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19 Shoppings e frozen yogurt


Notas iniciais
Olá gracinhasss!! Tudo bem?? Bom, gostaria primeiramente de pedir desculpas -de novo- pela demora, esse capítulo era para ter muito mais coisas, mas ia ficar giganteeeeeee, então eu decidi dividir em dois. O que quer dizer que talvez tenha mais um capítulo até o final desse feriado!! Uhulllll Eu gosto muito desse capítulo, sério, ele é um xodozinho, mas acho que vocês vão gostar mais ainda do próximo, como eu. Agradeço a Mareena e a Nana pelos comentários maravilhosos. Não canso de dizer que amo vocês, meninas! Bom, por enquanto é isso, boa leitura.

Dezenove

⁃ Não... — apontou para algo em sua frente. — Nate.

Ben franziu o cenho e se virou para onde Marjorie apontava, abrindo a boca surpreso e desacreditado logo em seguida. Saindo do prédio principal do outro lado da escola estava Nate, o loiro protótipo de Ken olhando para todos os lados, arrastando uma mala em cada mão.

⁃ Eu não acredito! — Majô disse de olhos arregalados. — O que ele está fazendo aqui?

Rapidamente puxou Ben para cima, sem ao menos ele ter terminado de guardar todos os utensílios, e começou a andar rápido na direção do loiro. Seu vizinho permanecia com a cara fechada e andando devagar atrás da garota. Por que aquele mauricinho tinha que estar ali?

⁃ Nate! — Marjorie gritou e acenou com os braços para o alto. Os olhos do garoto finalmente focaram nela e ele sorriu aqueles dentes brancos e brilhantes. Também começou a andar rápido até eles.- Não acredito que você está aqui. — abraçaram-se apertado ao se encontrar, enquanto Ben olhava para todos os lados, impaciente.

⁃ Senti sua falta. — o loiro disse enquanto envolvia a cintura de Marjorie. Seu vizinho revirou os olhos teatralmente.

⁃ Eu também senti a sua. — Benício olhou-os com o cenho franzido e limpou a garganta, para lembrá-los que estava ali. Os dois finalmente desfizeram o aperto, mas Ben não pode deixar de notar as mãos ainda unidas.

⁃ Nossa, então vocês estão literalmente algemados. — Nate comentou e Ben sorriu sem mostrar os dentes.

⁃ Pois é. Há quase um mês. — disse provocativo e Nate o olhou estranho.

⁃ Mas... — Majô disse rapidamente, para quebrar o clima tenso que estava começando a se formar. — Hoje nós tivemos um jogo e ganhamos, então vamos passar a última semana de aula sem algemas.

⁃ Isso é ótimo. — Nate disse e sorriu. — Ainda bem. Você não estava mais aguentando né, Majô? — ela sorriu desconfortável, percebendo as alfinetadas. Começou a se perguntar o que seria desses dois perto o dia todo, e concluiu que não seria nada bonito. Mordeu os lábios, pensativa, mas depois seu rosto iluminou com uma ideia.

⁃ É... por que a gente não pergunta para o diretor se a gente não pode tirar as algemas para eu ficar com você hoje? Aí eu e Benício ficamos um dia na última semana. — Ben arregalou os olhos.

⁃ O quê?

⁃ Acho uma ótima ideia. — Nate se pronunciou sorrindo.

⁃ Até parece. — Ben revirou os olhos, não podia deixar aquilo acontecer. — Eu não vou ficar um dia a mais na última semana de aula algemado a você, Marjorie.

⁃ Se você prefere ficar com a gente, tudo bem. Mas acho que você vai sobrar. — Nate disse mais uma vez sorrindo para Majô e Ben sentiu suas unhas marcarem a palma de sua mão.

⁃ Duvido que o diretor deixe. — o garoto quase não conseguiu controlar a raiva em sua voz.

⁃ Não vamos saber se não tentarmos. — Marjorie segurou a mão de Nate e começou a arrastar Ben para o prédio principal. Caminharam pelo corredor até a sala do diretor, e Sara logo os anunciou.

Sentaram nos bancos da sala de espera, com Ben se mexendo desconfortável e bufando regularmente. Não demorou para o homem chamá-los, abrindo um sorriso ao ver o gringo entrando em sua sala.

⁃ Nate... Há quanto tempo, garoto. — cumprimentou-o com um aperto de mão forte e um tapa na costa. — À que devemos essa honra?

⁃ Eu vim passar um tempo com uma pessoa especial. — sorriu para Majô, que sorriu de volta prontamente, se sentindo ruborizar.

⁃ Eles querem saber se existe a possibilidade absurda de você nos liberar das algemas para eles ficarem juntos. — Ben se pronunciou impaciente e o diretor o encarou por alguns segundos. Ao entender o que nenhum dos três parecia ter se tocado, sorriu, olhando para o casal de mãos dadas.

⁃ Mas é claro que existe. Afinal, imagino que vocês têm muito papo para colocar em dia. — disse e começou a mexer em sua gaveta. O rosto do "casal" se iluminou em felicidade, enquanto Ben encarava o diretor boquiaberto, sem acreditar naquilo. — Mas só hoje. — pegou a chave prateada e se levantou da mesa, dando a volta para alcançar as algemas.

Ao se ver livre da algema, Majô abraçou Nate novamente e depois de se afastar, segurou a mão do loiro e sorriu.

⁃ Tenho tanto para te falar. Vai ser ótimo passar esse tempo juntos. — Nate se aproximou e deu um beijo rápido em sua testa.

⁃ Vamos sair hoje. Vamos ter muito tempo para nos falar. — os dois rapidamente saíram da sala, conversando animadamente. Ben ainda permaneceu encarando a porta com a boca aberta, até que o diretor, já em sua cadeira, pigarreou.

⁃ Aconteceu alguma coisa, Ben? — o garoto finalmente saiu do transe e encarou o diretor, com o rosto ofendido.

⁃ Não sei quantas vezes eu pedi para o senhor me liberar das algemas no começo de tudo isso. Agora que... — balançou a cabeça em negativo, afastando o que acabara de pensar. — Basta esse mauricinho chegar e um pedido que você já concede? — sem esperar resposta, saiu pisando duro, deixando um diretor rindo e balançando a cabeça para trás.

⁃ Por isso mesmo, Ben. Por isso mesmo.

~*~

Tinha chegado a hora do almoço, finalmente. Todos ficaram boquiabertos ao verem Ben e Majô andando independentemente e que quem andava junto com a garota agora era Nate, o gringo que ficou famoso pela escola no primeiro semestre do ano. Parecia que tudo tinha voltado à normalidade: Ben voltara a sentar em seu antigo lugar no fundão, também a andar com seus amigos.

Durante todo o resto da manhã os dois pombinhos não se desgrudaram. Majô voltou a sentir aquela sensação boa, que só sentia ao ficar ao lado do loiro, como se ele passasse conforto para ela. Seu coração estava aquecido e calmo, muito diferente da turbulência que ele ficava quando estava perto de seu vizinho.

Nate era muito bom. Se preocupava com ela e a fazia se sentir nas nuvens. Ele agora segurava as duas bandejas de almoço, apesar dela ter insistido que não precisava.

⁃ Onde quer sentar? — disse Nate ao perceber todas as mesas do refeitório lotadas. Majô sorriu. Tinha contado sobre o que aconteceu com suas amigas, mas fazia muito tempo. Ficou feliz porque ele se lembrava.

Olhou ao redor e viu a árvore que passou as últimas três semanas almoçando com o seu vizinho. Não, aquele não seria o melhor lugar. Apontou para um banco na parte descoberta, e os dois foram para lá, logo começando a comer.

Enquanto isso, Ben voltara à rotina de mais de um mês atrás: sentando no seu antigo lugar do fundão e almoçando em sua antiga mesa junto com seus amigos, que riam e conversavam enquanto ele mesmo estava olhando para os dois no meio do pátio, só concordando com um barulho estranho quando seus amigos se dirigiam a ele.

Por que que aquele mauricinho tinha vindo para cá, afinal? Estavam muito bem com ele do outro lado do mundo, não tinha nada que vir atrapalhar tudo. E Marjorie ainda dá bola, como se ele fosse importante. "Vamos ver se o diretor deixa a gente tirar as algemas por hoje", Ben se lembrou de sua vizinha falando e revirou os olhos teatralmente.

Focalizou-os de novo nos dois e viu Marjorie rindo e colocando um pedaço das gororobas que ela trazia na boca de Nate. Apertou as mãos, não acreditando no que estava vendo. Como ela ousava? Quer dizer, não que ele quisesse, mas a garota até se recusava a dividir com ele! Marjorie tinha conhecido o panaca gringo há menos de um ano e agia assim, enquanto para ele, que conhecia desde quando nasceram, nunca tinha feito uma coisa dessas. Ele era menos para ela do que Nate?

⁃ Ihh, já era. Perdemos o Ben. — Benício acordou de seus devaneios e encarou Marcos.

⁃ Que foi? — disse sem entender e seus amigos deram risada.

⁃ Você está aí há meia hora só olhando para a Majô e o gringo, cerrando os punhos a cada cinco segundos. É até engraçado. — Pedro explicou e Ben revirou os olhos.

⁃ Cala a boca, não estou nada.

⁃ Ah, claro. E eu sou a rainha da Inglaterra.

⁃ Está apaixonado, cara? Não achei que isso fosse possível. — Lucas provocou.

⁃ Não é que a gente estava certo? Você realmente está se queimando, bro. — Henrique deu dois tapas nas costas de seu amigo, que se esquivou irritado.

⁃ Até parece. Eu nunca me apaixonei. — disse simplesmente e enfiou um monte de batata frita em sua boca.

⁃ "Nunca se apaixonou" até agora. — João comentou. — Só está faltando você voar no pescoço do tal Nate. Achou que ia fisgar a Majô, mas foi o contrário, não? — continuou e todos riram.

⁃ Vão se ferrar. Eu nunca gostei de Marjorie e não gosto agora. O que ela faz ou deixa de fazer não é problema meu. — seus amigos se entreolharam até que Marcos passou o braço pelos seus ombros.

⁃ Tudo bem, acreditamos em você. Já que é assim, hoje vai ter uma festa na casa de algum cara novo do terceiro, todo mundo está convidado. Vai ter muita bebida, muitas garotas...

⁃ E faz tempo que você não festeja, Ben... desde que você se alge-... — Lucas ia completar, mas ao ver o olhar se seu amigo, parou e riu. — Enfim, por que você não aparece? Te passo o endereço por mensagem. — Ben pensou um pouco e logo balançou a cabeça.

⁃ Na verdade hoje não dá... combinei de fazer o relatório de química com a Marjorie hoje, então provavelmente à noite vou estar exausto. — seus amigos se entreolharam novamente, mas dessa vez não fizeram nenhuma piada.

⁃ Tudo bem, se você mudar de ideia, avisa. — Henrique disse. O grupo estava estranhando... Ben nunca recusara uma festa antes, agora não vai por causa de um relatório de química? Terminaram o almoço conversando amenidades, sem mais provocar Benício. Este se esforçou ao máximo para se entreter com o grupo, mas não conseguiu não desviar o olhar algumas vezes.

Claro, só estava fazendo isso pelo fato de que não achava Nate confiável. Pelo menos, era isso que ele estava tentando se convencer.

~*~

Ben olhou para o relógio de parede novamente e bufou, passando a mão pelo rosto. Estava sentando na bancada fria da cozinha, com os livros de química estendidos por quase uma hora, sem sinal algum de Marjorie. O que tinha acontecido? Ela sempre foi tão pontual para essas coisas. Impaciente, pegou o celular e logo discou "Bruxa Onilda" nos contatos, colocando o telefone na orelha e ouvindo chamar, enquanto mordia uma caneta. Passou tantos toques que já estava prestes a desligar, quando a garota atendeu.

⁃ Que foi, Benício? — nossa, que delicadeza. Sua voz parecia apressada, devia ser porque estava correndo para a casa dele ao ver que perdeu a hora.

⁃ A madame vai vir aqui que horas? Eu não tenho todo o tempo do mundo, Marjorie. — a ligação ficou muda por alguns instantes, até que a garota suspirou.

⁃ Ai, o relatório. Eu esqueci completamente. — Benício franziu o cenho. Como assim ela tinha esquecido?

⁃ Caramba... depois eu que sou o irresponsável. Só dessa vez eu te perdoo, Marjorie. Mas vem logo pra cá.

⁃ Na verdade, podemos deixar para outro dia? Eu estou me arrumando agora, vou sair com Nate. — ao ouvir isso, Ben ficou estático sem acreditar por alguns segundos, depois apertou seu celular com força e o tirou da orelha, para Majô não o ouvir respirar fundo. Era sério isso?

⁃ Você acha que eu vou querer olhar para você de fim de semana? — perguntou ao colocar o celular na orelha novamente.

⁃ Ah, esse fim de semana provavelmente não vai dar. A gente divide e cada um faz uma parte então. — nossa, Marjorie agora tem a agenda lotada, pensou Ben. Forçou um sorriso, mesmo que a sua vizinha não pudesse ver.

⁃ Claro, tudo bem então. — desligou sem esperar respostas, lutando contra a sua vontade de jogar aquele celular na parede.

Então era isso? Sem mais nem menos ela esquece da droga do relatório que faria com ele só para sair com o mauricinho gringo? Largou a caneta que mordia com força na bancada e suspirou.

Não podia deixar eles saírem sozinhos. Quer dizer, ninguém conhecia Nate direito, vai que ele fosse um louco ou qualquer coisa assim. Marjorie podia não estar segura ao seu lado. Não que ele se preocupasse com ela, mas o que ele explicaria para os Martins? Ele teria sido a última pessoa que ela falara. Ele precisava fazer alguma coisa.

Olhou para a sacada e viu Tereza estendendo roupa no varal. Sorriu com a ideia que teve e correu até ela, começando a lhe entregar os prendedores como quem não quer nada. A mulher olhou para ele com o cenho franzido, estranhando a atitude do garoto.

⁃ Desembucha logo, filho. Essa cara não me engana. — ele a encarou ofendido, mas ao ver o olhar que ela lhe enviou, suspirou.

⁃ Eu preciso que você me faça um favor. — ela parou o que estava fazendo e se virou para ele, colocando as mãos na cintura.

⁃ Você sempre precisa. O que é?

⁃ Não me olha com essa cara. É bem simples, na verdade. — fez uma pequena pausa. — Preciso que você finja que está fazendo algo lá na frente e quando Marjorie passar, você pergunta onde ela vai. Só isso. — Tereza balançou a cabeça em negação.

⁃ O que você está planejando, Ben? — o garoto revirou os olhos.

⁃ Nada de mais, Tereza. Você desconfia muito de mim.

⁃ Eu te criei, garoto. Estou aqui muito antes de você.

⁃ Tudo bem, mas dessa vez não vai ser nada de mais. Prometo. — olhou para todos os lados. Marjorie podia sair a qualquer segundo. — Agora vai, por favor. Eu vou estar lá em cima. — começou a entrar na casa de novo, até que parou bruscamente e se virou para Tereza. — Ah... pede para o Armando preparar o carro.

E sumiu para dentro da casa, deixando Tereza balançando a cabeça em negação mais uma vez.

⁃ Ai ai, o que eu não faço por essas crianças.

Deixou as roupas molhadas de lado, pegou o regador e foi para a parte de frente da casa, começando a regar as plantas. Não demorou cinco minutos para Marjorie sair pela porta da frente de sua casa e Tereza começar a andar até ela. Assim que viu a senhora, a garota mudou o caminho e foi ao seu encontro.

⁃ Que linda, Majô. Onde vai tão arrumada assim? — Tereza perguntou. A garota sorriu.

⁃ Obrigada, Tereza. Eu vou ao shopping junto com Nate, a senhora se lembra dele?

⁃ Nate... ah sim, o garoto gringo. — sorriu, se lembrando. — O único que você já trouxe aqui... achei que ele estava fora do país.

⁃ E estava! — Majô disse como se fosse algo surpreendente. — Mas ele voltou para me ver... — olhou para baixo, envergonhada.

⁃ Eu lembro de como você estava feliz ao lado dele. Se ainda se sente assim, vai fundo, querida. — Majô riu e encarou a senhora com carinho. Apesar de trabalhar na casa ao lado, ela sempre esteve presente em sua infância. Ela, Betsy e quase todos que trabalhavam para as duas famílias estavam lá há muito tempo e conheciam a ela e a Benício praticamente melhor do que eles mesmos.

Mas o que ela quis dizer com "se ainda se sente assim"? Bom, ela devia estar se referindo ao fato de que grande parte das paixões adolescentes não dura muito tempo. Porém com Nate era diferente. Era, não era? Tratou logo de afastar esses pensamentos e sorriu para a senhora em sua frente.

⁃ Obrigada, Tereza. — e a abraçou.

⁃ Imagina, querida. — desfizeram o abraço e se encararam por alguns segundos, até que Tereza pegou o regador novamente. — Bom, vai lá... não quero te atrasar.

⁃ Tudo bem — Majô riu. — Tchau. — andou rápido para o carro, no qual Manuel já a esperava.

Tereza acompanhou o carro com os olhos até sumir condomínio acima. Então calmante deixou o regador na parte dos fundos da casa e começou a subir até o quarto de Ben. Entrou sem bater e o garoto estava saindo do banheiro, secando os cabelos com uma toalha e outra enrolada em sua cintura. Já estava acostumada com essa visão.

⁃ E então? — ele perguntou com expectativa e Tereza cruzou os braços.

⁃ Se eu souber que você fez alguma besteira... Benício Moretto, você não sabe o que eu faço. — Ben revirou os olhos novamente e segurou a senhora pelos ombros.

⁃ Pode confiar em mim, Te. Não vou te decepcionar. — Tereza suspirou.

⁃ Shopping.

⁃ O quê? — Ben perguntou sem entender.

⁃ Ela vai no shopping, Benício. — o garoto abriu um enorme sorriso, e a abraçou apertado.

⁃ Obrigado, Te. — desfez o aperto e beijou sua bochecha estalado.

⁃ Tá, tudo bem, agora coloque uma roupa. — jogou uma blusa do armário para ele, que a pegou no ar e riu. Tereza saiu do quarto e ele terminou de se vestir, colocando um jeans, uma jaqueta de couro, um boné e um óculos escuros para não ficar tão reconhecível.

Desceu correndo as escadas e saiu de casa, indo até o carro. Disse onde iria para Armando e entrou, balançando a perna freneticamente o caminho todo. Ao chegar, desceu do carro e agradeceu Armando, dizendo que ele poderia ir embora, pois ele ligaria mais tarde.

Finalmente entrou no lugar, se perguntando onde os dois estavam. Começou a andar até o cinema, era a coisa mais óbvia que eles poderiam fazer. Chegou ao terceiro andar e viu os dois na fila dos ingressos, conversando animadamente. Revirou os olhos. Tão clichê... pegou um papel com informações das sessões e entrou na fila, usando-o para cobrir o rosto e para disfarçar os olhares que lançava para os dois. Mas não foi preciso muita coisa, os dois estavam muito entretidos em si mesmos.

Compraram os ingressos e com sorte Ben foi chamado pela mesma moça que lhes vendeu. Sorriu para a mulher, educado.

⁃ Eu quero um ingresso para o mesmo filme que aqueles dois. — apontou para Majô e Nate, que agora entravam na fila da pipoca. — De preferência na fileira de cima a da deles. — a mulher encarou-o de um jeito estranho, mas logo deu de ombros e imprimiu o ingresso. Ben pagou e saiu, também entrando na fila da pipoca, afinal, tinha que ganhar alguma coisa com tudo aquilo.

Não demorou muito para ele estar sentado atrás dos dois, tendo a visão perfeita de tudo o que fariam. O filme logo começou, e se mais tarde perguntassem para Ben do que ele se tratava, não saberia dizer nem o nome, tudo que sabia era que era uma comédia, já que ouviu as gargalhadas de sua vizinha praticamente o filme todo.

Nate se comportou, para a sua própria sorte. Não tentou nenhuma gracinha com Marjorie durante o filme inteiro, mas ela também devia ser daquelas que preferem assistir em vez de fazer qualquer outra coisa. "Qualquer outra coisa" que não faria com Nate enquanto Ben estivesse ali, é claro. Estavam passando pelo corredor escuro quando recomeçaram a conversar, Benício perto o suficiente para ouvi-los.

⁃ Eu amei esse filme. É muito engraçado. Conseguiu entender tudo? — ela perguntou com deboche para Nate, que a deu um pequeno empurrão, rindo.

⁃ Não é porque eu não sou daqui que eu não entendo, linda. Mas confesso que foi difícil prestar muita atenção. — Majô o olhou franzindo o cenho.

⁃ Por quê?

⁃ Porque você estava do meu lado. — sorriu bonito e Ben quis vomitar. Já podia empurrar o garoto? Empurrar da escada rolante? Quem fala esse tipo de cantada? Pior, quem cai nesse tipo de cantada? Viu Majô dar uma risadinha e corar. Ata, sua vizinha era tonta o bastante para cair, é claro. — Quer comer alguma coisa?

⁃ Nossa, eu ainda estou cheia de pipoca, Nate. Que tal um sorvete?

Frozen Yogurt? — Majô sorriu, feliz por ele se lembrar que esse era seu sorvete preferido.

⁃ Você sabe que sim. — deram risada e começaram a caminhar até a praça de alimentação.

Lógico que Ben os seguia, mas em vez de ir na banca de frozen yogurt, se dirigiu ao Bob's e comprou o maior milkshake de Ovomaltine que tinha, não estava com paciência para tomar essas coisas saudáveis. Sentou-se há algumas mesas de distância dos dois, que estavam no meio da praça, e ficou um bom tempo observando os dois rirem e conversarem, até que aconteceu.

Foi por pouco tempo, não chegou a durar cinco segundos, mas aconteceu. Marjorie riu de algo que ele disse e olhou para baixo, mexendo em seu sorvete, Nate a encarava, até que segurou seu rosto e Majô soltou a colher, surpresa com o movimento repentino, mas não afastou o garoto. Ele se aproximou e hesitou um segundo antes de encostar os lábios nos dela.

Ben sentiu o líquido gelado escorrer pela sua mão, tinha estourado o milkshake. Soltou o copo com raiva e pegou uns papéis do porta-guardanapos, limpando a mão de qualquer jeito, levantando bruscamente e jogando o copo no lixo. Saiu do shopping com passos duros e foi para trás do estacionamento, tentando respirar fundo.

Chutou uma lata de lixo e deu um soco na parede, não tendo sucesso em tentar se acalmar. Passou as mãos pelo cabelo e depois colocou-as na cintura. Pegou o celular e discou um número.

⁃ Fala, cara. — ouviu a voz de Lucas do outro lado da linha.

⁃ Qual é o endereço da festa que vocês me falaram?

Notas finais
Por favor, não me matem. Dhuishsbibsihhbihbwihsbihbqihsb Pois é gente, e agora, o que será que nosso querido Ben vai fazer?? Por favor, comentem. Eu quero muiiiiiiitoooooo demaisss saber o que vocês acharam desse capítulo. Sério. Beijoooos e até o próximo!!! ♥