Conectados por laços

27 Esforço, desabafo e “valeu“


Notas iniciais
Trazendo mais um capítulo *--* Acabou acontecendo um imprevisto e o capítulo deu uma atrasadinha, mas pelo menos ele já está entre nós!!! Esse capítulo vai mostrar como os estudos podem acabar com a gente. Novamente Nádia está me representando, e acredito que muitas outras pessoas também KKKKKKKKKKK. Mari vai presenciar uma conversa inusitada *u* BOA LEITURA!

As provas já haviam começado. Estudar, estudar, estudar. Mal estou tendo tempo para outras coisas. Fui para a escola me sentindo esgotada.

— Que sono. – Eu disse bocejando, chegando a minha carteira.

— Nem me fale, não vejo a hora dessas provas de merda acabarem. – Disse Débora bufando.

— Calma galera, tenho certeza de que estamos no saindo bem pelo menos. – Disse Luana sorridente. – Eu pelo menos mal posso esperar para ver meus resultados.

— Bom dia. – Disse Nádia, chegando com olheiras e uma expressão exausta.

— Jesus. – Eu disse espantada, mas logo depois tentei disfarçar.

— Eu sei migas, estou um horror. – Nádia, jogou sua mochila no chão e se sentou com tudo na cadeira. Ela abaixou sua cabeça na mesa.

— Você está indo bem nos estudos? – Perguntou Luana

— De mal a pior. Fiquei até três da manhã tentando entender as matérias das provas de hoje. – Disse Nádia ainda de cabeça baixa.

— Pede ajuda para o Daniel, ele não é inteligente? – Perguntei

— Sim, mas ele disse que eu deveria tentar me esforçar sozinha também. Ele está certo, não posso ficar dependendo dele para sempre. Eu não quero ser um fardo para ninguém. – Disse Nádia

— Tenha calma, vai dar certo. Você está se esforçando, com certeza vai conseguir resultados bons. – Falei, dando tapinhas nas costas dela.

Nádia estava visivelmente de baixo astral, é horrível ver ela assim. Eu espero que ela possa conseguir tirar notas boas.

— Gente, eu sei que não é um momento ideal para dizer isso, mas... só para mudar um pouco o foco dessas provas. – Disse Débora

— O que foi Débora? – Perguntei

— Pode falar. – Disse Nádia levantando a cabeça.

— Bem... – Continuou

— Fala logo, está me deixando muito curiosa. – Luana a interrompeu

— Eu estava pensando se eu deveria contar para o Samuel o que eu sinto por ele. Mas não me imagino fazendo isso. – Débora disparou, envergonhada.

— Débora do céu, é você mesma? – Perguntou Nádia, chocada.

— Sou né sua anta. – Respondeu Débora rindo

— Eu acho uma ideia ótima. Talvez assim ele possa considerar seus sentimentos e retribuir quem sabe. – Eu disse

— Sabe Mari, é que depois de ver você querendo tentar algo com o Thomas eu refleti sobre mim mesma. Eu ficando brava com você naquela festa, eu ficando irritada pelo Samuel não me dar bola, eu a idiota com ciúmes que não faz nada e fica no mesmo lugar. Mas eu estou determinada em mudar agora, por isso estou contando isso para vocês. – Débora disse, ela parecia mesma pronta em dar a volta por cima.

— Eu entendo. – Eu disse, sem saber o que dizer a respeito.

— Eu acho que é a coisa certa de se fazer. Você tem que lutar pelo que quer, e se você gosta do Samuel tem que ir até ele e dizer. – Disse Luana

Débora sorriu feliz, ela parecia ter guardado isso por bastante tempo e só ter tido coragem de contar agora. Mas aconteceu algo que me incomodou, olhei para o lado e Vick, uma das amigas da Lanna que estuda em nossa sala estava parada olhando para a gente com uma cara de espanto.

— Será que ela ouviu? – Pensei enquanto a observava.

Quando ela percebeu que eu estava a encarando, ela saiu dali como se nada tivesse acontecido. Não tive bom pressentimento sobre isso, mas preferi não comentar nada com as outras.

Logo em seguida a professora chegou com um montão de provas. Bem, vamos trabalhar duro!

***

Assim que terminei de fazer a prova, entreguei para a professora, dei uma olhada em quantas pessoas ainda estavam fazendo a prova, algumas pessoas e as três ainda estavam. Peguei dinheiro para comprar um salgado e saí da sala.

Assim que saí dei de cara com o Samuel no corredor.

— E aí Mari, foi bem ou tomou bomba? – Samuel perguntou sorridente

— Acho que fui bem. E você?

— Médio. Fiz as que eu sabia, e chutei o resto. Vamos ver no que dá. – Disse Samuel

— E você já comeu?

— Ainda não. Por quê? – Ele perguntou

— Ia perguntar se a cantina estava cheia. Mas acho que não deve estar por causa das provas. – Falei

— Acredito que deve estar mais vazia, só indo lá para saber. Vamos, eu vou com você. – Ele disse.

Percebi que alguém saiu nesse mesmo momento. Me virei para trás para saber quem era.

— Ah... – Eu disse ao me deparar com Thomas.

— Preciso falar com você. – Disse Thomas

— Comigo? – Perguntei

— Tem que ser agora cara? – Perguntou Samuel

— Tem. Tem que ser agora. – Afirmou Thomas

— Estamos indo para a cantina nesse momento, você fala com ela outra hora. – Samuel disse

— Não, você vai ter que ir sozinho na cantina. – Disse Thomas

— Pera, pera. – Disse Samuel, rindo ironicamente. – Estamos indo agora, depois você volta, fechou?

— O que eu sugeri é bem melhor. – Thomas respondeu

— Calma aí gente. Samuel pode ir na frente, depois eu te alcanço. – Eu disse tentando cortar essa possível discussão.

— Certo. – Disse Samuel

Vimos o Samuel ir andando.

— O que foi Thomas? – Eu perguntei

— Você namora aquele cara?

— Não. A Débora gosta dele.

— Hm. – Ele disse, parecia irritado.

— Bem, você disse que precisava falar comigo, estou ouvindo. – Eu disse

— Ainda não agradeci a você diretamente por ter me convidado naquele dia. Então era isso que eu queria dizer, obrigado.

— Não precisa agradecer... só por você ter aparecido eu fiquei feliz. – Eu disse, olhando para baixo.

— O que você disse? – Ele perguntou

— Deixa para lá. – Falei rindo.

— Acho que estou me saindo melhor do que de costume. Então eu realmente estou agradecido. Valeu.

— Thomas. – Eu disse dando uma pausa, tentando pensar duas vezes no que estava dizendo. – Depois das provas acabarem eu gostaria de conversar com você.

— Depois das provas? Por que não pode ser agora? – Ele perguntou

— É melhor esperar. Já estão acabando de qualquer forma. – Eu respondi, tentando fazer não parecer muito óbvio.

— Tá bom então. – Ele disse, dando de ombros.

– Bem, estou morrendo de fome então vou ir comprar algo para comer, você vem?

— Não estou com fome. – Disse Thomas. – Estou indo nessa.

— Certo. – Falei

O observei ir. Ele provavelmente iria para o terraço. Ouvi a porta abrir e notei que Luana e Débora saíram juntas.

— E aí gente como foram? – Perguntei curiosa

— Fui ótima. – Disse Luana sorridente

— Acho que fui bem também, afinal estudamos na sua casa tudo que caiu nessa prova. – Disse Débora

— Verdade né, que sorte. Mas e a Nádia? – Perguntei

— Ela ainda está fazendo, tentei dar uma olhada quando saí, ela deve estar acabando já. – Disse Luana

— Espero que ela vá bem, afinal ela está se esforçando mais do que todas nós. – Disse eu

— Bem, resta esperar para ver. – Disse Débora. – Vamos na cantina?

— Só se for agora. Estou morta de fome. – Eu disse

As provas logo vão acabar e vou ter que manter minha palavra. Me pergunto se Thomas desconfia de algo...

Notas finais
Gentchi imagina a cara da Mari quando viu o Thomas e o Samuel nessa "mini discussão" KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK. Tadinha. Espero que tenham gostado do capítulo e desculpem o atraso :) ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO!!