Levei as crianças para cima e dei banho nelas e coloquei-as para dormir.

Entrei em meu quarto e fui em direção ao banheiro me despi e tomei um banho relaxante. Quando sai coloquei uma camisola de seda vermelha e uma calcinha de renda e desci para tomar água na cozinha. Patch continuava da mesma maneira ele parecia tenso como se tivesse feito algo. Tomei um copo d’água e fui em direção, as escada que leva ao quartos no andar de cima, mas parei antes de subir e perguntei a ele.

–Vai dormir? –Ele me olhou.

–Já vou já anjo.

–Esta bem. –Digo e volto a subir para o quarto.

Arrumei a cama e me deitei olhando pela janela que dava para ver a lua.

P.O.V Patch.

Já haviam se passado duas semanas desde que dormi com Lisa e ainda não tive coragem de contar a Nora oque me doía porque estava mentindo a mulher que eu amava e que era mãe de meus filhos.

Eu estava entrando em casa depois de levar as crianças na escola e estava decidido a contar a Nora sobre o ocorrido, mas quando entro a vejo na sala sentada no sofá abraçada aos joelhos chorando, descontroladamente fui até ela e me agachei a sua frente e fui para tocar seu rosto para enxugar a lagrima que descia quando ouvi.

–Não toca em mim.

Fiquei surpreso com o seu pedido, mas não a ouvi e passei a mão por sua bochecha secando a lágrima que iria cair.

–Por favor, não toca em mim. –Ela disse com a voz embargada pelo choro.

–Não entendo anjo. Porque não quer que eu te toque? –Perguntei confuso.

–Jura? –Ela disse irônica. –Olha em cima da mesinha de centro. –Ela disse fazendo menção para a mesinha que fica ao centro da sala.

Me, levantei e olhei em cima da mesinha havia um envelope amarelo em cima comecei a ficar nervoso com tudo isso “Ela não poderia ter descoberto já poderia?” Pensei comigo. Peguei o envelope e o abri e retirei oque havia dentro dele e para minha surpresa estava fotos minhas e da Lisa na noite em que passei com ela.

–Anjo... –Comecei, mas Nora se levantou e gritou.

–Não me chama assim. Você perdeu esse direito quando se deitou com outra.

–Nora por favor vamos conversar. Que queria te contar oque havia acontecido nesse dia eu bebi de mais e nem sabia oque estava fazendo. Eu te amo. Me, desculpa? –Disse olhando em seus olhos, porém ela não cedeu.

–Me desculpa? Você sabe oque causou em mim Patch? Sabe estou em duvida do seu amor por mim... Mas quer saber? Você nunca me amou Patch nunca!

–Não fala assim Nora. Não sabe o quanto me machuca ouvir isso. Eu sempre a amei e sempre te amarei.

–Não nunca me amou... E você nem sabe oque é ser machucado. Você não esta sentindo oque eu sinto o ódio, a raiva, tristeza tudo em um só, mas oque eu, mais sinto é nojo. Nojo de você Patch, nojo de mim por ter acreditado todos esses anos em, você.

Aquilo me pegou de surpresa uma tristeza me abateu senti meu coração ser partido em dois e meu olhos a começarem a arder quando dei por mim as lágrimas escorriam por meus olhos e pensei. “É assim que uma pessoa se sente quando tem o coração partido pela pessoa que, mas ama? Ou por palavras que eles não medem e falam sem pensar no efeito que poderá ter na pessoa para quem eles falam?”

–Nora para com isso! Eu lhe amo e você sabe disso lá no fundo sabe melhor que ninguém isso. Você não esta pensando no que esta dizendo. Está com raiva, ódio. –Eu disse com a voz chorosa.

As coisas entre nós apenas piorou. Discutimos mas e ela chorava a cada palavra que dizia e ouvia. Mas, meu mundo desabou quando ouvi, ela, falar.

–Me desculpa, mas não sei se posso conviver com isso então... –Ela deu um suspiro longo enxugando as lágrimas e voltou a falar. –Acabou.

Perdi completamente o meu chão não sabia como agir depois daquilo.

–Não... não Nora... eu não quero isso. Não quero me afastar de você Jev, Emily e o bebê que esta por vim.

Ela me olhou com superior e disse.

–Se não quisesse não dormisse com outra sabendo que tinha compromisso com outra pessoa. Eu não irei proibi-lo de ver Jev e Emily e nem de acompanhar a gravidez e o nascimento desse bebê.

–Eu não irei desistir de você Nora. Ainda a terei de volta. Custe oque custar.

Depois de dizer isso eu sai, não queria deixa-la, mas nervosa do que estava poderia prejudicar o bebê.

Dirigi sem rumo ainda chorando. Passando por um bar parei e decidi beber. Já estava tudo jogado pros ares mesmo.

P.O.V Nora.

Desabei-me no chão chorando ainda mais depois que Patch saiu senti meu coração se quebrar, mas uma vez. “Se recomponha-se Nora. Você não pode ficar assim.” Digo a mim mesma e me levanto. Vou até o banheiro de meu quarto e lavo o rosto e resolvi me deitar um pouco para ver se me acalma-se.

Acordei faltando uns 30 minutos para as crianças saírem da escola me levantei, correndo e coloquei uma calça jeans escura e uma baby look branca junto com um sapato de salto preto peguei minha bolsa e as chaves do carro e fui para a garagem abri o portão e dei partida no carro saindo de casa e indo em direção a escola das crianças. Quando cheguei já estavam saindo Jev e Emily, avistaram meu carro e correram para dentro assim que parei.

–Oi mamãe.

–Oi meus amores. Como foi o dia de vocês?

–Legal mamãe.

–Vocês tem lição amores?

–Não. Estamos livres. –Disse Emily e ambos sorriam.

Passei pelo mercado e comprei comida da de lá mesmo não estava com cabeça para fazer a janta então decidi o, mas prático. Quando chegamos, em casa guardei o carro e entrei com as crianças me lembrei do envelope com as fotos em cima da mesinha peguei e levei para meu quarto e escondi das crianças. Desci e jantei com elas. Após jantarmos lavei as louças e ficamos sentados na sala vendo TV por um tempo até da a hora de dormir.