Conectados por laços
19 Ações e reações
Notas iniciais
— Danizinho? – Disse Nádia
— Ué, o que eles estão fazendo ali? – Disse Débora
— Me segurem porque eu vou dar na cara dessa puta. – Disse Nádia começando a caminhar em direção a eles.
— Nádia! – Chamei
Lanna deve ter percebido que Nádia estava se aproximando, pois ela beijou o Daniel na frente de todo mundo.
Nádia parou de caminhar na hora.
— Mas essa garota é demais, como ela faz uma coisa dessas? – Falei
— Parece que o bicho vai pegar. – Disse Débora
Nádia fechou os punhos e Daniel empurrou Lanna.
— DANIEL NOGARET QUE PORRA É ESSA. – Gritou Nádia
Assim que Daniel a viu, arregalou os olhos.
— Nádia?
Logo em seguida Nádia voltou a caminhar na direção deles, mas dessa vez mais depressa. Ela levantou o braço e lançou um tapa na cara de Lanna.
— Meu Deus! – Exclamei
Eu e Débora fomos correndo para segurar a Nádia.
— O que você pensa que está fazendo com meu namorado, sua rodada de merda. – Gritou Nádia
— Calma mor. – Disse Daniel.
— Calma é o caralho, você também me deve uma explicação. – Gritou Nádia novamente.
— Você beija bem “Danizinho“. – Disse Lanna em tom de deboche, logo em seguida lambendo os lábios.
— E você vai ver como a minha mão fica bem na tua cara sua vira-lata sem sal. – Gritou Nádia indo dar outro tapa na Lanna.
Débora e Daniel seguraram a Nádia antes dela conseguir bater.
— Nossa Lanna você não aprende mesmo, não é? – Falei me irritando. – Quando você vai aprender parar? O quão mais baixo você pretender ir?
— Não devo explicação de nada para você sua vaquinha de quinta, agora saem todos da minha frente porque eu ainda não acabei meu beijo com o Daniel. – Disse Lanna
Nádia conseguiu se soltar de Débora e Daniel, e pulou em cima de Lanna. As duas caíram e começaram a se estapear feio no asfalto.
— SEGURA ELA. – Gritou Débora
— NÁDIA SE ACALMA. – Eu gritei
Daniel conseguiu segurar Nádia descontrolada, enquanto eu e Débora seguramos a Lanna pelos braços.
— ME LARGA DANIEL NOGARET EU NÃO ACABEI COM A RAÇA DELA AINDA. – Gritou Nádia
— E nem vai, vamos vazar daqui agora. – Disse Daniel
— Daniel lindão, a gente continua outro dia viu? – Disse Lanna rindo.
Daniel nem respondeu e conseguiu levar Nádia para longe dali, enquanto eu e Débora continuamos ali com a Lanna.
— Terminou seu showzinho? – Perguntou Débora
— Adorei as participações especiais. – Disse Lanna
Ela estava com o cabelo todo bagunçado e estava agindo como se estivesse bêbada.
— Eu disse para você não perturbar mais a Nádia. – Disse eu
— E você acha que eu sou sua cachorra de estimação para ficar te obedecendo? Sonha acordada querida. – Disse Lanna
O sangue já estava subindo, mas me segurei para não piorar mais a situação.
— Meu silêncio para você. – Eu disse. – Vamos Débora.
Débora se aproximou e deu um tapa bem forte em Lanna que a fez cair no chão.
— DÉBORA! – Gritei
– E ISSO É SÓ UMA AMOSTRA DO QUE VAI ACONTECER SE EU PEGAR VOCÊ FAZENDO MAIS UMA DESSAS. – Gritou Débora
Lanna ficou imóvel no chão, com a mão onde levou o tapa, notavelmente assustada enquanto Débora gritava.
Débora deu as costas e eu fui atrás.
***
— Não estou achando graça nenhuma. – Disse Nádia.
Daniel havia levado Nádia para uma lanchonete ali perto.
— Desculpe rir é que foi engraçado seu ciúmes. – Disse Daniel rindo
— Vão querer alguma coisa? – Perguntou a lanchonete
— Suco de laranja grande, batata frita, frango á passarinho e duas águas com gás. – Disse Nádia de expressão séria sem tirar os olhos de Daniel.
Daniel se espantou.
— Não vou querer nada. – Ele disse
— Certo, já trago seu pedido. – Disse a lanchonete
— Começa a explicar. – Disse Nádia
— Ela me enganou. Disse que estava planejando fazer uma surpresa para você e que queria minha ajuda. Então eu aceitei e fui.
Nádia continuava com sua expressão séria.
— Isso não justifica. – Disse Nádia. – Dani como você aceitou isso? Afinal você sabe que ela gostava de você.
— Ér, eu pensei que não gostava mais. Foi mal mor, eu tô realmente mal com isso. – Disse Daniel
— Mal? – Perguntou Nádia indignada. – OLHA MEU ESTADO DANIEL. EU QUE ESTOU MAL.
— Me desculpa mesmo. Sério. Mas como você sabia? – Perguntou Daniel
— Eu recebi mensagem daquela garota me dizendo para encontrar ela naquele lugar e quando eu chego, vocês dois estavam juntos. Sabe o quanto eu me irritei? Não, você não sabe e nem vai saber.
A garçonete trouxe os pedidos. E começou a botar um por um.
— Bom apetite! – Disse ela
— Eu não sabia que ela te odiava. Foi realmente vacilo meu.
— Sim, foi vacilo seu. Ela armou tudo isso. A culpa é sua e daquela desgraçada. Se a intenção era fazer uma surpresa, conseguiram.
— Tô arrependido de verdade, não vou mais fazer uma bosta dessas. – Disse Daniel – Me perdoa por favor mor.
— Dani estou muito magoada agora, não aguento olhar na sua cara mais nenhum segundo. – Disse Nádia
Nádia se levantou da lanchonete e deixou Daniel sozinho com todas aquelas coisas na mesa.
***
Cheguei na sala no dia seguinte e Nádia estava de cara emburrada. Debora e Luana estavam do lado dela e eu me apressei para saber o que estava acontecendo.
— Oi gente! – Disse eu
— Oi Mari. – Disseram elas
— Você já ficou sabendo do que aconteceu Luana? – Perguntei
— Fiquei sim. – Disse Luana. – Essa Lanna não sabe quando parar. Ela passou dos limites, extrapolou muito.
Nádia agora estava com uma expressão triste.
– Espero que depois de eu ter dado na cara dela, ela pense duas vezes antes de se meter com a gente. Ela vai ter que ter é coragem. – Disse Débora
— O Dani ainda não chegou. – Disse Nádia. – Eu ainda estou magoada com ele, mas eu sei que ele estava dizendo a verdade...
— O que aconteceu depois de vocês saírem? – Perguntei
— Ele me levou em um lanchonete e disse que era tudo uma armação da Lanna. Eu pedi um monte de coisas depois eu fui embora sem comer nada. Ele deve estar bravo comigo também.
— Você acha que vão terminar depois disso? – Perguntei
— Eu não sei. Não queria que nosso namoro terminasse desse jeito. – Disse Nádia
— Calma Nádia, eu sei que ele deve estar bem arrependido. Acho que vocês ainda vão durar bastante. – Disse Luana
— A altura que as coisas chegaram, eu não sei não. – Disse Nádia
— Vamos mudar de assunto então. – Falei
— É melhor. – Disse Débora
Percebi que Thomas havia chegado naquele mesmo momento, ele passou me encarando.
— Será que eu deveria ter ido com ele no recreio ontem? – Pensei
— Não adianta, eu não consigo pensar em outra coisa. – Disse Nádia. – Queria que isso fosse um pesadelo apenas.
— Relaxa Nádia, não deixa aquela Lanna fazer isso com você. – Disse Débora
— Verdade, aposto que ela deve estar satisfeita com tudo isso acontecendo. – Falei
Nádia então arregalou os olhos ao olhar para a porta.
— Dani? – Ouvi Nádia dizer em voz baixa.
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