Conectados por laços

22 Quero ter sua amizade


Notas iniciais
E MAIS UM CAPÍTULO *--* O capítulo anterior define muita gente né, Rafael só se ferrando KKKKKKKKKKKKKK muito eu na vida. Mas agora trazendo mais um capítulo e ele está um amor *~*/ A Mari finalmente tomou vergonha na cara e resolveu subir para falar com o Thomas!! O que será que vai dar? Boa leitura!!

Tantas coisas andam acontecendo ultimamente, estou realmente de cabeça lotada. Acabo de sair de um fim de semana agitado e logo no próximo vou me meter em mais coisas?

— Será que é uma boa fazer isso com o Samuel? – Pensei, enquanto voltava para casa.

Levar as garotas escondidas, acho que não é uma coisa legal de se fazer. E a Débora pode acabar não gostando de presenciar. Não sei mais o que fazer. Não quero me envolver em mais problemas.

Finalmente cheguei em casa, abri a porta já morrendo depois de andar nesse sol.

–Mana? – Ouvi o Rafael chamando

Apareci lá na sala e ele estava com outro amigo.

— Oi, quem é esse aí? – Perguntei

— Que milagre ele trazer gente aqui. – Pensei

— Sou Luan, sou da turma do seu irmão. – Disse Luan

— Ah, entendi. Meu nome é Mariana!Bem como vocês estão jogando... Rafael você comprou a continuação daquele jogo e nem para avisar?

— Comprei esse fim de semana, depois a gente joga, valeu, tchau, pode subir. – Eu disse

— Ele está me expulsando? – Sai de cena e subi.

Me joguei de cara na cama.

— Hoje não conversei com ele nenhuma vez... – Pensei

Eu pensei ter ido até o telhado, mas resolvi ficar com Nádia, Luana e Débora durante o intervalo.

Logo vai começar as provas e acho que eu deveria dar um passo mais próximo de Thomas antes disso.

— Estou mesmo ansiosa. – Eu disse de olhos fechados enquanto rolava na cama.

Comecei a me lembrar daquela noite do picolé. Ele olhando para mim naquele dia me deixou realmente calma. Mas tudo que ele disse sobre isso foi:

Seu picolé está derretendo.

É realmente engraçado como eu quero conhecer mais sobre ele. Mas não através de terceiros, eu quero ouvir dele mesmo.

— Será que vai ser tão difícil assim? – Pensei comigo mesma.

Após alguns minutos rolando na cama em meio a pensamentos acabei pegando no sono.

***

O sinal bateu para o intervalo, e muitos foram iguais o flash para fora da sala de aula.

— Não vejo a hora dessa semana acabar. – Disse Nádia

— Por quê? – Perguntei

— Quero sair com o Danizinho, ainda mais depois de tudo isso que aconteceu. – Disse Nádia

— Ai, esquecemos de te contar o que planejamos para esse fim de semana. – Disse Luana

— O quê? – Perguntou Nádia

— Vão explicando para a Nádia gente, eu já volto. – Falei

— Beleza. – Disse Debora

Elas continuaram conversando e eu saí da sala. Thomas ainda estava na sala sentado. Antes de sair eu olhei para ele e apontei para cima.

Cheguei no telhado e senti uma brisa incrível. Eu deveria voltar mais vezes aqui. Me sentei onde nós dois estávamos na última vez em que estive aqui.

— Me chamou? – Perguntou Thomas aparecendo.

— Fiz uma convocação. – Eu falei rindo

Ele não riu e se sentou do meu lado.

— Pelo menos finge que achou engraçado, haha, que merda. – Falei

Ele deu um sorrisinho.

— Ainda me lembro de quando você apareceu aqui do nada. E de repente parou de vir. – Disse ele

— Pois é. É tanta coisa acontecendo. Vou começar a aparecer mais aqui. É um lugar tão calmo, talvez o melhor dessa escola. – Eu disse

— É.

Acabamos ficando em silêncio por alguns segundos. Eu não conseguia mais segurar a minha curiosidade sobre ele, quando percebi meus lábios estavam se mexendo sozinhos.

— Você normalmente anda sozinho. Por quê? – Eu perguntei

Ele não me respondeu.

— Desculpe se essa pergunta te incomoda.

— Não incomoda. Eu não tenho interesse algum nos outros. – Disse Thomas

— Ah...

— E eu prefiro ficar só do que com pessoas que não querem ficar ao meu lado. – Ele continuou

— Talvez seja por isso que ele não quis ser meu amigo no começo. – Eu pensei

— Eu quero ser sua amiga. De verdade. – Eu disse, olhando para ele.

Ele se virou para mim também.

— Certo.

— O que aconteceu com seus pais? – Eu perguntei

— Por que quer se envolver tanto? – Ele disparou logo em seguida.

— Porque eu me importo com você. – Eu disse sem pensar.

Arregalei os olhos quando percebi o que tinha acabado de dizer. Ele também pareceu surpreendido.

— D-Deixa para lá... – Falei, desviando o olhar.

— É que eu não quero falar disso. – Thomas disse

— Quando você quiser conversar com alguém, é só me chamar. Quando quiser desabafar, pode me ligar. Quando você estiver pronto para se abrir, eu vou estar pronta para ouvir.

Não consegui mais olhar nos olhos dele, me levantei para ir embora. Quando eu passei ao seu lado, ele me segurou pela mão.

— Obrigado... – Ele disse – Vou me lembrar disso.

Senti meu coração acelerar. Ele soltou minha mão e eu olhei em sua direção. Ele não estava olhando para mim. Ele estava mostrando um lado que eu ainda não conhecia. Eu dei as costas e saí.

Eu desci a escada feliz sem acreditar. Voltei para a sala de aula.

— Que demora Mari, deu a volta ao mundo? – Disse Nádia

— Ai gente foi mal. É que acabei me distraindo... – Eu disse, sorrindo ao me lembrar.

***

Rafael P.O.V

Depois que o Luan foi embora daquela forma, perdi total vontade de continuar jogando os jogos. Desliguei a TV e fui para o meu quarto. Fiquei mexendo no celular enquanto ouvia música.

Até que eu recebi uma mensagem do Luan.

— Foi mal por ter ido embora daquela forma, eu posso compensar amanhã. Pode ser Rafic? – Eu li

— Rafic? – Pensei – Esse foi o apelido que ele me deu?

— Sem problemas. E esse Rafic aí? – Eu digitei

— Não curtiu? Kkkk. É o que temos para hoje. – Eu li

— Por mim pode ser. – Digitei

Ele visualizou e mandou um emoji de uma carinha piscando e com a língua de fora.

Preferi não responder nada. Ainda estava me sentindo incomodado, mas um pouco mais feliz.

***

No dia seguinte na hora da saída Luan se aproximou de mim enquanto eu guardava o material.

— Ei Rafic, eu disse que iria compensar por ter ido embora daquela forma certo? – Disse ele

— Disse. – Falei

— Vou te esperar lá na saída. – Ele disse, voltando a falar com outros colegas.

— O que ele queria? – Perguntou Pedro percebendo tudo.

— ... Perguntou se eu conhecia um jogo aí e eu falei que não. – Eu disse terminando de enfiar as coisas na mochila.

— Que jogo? – Ele perguntou

— Sei lá, nem lembro mais o nome. Bem, estou indo, falou cara. – Falei, me apressando para ir à entrada.

— E no fim das contas foi você que esperou. – Disse Luan aparecendo.

— Pois é, mas acabei de chegar aqui também. – Menti

— Bem, vamos nessa. – Ele disse

Saímos

— Para onde você quer ir? – Perguntei

— Tem um lugar muito maneiro que eu acho que você não foi ainda. Tem games e brinquedos lá. – Disse Luan

— Sério? Que massa. – Falei

— Pode crer, fica bem perto da minha casa. – Disse Luan

Fomos rindo o caminho inteiro até chegar na rua da casa de Luan. Mas notei que havia uma garota na frente da casa dele.

— Andressa? O que você tá fazendo aqui de novo? – Disse Luan

– O que eu tô fazendo aqui? Luan vê se acorda, eu tenho o total direito de vir aqui. Eu sabia que esse era seu horário de chegar em casa. – Disse Andressa

— Então essa é a tal ex dele. – Pensei

— Quem é esse trouxinha? – Disse Andressa

Notas finais
THOMAS, VOCÊ SABE SER FOFO QUANDO QUER NÉ. LIBERTE MAIS SEU LADO FOFO, QUEREMOS MAIS x'D Andressa já chegou najando né. Cobra. Muito obrigada por ler, até o próximo capítulo!!