Completamente Seu

1 Capítulo Único - Mais amargo que Café


Notas iniciais
Oooi amores!!!
Bom essa é a fanfic que eu prometi caso a dança Aurieta acontecesse no noivado Darlisa. A dança aconteceu, eu enrolei, mas promessa é promessa.
Fiz uma enquete perguntando qual tema vocês queriam para essa fic e o ganhador foi: Ciúmes.
Espero que gostem, eu ainda não sei se gosto skksksks mas... aproveitem

—Poderia me ajudar? -A voz rouca ecoou pelo quarto escuro. –Não acredito que ainda não está pronto, Aurélio. Os convidados logo irão chegar. -Os olhos castanhos se fechavam como fenda, e ele jurava que facilmente se perderia naquele mar de café.

—Digamos que eu prefira ficar aqui com você... -A mulher revirou os olhos aproximando-se da cama, o tendo de joelhos sobre a mesma. Se fitavam de perto, sentiam o corpo esquentar e a chama reacender novamente naquele dia, eram como imãs que se atraiam com intensidade. –Sua beleza deveria ser considerada um dos sete pecados capitais, meu amor. -Afirmou puxando-a para próximo de seu corpo, deixando então que as mãos tocassem-na no pescoço, deslisando pelo local. –Tão linda...

—Aurélio... -Os lábios dele tocaram a pele exposta fazendo todos os pelinhos de seu corpo se arrepiarem. A pouco haviam se amado intensamente, mas todos os poros de seus corpos pareciam estar ainda sedentos um pelo outro. –Estamos atrasados! O jantar é aqui e ainda que seja para comemorar a renovação de votos de Darcy e Elisa, nos somos os anfitriões.

—Precisa realmente de tudo isso para renovar votos? -A morena revirou os olhos e girou nos braços do amado o dando as costas sem responder.

—Me ajude com o zíper e vá se arrumar! Isso é uma ordem querido. -Ele gargalhou próximo a seu ouvido, a sentindo estremecer. –E sim é preciso comemorar muito o noivado deles, principalmente porque eu ofereci a casa e um jantar para essa renovação. -Aurélio sorriu contra seu pescoço, adorava provocá-la.

—Será uma honra obedecê-la minha Rainha... -Beijou a pele exposta. –Mas o que eu ganho com isso? -O zíper deslizou fechando o vestido, desenhando-a ainda mais. Seus braços se fecharam ao redor do corpo da mulher selando seu lábio na bochecha dela.

—A chance de deslizar este zíper uma segunda vez, mais tarde. -Aurélio gargalhou e deixou que a mulher voltasse a se arrumar. Um sorriso bobo dançava por entre seus lábios e a certeza de que estava perdido há muito já havia se instalado em seu peito. Não haviam se quer se casado ainda, e ele já a pertencia de todas as formas humanamente possíveis.

A hora passou e com ela a chegada dos convidados a famosa fazenda da Rainha do café. As mulheres se designaram a sala de jantar, enquanto os homens se perdiam pela sala de estar. Era aquele, um jantar informal, onde Darcy e Elisabeta reafirmavam seus votos perante seus amigos e familiares.

—Muito obrigada, Julieta, por esse jantar.

—Não há o que agradecer, querida. Foi tudo feito de coração evocês merecem toda a felicidade deste mundo. -Seus braços envolveram o corpo de Elisabeta e assim ficaram por um longo tempo.

—Dona Julieta? -A voz da empregada cortou-lhes do abraço. –O jantar já pode ser servido.

—Faça isso então, Mercedes. -A emprega assentiu voltando a sumir por entre os convidados. –Bom vou chamar os rapazes, e logo após o jantar faremos o brinde. -O salto voltou a se chocar com o chão e distribuindo sorrisos a dona da casa seguiu para o cômodo onde o resto dos convidados estavam. As rosas enfeitavam todo o ambiente, e a casa escura parecia ainda mais viva do que vinha estando nos últimos meses. Tudo conspirava a favor da felicidade que envolvia a vida de todos eles.

A sala parecia um pouco mais cheia do que estava quando saiu de lá, e de imediato seus olhos procuraram pelos dele. Era surreal a necessidade que sentia em estar em contato com qualquer parte sua, mesmo que de longe. Aurélio havia se tornado seu vício favorito, e secretamente rezava para morrer de overdose seus braços, completamente dopada pelo amor que compartilhavam.

Não demorou muito para que o encontrasse, o homem ria alto para um grupo de pessoas.

Os olhos castanhos se fecharam em fendas e ela foi aos poucos se aproximando. Não era somente um grupo de pessoas, mas um grupo de mulheres, e mulheres as quais se quer se lembrava do rosto. Um gosto amargo tomou-lhe a boca e sentiu algo se apertar em seu peito. Nunca havia se sentido assim.

A morena mais alta tocava nos braços de seu noivo, e ria exageradamente da fala do homem, a fazendo revirar os olhos. As outras duas loiras se mantinham próximas, mas um pouco mais contidas, ainda que exibissem decotes exagerados em direção à ele.

O que raios estava acontecendo ali?

Os passos se tornaram mais rápidos e logo juntou-se a eles, enlaçando seu braço no de Aurélio que a olhou surpreso.

—Meu amor! -Sorriu para ela. –Eu estava mesmo falando de você.

—Percebi. -Desdenhou sorrindo falsamente para as mulheres que haviam se afastado brevemente.

—Está é Julieta...

—Sua noiva. -Terminou ela. –E as senhoras quem são?

—Tia Susan! -A voz de Ema cortou a interação, e o abraço apertado na morena deixou Julieta ainda mais desconfortável do que estava. Então não eram novos conhecidos? Que raios estava acontecendo ali?! –Que saudade.

—Nos também morremos de saudades suas, Ema. Está ainda mais bonita do que antes. -a moça sorriu agradecendo.

—Vejo que já conheceram a noiva de papai.

—Sim, sim. Mas ainda não nos apresentamos. -Susan, como dissera Ema, fitou Julieta dos pés à cabeça, com o mesmo desdém que a Rainha do café. –Somos velhas amigas de Aurélio.

—Amigas. -gargalhou uma das loiras que ainda não havia se apresentado. –Não seja modesta, querida. Susan é uma ex namorada de Aurélio, e todas nós seríamos se ela não presasse tanto por exclusividade. Mas quem não presaria, não é mesmo? Um homão garboso desses. -A fala debochada atingiu Julieta em cheio, as bochechas brancas ganharam uma tonalidade avermelhada, e A Rainha sentiu uma raiva desconhecida invadir seu corpo. Sequer conhecia qualquer uma delas, mas desejava mantê-las o mais longe possível de Aurélio. Já que aparentemente todas aquelas mulheres já haviam de alguma forma sido dele. A conclusão de tão pensamento a enjoou, e para piorar, dentro de sua própria casa, ele, distribuía sorrisos para elas? Não podia ser verdade nada daquilo.

—Mas isso já é passado. -piscou Susan. –Agora Aurélio está noivo, ainda que seja um desperdício para nós mulheres. -O corpo pequeno se tornou dois, cometeria um assassinato ali mesmo.

—Um completo desperdício, realmente. -Sublinhou Julieta, fitando-o dos pés à cabeça. –Mas não para mim. -Sorriu sarcástica. –Agora se me dão licença, eu e meu noivo precisamos abrir o jantar. -Aurélio calado estava, calado permaneceu. Nunca haviam passado por uma situação parecida, e não sabia distinguir as caras que Julieta fazia. Já no meio do caminho seu nome foi chamada e a loira que havia permanecido quieta correu em direção à ele entregando-o um papel.

O homem foi deixado sozinho no meio da sala, e ela, em silêncio, segui para onde o jantar seria servido. Não cederia a fúria que adentrava suas entranhas, e muito menos faria um show mandando todos embora, ainda que aquela fosse a vontade de seu ser. Ela era a Rainha do Café, Dona absoluta de suas emoções, não se rebaixaria tanto.

O jantar seguiu animado, e Julieta calada. O brinde veio, as mulheres se foram com despedidas acaloradas e abraços longos demais para seu gosto, e para piorar, nenhum tipo de reação vinda dele.

Os convidados partiram. Darcy e Elisa se despediam dos últimos e Julieta aproveitou a deixa para trancafiar-se em seus aposentos. Desejava não ver Aurélio pela próxima década. Desejava quebrar todos os espelhos que apareciam a sua frente. Desejava não se sentir tão fraca diante de um sentimento ingrato como aquele que invadia seu peito, e se tornava mais forte cada vez que a mente a traia e a levava de volta a cena daquelas mulheres tocando em seu homem.

Três toques na porta despertaram-na e ela revirou os olhos ao ouvir a voz dele invadir o ambiente. Não iria abrir.

—Aurélio va embora! -Respondeu rápido jogando-se na cama.

—O que aconteceu, meu amor? -Um riso sarcástico escapou de seus lábios e ela levantou num pulo. Como assim o que aconteceu?

—Você só pode estar brincando comigo! Como assim o que aconteceu? -O loiro permaneceu estático na porta ao ver o furacão que a havia aberto.

—Eu realmente não estou entendendo.

—Eu posso começar com nomes: Susan, Morgan e qual o nome da outra mesmo? -a ficha caiu e Aurélio respirou fundo, não imaginou que Julieta fosse ciumenta. –Sinceramente Aurélio eu não quero conversar com você agora.

—Julieta...

—Por favor, me deixe sozinha... -deu-lhe as costas respirando fundo, não era dada aqueles tipos de fraqueza.

—Meu amor... -Ele a puxou para seus braços, sentindo o corpo da mulher estremecer.

—Não, Aurélio. Eu não quero conversar com você, e não somente pela cena patética daquelas mulheres o tocando descaradamente, ou por saber que você namorou com todas elas.

—Não foi bem assim... -a cortou. –Sim, eu e Susan namoramos no passado. Sim, Ema a adorava, e suas irmãs eram um tanto quando... bom como vc as conheceu. Mas acabou quando um rico europeu apareceu e provou que ela só queria o meu dinheiro, e principalmente que eu só estava afundado em uma infinita carência após a morte de Carmem. -As palavras eram ouvidas mas pouco digeridas por ela.

—Vocês chegaram a...a -Não sabia ao certo se queria a verdade.

—Não, nos nunca fizemos nada. -afirmou virando-a em seus braços fitando os olhos castanhos. –Julieta eu te amo, o encontro de hoje me pegou de surpresa, e eu não reagi por conhecê-las e saber o quão empolgadas são. Não houve maldade de minha parte, e eu nunca desrespeitaria você.

—Eu sei... -suspirou. –Eu sei, mas não torna o que sinto menos confuso, intenso ou doloroso. Eu as vi te tocando e senti todo meu sangue ferver...-murmurou frustrará. –Me sinto cada vez menos dona de minhas emoções, e tudo por culpa sua!

—Você so não está acostumada a sentir determinadas emoções, meu amor. E eu sei que ciúmes tem um gosto amargo... o senti queimar em minhas veias quando Olégario fazia questão de estar preso a você. -revirou os olhos.

—Mais amargo que café... Não quero sentir mais isso, não quero e não vou. -afirmou se afastando. –Então me prometa que não encontrará mais com elas, com nenhuma delas, sem que eu esteja por perto garantindo que as mãozinhas atrevidas ficarão longe do seu corpo. Me prometa que não deixará que mulher nenhuma o toque com atrevimentos, e que não olhará para nenhuma delas. Já basta o tanto que elas te olham e te devoram. -as palavras voavam de sua boca com rapidez e atrevimento, sem que pudesse frear o que dizia o que sentia.... Céus que sentimento ingrato era aquele?

—Julieta... você roubou meus olhos só para ti. Eu já não me pertenço mais, nem que quisesse as olharia... sou completamente seu. -Seus olhos se encontraram e ela sentiu as palavras adentrarem seu ser. – Meus olhos, meu corpo, minha alma, meu coração. És a Dona de tudo, Julieta. -Um passo mais próximo. –Vem ca. -A puxou para seus braços. –Sente o quanto eu te amo, o quanto sou seu. -As mãos dele guiavam as dela por seu peito. –Meu coração so bate assim por tu, meu amor. -Os botões na camisa eram aos poucos desabotoados. –Meu corpo clama pelo teu, somente pelo teu...

—Aurélio... -As roupas se perderam aos poucos no meio do trajeto até a cama, as mãos percorriam caminhos já tão conhecido por ambos, e se deliciavam com a nova entrega que ali acontecia.

O homem deitou sobre a cama e a puxou em sua direção deixando-a por cima. Os cabelos caiam em cascatas sobre seus ombros, e ela era como uma Deusa, sua Deusa.

—Me tome, Julieta, me faça complemente seu. Da forma que desejar, como lhe der mais prazer. -As palavras adentravam seu corpo e acendiam nela uma chama intensa, uma vontade incontrolável e a certeza de que independente de quem tomasse quem, se fundiriam como nunca, tornando-se novamente um só.

O suor escorreu, a vela acabou, a madrugada adentrou e por horas no corpo um do outro se fizeram um só.

Já haviam perdido as contas... ou se quer haviam contado quantas vezes se amaram, se provaram, se deliciaram.

—Meu deus... -Ofegou cansado a fazendo corar.

—Eu te amo, Aurélio.

—Eu te amo ainda mais, Julieta. -Selou seus lábios no dela antes de se afastar. –Ha ainda uma coisa que você não sabe... -Os olhos castanhos procuraram os dele em meio à escuridão. –Quando Barbara, a que não havia se apresentado, me chamou no meio da sala. -Ela revirou os olhos ao perceber que ele voltava ao assunto que ela pretendia esquecer.

—Hm? -murmurou.

—Ela entregou-me um bilhete... -A mulher o encarou incrédulo. –Eu sei que não é assunto para se tratar agora, mas se eu falasse antes, não sei qual seria sua reação, e amanhã caso encontrasse o papel em meus bolsos causaria uma discussão desnecessária, então...

—Onde está o tal bilhete? -O ignorou, e ele suspirou apontando para o paletó. Sem cerimônias ela se colocou de pé, seguiu em direção a roupa e arrancou de lá o talbilhete.

“Nós encontre qualquer dia desses, continuamos morando no mesmo lugar.

Att: Irmãs Araújo”

O amargor voltou a seus lábios e ela revirou os olhos rasgando o bilhete jogando os pedacinhos no ar. Aurélio a observava sorrindo e negando com a cabeça, ela era uma infinita caixinha de surpresas.

—Posso saber o que era? -Ela negou sentando-se novamente sobre ele.

—Você tem mais o que fazer no momento. -Sussurrou maliciosa.

—Tenho? O que? -As mãos atrevidas desceram pelo corpo da amada.

—Ser completamente meu.

Notas finais
Eeeeeeeeeeentão??? Me contem o que acharam, estou curiosíssima para descobrir ♥️
Me perdoem toda a enrolação e me encontre no Twitter: @The1977LP
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!