Condutas adolescentes de uma estrela em ascensão

2 Primeiro – A redundância do ser, a antinomia do homem


Notas iniciais
Oi, gente! Nos vemos nas notas finais e boa leitura ♥

Yuri Plisetsky acordou com um escândalo acontecendo ao lado. Era algo que estava a metros de distância e não o deixava ter o seu merecidíssimo descanso. Pelo o que Yuri conhecia da vida, apenas uma pessoa em todo o planeta Terra seria estúpido o suficiente para começar algo as (ele sacou seu celular no criado mudo, sentindo a luz machucar seus olhos em primeiro instante. Nada a que não tivesse acostumado.) dez da manhã.

Um som baixo, muito semelhante a um rosnado pôde ser ouvido deixando sua garganta. Levantou-se chutando todos os lençóis de seu caminho e eles enrolaram-se em sua perna, tornando-o ainda mais irritado. O dia não começara bem. Marchou em passos pesados e abriu a porta em um rompante. Foda-se os hóspedes dos outros quartos, nada era tão incomodo quanto aquele estúpido barulho (e Yuri poderia fazer um filme em sua cabeça apenas para o som. Não era algo a que ele fosse estranho).

— Viktor, cale a boca, algumas pessoas gostariam de dormir! – berrou nervosamente, sentindo que a qualquer momento poderia arrebentar a face amuada. Os olhos azuis estavam um pouco baixos quando Viktor o encarou, da forma que ficavam quando ele começava a fazer drama. Ou quando ficava chateado. Havia uma realmente pequena diferença entre os dois, claro. – O que você está fazendo aqui, Chris? Tire esse idiota da passagem! – gritou novamente, porque não queria que seu companheiro de rinque perdesse o que restava de sua dignidade no meio de um corredor.

Uma das portas se abriu e alguém praguejou em uma língua que, de tanto ouvir na voz de Viktor ou de Chris, Yuri reconheceu como francês. Provavelmente reclamava dos barulhos e não parecia elogios. Ele gritou de volta em russo, um grande “cale a boca!”, mesmo que sua vontade fosse de gritar algo menos didático. Ele não tinha tempo a perder, de qualquer forma. Christophe e Viktor falavam energeticamente em um local muito pouco privado quando ele chegou, então isso queria dizer alguma coisa.

Olhou melhor para Viktor. Ele ainda tinha um brilho bonito na pele, mesmo que parecesse especialmente cansado, com seus olhos de cachorrinho caído do caminhão de mudança no meio da chuva. As roupas estavam desalinhadas, como se postas às pressas, e os cabelos estavam despenteados. Ele não parecia menos com Viktor Nikiforov, obviamente, mas ainda assim, era difícil acreditar que ele a mesma pessoa de ontem à noite. Encarou-o da cabeça aos pés, parando especialmente em suas clavículas a mostra. As manchas violetas na pele que se marcava tão facilmente (e se Yuri sabia era porque testou. Ele chegara a ter brigas com Viktor. Unilaterais. E apenas de sua parte.) faziam parecer que o topo da patinação artística no mundo vestira um colar muito deselegante naquela manhã.

Ele tinha quatorze anos, mas não era uma criança.

— Foda-se. – murmurou por baixo de sua respiração, e no mesmo tom perigoso, voltou-se a Viktor. – Você fez alguma coisa com o bêbado? – Viktor teve a decência de olhar ultrajado.

— Não, Yuri, eu não sou um criminoso. – ele respondeu de volta, parecendo apenas ofendido. Yuri deu de ombros. Ele percebeu que Chris acabara de chegar, provavelmente chamado pela Drama Queen, e eles já estavam de saída. Não parecia que iriam atrapalhar seu sono pelo resto da manhã.

— Tanto faz. – retrucou amargamente por alguma razão que não conseguia explicar. Se Viktor não atacou um adulto bêbado, ele não tinha motivos para ficar irritado. Mesmo assim, sua garganta queimava em aborrecimento. – Aliás, boa sorte. Indo atrás dele, quero dizer. – provocou. – Provavelmente ele já deve estar no aeroporto. Ou encima do Mar do Japão.

Entrou novamente em seu quarto e bateu a porta, não querendo saber se alguém se incomodara. Eram dez da manhã. Todos os outros patinadores estavam neste hotel, e a maioria das outras seleções já estava a caminho de casa. Eles eram apenas sortudos de estarem no país de origem, com uma viagem muito curta em comparação a dos outros. Yuuri Katsuki era um daqueles que não podia se dar ao luxo de esperar por muito tempo. Ainda mais por Viktor, um casinho de uma noite (ou nem isso, se seu profundo e obscuro desejo de não o serem fosse atendido).

Por alguma razão, Viktor longe de Yuuri Katsuki, ou Yuuri Katsuki longe da Rússia, não o satisfez como deveria. Acomodou-se melhor na cama. Não precisou esperar muito para dormir.

...

Viktor passou o resto da temporada desanimado. Yuri não exatamente o culpava. O sênior estava passando por coisas que poderiam merecer alguma atenção. Primeiro, ele conheceu alguém que simplesmente sumiu do mapa (e Yuri não estava chateado com essa parte, obviamente. Ele não se importava com Yuuri Katsuki). Depois, se a conversa que ele tivera com Yuri quisesse dizer alguma coisa, Viktor Nikiforov poderia não estar tão motivado.

Patinação era a vida deles. O sentimento de suas lâminas arranhando a superfície lisa era algo que ninguém poderia tirar. Ao menos por hobby, o que não era o caso de nenhum dos dois. Isso implicava no óbvio: o esporte deles não era indulgente com o corpo, nem complacente com o tempo. Viktor não seria jovem para sempre, e mesmo com vinte e sete anos – uma tenra idade – existiam boatos de aposentadoria. A flexibilidade e a resistência não eram bens eternos. Elas se desgastariam, junto com as suas articulações.

O gelo não é gentil com seus amantes, Yuri sempre soube. Desde as primeiras contusões púrpuras que floresciam em seu corpo pequeno – como uma pintura de mau gosto, porém bem-vinda –, desde cada patinador que ele viu parar porque não era mais tão jovem. E Yuri sentia o pesar por Viktor, o medo por si mesmo, e a gratidão por ter quatorze anos de idade. Ele ainda tinha tempo para alcançar seu companheiro de rinque.

O que ninguém poderia alcançar em Viktor, nem mesmo o próprio pentacampeão, entretanto, era a sua mente fértil e fresca, tão única que era doloroso admitir.

Naquele dia, mais tarde, viriam alguma estúpida equipe de repórteres esportivos para filmar o especial “Estrela em ascensão na Rússia – Yuri Plisetsky” (e Yuri não pôde deixar de pensar que não existia um nome mais ridículo). Mesmo assim, os patinadores que precisavam de treino não podiam se dar ao luxo de afrouxar a rotina por causa de algum canal de esportes de quem não tinha o que fazer (ou talvez esse fosse apenas o trabalho deles.). Eles faziam uma pausa de minutos depois de uma sessão especialmente intensa de saltos. Foi quando Viktor abriu a boca, de repente.

— Enquanto coreógrafo... – ele começou, interrompendo-se para beber de sua garrafa. Ele tinha uma mania engraçada de levantar as sobrancelhas enquanto o olhava, como se isso enfatizasse alguma coisa (e fazia, em partes). Abaixou a água com um barulho alto de satisfação. – Não, não. – ele corrigiu. – Enquanto pessoa. Se você não tem imaginação, você está preso. – agora, neste momento, Yuri sabia que começaria um discurso chato. Ainda assim, ele não estava disposto a interromper. Por algum motivo, ele sentiu que não deveria tirar sarro de Viktor naquele momento. Talvez por ele parecer estupidamente sério. – Não pode deixar sua mente vagar porta a fora, longe de você. É como um pássaro sem asas, Yuri. Não existe nada mais triste do que um homem sem uma de suas virtudes. Você também não pode mais surpreender ninguém. As pessoas ao seu redor vão se acostumar. – ele gesticulou. – Como uma condição contagiosa. Ou como se estivesse morto.

— Você já começou seu programa, não é? – questionou ceticamente, porque, se não estava enganado, até mesmo a música Viktor já encomendou. — Os da próxima temporada? – o mais velho deu de ombros, como se fosse um fato inegável, mas não particularmente louvável. Pensando assim, não faz mais que a obrigação.— Então qual o problema?

— Nenhum. Apenas continue treinando, sim? Não queremos que Viktor Nikiforov entre no rinque e leve ouro apenas por existir. – ele riu levemente, seu sorriso em formato de coração fazendo seu rosto ficar muito mais jovem do que realmente era. Mesmo assim, Yuri nunca pensou que associaria aquela expressão a alguma coisa amarga.

(Yuri excluiria de todo o seu ser o fato de que as insinuações de Viktor não o deixaram com raiva. Ele não tinha certeza se o sentimento era piedade ou simpatia, mas era algo que não tinha espaço em seu coração. Esmagou-o antes que ganhasse forma. Viktor era um adulto. Ele teria que saber lidar com os próprios problemas, afinal).

...

Yuri não seguiu o conselho de Viktor e não continuou realmente treinando. Claro, ele não tinha nem um pouco de esperanças de que seria fácil vencer os sêniores. Havia Chris, o babaca do Jean, Viktor, Yuuri Katsuki. Ele não achava impossível, tampouco. Yuri Plisetsky sempre foi consciente do próprio talento e ele sabia que nada era impossível caso se tentasse. E havia os detalhes que faziam sua aspiração à medalha de ouro mais um futuro inalterado do que um objetivo incerto.

Depois daquele dia, Viktor mal treinava. Quer, dizer, ele ainda era Viktor: cabeça oca, com mania de grandeza, mas um inegavelmente monstro talentoso; além disso, fazia parte do “Pack Burro” ir aos treinos apenas quando lhe apetecia. (Ele sempre ia, mas isso estava mudando de três semanas para cá). Yakov desistira depois da quinta vez de tentar obrigá-lo a praticar rígida e constantemente. (E, além dos escândalos sexuais, Viktor também tinha uma lista de escândalos por não ser um aluno minimamente decente. A FRP¹ o odiava e Nikiforov deveria beijar os pés de Yakov por protegê-lo).

Salvo Viktor, Yuri não achava que pudesse perder para os outros. Eles eram fortes, mas Yuri era, não, se tornaria, mais.

...

Os meses desde o GPF se passaram rapidamente. Janeiro foi como um sopro gelado de inverno em seu rosto, ligeiro e quase angustiante. (E isso não tinha nenhuma relação com Katsuki sumido do mapa.).

Em fevereiro, Viktor aparecia mais nos treinos que no mês anterior. O que quer que ele estivesse preparando para a próxima temporada estava mais promissor do que há dois meses. Yuri treinava com menos afinco, por alguma razão, e as coisas pareciam aborrecidas em toda parte. Ele rezava para que algo mudasse sua vida inegavelmente chata naquele momento. Como um adolescente. (Mas a ideia foi logo esquecida).

A Yuri não foi permitido ver a forma completa de Nikiforov e suas asas (ele ouvira alguém se referir ao idiota assim). Ainda assim, estava ansioso. Uma hora ou outra saberia contra o que competiria. (E Yuri não conseguia sentir nenhuma segurança nisso. Viktor saberia contra o que competiria antes dele, porque Viktor seria a droga do seu coreógrafo em seu debut).

Março veio rápido, e com ele seu aniversário. Na data que para qualquer outra pessoa de sua idade seria especial, ele só sentiu o azedume da ausência na boca. Seus colegas de rinque foram gentis o suficiente para preparar alguma coisa e a data não passar completamente em branco. Não obstante, ele ainda sentia a falta de seu avô, de forma que doía fisicamente e, mesmo que não fosse jamais admitir, sentia falta até das broncas de sua mãe.

Mesmo assim, não foi totalmente desagradável a reunião no apartamento de Viktor. O bolo feito por Mila (e foi claramente feito por ela, porque era inteiro, não queimado e comestível demais para ter as mãos de Viktor, e colorido e alegre demais para ser confeccionado por Georgi) tinha quinze pequeninas velas em cima, além da cuidadosa pintura de animal print na pasta americana. Parecia trabalhoso, mas Yuri conhecia Mila o suficiente para saber que, se existisse tutorial no YouTube, ela faria.

Yakov estava lá e, pela primeira vez em semanas, ele não reclamou de todos os seus patinadores saindo da dieta ao mesmo tempo (e Yakov sempre reclamava por pura formalidade, porque ele não ligava para o que eles comiam, desde que pudessem patinar). As fotos em seu Instagram foram definitivamente as melhores do encontro, mesmo que Georgi ter folga de postar fotos com a namorada fosse uma respiração aliviada e Mila nem usasse tanto as redes. Viktor apenas tirava fotos mal, como tudo o que fazia além de patinar.

— Você precisa fazer um pedido. – Georgi declarou depois de acender os pedaços de cera, sorrindo de canto, como se Yuri fosse uma criança que precisasse de suas tradições infantis. Yuri quis matar a ele e sua família.

— Isso não funciona, você sabe. – respondeu rudemente, não se arrependendo nem um pouco de apenas falar a verdade, apenas diretamente demais, talvez.

— Faça logo, Kitten!— Viktor respondeu, animado, com seu celular tão estúpido quanto ele bem seguro em seu punho cerrado. Não era possível Yuri arrancá-lo da mão estúpida que fortemente o agarrava. Yuri resistiu ao impulso selvagem de assassiná-lo. Ele estava claramente esperando a chance de poder fotografá-lo assoprando as velas. – Se não funcionar, pelo menos você tentou.

E Yuri sabia que, não importava o que dissesse, quando um de seus colegas decidia importuná-lo sobre algo, fariam até cansar. Deu de ombros e pensou que era melhor ceder agora do que mais tarde, de cansaço.

— Tanto faz. – Yuri o olhou com desconfiança, dando de ombros e, por fim, soprando-as. Ele o fez apenas para calá-los.

(E ele fez um desejo, também.)

Quando as chamas se extinguiram, Mila se agarrou a ele da forma nojenta que ele não gostava.

— Me solta, sua bruxa velha! – gritou quase involuntariamente, tentando de forma inútil se livrar dos braços surpreendentemente fortes se você não a conhecia. Ela o ignorou apenas para falar alto demais em seu ouvido:

— Feliz aniversário, Yuri! Você vai pegar todos os velhos na sua estreia. – ela riu provocativamente, apenas para irritá-lo, e Georgi e Viktor acompanharam-na. Ele sabia que seus colegas estavam tentando, inutilmente, irritá-lo. Mas foi o suficiente. As palavras de Mila foram suficientes para determiná-lo mais a isso.

...

Yuri não era um gênio. Oh, quer dizer, ele era. Ele era o gênio da patinação artística, o novo Viktor Nikiforov, o prodígio russo e o inferno. Vários rótulos imbecis que ele não se importava em seguir, mas que o acompanhavam em contrapartida. Ainda assim, mesmo sendo um talento inegável no mundo dos esportes, ele não era um gênio como Albert Einstein ou Marie Curie. (E Yuri sabia que cada pessoa tinha um tipo diferente de inteligência. Apenas veio a calhar que a sua fosse justamente sobre o rinque).

Conquanto, ele era sagaz e perspicaz e esperto. Um trouxa invicto e congênito como Nikiforov não era nada para ser lido muitas vezes, quanto mais ser considerado de difícil análise. Pelo contrário: Viktor era simples. Você só precisava apertar os botões certos. Ele era puramente movido a gelo, birra e impulsividade (e Yuri tinha a dolorosa consciência de que não ficava atrás. Mas ele tinha quinze anos. Viktor tinha quase quinze por perna.).

Então, você não precisava ser um gênio para aprender a interpretar Viktor Nikiforov. Você só precisava do mínimo de convívio e olhos ou ouvidos ou tato. Quando Viktor passou a faltar novamente, Yuri não precisava ser um Sherlock Holmes para saber que era por causa do cachorro (“O nome dele é Makkachin e você sabe!” Viktor diria, se o ouvisse chamando o animal de cachorro).

Misha, sua gata, tinha oito anos. Yuri não queria, ele se recusava a pensar no número que indicava a expectativa de vida dos bichanos. Ele sabia que Viktor tinha cerca de sua idade quando ganhou o poodle. Viktor Nikiforov teve quinze anos há doze. E, infelizmente, seres humanos eram mamíferos que viviam muito mais em comparação aos seus amigos domésticos. Era a coisa mais injusta que Yuri já tinha visto. (E ele se pergunta como se sujeitou a isso, ao sofrimento antecipado da perda de alguém querido quando se sabe que sua vida continuará depois do acontecimento).

Yuri não conseguia encontrar em seu peito espaço para culpar Viktor por ser um irresponsável. Ele conseguia apenas sentir-se empático com a situação. Ele desejou, naquele momento, que Viktor não precisasse passar pela perda de sua única família.

...

Interpretar Viktor Nikiforov era fácil. Um pouco de convívio e sentidos básicos do ser humano eram suficientes. Em outra situação, Yuri teria muito rapidamente chegado a conclusão mais óbvia. Mas a lógica não se aplicava a Yuri Plisetsky naquele momento. Seu lóbulo parietal estava morto, assim como todo o seu hemisfério esquerdo, e Yuri não conseguia chegar a nenhuma dedução dialética naquele momento em especial.

Ele apenas conseguia se sentir com raiva.

Na manhã daquele dia, todas as suas redes sociais explodiram e ele nem sequer estava minimamente envolvido na bagunça. O título em alguma letrinha esquisita que obviamente era japonês não se fazia fácil de entender, mas aquele vídeo que sua internet móvel carregava se tornara viral na comunidade de patinação artística apenas nas duas últimas horas. Ele estava possesso. Porque ele reconheceu a música que começara a tocar depois de alguns segundos de silêncio.

E era engraçado que o vídeo estava visivelmente editado para que a música tocasse em cima do som original. Ele percebeu que, durante a patinação de Yuri Katsuki, não havia música. Ele é a música. A imagem era amadora e às vezes tremia, mas era impossível ignorar os grandes olhos de corça, não bêbados ou úmidos, como Yuri se lembrava, porém, eram melancólicos, como Yuri às vezes se sentia.

A emoção que ele carregava era tão crua que foi difícil perceber que aquele era o programa de Viktor, criado por Viktor para si mesmo. Ninguém deveria parecer melhor o fazendo. Ninguém deveria ter olhos mais tristes e ninguém deveria ter asas mais fortes. Quando finalmente conseguiu encontrar sua voz, ela estava rouca.

— Esse Yuuri do Japão é um idiota. – deduziu, por fim, enquanto Yakov gritava em suas costas para que largasse o celular e voltasse ao treino. Ele não queria. Yuuri Katsuki estava chamando Viktor Nikiforov, e o gelo o fazia se sentir amargo. Inferior.

Eu não vou deixar.

Sua decisão, entretanto, foi duramente prejudicada quando, naquele dia em especial, ele não conseguiu prever o incontestável. Viktor era imprevisível e repleto de surpresas. E se esquecer disso o fez se surpreender, de forma que Viktor ficaria orgulhoso de si mesmo.

Dois dias depois, Viktor agiu como o impulsivo imaturo que era: ele partira para o Japão.

{...}

Notas finais
1 – FRP: Federação Russa de Patinação. Então, gente, muuuuito obrigada pelos comentários e pelos favoritos. São muito importantes pra mim, sério. Eu fico mais motivada quando os leitores interagem haha. Eu acho que não demorei muito, e eu até queria fazer um capítulo maior, mas eu sou do tipo que, se pode escrever em vinte palavras, poupa as vinte linhas. A Mila que “tem tutorial no YouTube, faz” é totalmente inspirada em mim, porque eu sou assim, sei lá porque. Já fiz de tudo nessa vida, mas nunca parei em nada. Sad. Alguém tem alguma dúvida sobre alguma coisa? Aliás, sobre o tamanho do capítulo, 2k, 3k, 4k? Como vocês preferem? Eu quero deixar a leitura mais confortável, porque sei que é meio chato um capítulo muito pequeno, mas também é chato um muito grande. Podem dizer. Enfim, eu provavelmente quero dizer alguma coisa, mas não lembro. Betado pela Alena S. Obrigada por lerem ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.