Notas iniciais
Episódio Piloto

Chamo-me Nicholas Apollo, nasci na Alemanha, Monique, mas moro nos Estados Unidos, Washington, DC uma parte rica da cidade, mas não sou como os outros filhos de nobres, eu dei o meu sangue e suor para ter o que eu tenho agora, um apartamento de luxo de frente a toda cidade, sou o que chamam de gênio, mas não gosto dessa palavra, ela demonstra muita superioridade, acho bem ridículo isso, mas não importa, nasci e desenvolvi um QI acima do Einstein, mas isso não significa que eu sou o mais inteligente de todos, apenas demonstra que eu tenho uma grande capacidade de raciocínio. Enfim, trabalho na NSA por um simples motivo, devido a minha capacidade de raciocínio elevado eu tenho uma grande facilidade de desvendar enigmas, códigos e assim por diante, por causa disso minha pessoa foi contratada para desenvolver mecanismos desvendar e interceptar códigos, enigmas e mensagens na qual a NSA consegue captar, normalmente vindo tanto de alguns grupos terroristas quanto da Federação Russa, eu concordo, é algo meio ridículo, essa briga entre os dois, pois não conseguem se aceitar basicamente, mas eu concordo em interceptar mensagens vindo de outros grupos terroristas, não que eu ache correto, mas qualquer previdência é necessária para a melhor proteção dos países, existe apenas um único motivo de eu estar fazendo isso, porque a NSA ela não está trabalhando apenas para garantir a proteção dos Estados Unidos.

Ganho um salario considerável se é isso que pergunta também, dá para cobrir todos os meus gastos necessários, e o que sobra ainda dá para fazer algumas coisas interessantes, isso não convém muito. Trabalho por mais ou menos 17 anos na NSA e já desmembrei vários quebra-cabeças que me oferecem coisas simples para mim, mas complexo para os outros. Hoje dormia em meu quarto, por sorte tinha dormido mais cedo no dia anterior, pois meu celular tocava loucamente enquanto vibrava em cima do criado próximo a minha cama, como sempre acordava decepcionado com a vida, levantava com os olhos semiabertos e apalpava o criado a procura do celular que vibrava, sabia que podia desligar e voltar a dormir, mas seu sexto sentido lhe avisou que tinha algo de importante a acontecer, sem pensar muito levava o celular a orelha enquanto se levantava espreguiçando me guiando até o banheiro, “Nicholas? Está ai?”, era o que saia do celular enquanto eu dava passos lentos até a pia do banheiro.

Respondia com minha voz arrastada e um pouco rouca, demonstrando ainda estar com sono:

—Estou, quem é...?

Do outro lado respondiam:

—Nic, aqui é o Johnatam, temos um problema, recebemos um cruzado (“Cruzado” era como chamávamos os enigmas que recebíamos) hoje, vem pra cá agora, sua ajuda é necessária. Ah sim, desta vez traga sem açúcar desta vez...

Suspirava enquanto pegava na escova com uma das mãos pensando nas mil formas de estragar o dia de John e desligava o celular:

-Tomara que a farmácia esteja aberta...

Terminava sua higiene pessoal e abria o pequeno armário que ficava escondido atrás do espelho, tirava dois remédios, um com uma fita azul e outra demarcada com uma fita vermelha, não vieram junto com os remédios, eu que havia colocado, pois assim ficaria mais fácil de eu me relembrar a quantidade de cada um que eu devo tomar, o vermelho é para a esquizofrenia, duas pílulas, o segundo é para a depressão, apenas uma pílula. Tomava os dois logo de uma vez, seguido do copo d’água que sempre separo no dia anterior, me dirigia à porta já arrumada, carregava uma mochila e diferente dos demais funcionários da NSA eu não uso roupas sociais e sim esportivas, uma camisa branca e uma calça jeans preta, juntamente com um tênis, deixo meu cabelo crescer, odeio cortar ele, mesmo que de vez em quando atrapalhe minha visão, são negros assim como meus olhos, mas o que adianta a aparência, eu não me importo mesmo, posso ser desleixado, mas eu continuo gostando do que tenho e uso.

Uma quadra antes da farmácia e do ponto de ônibus eu me encontrava com aquele velho careca, cego de um olho conversando novamente com uma lixeira dentro de um beco, ele percebia minha presença, sem precisar que desviasse o olhar, apontava para mim estalando os dedos na minha direção, me chamando, parava e voltava meu olhar para ele, não me aproximava, nunca se sabe o que ele vá fazer, mesmo encontrando com ele todos os dias durante os 17 anos que eu estive aqui.

Ele então virava o corpo totalmente na minha direção olhando para mim soltando um belo de um sorriso:

—Meu jovem, como vai? A vida é bela como a mulher que vi mais cedo, nos encontrou no cemitério, ela estava deitada sobre o túmulo, uma bela moça... Está indo para o seu trabalho? Ah sim, para a NSA né? Eu já fui de lá sabia?

Suspirava ignorando o velho dá voz rouca e continuava andando pelo meu caminho:

-Desculpa velho, mas hoje não posso perder o horário... E não me venha com essas bobagens, ninguém te conhece na NSA, não venha me enganar...

Ele continuava me seguindo de lado, mesmo eu não dando moral ele persistia em conversar:

-Sim... Você deve ser um jovem de muito trabalho, como estão às pessoas por lá? Da ultima vez que visitei estávamos todos comemorando por uma grande vitória nossa, interceptamos um sinal e eu sozinho desvendei aquele mistério... Ah... Velhos tempos... Ei garoto, já ouviu falar do Complexo de Deus?

Olhava para ele pelo canto do olho se interessando um pouco mais pela conversa após ouvir as três palavras “Complexo de Deus”:

-Continue, tenho ainda alguns minutos até chegar à farmácia e ir para o ponto de ônibus... O que seria esse tal “Complexo de Deus”... É bom que não seja alguma pregação de alguma religião, não acredito em deus, sou Ateu como já havia te falado.

O homem aparentava estar mais empolgado e começava a gesticular enquanto falava:

-Oh! Jovem! O Complexo de Deus é... – Ele fazia uma interrupção enquanto olhava perplexo para o asfalto a sua frente – Oh meu deus! Como eu posso me esquecer! – Ele levava uma das mãos à cabeça enquanto com a outra pegava um relógio de bolso e guardava novamente – Até outro momento Jovem! – Ele saia apressado mancando e entrava em um beco

Eu o seguia correndo, mas era um beco sem saída, o velho havia sumido, chutava o chão que pisava meio furioso por conta de que ele não havia terminado e se interrompeu no meio de uma duvida que ele fosse esclarecer, se tinha algo que lhe incomodava era as pessoas interromperem suas linhas de raciocínio para fazerem outra coisa... Que agoniante. Eu olhei no meu relógio para ter certeza quantos minutos ainda faltavam, tinham mais ou menos 13 minutos e 38 segundos para gastar antes que o ônibus chegue, eu gosto de cronometrar todo o meu tempo e marca-lo aonde eu conseguir, gosto de fazer tudo na hora correta, tudo tem seu tempo, o tempo tem tudo.

Na farmácia comprava laxantes e algumas das minhas preferidas balas de menta, de uma marca antiga que apenas naquela farmácia existia, era uma bala que também era vendido no meu país natal... Sinceramente não sinto saudades algumas daquele inferno... Em pensar que onde eu nasci no mesmo lugar e no mesmo dia que um genocida fascista nasceu. Ah sim, quase me esqueço, a farmácia, os remédios andam caros, mas o que me impressiona são a passagem de ônibus ao menos tem conforto. Chegava são e salvo no local, um grande espaço reservado apenas para as instalações da NSA, não era apenas um prédio, eram vários, uns próximos aos outros, como se fosse um pequeno bairro para uma agencia de segurança nacional.

Ultrapassava pelo cerco, me identificando antes de tudo, passava pela garagem vaia que era iluminada pelos vários postes espalhados de forma simétrica, eram sessenta e quatro, oito postes para oito fileiras, cada poste ilumina quatro vagas, no total são 256 vagas e apenas 10 estavam preenchidas (Com exceção das vagas para motos), eu ainda me distraio com essas coisas e acabo nem percebendo que já estava passando pela porta automática, tenho algumas pequenas manias como essas vocês verão mais tarde, os primeiros raios do sol atravessavam os vidros das portas que dava para o saguão principal, a estrutura foi toda feita pensando em algo natural, tentando reduzir o máximo de gastos com energia, algo “sustentável” como dizem.

Identificava-me na secretaria estendendo o cartão de ID e colocando em cima de um leitor liberando minha passagem, logo então tornava a andar guardando meu cartão e passando por baixo de um detector de metais, por sorte hoje não ativou, pois nos últimos dias ele sempre fazia isso, mas eu nunca carregava nada ilegal, apenas meus papeis, estojo, celular e outros pertences. Continuava a andar por aquele grande saguão, subia de elevador até o ultimo andar que é desbloqueado apenas se você tiver uma chave especial, estava indo em direção ao departamento de Tecnologia, não demorou muito e eu me encontrei com Johnatam sentado em cima da mesa balançando sua perna de leve, aparentemente preocupado, com um tablet em sua mão e o outro limpando sua testa com um pequeno pano de bolso.

Colocava um copo de café sobre a mesa, que eu havia pegado na copa, e jogava deslizando sobre a mesa até chegar a suas mãos, ele pegava sem retirar os olhos da tela que tanto brilhava, percebendo a grande pausa de silencio que estava havendo decidia ser o primeiro a abrir a boca:

—Onde todos estão? Por acaso vou precisar fazer hora extra? – Falava enquanto olhava em volta suspirando, se sentia sufocado naquele ambiente vazio sem circulação de ar.

—Dispensei todos... Temos problemas maiores para nos preocupar, nossos computadores interceptaram uma mensagem, código, que seja... – Falava Johnatam enquanto olhava para mim

Suspirava preocupado e retirava um cubo mágico da bolsa e começava a resolver aquele quebra-cabeça de criança enquanto perguntava:

—Então...? Os meus computadores não conseguiram resolver? Eu os criei para ser perfeito, até a NASA me patrocinou e colaborou com a minha criação, me atire uma pedra se eles falharam – Resolvia o quebra-cabeça portátil e arremessava na direção de Johnatam – Doze segundos... Tsc...

Ele agarrava o cubo com facilidade e virava a face do tablet que emitia a imagem na minha direção para que eu pudesse ver uma imagem de todos os computadores como as telas desligadas (Sendo que eles trabalham vinte e quatro horas por dia). Assustado me levantava empurrando a cadeira para traz, logo então gritava:

—NÃO! QUEM OS DESLIGOU? NINGUÉM TEM O DIREITO DE FAZER ISSO COM OS MEUS COMPUTADORES! – Falava em um tom de desespero e raiva, alias, aquelas maquinas não podem ser desligadas ou iriam zerar todo o progresso.

— Ninguém se quer abriu a porta daquele local, não houve sinais de queda de energia e mesmo que tivesse o gerador teria funcionado obviamente o único permitido a entrar naquele local é você, mas já sabemos oque causou aquilo, todos foram encontrados hoje mais cedo com seus circuitos queimados, mais especificamente sua memória RAM... Que desperdício... – Dizia Johnatam suspirando antes

— Batia a mão na mesa – IMPOSSÍVEL! Quais foram suas ultimas atualizações? Precisamos deles salvos, o que aconteceu com eles? Eles possuem a capacidade de fazer mais de dez mil processos ao mesmo tempo, investi minha vida em cima deles! – Esfregava as mãos em seu rosto meio furioso com a situação e murmurava para si – Não...

Ele deslizava com o dedo a imagem e então a próxima estava à mostra, nesta imagem estava uma frase e uma sequencia de números:

— Antes dos computadores pararem de funcionar eles estavam trabalhando na mensagem que havia te falado mais cedo... Entretanto, o que eles descobriram me causa medo... – No tablet estava escrito uma frase “Deus existe e ele abandonou todos nós” e logo em seguida uma sequencia de números “1981”.

Notas finais
É meu primeiro projeto de livro que produzo, terá vários capítulos e farei o maximo para maximizar o entretenimento, mistério e suspense para que eu te faça cada vez mais um leitor que aprecie minhas obras, não me importo em receber criticas, eu irei ler todas e tentarei melhorar! Deixem comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.