Concurso de Halloween - Almas torturadas

1 Capítulo único – Não sei como vim parar aqui


Diana corria desesperadamente, não se lembrava de como foi parar ali, se é que aquilo existia. Ela havia perdido seus sapatos a algum tempo, só foi notar agora. Sentia os espinhos penetrarem a sola do pé dela, mas ela não podia parar, ela tinha que continuar. Seus cabelos, antes loiros, agora era uma mistura de barro com água: era duro e negro. Os barulhos continuavam a assombrá-la, ela temia dar um passo a mais. Ela ouvia as vozes chegando perto dela. Ela percebe que não saia do lugar. Ela, com certo desdém, vira-se: mas nada encontra. Ela suspira aliviada, quando ela volta a olhar para frente, encontra algo que não queria ter encontrado. Assustada, ela recua, rapidamente, tropeçando em uma pedra e caindo no chão. A ‘’coisa’’, havia assumido a forma de sua irmã.

- Por que está fazendo isso? – tentou dizer Diana, mas o ser subiu sobre ela. Colocou os braços dela sobre a cabeça e começou a acariciar a barriga dela.

- Simplesmente porque... – a voz dele era algo que lhe fazia temer, era grossa e rouca, somente uma vasta palavra era o suficiente para fazê-la temer. – Me dá prazer! – E então ele começa a rasgar a pele dela, ela sentia seus órgãos sendo separados, um por um, e, depois, ela sentiu a mão dele em seu coração: fechou os olhos e sentiu ele ser puxado, lentamente. Ela gritava, tentando afastar a dor. – Não adianta! O inferno não pode lhe ouvir! – E, então, ela abre os olhos, sentindo as lágrimas virem e ouvindo as vozes, as vozes das almas torturadas. Ela pisca, tentando afastar essa dor, queria, somente, morrer logo. Porém, percebe que a dor foi embora: e o corpo se refez. Suas lágrimas, agora, tomam um ritmo mais forte e profundo, aquilo não teria fim.

- Por que está fazendo isso comigo?! O que eu fiz?! – gritou Diana, impaciente, não queria sentir a dor novamente, queria ter um motivo, um motivo que a fizesse agüentar.

- Não se lembra?

- Não!

- Você vendeu sua alma à mim, em troca da vida de sua irmã, Katarina. Entretanto, o trato dizia que, se eu tirasse ela do céu, com uma certa porcentagem de dar erro, você viria para o inferno. Consegui trazê-la, mas quando viu que você tinha ido embora, ela se suicidou, vindo para aqui também.

- Ela... se matou?

- Sim! E, agora, ambas serão torturadas! Ambas irão morrer, todos os dias, na frente uma da outra! – ele ria, o ser, agora era um homem charmoso e elegante. E, atrás dele, Katarina aparecia, acorrentada. Diana percebia que, agora, estava acorrentada também. Ela tentava gritar, mas nada saia. A faca entrava em sua barriga, a tortura estava apenas no começo, mas não possuía meio, muito menos, fim

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