Notas iniciais
Okay, galera! Minha beta, Mari, me convenceu a fazer esse conto para o concurso do Nyah e eu me empolguei *-*Sim, escolhi fazer da Makena, uma personagem da minha fic distópica Classe A. É só uma ceninha da infância dela, algo para que as pessoas saibam o que há por trás da psicopata ninfomaníaca da fic, então... espero que gostem!Bjoos

A menina era pequena, mas gostava do escuro. Ela sentia prazer em ver seu irmãozinho tremer de medo a cada som que o vento fazia. Se deleitava com as lágrimas que escorriam dos olhinhos apavorados de Brandon, quando eles buscavam ajuda e conforto nos dela. Ela apenas ria e contava historias de terror, se divertia com o sofrimento do pequeno Simpson.

Era mais um dia em que os irmãos haviam sido deixados em casa. Os pais de Makena saíram e os deixaram com uma entediante adolescente espinhenta, que fingia gostar de Brandon. Ela mesma odiava o irmãozinho de olhos azuis inocentes, mas todos pareciam gostar dele. E não olhavam para ela. Apenas diziam que seu dever era zelar por ele. Makena não queria isso.

Janice, a babá, brincava com Brandon em seu colo e quando Makena perguntou se poderia se juntar a eles, Janice disse que ela tinha que estudar, porque era dever dela ir bem na escola. Então Makena voltou para o canto mal iluminado da cozinha, onde suas tarefas estavam organizadas sobre a mesa, e de onde podia observar Brandon rindo e sendo atirado no ar pela desagradável garota.

Com o passar da noite, o ódio de Makena foi ficando cada vez mais intenso. Estava cansada de ser deixada de lado, cansada de Janice, cansada dos estudos, e não queria mais ficar sentada observando os momentos felizes dos outros. Ela desejava ter os seus próprios.

Makena sabia que não poderia machucar o irmão. Seus pais ficariam bravos, ela seria posta de castigo, e não queria ter que ficar presa no quarto outra vez. Ela seria uma boa menina. Quando Janice resolveu fazer o jantar para Brandon, a garotinha se escondeu no segundo andar. Tinha que fazer algo discreto, não poderia tocar em Janice. Se ela não tocasse, não seria culpada, não seria punida.

Sorrateiramente foi ao escritório do pai e pegou a garrafa de conhaque que ele guardava lá. Makena sabia que Janice tomava as bebidas de seu pai. Agora pegaria uma e daria a Janice. Ela seria uma boa menina.

Quando a babá foi fazer o jantar de Brandon, Makena a viu tropeçar no tapete e despencar no chão. Janice sempre fazia isso. Makena aproveitou e jogou o conteúdo da garrafa na garota. A babá gritou com ela. Brandon ouviu e correu para ver o que tinha acontecido. Ele defendeu a irmã. Janice gritou mais. Makena gritou de volta e ligou o isqueiro, atirando-o em Janice.

Janice berrou descontrolada. O corpo se contorcendo em espasmos ao ser consumido pelas chamas. Enquanto assistia a agonia da babá, a satisfação brilhava nos olhos castanhos da garotinha. O fogo que se alimentava do corpo da adolescente iluminava lindamente a pele clara de Makena, e a expressão de pavor de Brandon. Janice saiu correndo e despencou pela escadaria. Ela caiu nas cortinas, incendiando tudo.

Makena olhou para o irmão. Se ele se machucasse, ela seria punida. Saiu correndo da casa com Brandon.

Ela salvou o irmão.

Ela era uma boa menina.

Notas finais
E entãããão??Ficou bom? Nunca fiz um conto... ainda mais de terror...hueheuheuhueheu
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!