ROMANCES MENSAIS

LIVRO IV – COMPETIÇÕES DE ABRIL

CAPÍTULO II — IDEIAS

Austin me encarava com divertimento pela videochamada que fazíamos com Ben. Esse parecia ser o único a entender a minha dor, já que também teve que lidar por muitos anos com o temperamento complicado de uma colega de escola, Mal Faery, e assim como eu, foi obrigado a trabalhar com a garota para arrumar um depósito gigantesco como castigo por terem quebrado o armário de vidro com os troféus da escola e, consequentemente, colocar a vida dos outros alunos em perigo em mais uma de suas brigas.

Caitlin viria até a minha casa em menos de uma hora para acertar os detalhes do projeto e isso estava me deixando preocupado. De todas as pessoas no mundo, a garota era a última pessoa que eu queria fazer trabalho por inúmeros motivos. Eu já havia aceitado que nunca nos daríamos bem, então tudo o que eu precisava fazer para manter a minha sanidade e paz de espírito era evitá-la. Mas como eu irei fazer isso quando precisamos trabalhar juntos para ganhar a competição da MCM?

A nossa tentativa de conversa no dia anterior foi uma prova de que nós não conseguimos nem mesmo conversar de maneira civilizada. Eu sempre fui uma pessoa muito calma e paciente, mas por algum motivo, todas as vezes que Caitlin abre a boca, eu sentia vontade de retrucá-la. Talvez fosse a pose de sabichona ou o sorriso convencido em seus lábios que ela fazia questão de exibir todas as vezes que era elogiada por algum professor sobre sua inteligência.

— Parece que o destino quer que vocês fiquem juntos. — Comenta Austin, sorrindo malicioso.

— Isso se chama carma. Eu provavelmente fui alguém como Aaron na minha vida passada e agora eu estou pagando um preço alto por isso. É a única explicação lógica para que eu seja obrigado a fazer um dos maiores projetos da minha vida ao lado de uma pessoa completamente irracional. — Resmungo e o loiro ri ainda mais. Era claro que ele estava adorando ver o meu sofrimento. — Eu tenho certeza de que você é um sádico. Não está vendo que eu estou em apuros? Nós vamos nos matar antes mesmo de começar esse projeto.

— Não seja dramático, Barry. Ninguém é tão ruim assim como o Aaron. — Afirma Ben em um tom divertido. Mesmo sendo o irmão mais velho de Austin, Aaron é simplesmente o ser mais desprezível que tivemos o desprazer de conhecer em nossas vidas. — E talvez essa seja a chance que você precisava para começar a se dar bem com a Caitlin. Olhe para mim. Depois de tantos anos brigando com a Mal, nós finalmente estamos nos dando bem. Tudo o que nós precisávamos era de um motivo para conversar e esclarecer todos os mal-entendidos. Eu acho que eu até mesmo posso chamá-la de amiga.

— Por enquanto. Eu ainda tenho esperanças de que vocês fiquem juntos e formem um lindo casal. — Responde Austin, fazendo Ben revirar os olhos diante da insistência do loiro. — De qualquer forma, você tem tendência a ser muito dramático, Barry. Por que ao invés de ficar procurando motivos para odiá-la, você não tenta encontrar motivos para admirá-la?

— Austin tem razão. Você mesmo disse que ela é muito inteligente e uma das melhores alunas da universidade. Eu tenho certeza de que ela pode contribuir e muito para a qualidade do trabalho de vocês. Já está na hora de deixar as diferenças de lado e trabalhar juntos. Vocês não precisam virar melhores amigos, mas se querem mesmo vencer essa competição, vão ter que aprender a trabalhar em equipe. — Aconselha Ben e eu suspiro, frustrado.

Eu sabia que eles estavam certos e odiava isso. Por mais irritante e prepotente que Caitlin possa ser, ela ainda é uma das melhores alunas de toda a universidade. Sendo a minha maior rival, eu tenho que reconhecer as habilidades dela. Ainda assim, é tão difícil ter que encarar a realidade e admitir que precisamos trabalhar juntos para ganha a MCM. Seria muito mais fácil e menos doloroso me pedir para cortar meus braços com uma faca de serra.

— Vocês são irritantes. — Resmungo, desanimado e Austin ri.

— Em outras palavras, nós temos razão. — Fala o loiro, fazendo Ben ri, concordando.

— Tem certeza de que você é o mais velho? — Brinca Ben, encarando-me com divertimento. — Você não consegue esconder os seus sentimentos e parece uma criança birrenta que não quer admitir que está errado.

Batidas na porta chamam a minha atenção, antes que eu respondesse os dois garotos irritantes que conversavam comigo por vídeo chamada.

— Barry? — Reconheço a voz de minha madrasta o outro lado da porta.

— Pode entrar, Echo. A porta está aberta. — Respondo e não demora muito para que a mulher loira, de olhos verdes e sorriso gentil entre em meu quarto. — Algum problema?

— Sua colega da faculdade está aqui. — Avisa Echo, dando espaço para que a garota de cabelos ondulados castanhos e olhos cor de amêndoa entrasse. — Fique à vontade, querida. Eu vou preparar um lanche para vocês.

— Ah, não precisa, Sra. Allen. — Agradece Caitlin, surpreendentemente gentil.

— Eu insisto. — Afirma Echo, sorrindo para a garota. Ela então se vira para mim e parece notar a presença de meus amigos na videochamada. — Oi Austin e Ben. Quando virão comer a minha torta de maçã?

— Oi tia Echo. — Cumprimenta Ben, acenando.

— Oi tia Echo. Eu estou sempre à disposição para comer sua torta dos Deuses. É só me falar o dia e a hora que eu vou. — Afirma Austin, fazendo minha madrasta ri.

— Venha sempre que quiser, queridos. Agora eu vou preparar o lanche dessas crianças. Até mais! — Despede-se Echo, empurrando gentilmente Caitlin para dentro do quarto.

— Eu vou desligar agora. Preciso começar a fazer meu projeto. Falo com vocês mais tarde. — Aviso e não dou chance de me responderem. Eu sabia que se deixasse, Austin era capaz de falar alguma idiotice que me envergonharia na frente de Caitlin. Viro-me então para a garota, que observava meu quarto com curiosidade. — Senta um pouco. A Echo já deve estar trazendo alguma coisa para você comer.

— Certo. — Responde, ainda interessada em explorar meu quarto. Ela então se senta em minha cama e pega o meu Triceratops de pelúcia que estava sobre a minha cama. — Que fofo.

— Eu gostava de dinossauros quando criança. Esse foi o primeiro presente que a Echo me deu. Por isso não consigo me desfazer dele. — Comento, encarando o dinossauro laranja com detalhes branco e olhos verdes. Eu adorava aquela pelúcia.

De repente, um silêncio incômodo se faz presente entre nós. Era estranho ficarmos tanto tempo perto um do outro sem a gente querer se matar. Eu não sabia sobre o que nós deveríamos conversar sem que acabasse transformando meu quarto em uma zona de guerra. E para a minha sorte, minha madrasta bate na porta mais uma vez e abre a porta, carregando uma bandeja com nossos lanches. Imediatamente, eu me levanto e vou ajudar a loira.

— Obrigada, querido. — Agradece Echo, quando eu pego a bandeja de sua mão. Ela se vira para Caitlin e dá um sorriso gentil. — Espero que goste de torta de maçã. É a minha especialidade.

— A torta de maçã da Echo é realmente incrível. — Comento, enquanto coloco a bandeja sobre a minha mesa de computador. Pego um dos pratos que tinha um pedaço da torta e um dos copos de suco e entrego para Caitlin.

— Obrigada. — Agradece a garota, parecendo um pouco envergonhada.

— Eu vou deixar vocês estudarem. Se precisarem de alguma coisa, eu estarei na cozinha, preparando o jantar. — Avisa minha madrasta, antes de sair e fechar a porta do quarto.

E novamente, o silêncio constrangedor se instala entre nós, enquanto comemos a deliciosa torta de maçã de minha madrasta. Eu não sabia o motivo, mas estava bastante nervoso com a presença de Caitlin. Tento pensar em algo que pudesse dizer para diminuir aquele clima de tensão, mas nada vem a minha mente. Apesar de estudarmos juntos há dois anos, as únicas coisas que eu sei sobre a garota é que ela é uma estudante brilhante e que sua melhor amiga é a Iris West, do curso de Psicologia.

— A torta da sua mãe é realmente gostosa. — Comenta Caitlin, depois de terminar de comer o pedaço de torta.

— Obrigado. E ela não é minha mãe. — Corrijo e a garota de cabelos castanhos parece ficar um pouco sem graça. — Echo é a minha madrasta. Minha mãe morreu quando eu tinha cinco anos. A Echo e meu pai trabalhavam e ainda trabalham no mesmo hospital. Ela o ajudou a superar a perda da minha mãe e estão casados há uns dez anos, eu acho.

— Entendi. Sinto muito pela sua mãe. — Lamenta Caitlin e, estranhamente, ela parecia estar sendo sincera.

— Está tudo bem. Já faz muito tempo e a Echo é incrível. — Respondo, encarando o pequeno Triceratops em minha cama. — Ela é uma ótima madrasta. Como nunca teve filhos, ela sempre me criou como se fosse minha mãe e ela parece ser a única que consegue colocar juízo na cabeça do meu pai.

— Ela realmente parece ser uma boa pessoa. — Afirma Caitlin, colocando o prato e o copo de volta a bandeja. A garota volta a se sentar em minha cama, pega o meu Triceratops e parece querer dizer alguma coisa, mas estava hesitante. Observo a cena com curiosidade. — Barry...

— Sim? — Respondo, começando a ficar nervoso de novo.

— Por favor, me deixa liderar a dupla. — Pede Caitlin, encarando-me com seriedade. — Essa é a chance que estou esperando desde que comecei a faculdade. Essa é a oportunidade de me deixar mais próxima de realizar meu sonho.

— Essa também é a minha oportunidade de realizar o meu sonho. Não sabemos se teremos outra chance como essa. — Digo com sinceridade e Caitlin bufa, frustrada.

— Você não precisa disso. Seu pai e sua madrasta são ricos. Se quiser, pode facilmente ganhar patrocinadores para realizar seus sonhos. Eu, por outro lado, venho de família humilde e tive que estudar muito para conseguir chegar onde estou. — Retruca Caitlin e dessa vez sou eu que bufo frustrado pela falta de compreensão da garota.

— Minha família não é rica. É verdade que tive muitos privilégios como estudar em uma boa escola e ter uma vida confortável, mas meu pai nunca apoiou a minha escolha de profissão. Desde então, eu também tive que estudar muito para conseguir uma bolsa na universidade e trabalhar para sustentar os meus gastos com os materiais da faculdade. Essa também é a minha chance de mostrar para o meu pai que eu posso fazer a diferença no mundo sem ser médico, como ele e minha madrasta querem. — Respondo, irritado.

Novamente o clima estranho se instala entre nós. Eu não queria brigar. Havia dito a mim mesmo que hoje chegaria a um acordo com Caitlin. Nós não temos tempo a perder. Mesmo limitando o nosso campo de pesquisa, ainda teríamos que encontrar um problema a ser solucionado na sociedade e que fosse viável a prática desse projeto. Isso tudo tem que estar em nosso relatório que será entregue no início do mês de maio. Respiro fundo tentando me acalmar.

— Olha, nós não nos suportamos. — Começo e ela me encara com ironia.

— Jura, gênio? — Pergunta Caitlin de maneira sarcástica. — Eu nunca teria notado se você não tivesse me dito.

— O que eu quero dizer é que ainda assim, nós temos algo que as outras duplas dificilmente terão. – Continuo a falar, ignorando o comentário da garota, que parece se interessar pelo que eu estava dizendo. — Nós somos os melhores alunos da universidade. Recebemos diversos prêmios por causa disso nesses últimos dois anos. Nós também temos experiência em exposições científicas e em pesquisas. A prova disso é que conquistamos reconhecimento e bolsa de estudo para a universidade com o ISEF, antes mesmo de entrarmos no ensino médio.

— Aonde você quer chegar com isso? — Pergunta a morena com seus olhos amêndoas brilhando em interesse.

— O fato é que podemos criar um projeto incrível juntos. Eu odeio admitir isso, mas você é muito boa com bioquímica orgânica. Eu vi os seus trabalhos na matéria do professor Holt de Bioquímica Orgânica I. Foram... — Engulo em seco, porque não era fácil elogiar a pessoa que me tira do sério desde o primeiro semestre da faculdade. — Foram excepcionais. E eu sou bom com tecnologia. Muito bom mesmo.

— Então você está sugerindo que a gente una as duas matérias e faça o projeto? — Questiona Caitlin, pensativa.

— Em resumo, sim. — Concordo e ela assente, encarando meu Triceratops.

— É. Faz sentido. Não é como se eu fosse contra a tecnologia e o próprio evento é multidisciplinar. Utilizar o melhor que cada um tem a oferecer para realizar o projeto pode ser a solução que precisamos. Você seria o líder na parte tecnológica...

— E você a líder na parte de bioquímica orgânica. — Completo o pensamento da garota, sorrindo esperançoso. — E então?

— Tudo bem. Vamos fazer isso. — Concorda Caitlin, dando-se por vencida. Sorrio aliviado, mas logo meu sorriso some ao ver que ela ainda me encarava como se estivesse diante de seu pior inimigos — ou talvez eu fosse mesmo. — De qualquer forma, isso não significa que vamos nos dar bem da noite para o dia. Eu ainda não gosto de você. Nós não somos amigos. E ao meu ver, você continua sendo extremamente irritante.

— Digo o mesmo. — Respondo, frustrado.

— Bem, mas mesmo que a gente tenha decidido trabalhar com as duas áreas, isso não torna nossa pesquisa mais fácil. — Comenta Caitlin, andando de um lado para o outro com o meu dinossauro de pelúcia em mãos. — Talvez devêssemos procurar primeiro um problema que queremos resolver. Isso pode nos dar alguma ideia do que desenvolver.

— O que acha que utilizarmos os dezessete desafios da ONU da Agenda 2030? — Sugiro, acessando voltando a encarar meu computador. Caitlin se aproxima para ver o que eu pesquisava.

— Usar os dezessete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU? — Repete, pensativa. — Isso é bom. São temas atuais que gera interesse tanto para a população quanto para os novos investidores do mercado. Os temas tratados na Agenda 2030 são os principais problemas que a população mundial enfrenta. Se conseguimos mostrar um caminho de investimento baixo e grande impacto, estaremos a frente de mais da metade dos alunos de nossa universidade.

— Sim. — Concordo, satisfeito por finalmente estarmos chegando a um acordo. Abro os objetivos tratados na Agenda 2030, na esperança de que isso pudesse nos dar alguma luz do que fazer. — Bom, segundo o arquivo oficial da Agenda 2030, são dezessete objetivos e metas que estimularão ações para os próximos quinze anos em áreas de importância crucial para a humanidade e para o planeta. O objetivo um é acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares. Objetivo dois é acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. Objetivo três é assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Objetivo quatro é assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Objetivo cinco é alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. Objetivo seis é assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos. Objetivo sete é assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos. Objetivo oito é promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos. Objetivo nove é construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. Objetivo dez é reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. Objetivo onze é tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Objetivo doze é assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Objetivo treze é tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos. Objetivo catorze é conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. Objetivo quinze é proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. Objetivo dezesseis é promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. E o objetivo dezessete é fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

— São objetivos bastante abrangentes. — Comenta Caitlin, aproximando-se mais de mim para ler os objetivos por cima do meu ombro. Sinto o aroma de flores vindo da garota e me surpreendo por estar prestando atenção em detalhes inúteis como esse. — Mas se analisarmos com calma, talvez conseguimos tirar algum proveito. Os objetivos um, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, dez, doze, treze, catorze, quinze, dezesseis e dezessete serão impossíveis de trabalharmos, ainda que eu goste muito do três, quatro e cinco.

— Então nos restam os objetivos dois, nove e onze. — Respondo e Caitlin se afasta. Novamente, ela começa a andar de um lado para o outro, enquanto acaricia o meu dinossauro de pelúcia. — Ou seja, acabar com a fome, melhorar a infraestrutura industrial ou melhorar as cidades. Ainda assim parece complicado. Como poderíamos acabar com a fome no mundo, por exemplo?

— Sabe, ontem, uma amiga me falou que se eu quisesse, conseguiria até mesmo acabar com a fome no mundo. E hoje pela manhã, eu li um artigo científico falando sobre a desnutrição mundial e isso ficou na minha cabeça. O relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura mostrou que a fome afetava 821 milhões de pessoas no mundo. O número é ainda maior quando se considera o número de pessoas com insegurança alimentar severa, ou seja, as pessoas que passam fome, junto com as pessoas com insegurança alimentar moderada. Estima-se que o número chegue a 2 bilhões de pessoas no mundo. — Explica Caitlin, voltando a se sentar em minha cama. — Isso me deixa incomodada. Será que não há nenhuma forma de melhorar essa situação? Todos os dias as pessoas morrem por desnutrição severa. Talvez nós possamos pensar em uma forma de melhorar essa situação.

— Bom, acabar com a fome mundial é uma ideia utópica, se pensarmos na situação econômica e política mundial. Mas, talvez possamos fazer algo que possa diminuir a desnutrição mundial. Alguns dos produtos de origem vegetal vêm sendo transformados em superalimentos, graças à ajuda da biotecnologia. Os laboratórios realizam a biofortificação dos alimentos, que ao contrário da transgenia, não promove modificação, apenas melhoramento genético. — Explico, relembrando das aulas de Biotecnologia que tive no início do curso, quando pesquisei um pouco sobre o assunto. — Se pegarmos essa ideia de biofortificar alimentos com nosso conhecimento em bioquímica orgânica, talvez possamos desenvolver algum alimento de baixo custo e que tenha os nutrientes mais importante para a saúde humana.

— Eu gostei disso. — Concorda Caitlin, sorrindo animada. — É isso, Allen! Vamos fazer isso. Nós vamos desenvolver um alimento que fornece elementos essenciais como vitaminas e sais minerais necessários para o bom funcionamento do corpo e dá início ao fim da desnutrição mundial.

Notas finais
Oii Cupcakes ♥! O que acharam do capítulo? Deixem a opinião de vocês! Família Cupcake 2.0: https://chat.whatsapp.com/BbOG6KJnuHy2dQIs1sC9Ss Cupcakes da Lara: https://www.facebook.com/groups/677328449023646 Detenção de Março - Livro III: https://fanfiction.com.br/historia/787607/Detencao_de_Marco/