério no trabalho, que lhe deixaria fora do laboratório por no mínimo três meses.

Na última terça enquanto analisava o quintal de uma casa em busca de algo que pudesse ser relevante ao caso em que trabalhava com Warrick, Sara acabou vendo um vulto de alguém fugindo em direção a mata que ficava situada logo atrás do quintal. Ela chamou pelos policias enquanto sem pensar duas vezes já saía correndo atrás do fugitivo. Nisso poucos metros à frente acabou virando o pé esquerdo para dentro e escutou no mesmo instante um TEC. Imediatamente caiu no chão já se retorcendo e gritando de dor, até que Warrick e alguns policiais que vinham mais atrás chegaram nela. Ao perceberem que o problema da perita parecia sério. Eles acionaram a emergência.

Os paramédicos chegaram em questão de minutos e sob gritos de dor de Sara, eles imobilizaram a perna dela da coxa até o pé. Após tal procedimento, a perita foi levada ao hospital as presas. O capitão Brass foi lhe acompanhando na ambulância, já que Warrick não podia ir para não deixar a cena de crime abandonada.

Já no hospital, Sara foi atendida prontamente na emergência. Após alguns exames feitos, o médico deu o diagnóstico... Uma grave lesão caracterizada como entorse de tornozelo de eversão, com rotura completa do ligamento talofibular anterior. Resumindo, entorse de tornozelo grau III, que lhe afastaria do trabalho por no mínimo 3 meses e ainda lhe renderia algumas sessões de fisioterapia segundo o médico.

Diante de tal diagnóstico coube a Catherine a tarefa de afastar a amiga do trabalho, porque a loira era quem estava fazendo às vezes de supervisora desde o dia anterior, já que Grissom para surpresa geral havia tirado suas férias acumuladas e viajado para sabe-se lá onde.

Grissom... Só a lembrança desse nome já fez Sara suspirar enquanto encarava a TV. Ontem havia recebido uma ligação dele, que soube por Catherine sobre o acidente dela. Sua surpresa foi enorme ao ouvir a voz dele levemente preocupada do outro lado da linha.

A ligação não chegou a durar muitos minutos, mas foi o suficiente para acalentar o coração de Sara. E quando a chamada se encerrou, a perita ainda não conseguia acreditar que Grissom tinha realmente ligado para saber como ela estava. Ficou feliz por isso!

Era completamente apaixonada por ele desde que se conheceram anos atrás em certa palestra. Adoraria tê-lo ali consigo como um namorado cuidando dela, lhe mimando e paparicando, mas isso só em sonhos mesmo, já que na realidade seu chefe vivia fugindo dela e pior, lhe rejeitando de todas as maneiras. Daí a sua enorme surpresa quando ele lhe ligara.

Ela já havia perdido as esperanças de um dia ele se render a ela. Para falar a verdade, começava a achar que Grissom sequer sentia algo especial por ela e, que os momentos agradáveis que compartilharam em São Francisco quando se conheceram, não significaram tanto assim para ele como para ela. Porém, em determinadas ocasiões, ela achava o contrário, quando em raros momentos, o supervisor cedia a seus flertes lhe dizendo frases ambíguas ou sorrindo daquele jeito amável o qual ela cansou de ver na época em que ele era seu palestrante e parecia ser um homem muito mais ''aberto'' a aproximação dela.

Ao longo desses quatro anos em que se encontrava em Las Vegas convivendo com Grissom, Sara já havia tentado várias vezes se aproximar dele para, quem sabe, romperem a barreira que no passado não foi possível. Mas aí o supervisor cortava quase sempre qualquer tipo de aproximação com suas rejeições e isso já vinha machucando bastante Sara.

Às vezes a perita queria poder arrancá-lo de seu coração. Quem sabe até se apaixonar por outro alguém e assim deixar Grissom para trás, mas quanto mais rejeitada era por seu chefe, mais seu coração doentio não conseguia deixar de amar o sisudo supervisor. Era uma droga isso! Masoquismo mesmo!

Perguntava-se até quando isso ia durar. Quando deixaria de amar Grissom para amar a outro que lhe corresponda e principalmente, lhe queira junto a ele?

— Grissom... Grissom... Por que é tão difícil deixar de te amar, quando você já me deu razões de sobras para isso desde que me chamou para vir trabalhar aqui em Vegas?

Se fosse levar em consideração todos os "não", passaforas e rejeições sofridas, já dava muito bem para ter deixado de amar aquele homem há anos luz. Mas, não era bem assim que a banda tocava. As coisas do coração nem sempre se resolvem como ou quando queremos.

Para o bem da sua sanidade mental e sossego de seu coração, a perita resolveu deixar para lá os pensamentos acerca de seu chefe. E já cansada de torturar o coitado do controle remoto, Sara o largou sobre o móvel ao lado da cama após desligar a TV.

Pegou então seu notebook que estava do seu lado na cama e resolveu ''navegar'' pela internet para vê se ao menos através dela, conseguia achar algo que lhe distraísse e lhe fizesse esquecer o supervisor que tomou seus pensamentos só para lhe deixar mais triste do que já estava.

Alguns sites de música, cinema, vídeos, artigos forenses e Sara foi encontrando boas distrações. Uma hora e meia de ''navegação'' e ela acabou parando em um site de relacionamento.

Balançou a cabeça sorrindo enquanto encarava a página do site.

"Por que não se aventurar?", uma voz soprou em seu subconsciente.

Não custava nada explorar o site. Quem sabe não fosse até divertido?

Ainda sorrindo, ela começou seu breve cadastro, pois somente assim a pessoa poderia navegar pelo site e ''conversar'' com outras pessoais pelas diversas salas.

''Apelido?"... Que apelido ela usaria?

Sem muita ideia e disposição de ficar pensando em um bom apelido, a perita optou por colocar "Ann'', que era seu nome do meio, pelo qual somente uma amiga sua dos tempos de colegial costumava lhe chamar.

Depois disso escolheu uma cor para seu nome, montou um avatar engraçado para si, que em nada se parecia com ela atualmente, mas sim com a Sara adolescente que usava óculos de grau.

Cadastro feito!

Ela agora podia navegar a vontade pelas salas do site. Mas para iniciar uma ''conversar'' com alguém, primeiro precisava escolher uma categoria e depois uma das trinta salas ao qual se subdividia as categorias.

As categorias eram em um total de quinze. As principais eram: amizade, cidade, idade, namoro, sexo e havia uma denominada de ''gostos em comum''. Essa categoria se subdividia em: animais; artes (música, cinema, teatro e literatura); carros; culinária; esportes; e mais outros tópicos.

Sara optou por artes já que era uma amante delas.

Das trintas salas apenas 23 estavam com pessoas nelas. Algumas salas tinham muitas pessoas, outras nem tanto.

Ela escolheu uma com um número que a seu ver era razoável, 28. Então entrou na sala sem grandes expectativas, mas com a vontade de encontrar boas conversas e distrações naquele "local".

Notas finais
E assim terminamos. Aguardando as impressões de vocês. Um super beijo e até o próximo capítulo.