Condenados

12 Capítulo 11


Notas iniciais
Nem sei o que dizer para vocês! Quase dois meses sem atualização nenhuma! Eu realmente não tenho nada a fazer não ser pedir desculpas! Sinto muito mesmo! Fevereiro e Março realmente não foram meses fáceis. Muita coisa aconteceu, envolvendo minha vida pessoal, muita coisa mesmo, e acabei me perdendo um pouco comigo mesma. E quando isso aconteceu, acabei sem inspiração nenhuma para escrever e quando tinha, não conseguia colocar em palavras. Peço desculpas por ter deixado esses problemas interferirem no desenvolvimento da fic. Se eu fosse listar cada coisa que aconteceu, eu não terminaria tão cedo. Mas ao que parece, Abril vai trazer um mês melhor e mais relaxado. Espero que eu possa escrever sem ter maiores preocupações! Será que vocês ainda continuam me acompanhando aqui? Espero que sim! Senti muita saudade! Eu também não revisei o capítulo muito bem, então pode ter alguns erros de ortografia, depois eu tento ajeitar eles. Espero que gostem do capítulo, e um grande abraço em todos vocês! A gente se encontra nas notas finais! PS : Estou usando pela primeira vez a opção de agendar a postagem do capítulo, já que hoje(dia 28) eu terminei de escrever ele muito tarde e não faria sentido postar ele tão tarde assim. Espero que funcione, nunca usei esse recurso antes.

Por que as coisas não podem acontecer como nos livros? Essa foi à pergunta que Nico fez a si mesmo enquanto passava as mãos pelas páginas de um dos livros que ficavam em sua cela. O garoto sentia uma forte dor de cabeça, e sentia que cada célula do seu corpo reclamava de dor. Ele já havia se sentido assim antes, na época de sua transformação, porém daquela vez, a dor não era física e sim psicológica. O corpo do garoto doía, por que ele tinha a sensação de estar carregando o mundo nas costas.

Resmungando algo indecifrável, ele largou o livro em cima de uma pilha que ficava próximo a cama onde ele estava e colocou a cabeça entre as pernas. Há quanto tempo ele estava acordado? Nico não se lembrava de qual tinha sido sua última noite de sono. Talvez há muitas semanas atrás.

A insônia de Nico havia se agravado desde o ocorrido com Percy. Fazia uns três dias que ele não saia de perto do amigo e não tinha nem fechado os olhos nesse período. Percy acordava uma hora ou outra e falava alguma coisa, e Nico se recusava a perder qualquer um desses momentos. Na noite anterior, os superiores do reformatório resolveram que estava na hora de Percy voltar para a cela e desde a mudança ele ainda não havia despertado.

Nico ergueu a cabeça e fitou o rosto do amigo. Percy parecia preso em algum sonho. Se feliz ou triste Nico não sabia definir. Percy não costumava demonstrar suas emoções tão facilmente. Geralmente ele sempre mantinha a mesma expressão calma e serena. Ele podia estar tento um pesadelo e ninguém saberia. Ele mantinha a mão esquerda sobre o peito e graças a isso era mais notável perceber sua respiração. Na outra mão, os cortes causados pelos soldados do reformatório pareciam mais destacados. Percy sempre teve uma aparência frágil. Sempre pareceu meio doente e quebrável. Mas nos últimos dias, aquilo tinha se intensificado. Nico estava começando a ter a paranoia de que se alguém tocasse no amigo com um pouco mais de força, ele quebraria como vidro. E ainda tinha a questão da visão. Nico não sabia o que diabos tinha naquele acido que aquele brutamontes jogou nos olhos de Percy, mas mesmo os grandes médicos daquele inferno não conseguiram trazer a visão do menino de volta. Percy estava cego. Marie andava furiosa pelos corredores do reformatório e visitava a enfermaria e o laboratório a cada cinco minutos, fiscalizando e buscando alguém que tivesse achado uma cura para aquilo, mas nada havia sido encontrado.

Toda aquela situação deixava Nico desesperado. Ele ficava feliz ao conversar com Percy por curtos intervalos de tempo, mas ao mesmo tempo seu coração doía ao perceber que o amigo não enxergava mais. Que ele não o via. Que tudo o que estava aparecendo para Percy agora, era a escuridão total.

Seus pensamentos foram interrompidos quando Percy começou a se mexer na cama lentamente. Rapidamente Nico ficou de pé e correu para o leito da cama. Percy agora tinha os outros sentidos apurados. Ele sentiu a presença de Nico quando este se aproximou.

– Nico? – Ele perguntou, em uma voz baixa e fraca. Nico fez um aceno positivo com a cabeça, e demorou um pouco para lembrar que Percy não ia ver aquilo.

– Sim, sou eu. – Ele respondeu, quando se tocou de seu erro. Os olhos de Percy o procuraram, e seguiram a direção do som. Nico estremeceu ao ver que agora no olho esquerdo do amigo, o verde mar que era a cor natural já não era tão vivida quanto antes. Era como se estivesse desbotando, e uma nevoa esbranquiçada tomasse o seu lugar. – Como está se sentindo?

– Onde eu estou? – Percy perguntou. – Não parece a enfermaria.

– Estamos no nosso adorável quarto. – Nico respondeu, usando um tom de ironia na voz. – Transferiram você na noite passada.

– Ah! – Percy exclamou. – Bom, pelo menos estou em um local que conheço. Onde está a Bianca?

– Ela foi fazer algo lá fora. Não sei exatamente o que.

Percy calou-se por um momento, que para Nico pareceu infinitivamente longo. Isso acontecia com frequência. Percy sempre mudava de assunto de uma hora para outra, ou simplesmente “saia do ar”, mas agora que ele não conseguia mais ler o que estava nos olhos do amigo, aqueles momentos deixavam uma agonia que era quase palpável.

– Ei Nico, onde Luke está? – Percy perguntou, com um tom urgente de preocupação. – Ele disse que ia ficar aqui... Que ia contar o que aconteceu. Eu ainda quero saber.

Nico fez um esforço para não proferir um palavrão. Nunca havia gostado de Luke Castellan. Sempre o achava metido e grosseiro. Luke quase nunca era simpático, salvo raras exceções. Até dois dias atrás, ele não sabia que Percy e Luke haviam sido amigos. Ele nem sequer fazia ideia de que os dois tinham sido quase irmãos um para o outro, quando Percy saiu da sua transformação. Naquela época, Nico e Bianca mal viam o amigo, por que ambos estavam sendo treinados também, os dois sabiam que Percy estava em uma situação critica, mas não tinham conhecimento de que foi Luke quem ajudou ele naquela hora. A descoberta, não deixou Nico muito feliz. De certa maneira, além da antipatia com Luke, ele também sentiu ciúmes do mesmo. Percy era o único amigo que Nico tinha. Parecia surreal e desagradável que mais alguém compartilhasse da amizade dele.

– Acho que ele foi chamado para ajudar Marie. – Nico respondeu, com a voz um pouco mais dura. Luke havia prometido em uma das vezes que Percy despertou, contar a ele a história de como eles se conheceram, já que Percy não lembrava, pelo menos não direito. Nico ficou um pouco feliz quando Luke não pode realizar tal promessa. – Ela convocou um bando de condenados e soldados para buscarem uma cura para o... Seu problema.

– Eu estou cego, Nico. – Percy falou, enquanto afastava-se um pouco e fazia um gesto para que Nico sentasse na cama. – Não precisam ficar chamando de “Problema” ou “Condição”. Eu não estou triste com isso. Talvez um pouco inconformado, ou irritado por não poder ver mais. Mas não precisa tratar esse assunto como um tabu.

Nico não respondeu. Para ele, aquilo era algo triste. Queria que Percy enxergasse novamente. Não suportava ter de ver o amigo sento ajudado pelos outros, ver o amigo dependendo de todos para poder se locomover até poder reconhecer os lugares com a memória.

– Bem, já percebi que para você, esse assunto é um tabu. – Percy suspirou. – Bem, e como a Calypso está?

– Não a vejo desde ontem. – Nico falou. – Acho que ela não sai mais tanto assim da cela, não deste o que aconteceu. Mas ela está bem.

– Fico feliz por isto. Calypso é uma ótima pessoa.

Mas foi por culpa dela que isso aconteceu com você... Nico pensou, com um pouco de amargura.

– Não a culpe pelo que aconteceu. – Percy falou, fazendo Nico se assustar por ele ter falado justamente algo que ele pensava no momento. Percy às vezes fazia algo assim. Parecia ler a mente das pessoas. Nico já havia se perguntado se esse era o poder dele. – Você faria o mesmo por mim certo? Assim como eu faria de novo, se fosse você ou Bianca. Ou Luke. Vocês são as únicas pessoas do mundo pela qual eu faria qualquer coisa.

Nico ficou feliz ao ouvir aquilo. Tão feliz que nem pode elaborar uma resposta. Há muito tempo ele não discutia os sentimentos daquela maneira. Percy também não costumava demonstrar assim tão diretamente, mas quando o fazia, Nico ficava encantado. Ele não pode deixar de ficar um pouco embaraçado. Depois de tanto tempo evitando falar sobre o que sentia, ele desejou poder elaborar uma resposta que fosse coerente.

– Com certeza! E-Eu faria... Faria sem pensar... Eu... – Nico conseguiu confundir-se enquanto falava e gaguejou, o que fez Percy rir. Antes que ele pudesse protestar contra o amigo, a porta da cela foi aberta subitamente.

– Um comunicado será dado. Os dois no pátio agora. – Um soldado com aparência bastante enfadada anunciou. Nico ia começar a protestar, mas o homem saiu do lugar antes que ele pudesse ter tempo de ser sarcástico. Nico se levantou e parou Percy, antes que ele começasse a tentar se erguer da cama.

– Acho melhor você ficar aqui. Ainda não está totalmente recuperado dos outros ferimentos e sua condição...

– Eu vou Nico. – Percy o interrompeu, apoiando-se nos braços para ficar sentado. – Não estou aleijado. E você vai ser meu guia certo? Eu não sei o caminho para o pátio.

Nico não gostava da ideia de Percy ir. Ele poderia acabar se machucando. Sem contar que foi lá que tudo aconteceu. Mas as ordens eram claras, e Percy não estava disposto a aceitar um não como resposta.

– Tudo bem, vamos. – Nico resmungou, e ajudou o amigo a levantar-se. Percy ficou de pé, e apoiou-se em Nico para poder andar. Ele poderia não admitir nunca, mas estava inseguro quanto a se locomover no “escuro”. O modo como ele parecia se concentrar a cada passo, a expressão, ou melhor, a falta de expressão que fazia, fez Nico lembrar-se dos minutos anteriores quando ele dormia. – Ei! Você estava sonhando com algo não era?

Foi impressão ou Percy pareceu ficar tenso de repente? Nico ficou confuso com aquela reação. Seria um pesadelo?

– Sonhando? – Percy perguntou como se fosse uma palavra que ele não conhecesse. – Eu não tenho um sonho há muito tempo Nico. Não sei do que está falando. Vamos logo, se não acabaremos levando uma bronca da supervisão.

********

Nico e Percy chegaram atrasados. Todos os outros condenados estavam no pátio. A grande maioria parecia temerosa com o que estava para acontecer, pois as lembranças da ultima reunião não eram agradáveis. Nico imediatamente procurou pela irmã, e a encontrou em um dos cantos do pátio. Ela estava sozinha, e não mantinha uma expressão muito boa. O primeiro desejo de Nico foi correr para perto dela, mas ele se deteve. Os dois mal haviam conversado desde o acontecimento com Percy. Bianca não ficava mais do que cinco minutos em cada cômodo e Nico trocava no Maximo apenas duas palavras com ela. Alguma coisa estava atormentando a irmã, mas ele não sabia o que era, e ela não demonstrava nenhuma vontade de contar. Para não ter que encarar novamente aquele clima desagradável e nada comum para os dois, Nico guiou Percy para o lado oposto ao que Bianca estava e buscou ficar o mais afastado possível de todos ali.

Percy parecia sentir que o clima estava pesado, pois seus músculos ficaram tensos e ele ficou mais cauteloso. Nico pensou que para o amigo, aquela situação era ainda mais complicada, por que ele não enxergava o lugar em volta. Poucos minutos depois, a voz irritante do chefe daquele lugar surgiu, vinda das caixas de som e prendendo a atenção de todos que estavam presentes no pátio.

– Ah, como é bom ver todos vocês reunidos de novo! – O chefe falou com uma voz espontânea e animada. Nico não gostou daquele tom de voz. – Depois dos desastres que ocorreram no último encontro, hoje vou propor algo bem divertido para vocês!

A certeza de que algo ruim ia acontecer se apoderou de Nico. Sempre que o chefe aparecia com aquelas ideias de diversão, alguma coisa envolvendo morte e dor acontecia. Os outros condenados a sua volta também ficaram com uma sensação ruim, e cochichos foram ouvidos aqui e ali. Todos estavam torcendo, para que fosse o que fosse não os envolvesse.

– Ora, Ora, já percebi que ficaram animados! Isso é muito bom, afinal, esse evento já não acontece aqui já faz um tempo, mas todos vocês conhecem... Ou não. Mas conhecem de certa forma. – O chefe continuou realmente satisfeito com aquela reação. – Graças à animação de vocês, está oficialmente anunciada... A NOVA TEMPORA DE BATALHA TEMATICA DE TITÃS!

Os cochichos cessaram. Um silencio assustador tomou conta do pátio, de modo que até parecia que ninguém ali respirava. Nico sentiu seu sangue gelar completamente, e teve de mandar ordens como um verdadeiro robô para o próprio cérebro para obrigar seu corpo a ficar de pé. Apenas o fato de que Percy estava dependendo dele para ficar ali, o manteve onde estava. Aquilo não era bom. Não era bom mesmo.

Existiam dois tipos de batalhas de titãs dentro do reformatório. Uma, eram as batalhas simples que aconteciam pelo menos algumas vezes por mês e eram feitas simplesmente para testar a habilidade de cada semi titã. Depois de cada batalha, a memória deles era apagada e apenas os avanços nos poderes ficavam registrados. Outro tipo, era a batalha temática. Acontecia uma vez ao ano, e era um evento que envolvia todos do reformatório, mesmo os mortais. Para eles, a batalha era apresentada como uma peça de teatro ou alguma espécie de filme. Eles não sabiam que tudo o que acontecia nessa competição era puramente real. Nas batalhas temáticas, um tema era escolhido para cenário principal e funcionava como “Pano de fundo”. Ela acontecia no sistema de muitas competições até chegar à fase final. Na primeira fase, ocorria o sorteio dos participantes e os duelos. O vencedor passava para a próxima fase e o perdedor, era punido por ser “fraco”. Ninguém sabia o que realmente acontecia na hora da punição, mas quem ia para ser castigado, ou não voltava nunca, ou quando voltava, estava em um estado critico. O ganhador da batalha ganhava o direito de ficar livre de qualquer ataque por um ano e meio, e podia fazer algumas visitas ao lado de fora do reformatório, com uma vigília. Nico sonhava em poder ver a luz do sol novamente, mas nunca quis realmente ir para essa competição. Todos os anos ele agradecia por não ter sido escolhido. Ele, Bianca e Percy nunca participaram da batalha, o que era algo admirável, já que o nível de azar dos três possuía um nível bastante elevado.

– Não fiquem tão calados! Sei que a emoção é grande, mas não temos tempo a perder com esse clima de espanto! Podem trazer o baú dos sorteios, vamos ver quem serão os escolhidos para esse ano!

Alguns guardas surgiram do corredor principal, carregando o baú de vidro, com os papeis que continham os nomes de cada um dos semi titãs. Ao verem o objeto, conversas sussurradas voltaram a acontecer, e o medo passou a decorar cada rosto presente. Nico brigou consigo mesmo quando pensou em demonstrar seu pânico também. Ele não podia fazer aquilo.

– Você está bem? – Percy perguntou inexpressivo, porém era obvio que ele estava preocupado.

– Não vou me abalar com isso. – Nico respondeu, aparentando indiferença. – O que tiver de acontecer, vai acontecer. – Eu não estou bem, eu estou com medo.

– Vou fingir que acredito. – Percy murmurou. – Bianca?

– Ela não aparece aqui ainda. – Nico respondeu, ignorando o comentário do amigo, e lembrando-se da irmã que podia acabar sendo escolhida também. O medo de Nico deixou de ser apenas por ele, e passou a ser pela irmã também. Ele nem sequer considerou a possibilidade de preocupar-se com Percy. Se fizesse aquilo, ele não aguentaria de ansiedade.

– Bom, vamos iniciar logo isso! – O chefe anunciou. Ele estava claramente ansioso para a carnificina que iria ganhar. – Esses anos vão continuar sendo 10 participantes e cinco duplas na primeira fase. Os ganhadores das dublas, vão para a segunda fase e os cinco ganhadores formaram novas duplas de batalha, onde quatro duelam e um que será salvo por sorteio, e já está garantido para a final. Ao final de cada duelo, só restara dois participantes que juntos do ganhador salvo participaram do grande final, com direito a todo o cenário completo e os três níveis de dificuldade! Não é extremamente empolgante? – A voz dele se tornava mais estridente a cada segundo. Nico estava começando a sentir a sua dor de cabeça piorar. – Podem começar o sorteio! A primeira dubla é... Margareth Johnson contra Daniel Green...

O alivio de não ser o escolhido, logo era substituído pelo medo de ser o próximo. Nico ansiava bastante para o final daquele sorteio, para finalmente ter paz. A dor de cabeça foi aumentando e misturou-se ao sono. O efeito das noites que passou acordado foi como uma bomba atômica em seu corpo. Tudo chegou de uma vez e Nico não tinha certeza se poderia aguentar. Ele precisava dormir, ele precisava descansar. Quando aquela tortura acabaria?

– A segunda dupla é...

Nico não prestava mais atenção. Era definitivo, ele estava perdendo os sentidos. Isso que dava não dormir. O garoto prometeu a si mesmo que nunca mais ficaria sem uma boa noite de sono por tanto tempo. A sensação de cansaço absoluto era horrível e a vertigem que ele sentia, o impedia de prestar atenção em qualquer coisa. Tudo o que ele estava captando agora, era alguns gritos de surpresa e lamentações, mas parecia tão distante... Ele deu um passo para trás, buscando apoio e tentou chegar até Percy, sabia que o amigo poderia ajuda-lo.

– A quinta e última dupla é... – Percy estava tão perto... Era só chegar até ele e pedir ajuda. Não era tão complicado. Era ele que precisava de apoio agora. Mas antes que Nico pudesse chegar até Percy, o amigo chegou até ele. Percy o segurou pelo braço e o girou de modo a encara-lo. Ele dizia alguma coisa, mas Nico não conseguia entender. Ele estava preocupado com alguma coisa, desesperado com algo. Ao constatar esse fato, Nico conseguiu voltar a compreender o que estava acontecendo. Tinha alguma coisa errada. Muito errada.

– Nico! Nico! Nico! – Percy chamava, ele não falava alto, mas estava usando um tom alarmado. Algumas pessoas olhavam para os dois e pareciam tristes e com pena. Pena? Por que eles estariam... E foi então que Nico se deu conta. Ele olhou para o palco, onde agora retiravam o baú do sorteio, e viu os nomes desenhados no ar como se flutuassem. Seus olhos percorreram a lista, e seu coração parou quando chegou aos participantes da quinta dupla. Não. Não podia ser. Não podia ser verdade, de jeito nenhum!

A sensação de mal estar foi embora, o sono evaporou em segundos. Uma nova sensação, que Nico não sabia descrever tomou conta dele. Seria azar? Alguma maldição? Um Karma? Ele não sabia explicar. Ele procurou pelos olhos da irmã, e encontrou do outro lado do salão. Arregalados e assustados. Ver Bianca com aquela expressão tão frágil e indefesa o fez perceber o quanto aquilo era real. Fez ele perceber o quanto ele queria que não fosse real.

Não podia ser real que ele estivesse fazendo parte da batalha de titãs. Não podia ser real que tudo aquilo estivesse acontecendo justo naquele momento. E de forma nenhuma, não podia ser real que a pessoa com quem duelaria seria Bianca.

********

Respeitável público! Convidamos vocês, para o evento mais esperado do ano! O clássico, inabalável, extraordinário e assombroso:

CIRCO DOS HORRORES

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Notas finais
Então, o que acharam? Esse capítulo foi bem mais explicativo não é? O Nico ficou bem mais emocional, mas eu queria dar um pouco de sentimentalismo para ele, mostrar mais o que ele pensa e sente. Acredito que todos aqui tenham lido A casa de Hades, ou já ouviram falar mas se não ( SPOILER DE A CASA DE HADES, SPOILER DE A CASA DE HADES, SPOILER DE A CASA DE HADES ) : Os que leram, sabem que o Nico admitiu ter uma queda por Percy, e que o tio Rick falou que ele é mesmo gay. Eu particularmente amei essa Ideia, o Rick me surpreendeu com isso e me deixou muita animada, por que fala de algo super atual. Eu entendo quem não aprova, mas respeita os homossexuais. Porém, como esse ainda é um tema super polêmico, eu gostaria de saber de vocês, se vocês querem que essa paixão do Nico pelo Percy apareça na fic. De certo modo, seja qual for a resposta de vocês, eu vou meio que colocar isso, mas não de uma maneira direta. Vai ser algo que pode ser entendido tanto como amizade, como um sentimento maior. Mas caso vocês aprovem, eu posso no futuro, colocar isso um pouco mais. Tipo, o Percy descobrindo essa paixão, e eles tendo que lidar com isso. ( Não, não vai ter uma cena Nico e Percy, vai envolver algo como aceitação da parte do nosso filho de Hades ^^). Mas isso depende de vocês, digam o que acham. ( FIM DO SPOILER A CASA DE HADES, FIM DO SPOILER A CASA DE HADES, FIM DO SPOILER A CASA DE HADES, FIM DO SPOILER A CASA HADES). Não teve muita ação nesse cap, nem muitas conclusões do cap anterior, mas garanto que uma fase super importante da fic irá começar agora! Muitas revelações e surpresas...Acho que finalmente posso dizer que as coisas vão começar a esquentar. Falando nisso, nossa, como a fic está grande! Eu não esperava que ela passasse do capítulo 9 no máximo! Mas olha aqui! E agora que cheguei ao conflito! Beijos, e mais uma vez, pelo desculpas! Até a próxima!