Notas iniciais
E trazendo mais um capítulo *--* Que emoção a fic já estar em sua metade, é maravilhoso postar ela *--* Espero que estejam gostando dela tanto quanto eu!! Esse capítulo está um babado, não vou enrolar muito aqui!! Mas o que será que esse título tem a ver? Boa leitura *~~*

— Você gosta daquele cara? – Ouvi Thomas perguntar e quase me engasguei.

— Como?

— Sei lá, você vive falando com ele, rindo e o cacete todo. – Ele disse

— Ele é meu amigo. Já disse que a Débora, minha amiga gosta dele inclusive.

— E daí que ela gosta? Estou perguntando sobre você não dela.

— Já falei que não Thomas. O Samuel é um bom amigo, por que trouxe ele á tona nessa conversa?

— Só quis saber. Algum problema?

— ... Você é o único que parece ter algum problema aqui.

Ele não respondeu, apenas voltou a tomar o cappuccino com uma expressão irritada. Me pergunto como o clima de agradável passou para desconfortável. Naquele momento eu estava irritada, mas ainda queria dizer “Eu gosto de você”.

— Está com dinheiro? – Thomas perguntou

— Estou. Era para comprar um lanche lá na cantina, mas eu pago o meu treco.

— Não precisa pagar. Foi eu quem te tirei da escola então eu arco com o resto.

— Eu posso pagar, não esquenta. Se eu saí com você foi porque eu quis, não precisa arcar com nada.

Ele ainda parecia estar irritado.

— Thomas, tem uma coisa...

— Eu vou pagar. – Ele disse me cortando.

Me levantei e bati a mão na mesa.

— Quer saber? Eu vou ir embora. Se quer pagar, então pague.

Aquele momento eu já havia me irritado. Ás vezes ele conseguia ser tão frio e seco e isso me irritava.

Saí e acabei notando que a chuva ainda estava forte. Não queria ficar mais ali, tirei a mochila das costas e a coloquei em cima de mim para eu não me molhar tanto. Corri na chuva para procurar outro lugar para esperar ela passar.

Não sabia para onde ir, não tinha para onde correr. Simplesmente desisti de não me molhar. Comecei a caminhar lentamente, iria para casa.

— Mesmo chovendo ainda há sol... – Eu pensei enquanto andava irritada e frustada.

Parei de caminhar, havia poucas pessoas na rua, comecei a pensar comigo mesma o quanto eu sou idiota. Eu deveria apenas ter dito de uma vez, mas não deu.

— MARIANA PORRA. – Eu ouvi um grito.

Eu me virei para trás e lá estava, Thomas debaixo da mesma chuva que eu. Eu não sabia se ficava feliz, se ficava confusa, se continuava brava.

— Mas o que você... – Falei em voz alta.

Ele caminhou para se aproximar de mim. Ele colocou suas mãos em meus braços.

— Você gosta de mim? – Ele me perguntou.

— T-Thomas...

— Responde. – Ele insistiu na pergunta

Eu não consegui responder. Apenas desviei o olhar.

— Vamos sair dessa chuva... – FaIei, tentando mudar de assunto.

— Se não gosta, vou fazer você gostar. – Thomas disse

Ele me puxou para perto dele e me beijou. Eu arregalei os olhos com o ato, senti meu coração bater mil vezes mais rápido, decidi fechar os olhos e continuar com o beijo por mais alguns segundos.

Eu nem podia acreditar que aquilo estava acontecendo e ao mesmo tempo que me entreguei ao beijo eu o empurrei de leve. Ele me encarou com aqueles olhos profundos e eu não conseguia pensar em nada para falar.

– ... – Ele apenas continuou em silêncio, enquanto os pingos da chuva continuavam caindo sobre nós.

— Thomas... o que foi isso? – Eu perguntei enquanto o encarava. Eu não estava conseguindo entender o motivo dele ter feito isso.

Ele deu um sorriso.

— Você não queria? – Thomas perguntou, me pegando de surpresa.

Me envergonhei ao ponto de nem conseguir mais olhar na cara dele. Apenas me virei para ir embora e corri. Corri o mais rápido que eu consegui.

Quando cheguei em casa, molhada e ainda com o coração acelerado de tudo que havia acontecido, joguei a mochila para a frente e me encostei na porta. Toquei meus lábios com meu dedo e senti eu deslizar até cair no chão.

Eu estava surpresa, mas ao mesmo tempo muito feliz.

“– Você gosta de mim? – Ele me perguntou.”

Me lembrei da expressão que ele fez naquele momento.

— Por quê? Por que eu não contei? – Comecei a pensar comigo mesma.

Ele é tão estranho, tão estranho... Me fez não ir com a cara dele quando o conheci, mas me fez gostar do seu jeito, dos seus olhos, dos seu lábios. Eu apenas sei que o amo, mas por que não consegui deixar isso claro?

Uma ligação de Nádia me fez despertar daquele transe.

— Nádia! – Exclamei assim que atendi.

— Mariana puta que pariuzinho. A briga foi feia e todas nós levamos advertências. – Disse Nádia desesperada

— Caramba, tinha esquecido totalmente dessa briga até... – Falei

— A propósito Mariana, o que a senhorita ficou fazendo esse tempo inteiro depois que fugiu com o Thomas? – Disse Nádia

— Você viu? Ele simplesmente foi lá e me tirou dali...

— Fiquei sabendo por outras colegas que viram. E aí miga, pintou o clima entre vocês ou só ficaram um olhando para a cara do outro? – Disse Nádia, nem parecia á mesma desesperada que fez a ligação há poucos segundos atrás.

— Um pouco dos dois... nos beijamos. – Eu disse me sentindo completamente envergonhada.

— É O QUÊ? MARIANA PODE EXPLICANDO ISSO AGORA. – Nádia parecia surpresa com o que eu havia dito.

— É aconteceu do nada. A gente teve uma pequena briga na cafeteria, eu saí com raiva, ele veio atrás e nos beijamos.

— Gente, Nádia está desmaiada. Amanhã você conta detalhadamente viu.

— Ok, também quero saber o que aconteceu depois que eu fugi. A Lanna e sombras dela passaram do limite. – Eu disse

— Pois é miga e estou mesma preocupada é com a Débora depois de tudo que a Vick falou na frente de todo mundo ainda por cima. Você não viu o resto, mas ela ficou com a maior cara de bosta até a hora de ir embora. Mal quis falar com a gente. – Disse Nádia

— Nossa Nádia. Amanhã mesmo vou conversar com a Débora. O Samuel não falou nada?

— Se ele falou não foi com a gente pelo menos. Ele parecia distante depois de todo esse rolo que aconteceu. Até o Danizinho se irritou de verdade com a Lanna, não quer ver a cara dela nem pintada de ouro.

— Pelo menos quem sabe assim a Lanna aquieta. Ela tem que saber quando parar. – Falei. – Nádia estou bem sei lá depois de tudo isso que aconteceu hoje. Estou molhada da chuva, vou tomar um banho e dormir um pouco.

— Claro miga amanhã a gente conversa mais. – Disse Nádia

— Beijos, até amanhã.

— Bye bye!

Desliguei a ligação, subi e fui tomar um banho. A sensação da água do chuveiro caindo no meu corpo me fez lembrar do beijo com o Thomas.

Eu não consigo entender o porquê ele fez isso... mas eu realmente estou muito feliz.

Me pergunto o que ele vai dizer quando me ver amanhã. Estou frustrada, feliz, mas acima de tudo ansiosa!

Notas finais
SERÁ QUE SE IMPRESSIONARAM COM A ATITUDE DO THOMAS? Tenho certeza que a Mari ficou muito impactada. Mas aqui temos a Mari sendo Mari! Com certeza sentiram vontade de dar um tiro nela, quando será que a Mari vai tomar vergonha na cara e ir lá admitir seu amor? Pelo visto ela ainda tem mesmo que amadurecer, vamos começar uma nova etapa da fic *--*! PREPARADOS? LET'S GO!