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8 Cena Extra — A Primeira Noite


A casa estava diferente.

Não porque algo tivesse mudado fisicamente — mas porque agora havia um sim no ar.

Stiles fechou a porta atrás deles e encostou as costas nela, respirando fundo, ainda meio incrédulo. Olhou para a própria mão. O anel ainda estava ali. Real.

— Eu vou ficar olhando pra isso a noite inteira — ele disse, levantando a mão. — Aviso logo.

Derek sorriu, daquele jeito tranquilo que só aparecia quando ele estava verdadeiramente em paz.

— Eu esperei anos pra te ver desse jeito. Aguento uma noite inteira.

Stiles riu e foi até ele, envolvendo o rosto de Derek com as mãos.

— Você tem noção do que fez comigo hoje?

— Tenho medo da resposta — Derek brincou.

— Você me deu um futuro — Stiles respondeu, sério agora. — E isso é assustador pra caramba… mas é bom. Muito bom.

Eles se beijaram devagar. Sem urgência. Um beijo que dizia fica, não corre.

Mais tarde, deitados na cama, Stiles estava com a cabeça apoiada no peito de Derek, desenhando círculos distraídos com o dedo.

— Sabe o que é engraçado? — ele murmurou. — Eu achei que felicidade fosse uma coisa barulhenta. Tipo fogos, gritos, música alta.

Derek passou o braço ao redor dele.

— E não é?

— Não — Stiles sorriu. — É isso aqui. Silêncio. Segurança. Você.

Derek beijou seus cabelos.

— Então fica. Sempre.

Stiles fechou os olhos. E dormiu em minutos. Sem pesadelos. Sem sobressaltos. Pela primeira vez em muito tempo.

Eles não foram pra longe para sua lua de mel.

Nada de avião, hotel cinco estrelas ou roteiro turístico. Só pegaram o carro e dirigiram até uma cabana simples perto de um lago, longe de Beacon Hills, longe de tudo que doía.

A cabana era simples. Pequena, silenciosa, aquecida pela lareira. Do lado de fora, o frio. Do lado de dentro, um calor confortável que fazia tudo desacelerar.

Stiles largou o casaco na cadeira e esticou os braços, cansado da viagem. Quando virou, percebeu Derek observando, sem disfarçar.

— Que foi? — Stiles perguntou, meio rindo.

Derek se aproximou, encostando a mão no braço dele, subindo devagar até o ombro.

— Nada. Só… gosto de te ver assim.

O beijo veio fácil. Sem pressa, sem intensidade forçada. Só proximidade. Stiles puxou Derek pela camisa, sentindo o corpo dele perto, firme, presente.

— Acho que chegamos — Stiles murmurou.

— Acho que sim — Derek respondeu.

Mais tarde, no quarto, a luz da lareira deixava tudo mais quente. Eles se despiram aos poucos, ajudando um ao outro, trocando sorrisos baixos. Derek tocou a cintura de Stiles com cuidado, como se ainda estivesse confirmando que aquilo era real.

Stiles puxou Derek para perto, beijando o pescoço dele, sem pressa. Derek respirou fundo, fechando os olhos por um instante.

Eles se deitaram juntos. O frio do lençol durou pouco. As mãos exploraram com calma, sem urgência, mais curiosas do que apressadas. O contato era familiar, mas diferente — mais tranquilo, mais seguro.

Depois, ficaram deitados lado a lado, próximos demais pra se afastar.

Stiles desenhava distraidamente no peito de Derek com a ponta dos dedos.

— É estranho — disse, baixo. — Tudo isso parecer tão simples.

Derek virou o rosto, beijou a têmpora dele.

— Talvez porque agora seja.

Stiles assentiu, se ajeitando melhor contra ele. Dormiu rápido, sem sobressaltos, com o corpo relaxado como não ficava há muito tempo.

Derek ficou acordado por alguns minutos, apenas ali, sentindo a respiração de Stiles e pensando que aquela paz valia cada caminho difícil até ali.

E naquela lua de mel, sem grandes promessas ou cenas perfeitas, eles só ficaram juntos — do jeito mais honesto que sabiam.

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