Complicated (Smell of Sex)

1 Boy, there's Hell to pay


Notas iniciais
Olá, amores, bora começar? Haha' ✖ A música do capítulo é: Bartholomew - The Silent Comedy ✔

Malibu — 08:59 a.m

O sol estava escaldante. A praia de Malibu Coast estava lotada de surfistas e curiosos, era realmente um dia comum, especialmente para Ashton. O garoto que nunca foi lá aquele exemplo de filho que toda mãe quer e tem orgulho, muito pelo contrário. Ashton era um legítimo "aborrecente", com todas as suas noitadas e — em especial — seu vício. O garoto negava dizendo que era algo natural e biológico, mas não via sua própria doença como os amigos viam. Ashton era doente por sexo, 6 vezes ao dia seriam o mínimo para o ele.

"Quanto mais melhor", ele levava esse 'ditado' consigo em cada uma de suas noitadas e era o que acontecia. Incontrolável deveria ser a palavra para melhor descrevê-lo, mas esta simples pronúncia jamais representaria o garoto.

— Ashton! — Luke gritou, puxando o edredom azul-marinho, revelando um garoto nu entorpecido pelo álcool e drogas consumidas na última noite. O loiro rolou os olhos azuis, já sabendo o que houve com o amigo e caminhou até a janela do quarto, afastando as cortinas e dando um pouco de luz ao quarto com posters, garrafas vazias de vodca, a uma Tevê LED de 42 polegadas, além do banheiro, que provavelmente era o único lugar limpo do lugar.

— Mas que merda é... Luke?! — as íris verdes salpicadas de castanho se encontraram com as azuis enraivecidas. Outro ensaio, Luke já não suportava mais ter de dar desculpas aos outros companheiros de banda; Ashton já estava passando dos limites com suas noitadas e exageros. Já não era a primeira e, com certeza, não seria a última vez que Ash optaria por uma festa a um ensaio às 08hrs00min a.m. de um sábado, e sem contar o seu outro "emprego", qual os amigos não se orgulhavam nem um pouco, mas Ashton era teimoso. Merda, era óbvio que Ashton tinha de sair dessa vida. Tudo bem, "A little party never killed nobody", mas Ashton exagerava.

— 8hrs00min a.m, Ashton, 8hrs00min a.m. Esse era o horário e você, como sempre, deu bolo no ensaio. Assim não dá, porra! — o loiro replicava com sua voz rouca, extremamente, alterada. Ashton, como de costume, fazia sua cara de assustado passando os dedos pelos fios louros escuros suados e cheirando à sexo, drogas e álcool.

L-Luke...

— Porra nenhuma, sem essa de "Luke", Ashton. Já é a quarta vez no mês, sem falar nas vezes anuais. Porra, meu, assim não dá. Onde você esteve ontem à noite? — Ashton fechou os olhos, forçando-se a lembrar e os flashes passaram como um turbilhão por sua cabeça.

O cheiro forte de bebida e drogas misturados faziam sua cabeça latejar, mas ele não se importava, já estava acostumado o bastante com tudo isso. Desde os 15 anos, Ashton já frequentava PUBs e festas de república. A garota morena chegou se esfregando em si, dando a entender o que queria, e ambos subiram para o quarto mais próximo.

— Uh.. Tinha uma morena e.. nós transamos loucamente. — Ashton falava, com um grande sorriso e o orgulho de si próprio na voz, como se o feito fosse o motivo de orgulho dos pais. — Foi voraz e sexy, cara.. Você tinha de ver, ela gritava o meu nom..

— Ashy — Luke encarou Ashton, passando os dedos nas têmporas, os olhos de Ash brilhavam em pura malícia, e sua mente estava ensandecida com sua transa da noite passada. — Cara, você tem que parar com isso. Não que seja ruim, é bom saber que você gosta de foder, mas... Isso já é demais! — Luke apoiou as mãos na cintura, olhando para a janela com o meio cabisbaixo. — Eu e os caras estávamos falando desse seu vício por sexo, e, meu.. Você é insano! Uma ou duas transas por semana está ótimo, mas 6 num dia? Com 6 garotas diferentes, em horários diferentes. Porra, isso já é demais! Você troca seus compromissos futurísticos por... Sexo e álcool?!

— Onde quer chegar? — Ashton apertou o lençol branco, observando Luke passar os dedos finos pelos fios louros dourados, a preocupação nos olhos azuis e o desespero pela reação de Ashton. Tudo abalava ele naquele momento, mas isso tinha de ser feito. Ashton estava fora de controle.

— Ash, quero que saiba que nós não queríamos ter de fazer isso, mas você está fora de controle e isso é sim uma doença. — Ashton encarou o amigo incrédulo.

— Fazer sexo não é uma doença, Hemmings, é algo biológico. Está usando isso como pretexto para ver se eu deixo de abandonar os ensaios. — Irwin protestou irritado e Luke rolou os olhos.

— Se eu tivesse vindo aqui não seria para falar isso, porque já te falo isso quase toda semana e você não dá a mínima. Ashton, você tem Impulso Sexual Excessivo, isso pode não ser a pior doença do mundo, mas não deixa de ser uma. Você precisa se curar, Ash, aliás se isso tiver cura. Só queremos o seu bem, cara. — Ashton abaixou seu olhar, perturbado pelas palavras do amigo preocupado.

— Não quero, Luke. Eu 'tô bem assim, se sexo é uma doença deixe eu me afundar nela. — deitou a cabeça de volta no travesseiro, tentando espantar os pensamento negativos e dar chance ao seu antigo ditado.

— Cara, eu sinto muito, mas assim não vai dar.

✗ Ashton POV ✗

— Sr. Irwin? — a figura alta e pálida de cabelos brancos, com um terno elegante me encarou. O queixo apoiado nas costas de suas mãos e uma expressão sábia em sua face. Isso me irritava. Assenti, erguendo meu rosto para ele. — No que posso ser útil? — encarei o senhor tediosamente.

— Bom, — cruzei meus braços me apoiando o máximo na cadeira giratória de couro preto — de acordo com os meus amigos, sou viciado em sexo. — ele abaixou o óculos de armação estranha e dourada, encarando-me.

— Conte-me mais. — arqueei minha sobrancelha direita e masquei meu chiclete de menta, ajeitando-me um pouco e apoiando-me pelos cotovelos na mesa de vidro.

— "Conte-me mais?" — repeti as palavras do senhor. — Contar mais o quê, meu senhor? Que meus amigos me acham doido? Acho que já deixei bem explícito isto. Tudo o que quero é minha cama e um bom dia de sono, afinal, acabei badalando muito noite passada. O que não é problema. — dei um sorriso cínico, o velho encarava cada movimento meu.

— Precisa de tratamento, Ashton. Isso é fato! — observei-o anotar algo em uma uma folha qualquer e joguei-me na cadeira tediosamente.

Passaram-se alguns minutos e a consulta acabou. Eu sai bufando daquele recinto, com uma porrada de papéis, meus amigos esperavam-me ali perto e logo vieram curiosos, perguntando-me como foi a sessão. Respondi-lhes nervoso:

— Não acredito que por culpa de vocês vou ter de frequentar terapia — eu falava alto e irritado, enquanto batia a porta do consultório, alguns olhares se voltaram para mim — Estão olhando o quê? — os caras me encaravam perplexos pela minha reação, não sei ao certo se era medo, mas deveriam ter. — Ficar me encarando com cara de embasbacados não vai adiantar merda nenhuma, meus caros.

— Ashy, analise bem a situação, cara. Só queremos o seu... — Michael tentava me acalmar, enquanto descíamos as escadas daquele prédio.

— Não me diga "bem", Michael. Qual o problema de eu exagerar um pouco? Se eu gosto ninguém tem que se meter. — entrei no carro esperando o resto, ficamos em silêncio. Que continuasse daquele jeito, não os escutaria tão cedo. Não mesmo.

Eu me sentia no Inferno.

Notas finais
Então, aí está o primeiro capítulo. Eu espero que tenham gostado ♥ De início, quis apenas explicar a situação do Ash, mas no segundo capítulo pretendo colocar o resto dos personagens :3