Notas iniciais
Para começo de conversa, essa fic é um presente, tanto de aniversário de CdP - que eu acabei esquecendo completamente quando passou, por questões pessoais - quanto do meu próprio aniversário (sim, eu faço aniversário e presenteio vocês haha).
Dedico-a a todos os leitores de Crônicas do Pesadelo, que me motivaram a criar histórias por trás da história e que me dão força pra caramba. Escrever CdP não é fácil como parece, mas graças a essas pessoas (vocês, no caso, se estiverem lendo isso), tenho certeza que chegarei a um final. Então, antes de mais nada, agradeço-os imensamente por tudo. Por cada comentário, ajuda e pelas fichas divinas que me mandaram no começo dessa jornada. Esse spin off é para vocês, e espero que gostem.
Você não conhece CdP, nunca me viu na vida? Sem problema nenhum, seja muito bem vindo! Espero que essas histórias o(a) cativem também, embora tenha acabado de entrar nesse barco. :3
No mais, só devo dizer... boa leitura a todos!
Vocês me deixariam contar uma história?
Imagino que já me conheçam, mas apenas por desencargo de consciência lhes direi minha verdadeira identidade. Me chamam de Destiny, o destino, e como todos que aqui chegaram já sabem, sou responsável por escrever o fado de todos aqueles que vivem nas Terras de Meroé, assim como nas Terras Inferiores, ou “Terras de Baixo”. Sou irmã de Surm, a Morte, e juntos formamos o minúsculo panteão de deuses neutros.
Vejam bem, o que digo é apenas informação já distribuída. Não é sobre mim que essas linhas falam, embora eu esteja presente. Nem tampouco sobre meu amado e odiado irmão.
O que mostrarei é algo muito mais trágico.
Eu sei o que estão pensando. Que sou uma divindade sádica e cruel, mas devo recusar boa parte dessa alcunha. Na verdade, eu nunca determinei coisa alguma. São as escolhas dos seres racionais que os levam para seu devido futuro. E se fazem tanta questão de me atribuir os piores momentos, deveriam me agradecer pelos melhores também, não é mesmo?
Oh, estou me desviando novamente do assunto. Eu sinto. Sou uma boa contadora de histórias, garanto, mas muitas coisas agarram minha atenção, puxando-a para longe do ponto principal.
Estamos aqui para falar de Ordem e Caos… de guerra e morte. Do infeliz acontecimento que dizimou boa parte dos outros deuses.
Antes de começar, peço encarecidamente que perdoem-os por sua infantibilidade e estupidez, que vieram a causar sua destruição. Eles são deuses relativamente novos, nascidos das falhas e virtudes humanas. Tendem ao erro, embora eu primeiramente nunca acreditaria que chegariam a este ponto.
O de matar e morrer.
Pobres deuses de Ordem e Caos.
Eu mesma já fui nova, como eles… a éons atrás, e quando digo isso estou sendo sincera. Minha existência e a de Surm é tão extensa que é difícil prever seu começo. Mas existiu um, possivelmente tão longínquo quanto a existência dos Primordiais. Nós dois viemos através de outros mundos, que não precisavam mais de nossa proteção. E como somos responsáveis diretamente pela vida racional, mesmo que chegássemos a sermos destruídos, nasceriam outros para tomar nosso lugar.
Sim, eu sei… eu me lembro. Me lembro até mesmo desses primeiros séculos, quando a despeito de sua atitude despreocupada e agradável, Surm buscou a própria inexistência.
Já imaginaram isso, alguma vez? A morte cometendo suicídio?
Pois aconteceu… ou melhor, teria acontecido, se eu não interviesse a tempo. E aposto que ele ficará deprimido novamente, quando tudo isso acabar. Porque apesar de nossa natureza, acabamos sempre nos apegando a nossos colegas de infortúnio. Porque proteger a gente de Meroé muitas vezes é um trabalho ingrato.
Eu posso entender a tristeza dele, pois é como a minha. E não, não me julguem uma hipócrita. Nem a ele… ele merece muitas coisas, é verdade, mas isso não. Nenhum de nós dois. Afinal, lidamos com a morte de seres racionais todos os dias, contudo… deuses não são seres comuns.
Eles não recebem um abraço, ou a mão e Surm para se levantarem e seguirem adiante, depois do fim.
Eles não tem um lugar em seu reino para serem cuidados, ou sequer lembrados.
Quando deuses morrem, desaparecem.
Meramente. Apenas.
São frutos da imaginação humana, ou de sua necessidade. Surgem do nada, e ao nada retornam.
Portanto, humildemente, eu lhes peço que chorem por eles. Por esses seres falhos e perdidos, que haveremos de ver morrendo. Que não deixam nem os vislumbres de alegria e arrependimento para trás de si. Cujo culto morrerá com eles, para dar lugar a algo completamente distinto.
Pranteiem por eles, meus queridos leitores… pois ninguém mais pranteará.
Notas finais
Tia Ame, não vai ficar enrolada com tanta coisa pra atualizar?
Bem, eu vou, mas eu ser enrolada não é novidade pra ninguém. Então acalmem-se, respirem fundo, CdP ainda é prioridade máxima.
Deixem-me atiçar a curiosidade de vossas senhorias um pouco mais, sim?
Kisses kisses, e até a próxima. :3
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