Condenada a Você

13 Ele Sempre Volta




— Leon me contou que vai para uma missão.

— Que missão?! — Ada imediatamente, ficou angustiada.

— Ele não me disse, mas parecia muito animado.

Depois de saber que Leon foi para uma missão, Ada ficou paranoica e resolveu ligar para ele. Era óbvio que só dava caixa postal, ou indisponível. Ela também tentou ligar para Chris, mas sem sucesso.

Naquela noite, Ada teve um novo pesadelo sobre Leon e Wesker, acordou suando frio e assustada, depois perdeu o sono. No dia seguinte, a tensão ainda pairava entre ela e Helena, especialmente porque continuaram não conseguindo contatá-lo.

Dizem que notícia ruim chega rápido. Portanto, ao final daquela mesma tarde, uma Ada muito cansada se sentou em seu sofá, decidiu ligar a TV, pegou o controle remoto e começou a passar pelos canais, só que nenhuma programação era capaz de segurar a sua atenção por muito tempo. Até que, repentinamente, uma programação foi interrompida e a imagem do capitão Redfield e Wesker apareceram na Tela.

Ada estava com os olhos atentos em tudo que a repórter dizia, quando Helena entra na cabana com uma postura angustiada e uma expressão carrancuda.

— Você já sabe da notícia?

— É... Aí diz que Wesker está morto. Mas, será que isso é real? — As duas se encaram, compartilhando o mesmo nervosismo. — Afinal, você conseguiu falar com o Leon?

— Não. Falei apenas com a Claire Redfield — Helena respondeu, andando de um lado para outro. — Ela me disse que morreram muitos soldados da BSAA, a Jill está na UTI em estado grave, Chris também está no hospital machucado, mas passa bem. E o Wesker... — suspirou tomando um fôlego, antes de continuar. — Ele foi morto mesmo.

— E o Leon? Ele tava nessa missão?

— Leon estava lá para dar suporte para a equipe do Chris e...

— E o quê? Não me enrola! — Ada estava sem paciência para o suspense.

— Ele ajudou a matar o Wesker. Mas, o helicóptero que ele estava... — a voz de Helena ficou meio embargada agora. — Ele caiu no mar e... desapareceu.

A espiã sentiu uma pontada horrível no coração. E, instantaneamente, ficou obcecada com a ideia de sair da fazenda e ir em busca daquele agente teimoso. Obviamente, Helena e o Sullivan (seu advogado) a impediram.

— Leon vai voltar... e ele não vai querer te ver presa outra vez.

A realidade era que, mesmo que Ada tentasse fugir dali não conseguiria ir muito longe, pois logo outros agentes do governo iriam pegá-la e a mandariam direto para a cadeia. E ela perderia a sua liberdade condicional.

— Se você se importa com o Leon... então, não faça nada estúpido, Ada.

Helena se dividia entre vigiar a espiã teimosa, enquanto também sofria pelo amigo e chefe que ainda estava perdido na África.



***/ /***


Os dias se seguiram em meio a uma espera angustiante e demorada. Chris recebeu alta do hospital, mas Jill continuava em coma e Leon ainda estava desaparecido.

Enquanto isso, a família Blum que era muito religiosa, decidiu reunir todo mundo numa igreja ali perto, para fazerem uma corrente de oração pelo retorno de Leon. Helena resolveu participar, porém a espiã mesmo que quisesse, ainda não podia sair da Fazenda.

Aproveitando que tanto Helena quando Johnny não estariam vigiando os seus passos, Ada resolveu montar na sua égua preta e saiu galopando, com seus cabelos ao vento e sentindo o coração martelando no peito. Só parou quando chegou às margens daquele mesmo rio, onde Leon a beijou tão apaixonadamente.

Ela deixou a Tempestade pastando por ali e se aproxima da água que agora estava gelada, com a memória daquele beijo ainda se repetindo em sua mente.

Um vento frio faz a sua pele se arrepiar, o sol está tímido e não é suficiente para aquecê-la, então ela aperta a jaqueta de couro de Leon entorno de si. Ele foi embora, mas havia esquecido aquela peça de roupa.

— Eu roubei a sua jaqueta... — Ada sorri com deboche. — E eu espero que... você volte para reivindicá-la.

Por um momento, Ada fecha os olhos e sente o cheiro do perfume dele e o calor dos braços dele a envolvendo, ou fazendo-a se sentir tão segura, confortável, como naquela noite em que eles se amaram. Aquela noite especial em que se entregou, tão profundamente a Leon.

“Minhas cicatrizes são feias... Isso te incomoda?”

“É impossível você ficar feia.” Leon tinha sido tão carinhoso ao beijar cada uma de suas cicatrizes com tanta ternura, que naquela noite a fez se sentir tão especial.“ Você com certeza, é a mulher mais gostosa, charmosa e linda que já conheci.”

“Você deve falar isso para todas”

“Só para as encrenqueiras.”

Ada abre os olhos e, por um instante, pensa em pular no rio, esperando que Leon surgisse, milagrosamente, para impedi-la de quebrar a sua liberdade condicional.

“Não estrague tudo, Ada!” Entretanto, a sua consciência pesada, que parecia ter a voz firme e rouca dele, a fez recuar daquela ideia.




***/ /***


— Já pensou se Leon nos pega bebendo a sua melhor garrafa de vinho? — Helena indaga, segurando uma taça cheia da bebida.

— Leon não está aqui para reclamar! — Ada sibila em tom amargurado. — E talvez, nunca mais volte!

— Não fale assim!

As duas estão discutindo em frente a lareira que está acessa para aquecê-las da noite fria.

— Você esqueceu que ele é um sobrevivente nato... — Helena se lembrou de algo que virou a marca registrada de Leon S. Kennedy. — E ele sempre volta. A gente só não pode perder a nossa fé.

Ada nunca foi religiosa, a fé e a esperança eram sentimentos novos para alguém como ela, que sempre lidou com coisas tão pesadas, horríveis e que aprendeu desde muito cedo a não confiar em ninguém. Porém, tudo mudou naquela missão em Raccoon City, quando aquele policial novato entrou na sua vida.

— E se o Leon entrasse agora por esta porta... O que você diria para ele?

Ada bebeu a sua taça de vinho, calmante pensando sobre a pergunta de Helena. Em seus olhos castanhos, refletiam o fogo da lareira e uma melancolia, ao mesmo tempo em que se pegava pensando sobre todos os momentos que passou ao lado dele e todos os momentos que desperdiçou brigando com ele.

— Eu diria para Leon que... que eu sinto muito por tê-lo magoado. — Sua voz começou a ficar embargada. — Eu nunca conheci alguém tão corajoso, honesto e... de bom coração como ele. — Exausta e sem forças para manter a pose de espiã inabalável, as lágrimas começam a cair por sua face. — Leon foi a única coisa bonita e... incrível que já aconteceu nessa minha droga de vida!

— Nossa, que coisa mais fofa, Ada! — De repente, as duas mulheres se assustam e se viram na direção da voz masculina que era muito familiar.

Leon entra meio manco, com um curativo no rosto e a mão enfaixada.

— Eu disse que ele sempre volta! — Helena grita emocionada e, prontamente, corre para abraçá-lo.

— Ai, vai com calma, Harper! — Leon resmunga, porque seu corpo ainda está fraco e dói muito.

— Me desculpa, chefe. — Helena se afasta. Nessa hora, Leon dá um sorriso cansado e desvia o olhar para a espiã.

Ada está congelada no meio da sala e ainda se debulhando em lágrimas. A ficha cai de que ele está vivo ali diante dela, com seus lindos olhos azuis, com a sua voz rouca e um corpo agora parecendo debilitado.

Ao contrário de Helena, ela não corre para os braços dele. Ada enxuga as suas lágrimas e caminha até ele, timidamente.

— Você deve estar com frio. — Sua voz ainda está embargada.

Ela se aproxima e, gentilmente, o faz apoiar o braço bom dele em seu ombro, depois o ajuda a chegar até o sofá para que Leon se aquecesse em frente a lareira.

Há uma leve tensão e o clima de melancolia ainda pairava na sala. E tudo o que Leon conseguia pensar, era em como os olhos pequenos dela estavam inchados de chorar. A ironia era que ele já a viu assustada, furiosa e sempre sendo debochada, mas nunca presenciou Ada Wong chorando.

— Você está com fome? Ou... talvez, queira um... chocolate quente? — Seus olhos lacrimejados fitam os azuis dele.


— Eu preferia vinho... Mas, vocês acabaram com a minha garrafa! — ele resmunga, olhando para a mesinha de centro onde está a tal garrafa.

— Você demorou para retornar — Helena retrucou, observando o comportamento pacifico da espiã, ao redor de Leon. — Então, não reclama!

— Tudo bem. Eu aceito o... chocolate quente.

Ada lhe surpreende com um meio sorriso e se afasta, deixando-o, por um instante, aos cuidados de Helena. Essa era uma nova versão da espiã que deixou tanto Harper quanto Kennedy chocados. Ela estava agindo muito fora do normal.

Ada realmente fez o chocolate e serviu a Leon. Quando lhe entregou a xícara com a bebida quentinha, suas mãos chegaram a se tocar. Os dois se olham mais uma vez, antes da mulher se retirar silenciosamente e ir se refugiar em seu quarto.

— O que houve com ela? — Leon questiona com a voz cansada.

— Não é óbvio! Ela ficou com medo que... você nunca mais voltasse — Helena respondeu ainda chocada pelo retorno de Leon. — Eu acho que é assim que ela demonstra o quanto te ama — seu comentário fez o coração do agente se agitar.

Leon sorveu um gole de chocolate quente, sentindo um gosto bom e acolhedor lhe aquecer por dentro.



***/ /***


Após passar dias de muito sofrimento, Leon conseguiu passar uma noite decente de descanso em sua própria cama e, dessa vez, sem pesadelos. Embora ainda tivesse que tomar alguns remédios para tratar as suas dores físicas, era bom estar de volta em casa, perto de seus amigos e... daquela mulher que estava constantemente em sua mente.


No dia seguinte, a família Blum resolveu visitá-lo. E todo mundo estava num misto de preocupação, alívio e curiosidade.

— O que foi que aconteceu com você, Leon?

— Como foi que você conseguiu sobreviver?

— É uma longa história.

Nem mesmo Leon imaginava que sobreviveria dessa vez, sobretudo, depois de cair daquele avião em chamas no meio de uma imensidão de mar. A próxima coisa que se lembrava era de acordar com muita sede, fome e de muita dor. A sorte dele foi que uns nativos o encontraram e avisaram as autoridades, que o resgataram ferido e cansado. Passou uma semana recebendo tratamento adequado no hospital ainda na África.

Assim que Chris soube que Leon havia sido encontrado, rapidamente avisou a Casa Branca, logo um jatinho do próprio Presidente Adam Graham, foi enviado para buscá-lo. Curiosamente, ele quebrou o protocolo ao pedir para o piloto mudar a rota, pois queria desembarcar direto em Blandville.

— Eu não sei se você é o cara mais corajoso, ou o mais imbecil... — Johnny comentou em tom irônico.

— Com certeza, ele é imbecil! — Ada balbuciou e sem querer todo mundo a encarou, com expressões que se alternavam entre choque e repreensão.

A espiã achou melhor sair furtivamente para o seu trabalho e deixá-lo aos cuidados dos Blum que eram, de certa forma, a Família dele.

Eventualmente, Johnny Blum antes de ir embora, tentou convencer Leon a ficar no Casarão deles, onde poderia ser melhor cuidado. Mas, o agente se recusou a ir, alegando que sentiu falta da sua cama. Afinal, a cabana sempre foi o seu lugar de refugio, muito antes de Ada vir morar ali.

— Algo me diz que não foi bem da cabana que você sentiu falta — Debra o provocou, assim que seus pais foram embora, a deixando para fazer companhia ao Leon.

— Claro que eu senti falta de todos vocês. Vocês são a minha família. — Ele sorri e ela segura a sua mão se sentindo mais aliviada. — Isso quer dizer que... você me perdoou?

— Te perdoar pelo quê? — A conversa os levou para o assunto do beijo que ela roubou dele e causou confusão, a ponto de mantê-lo longe da fazenda por quatro meses.

De certa forma, o tal beijo foi o causador indiretamente do afastamento dele. Debra queria resolver logo aquela situação e consertar a amizade deles.

Aquele beijo foi um erro, uma decisão impulsiva, tomada quando ela estava bêbada.

— Você é como uma irmã caçula que eu nunca tive. — Ele foi sincero.

— Para mim você era o meu príncipe. — Ela sorriu um pouco envergonhada. — Mas, tá na hora de superar esse sonho de adolescente.

Quando a Ada retornou, Debra já havia ido embora. E Leon parecia esperar ansiosamente para conversar sobre qualquer coisa. Só que ela continuou agindo muito fora do comum. Parecia que os quatro meses que ficaram longe um do outro, causou uma grande mudança nela.

A espiã tinha uma expressão cansada, estava mais quieta e, às vezes, parecia presa com os seus pensamentos. Ela estava ali, mas ao mesmo tempo parecia distante.

Às vezes eles se encaravam e ela parecia querer dizer algo a mais, então, seus pequenos olhos castanhos sempre se desviavam, sua voz se calava e Ada se afastava, criando um muro invisível entre eles.

No entanto, Leon resolveu que precisava quebrar esse muro invisível e melhorar essa relação que sempre fora complicada.

— Ei, por que você está aí? Deveria estar descansando em seu quarto — Ada indagou ao vê-lo parado a observando, enquanto ela terminava de lavar a louça.

— Eu tô cansado de ficar deitado. E eu não estou mais no hospital...

— Mas você ainda precisa ficar de repouso!

— Senhorita Wong está tão preocupada comigo?! — ele a provoca.

Ada apenas arqueia a sobrancelha, trava a mandíbula e tenta ignorá-lo. Porém, Leon se coloca na frente dela e a impede de se afastar.

— Ei, o que você quer? — Ada resmunga, sendo forçada a encarar aqueles olhos azuis.

— Podemos conversar um pouco? — Ele está praticamente implorando pela atenção dela.

— Olha... eu tive um dia cansativo. Eu só quero me jogar na minha cama e dormir.

— Eu acho que isso é só uma justificativa pra você... continuar fugindo de mim. — Eles se encaram, dessa vez demoradamente.

— Se eu quisesse realmente fugir... — Agora ela começou a ficar irritada. — Eu já teria quebrado a minha liberdade condicional e sumido desta fazenda — e ela estava sendo muito convincente em sua afirmação, conseguindo deixar Leon desconcertado. — Saiba que oportunidades, não me faltaram!

— Você tem razão! Se você quisesse fugir... já teria fugido. Mas você ficou. E agora eu sei o porquê você ficou...

“Leon foi a única coisa bonita e incrível que já aconteceu nessa minha droga de vida!” Em seguida, Kennedy se pegou lembrando daquelas palavras que soavam tão sinceras, sendo ditas por uma Ada em lágrimas.

— Pela primeira vez, eu vi Ada Wong chorar. E eu fui culpado dessas lágrimas, não é?

— Foi a primeira e última vez... — Ada o confrontou com um olhar duro e palavras ríspidas. — Mas não vai se repetir de novo. Eu nunca mais vou chorar por você e por mais ninguém. Entendeu, senhor Kennedy?

— O quê? — Leon suspirou um pouco assustado com a postura quase ameaçadora dela.

— Portanto, se você quiser participar de uma próxima missão suicida, vá em frente! — ela exclamou com uma voz calma e um sorriso mordaz. — A propósito, eu gosto de ser uma vadia sem coração.

Ada estava o punindo e da pior forma possível. Agora Leon terá um desafio difícil pela frente: reconquistar a confiança daquela mulher.


***/ /***


A Fazenda Sol Dourado resolveu comemorar o retorno de Leon com uma festa de Boas-Vindas. Até os irmãos Redfield apareceram de surpresa. E eles estavam felizes em rever o amigo vivo e seguro.

— Leon, você nos assustou tanto! É bom te ver de novo. — Claire lhe deu um abraço demorado.

— Eu sinto muito. Não queria fazer ninguém sofrer — Leon se desculpou olhando na direção de Ada, que estava distraída dançando com um dos filhos de Sansão, enquanto os peões tocavam e cantavam uma música country.

— Você não podia mais esperar para ver a sua espiã chinesa. — Chris ironizou, olhando entre o amigo e a espiã. — Quem diria que a Ada Wong estaria aqui, interagindo com pessoas comuns. Até parece que já se acostumou com a vida no campo.

— É... ela está se dando bem com todo mundo... menos comigo — Leon percebeu que soltou a língua demais e, imediatamente, se arrependeu.

— Isso significa que vocês... ainda não fizeram as pazes? — Claire perguntou curiosa.

Depois de ficar quatro meses vendo o seu amigo de mau humor, ou afogando sua frustração no trabalho e em uísque, Claire tentou descobrir o que estava acontecendo. Até que um dia seu próprio irmão, deixou escapar que Leon estava sofrendo porque levou um belo pé na bunda da espiã.

— Acho que estou precisando ter uma conversa, com a Wong — Claire afirma sorrindo ao ver a cara de desespero do seu amigo.

— Nossa, vocês são intrometidos! — Kennedy resmungou, sentindo as bochechas corarem. — Ela até que... tá sendo prestativa comigo. Mas, ao mesmo tempo, sinto que algo mudou... Ela tá mais quieta e distante... É difícil decifrá-la — desabafou.

“Mas, foi esse jeito enigmático que fez você se apaixonar por ela.” Refletiu, retornando a olhar para Ada que continuava dançando e parecendo feliz.

Hoje ela estava usando um estilo diferente: saia rodada xadrez, com um suéter vermelho justo, um chapéu de couro e os cabelos estavam presos em duas tranças. E esse novo estilo a deixou tão fofa.

— Ela também sentiu a sua falta, chefe. — Helena resolveu se juntar ao trio. — Até ligava para o capitão quase todo dia. Eu tô mentindo? — Harper encarou Chris.

— É verdade. Ela até me ameaçou! — Chris riu da lembrança. — Afinal, eu te levei para me ajudar naquela missão contra Wesker. — Depois fez uma pausa e fechou o cenho. — Se você não tivesse voltado... eu carregaria essa culpa até a morte.

— Ah, não seja dramático! — Leon deu de ombros. — Você esqueceu que nossa maior habilidade é sobreviver? — Os dois que estavam sentados lado a lado, se entreolharam e compartilharam um sorriso de alivio. — E a Jill como ela está? — O agente resolveu mudar o assunto e focar em Valentine, que ainda estava no hospital.

— Ela acordou do coma e está se recuperando bem e logo terá alta.

Pela primeira vez, Chris se permitiu relaxar um pouco, depois de tanto tempo lutando contra o bioterrorismo e procurando por Albert Wesker. Nessa batalha perdeu muitos soldados, mas no final, tiveram uma recompensa — eles venceram o vilão.

Wesker, enfim, estava morto. Seu cadáver havia sido trazido para a capital, onde amostras de sangue foram coletadas para testes de DNA e também para estudos científicos avançados. Por fim, seu corpo foi cremado, assim selando para sempre o destino do bioterrorista.

— Será que agora o mundo estará mais seguro sem Albert Wesker? — Claire questionou.


— Eu espero que sim. Eu tô precisando de umas férias — Chris admitiu, fazendo todo mundo rir.

Era muito bom ver o trio relaxado, num momento de descontração, sem aquela coisa caótica das missões.

Alguns minutos depois, Debra resolveu convidar Leon para dançar. Ele chegou a pensar em rejeitar, porém foi só seus azuis avistarem a beleza oriental dançando com o Cody, que o agente imediatamente mudou de ideia.


Notas finais
Bom, o próximo capítulo será o último. E nosso Leon terá como desafio fazer as pazes com a Ada e se declarar. Agora será que Ada vai estar pronta para aceitar o amor dele e vai parar de sabotar a sua felicidade?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.