Episódio III
"Azar é Sorte"
"...Ninguém pensa individualmente..."
Narrativa: James Potter
Ação: Quando eu fiquei tão sentimental?
¹[1ª e 2ª grades]
O mundo é algo tão irritante. É claro que Lily Perfeita Evans não iria saber quem é o imbecil de óculos da classe... Mas e seu amigo?
"Olha a boca, Longbotton!"
À anos que me conhece, e ela não fazia ideia de quem eu sou.
Estou nos fundos da minha casa, um pequeno morrinho com grama alta — que para mim era muito bonito. É claro que não somos a família mais rica do mundo, mas pelo menos temos alguma coisa que podemos chamar de "só nosso". Atrás da nossa casa, há uma cerca de arame com todos os seus filamentos interligados; é nele que, a um bom tempo, eu venho chamando de "rota do pânico", onde eu prendo cadeados sem a menor razão aparente. Você até pode chamar de estranho, mas eu digo que é um pequeno detalhe da "estranha vida de James Potter". Para a "perfeita" combinação de coisas que me deixam "p da vida", meu pai vai voltar a morar conosco.
Pra qualquer garoto essa notícia seria incrível, se o pai em si não fosse um alcoólatra desempregado e preguiçoso; eu disse à minha mãe que isso vai ser só mais problema pra gente — por causa da nossa péssima condição financeira, mas ela diz que meu pai merece uma "segunda chance". Eu odeio aquele homem, simplesmente por nos abandonar quando eu tinha uns três anos de idade, quando ainda morávamos em Alki. Minha mãe chorava o tempo todo, e eu lembrava de a ver sentada na areia da praia, esperando por ele à noite. Até meus seis anos de idade aquilo se repetiu, ela dizia que ela apenas gostava de apreciar o mar, a lua...
Essa foi uma das noites em que eu prendi meu segundo cadeado, pode achar bobo, mas faz com que eu me sinta mais confortável. Eu lembro perfeitamente do dia em que o prendi aqui, e isso foi muito engraçado, pois eu parecia um retardado, querendo parecer maior e menos insignificante que eu realmente era para acabar com aquele sofrimento da minha mãe; que aquele cadeado não mudaria absolutamente nada, mas mesmo assim eu faria, só pra dizer que algo eu fiz ou que eu realmente estive lá.
Que eu realmente senti aquele sentimento. Igual a primeira vez:
"Seis de Novembro, primavera, onde as flores estavam belas e bem perfumadas.
As folhas balançavam naquela brisa suave que dava um tom mágico a tudo a sua volta, quando um James de sete anos ouviu risos vindos de uma árvore. Garotas brincam o tempo todo em parques, mas esta era um tanto incomum, ela gostava de ficar por perto.
Diferente de qualquer outra, esta parecia iluminar o parque, era como se quando decidisse ir embora o mundo choraria e as aves não voltariam a cantar.
Você pode pensar que tudo era um recheio de clichês de filmes românticos, mas naquele momento, tudo era uma sensação diferente e incrivelmente jovial.
–Quem está aí? — Perguntou o garoto, desajeitado, pondo-se de pé.
–Quem sabe uma fada? — Ouviu-se a resposta numa voz feminina, que o garoto reconheceu.
–Sério, Lily, desça dessa árvore.
A garota estava com os pés presos no galho da macieira, seus cabelos de fênix sendo puxados pela gravidade.
–Ah, Jimmy, você é tão chato.
–Não vai achar isso quando cair dessa árvore e quebrar o pescoço.
–Isso não é o que aconteceu com você, semana passada?– Perguntou ela, com um sorriso malicioso.
–Eu não quebrei o pescoço, só doeu um pouco... - Murmurou ele.
–Hey, por que você não pega uma limonada da tia Rachel, pra mim?
–Minha mãe não é sua empregada, nem eu.
–Você é um inútil, Jimmy, até para ser meu empregado.
–Pelo menos eu não gasto meu tempo de estudo com "diversão".
–Você? Estudando? Há! Eu vi o seu boletim, seu hipócrita, e titia disse que você só se importa em ficar lá nos fundos... O que tem de interessante, lá?
–Não te interessa, sua pirralha.
–Jimmy, você tem a mesma idade que eu.
–Tanto faz! — E emburrado, ele cruzou as pernas e ficou sentado de novo — E para a sua informação, você parece um pimentão gigante.
E de fato, Lily estava com seu rosto da cor de seus cabelos, com o sangue fluindo para baixo. Ela de um salto, caiu de pé no gramado fofo, e com um sorriso um tanto maquiavélico, começou a fazer cosquinhas no garoto que ainda a pouco, a ignorava.
Ele começou a rir e berrar:
–PARE, SEU TOMATE MUTANTE!
–Só se você me contar do por quê gosta tanto daquele seu ursinho!
–NUNCA!
–Ah, então parece que o senhor Elvendork vai se afogar no rio Estige...!
–Em primeiro lugar — Disse ele, entre os risos — o senhor Elvendork sabe nadar, e em segundo, aquele seu rio Estige é só água de um barril imundo!
–AH! NÃO OUSE FALAR DO MEU RIO ESTIGE!
–TÁ, TÁ BOM! ME SOLTA!
–Hmmm, acho que vou lá nos fundos, quem sabe já não encontro o urso para uma aulinha de natação... ?!
–Você não ousaria!
–Você duvida, Jimmy? De mim?
James estava chorando de tanto rir, era uma sensação de desespero, ficar ali, rindo com as cosquinhas daquela garota insuportável. E então, ele conseguiu rolar para o lado e fazer o mesmo com a garota.
–PARE! NÃO É JUSTO, EU ESTAVA OLHANDO PARA O LADO! — Ela gritava.
–Ah, acho que vou jogar aquela água suja no ralo... Quem sabe eu não afogo umas lagartixas?– Fez-se de pensativo.
–NÃO!
Ela fez então, uma daquelas suas fugas ninjas, jogando seus cabelos na cara do garoto, e correndo.
Foi um pega-pega interessante, até que eles tropeçaram nas pedras em volta do lago e caíram nele. Os sapos pulavam para fora, para dar espaço à briga desajeitada dos dois, que não viam nada pela água nos olhos. Eles riam, e sem perceber, a tarde foi caindo vagarosamente... Foi em uma tarde assim, que tudo isso mudou.
Mochila nas costas, e seu chaveiro de sapinho depositado no toco de uma árvore, Lily Evans saía de sua casa, ao lado da residência dos Potter, para fazer coisas totalmente imprevisíveis. Moravam em Seattle, Alki, perto de uma pequena praia.
A ruiva sentia seus pezinhos descalços sentirem a areia úmida, e quando encontrou outro ponto firme de terra, ela cavou um pequeno buraco. Talvez estivesse chorando, por que estava repentinamente mais emotiva, abriu sua mochila pela terceira vez, desde que decidira a carregar para a praia. Dentro, havia uma gaita, um monte de isopor, insetos– naqueles cubos transparentes, de exposição–, um cacto envasado que havia derrubado terra por toda mochila, e uma pequena chave, como aquelas que abriam diários cor-de-rosa que vendiam em lojas de conveniência. Ela abriu um buraco na areia, e enfiou sua mochila, fazendo a desaparecer por entre os grãos finos de areia branca que cobriram-na.
Quando ela voltou para sua casa, ela sorriu, atirou uma pedra na água do mar, que ao invés de quicar, como em lagos, foi apenas engolida pelo mar, como algo sem importância para aquela imensidão azul...
James acordou, tomou um café da manhã adequado, se dirigiu para o quintal da sua casa e viu a coisa mais estranha de toda sua vida: Lily jogava a água de seu barril, o "rio Estige", no mar.
–O que está fazendo? — Perguntou o garoto abismado.
–Nada, só cuidando para que eu tenha um bom futuro.
–O quê?
–Escuta, James, acho que vou terminar logo isso e estudar, nos vemos depois...
–Lily?
–O que foi?
–Você... Está estranha. Por quê está jogando o seu rio Estige?
–Por nada. E não estou sendo estranha, estou normal.
–Mas...
–Quer saber? Acho que não podemos mais nos falar.
O garoto não entendia.
–Lily, você tomou seus remedinhos, hoje? Você não parece nada bem!
–Não, é você que não parece nada bem!
–Ãh?
–James Potter, escute! Olhe pra você! Querendo fingir que está tudo bem!
–Mas não está?!
–NÃO! NUNCA ESTEVE "TUDO BEM"!
O garoto enfureceu-se, por quê ela estava diferente? Por que não respondia perguntas como um "ser normal"?
–Você definitivamente está estranha.
–Não, James. Você, é quem está estranho, adeus.
E com ela dizendo isso, entrou dentro de sua casa, James não mais a viu, tanto por que, nas semanas seguintes, a área em que todos moravam estava sendo devastada por obras e construções novas para turistas, foi quando todos se mudaram para o centro de Seattle, em ruas diferentes, em bairros diferentes.
Foi quando James Potter parou de ser Jimmy, e Lily se tornou a Lily Evans, foi quando acidentalmente, James Potter encontrou um sapo de brinquedo em um toco de uma árvore"
Era estranho, mais depois de tanto tempo eu achei que poderíamos nos falar de novo. Eu achava que finalmente nós poderíamos conversar como dois seres racionais. Eu queria que ela simplesmente voltasse... Mas eu estava errado. Por que Lily Evans não sabia mais quem eu era, depois de nove anos.
Bom, depois que viemos de Alki, para cá, eu achei essa grade, roubei um cadeado do meu tio — um marceneiro — e o prendi. Foi na verdade, algo muito bom. Acho que a melhor coisa que eu poderia ter feito! Afinal, o que eu faria?
"JAMES! ESCOLA! CINCO MINUTOS!" Gritava minha mãe de dentro de casa — e sim, ela se tornou uma pessoa bem menos emotiva — suspirando, eu entrei novamente arrastando um pedaço de madeira com rodinhas florescentes que me tio fez para substituir o meu skate, apresento-lhes o James Móvel ! — ou é assim que ele chama quando o vê.
Hora de outro dia feliz... !
Narrativa: Peter Pettigrew
Ação: Ouvindo Sr. Mathieu falar
"Classe, música é um assunto sério! Até agora nós só vimos a teoria e algumas poucas acordes, e se entraram nesta turma dizendo ser uma matéria 'fácil', estão enganados, meus chapas!"
Muitos alunos riram e reviraram os olhos, eu fiquei calado e apreciando a bela vista que era o pão de queijo do professor. O Profº Mathieu é um dos mais descolados dos professores na escola, ao contrário de McGonagall, ele se vestia de uma forma descontraída, tendo seus trinta anos — e para falar a verdade, ele tem mais fãs na escola por ser "bonito", do que bom professor, apesar de concordar de que ele ensina muito bem.
"... E é por isso que neste novo bimestre, eu vou fazer testes, para apenas os que estão decididos ficarem" Disse ele.
"O quê?!" Gritaram todos, eu uníssono.
"Todos vocês irão fazer testes! Cowabunga!" Exclamou Mathieu.
A classe ficou em silêncio.
"Não se pode mais ser moderno..." Ele murmurou.
"Mas professor... Que tipo de teste?" Perguntou Gunter, do fundo da sala.
Gunter é bem esquecido em geral, um dia o encontraram perdido no estacionamento da escola! Mas há uma lenda que uns dois garotos juram o ter visto equilibrando xícaras de água na ponta do nariz, no teatro da escola. Eu nunca fui lá, então, não posso confirmar o mito.
"O teste será feito no final deste bimestre, vocês serão avaliados em duas fases: Teórica e prática.
"Mas professor, nunca nos ensinaram a tocar nada!" Exclamaram os alunos, e eles se referem aos ex-professores de música, que amavam jogar "Candy Crush Saga" na aula.
"Vamos trabalhar isso daqui pra frente."
Os alunos perderam seus argumentos contra o teste, e o professor continuou:
"Bom, se já acabaram as objeções, vou deixar de lição pra vocês as páginas 70 a 90 de leitura, bom almoço, estão dispensados."
Eu guardei meus materiais no estojo e algo me indicava que estava sendo observado, olhei para os lados e dei de ombros. Porém, quando saía, Marlene McKinnon me esperava do lado de fora da sala.
"E aí?" Ela cumprimentou "Ainda está com problemas, com seu irmão?" Perguntou ela.
"Bem... Na verdade, eu nem o vi essa manhã, acho que saiu antes, com uma tal de 'Kimberly'..."
"Faz sentido..."
"É..."
"Peter, você acreditaria em mim se eu dissesse uma coisa que não tem o menor cabimento?"
"Você poderia me contar a coisa antes"
"Eu acho que tem uma coisa estranha na..."
"Na?"
"Na 'rede' escolar"
"Como você saberia?" Eu perguntei desconfiado.
"Não me faça perguntas complicadas"
"Mas..."
"Fique atento, e cuidado com o que ouve e diz na frente de certas... coisas... Tem algo muito errado aqui" Disse ela, já andando mais rápido pelo corredor e me despistando. Eu fiquei parado, com cara de bobo, no meio do corredor.
Se ela fosse tão misteriosa em todas a conversas que fossemos ter, eu acho que minha cabeça explodiria. Eu iria recomeçar a andar quando eu fui empurrado no chão:
"Olá Pettigrew, bom-dia!" Disse Lúcio Malfoy, um albino, na minha opinião, muito irritado "O que você estava fazendo com a minha prima?"
"Ah... Conversando?" Eu pergunto, baixinho, com medo de ser chutado por aquele pé do tamanho de uma pista de boliche.
"Vê se fica longe dela, Stephany e Lara!" Vociferou ele "Isso está causando um problema que não é seu!"
"Mas o quê..."
"E avise isso a Black! Ele não é seu novo irmãozinho?!"
"Eu..." Ía dizer,
mas ele já estava indo embora.
Definitivamente, a família deles tem um sério problema de dizer claramente o que quer que estejam querendo dizer.
Narrativa: James Potter
Ação: Por que diabos tem um cara
me encarando?!
Tudo bem, James Potter, se acalme! Tem um garoto com um olhar "morra, ou eu te mato" pra você, ele tem um bastão de beisebol, mas se acalme! Ele... Deve estar olhando atrás de você! Olhei esperançoso atrás de mim, mas vi uma mesa milagrosamente vazia, atrás de mim, o que é o cúmulo do absurdo, já que esse lugar é mais lotado do que um hospital público! Eu me virei, temeroso pela minha vida, e ele estava apontando pra mim, depois pra uma mesa do outro lado, e por último, um sinal de uma faca cortando o pescoço.
Ele podia ser clichê, mas isso não anulava o fato de que eu posso morrer a qualquer momento. Estava pensando em ligar pra minha mãe e me despedir, mas então, na mesa que o garoto apontava, eu vi quem estava sentada ali.
Lily Evans. O que ele acha que eu tenho com ela?
Na mesma hora, ela se levantou de sua cadeira e cumprimentou o garoto jogador de beisebol — caso você não saiba, Seattle tem um forte espírito esportivo por este esporte, influenciados pelos "Seattle Marines", a maior equipe da cidade, eu sei disso por que todos são fanáticos por eles nesta escola.
"Sev! O que está fazendo?" Ela pergunta com uma voz doce que eu odiei escutar.
Foi então que eu fiz a ligação na minha cabecinha lenta. Ele era Severo Snape, o campeão de beisebol da escola! Nunca o tinha visto pessoalmente, acho. Geralmente você ouve dizer desse tipo de pessoa, não a vê pessoalmente, como um mero mortal.
Os dois conversavam e eu tentava ignorá-los batucando na mesa, e a cada vez que eles diziam coisas altas eu batucava mais alto, até que Lily se irritou e disse:
"Dá pra você parar, ou precisa chamar atenção o tempo todo?!"
"Ah, desculpe... Marian?" Eu perguntei, fingindo-me de confuso.
Snape olhou de forma interrogativa pra mim e eu completei:
"Ah, foi mal, é que eu já fiquei com tantas desta escola, que acabo esquecendo os nomes!" Eu expliquei pra ele, e os dois se levantaram enfurecidos. Sim, eu estava acabando com minhas remotas chances de viver!
"Cala a boca, Potter, seu porco!" Rugiu Lily.
"Então você sabe meu nome, que curioso!" Eu ri, mas a risada saiu fria.
"Acho que alguém está pedindo" Disse Snape, estralando os dedos e vindo na minha direção.
"Cara, você não tem noção do quanto isso é 'filme dos anos 80', tente ser mais original!" Eu disse, debochando.
Em seguida, só vi uma mão vindo em minha direção. É... eu devia ter ligado pra minha mãe.
Narrativa: Sirius Black
Ação: Num armário de vassouras.
Beijos são, na minha opinião, uma ótima forma de não ligar para problemas.
Eu estava com a mão na cintura de Kimberly, minha boca passando suavemente pelo pescoço dela, subindo cada vez mais. Ela dava risadinhas, e afobada, ela se enroscou no meu pescoço. Eu brinquei de ficar sussurrando no ouvido dela, enquanto o que mais desejávamos era encostar a boca um no outro e fazer aquela chama vibrar com mais intensidade.
Quando ela começou a fazer o mesmo, me provocando, eu virei o rosto e nosso beijo se tornou algo tão quente que acho que nem um vulcão poderia descrever o momento.
O segundo sinal para o almoço tocou e eu sussurrei:
"Eu tenho que ir"
Assim, abri a porta do armário e fui pelo corredor, a deixando lá, sem reação, antes que tentasse vir atrás. Alguns chamam de "canalhice", eu diria que é uma questão de prioridades, e eu priorizo a liberdade. E máquinas de doce. Simples.
Eu estava quase conseguindo comprar chicletes, naquela fila enorme, quando eu ouvi o som de:
"BRIGA! BRIGA! BRIGA!"
As pessoas que estavam na fila correram para ver o que estava acontecendo, e eu consegui comprar os chicletes de hortelã, foi aí que eu vi Kimberly no meio da multidão, e saí correndo para se misturar com o povo.
"BRIGA! BRIGA! BRIGA!"
Quem estava brigando... Quer dizer, quem estava batendo era Snape, Potter estava caído no chão.
Potter faz parte da minha classe de artes — que por acaso eu só faço por que é bem fácil, você faz qualquer coisa e diz: Isso é arte abstrata! — e de Matemática, Ciências e Geografia, enfim, quase tudo.
Estava tudo ocorrendo bem — quer dizer, não para o garoto que estava sendo agredido -, até que eu ouvi uma voz, e quase tive um ataque cardíaco:
–D-d-deixa ele em p-paz! -Falou Peter, aparecendo no meio da rodinha de alunos, que era onde se localizava a briga.
Snape riu:
–Potter, seu salvador chegou! Devo ficar com medo agora, ou depois que deixar dois olhos roxos?
James Potter ficou escarlate. Suspirei. Por que eu sou uma pessoa tão boa?
Eu corri para a briga, Peter estava lá no meio, pelo menos não fez nada precipitado... Foi na hora em que ele tentou bater em Snape e foi derrubado no chão com um soco no pescoço.
Snape reparou na minha presença:
"E aí Black, está querendo brigar também?"
"Não, não, Deus me livre brigar com o cara que equivale a três Jack-Chans!" Eu disse, com desdém "Bem, eu só queria saber se você gostaria de brigar com alguém do time de futebol americano, pensando que desde já você teve 'coragem o suficiente' pra enfrentar um garoto do clube 'Defensores das Baleias Jubartes' e um garoto de óculos mais magro que seu dedo."
As pessoas ficaram em silêncio. Eu acabara de ofender um clube de medalha de ouro da escola, fundada originalmente por Dumbledore — a lenda da era dos educadores -, e o cara mais famoso da escola por ser um exímio jogador de beisebol, as pessoas ficaram furiosas; e pra você ter uma ideia do quanto foi sério, eu poderia ter ofendido ²Merlin e obteria um resultado menor.
"Você vai ver seu merd..."
"É melhor você tomar cuidado!" Eu avisei, e ele riu.
Eu me desviei do seu soco e comecei a gritar:
"JOGA O LIVRO! O LIVRO!"
"O quê? Não tente me distra..."
BAAAM, o livro de James Potter acertou a cara daquele ranhoso.
"Eu te avisei, cara" Disse.
Peter levantou do chão, com um hematoma no pescoço, estava tossindo. Nós três nos entreolhamos, as pessoas me xingavam que era uma loucura e James gritou:
"CORRE!"
Nós abrimos um buraco imenso na multidão que cercava a briga, e corremos.
"Olá! Meu nome é James Potter e eu não sei por que eu estou correndo com dois estranhos, de um jogador de beisebol e amadores de baleias!" Falou o garoto de óculos.
Peter vinha logo atrás arfando.
Eu ri.
"Ninguém sabe"
"E pra onde estamos indo?!" Perguntou ele.
"³Sala dos espelhos?"
"É, nunca tem ninguém lá" Afirmou James.
Peter deu um resmungo, como se quisesse argumentar, mas simplesmente parecia que iria desmaiar de tanto correr, então ignoramos.
"Ali!" Exclamou James, apontando para uma porta.
Nós a abrimos com um estrondo e...
"Wow"
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