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24 Reconstruções e food trucks
Notas iniciais
Vinte e quatro
Majô quase quis chorar novamente ao entrar na sala de artes, encontrando-a não somente cheia de materiais, mas também de alunos e funcionários que estavam ali para ajudar a refazer o baile, além do comitê, é claro.
⁃ Alguns alunos se voluntariaram para vir até aqui. — disse Ben, atrás dela. — O diretor deixou, é claro.
Majô passou os olhos por cada um daqueles novos rostos. Estavam lá Matheus, aquele que emprestou a bandana na primeira semana em que os dois estavam algemados; James e Ricardo, os meninos coloridos que estavam seguindo-os; Carlos, o dedo duro; João, Lucas, Marcos, Pedro e Henrique, os amigos de Ben; até mesmo suas antigas amigas, Camila, Ana, Emily e Stela. Todos a olhavam com expectativa. Lili se levantou e veio até ela.
⁃ Agradeça a Ben por conseguir esse tanto de gente, Majô. Sem ele, certamente nada disso estaria acontecendo. — ela sorriu e a garota acompanhou.
⁃ É, eu os ameacei se eles não viessem. — ele disse sorrindo, dando de ombros.
⁃ Mas é verdade. Esse menino passou o dia inteiro de ontem tentando dar um jeito naquela meleca. Foi até bonitinho ver ele todo preocupado. — Jack se pronunciou e Ben revirou os olhos.
⁃ Eu só... todo mundo deu muito duro por esse baile, não achei justo acabar daquele jeito.
⁃ Sei... — Jack revirou os olhos, pouco acreditando no garoto.
Ouviu-se uma batida na porta de repente. Ben a abriu sem entender, revelando a professora de química das aulas práticas.
⁃ Senhora Esteves? — o garoto falou surpreso. — É sempre bom vê-la, mas o que faz aqui? — a professora riu.
⁃ Soube do que aconteceu e achei que vocês estivessem precisando de ajuda. — saiu da frente da porta, revelando o restante dos alunos da sala dos dois. Majô chegou perto e sorriu. — Eu vou dar um ponto extra para cada um que ajudar. Mas realmente ajudar. — olhou para a classe, como um aviso.
⁃ Muito obrigada, Senhora Esteves. — Majô agradeceu, mas depois olhou para dentro da sala de artes. — Mas... não temos espaço o suficiente aqui. — todos se entreolharam. A garota pensou um pouco. — Podemos ir no refeitório. Lá com certeza tem espaço o suficiente e não acho que vai atrapalhar os alunos. — Lucas se levantou e foi até eles.
⁃ Eu posso ir lá pedir para o diretor.
⁃ Tudo bem. Valeu, Lucas. — Ben agradeceu e Camila se levantou.
⁃ Eu vou junto. — o garoto acenou com a cabeça e os dois saíram da sala.
⁃ Muito obrigada por virem aqui, pessoal. Significa muito para todos nós da comissão. Definitivamente não conseguiríamos fazer tudo sozinhos. — Majô disse e todos riram. — Bom, acho que fica melhor dividir em grupos para separar o que vamos fazer. Cada um da comissão pode ficar em um grupo para auxiliar, então podem ser nove grupos no total.
Depois de dividirem os grupos, Lucas e Camila voltaram falando que o diretor deixou usar o refeitório, então, depois de alguns minutos e somente uma viagem, todos os alunos e os materiais estavam distribuídos nas mesas do lugar.
Ficou decidido então que Ben comandaria o grupo de fazer os cartazes bonitos e decorados, Majô o das bolas de borboletas vazadas, Lili o das as árvores iluminadas, as gêmeas com o grupo das borboletas que ficariam penduradas, Jack com o arranjo de penas que ficariam nas mesas, Alicia com o das cortinas de serpentina e os outros meninos estavam com um grupo de pessoas arranjando a iluminação do ginásio, vendo o local do palco, conferindo as mesas, as toalhas de mesas e as cadeiras. Todos estavam concentrados, realmente pondo a mão na massa.
Jack colocou sua maravilhosa playlist recheada de Britney, Lady Gaga, Katy Perry, Madonna, Taylor Swift e outras tantas que todo mundo conhecia e sabia pelo menos o refrão para tocar na caixinha de som de Ben. Majô achou incrível aquela participação, como todo mundo estava ajudando uns aos outros e muitos conversando com quem não conversariam se não estivessem naquela situação. Marcos ajudava Lili a juntar os ramos das árvores, os dois coloridos ajudavam e conversavam animadamente com as gêmeas. Se sentiu feliz até por suas amigas, que interagiam com os amigos de Ben. Sorriu, percebendo que talvez aquela tempestade e destruição não tivessem sido de todo mal.
Olhou para Benício, que por algum motivo correspondeu ao seu olhar quase na mesma hora. Ele estava com um pincel fino e um potinho de tinta dourada nas mãos. Majô olhou orgulhosa para ele, se sentindo completamente agradecida. Balançou a cabeça em sinal de aprovação e Ben aos poucos foi abrindo um sorriso adorável, piscando para ela, os dois voltando para seu trabalho logo em seguida.
Ao perceber toda essa sútil troca de olhares, Alicia se aproximou e sentou-se na frente do garoto, com tesoura na mão e cortando tiras para a cortina. Ben a olhou, curioso.
⁃ Você não está fazendo tudo isso pelo baile, está? — foi tudo o que ela perguntou. O garoto franziu o cenho.
⁃ O quê?
⁃ Quer dizer, eu sei que você quer que ele aconteça, mas essa não é sua principal motivação. — Ben suspirou e largou o pincel em cima da mesa.
⁃ Não parece que isso foi uma pergunta. — disse, rindo um pouco.
⁃ E não foi. É perceptível que você está fazendo isso por outra coisa. — apontou discretamente para trás. Foi um gesto meio vago, mas o garoto sobre perfeitamente do que se tratava. Ele passou a mão que não estava dourada pelo cabelo.
⁃ É tão óbvio assim? — perguntou ao olhar para Alicia, que riu.
⁃ Não se preocupe. Seu segredo está a salvo comigo.
⁃ Achei que você me odiasse.
⁃ Eu realmente não te aprecio, mas você está diferente ultimamente. — Ben revirou os olhos, sorrindo.
⁃ Não é algo que eu me orgulhe.
⁃ Pois deveria. — e assim, Alicia saiu da mesa, sem mais, nem menos.
Trabalharam duro por um bom tempo, até que o sinal bateu e o resto da sala teve que voltar, já que trocariam de professor. Todo mundo agradeceu a ajuda, já tinham adiantado bastante coisa e ainda a professora prometeu que poderiam voltar no dia seguinte.
Permaneceram no refeitório, pausando uma vez para fazerem um lanche e descansarem. Apesar da grande ajuda que estavam tendo, ainda era muita coisa para fazer, e bem cansativo também. Majô estava colando as borboletas no terceiro balão quando parou de repente, se lembrando de uma coisa extremamente importante. Andou rapidamente até Benício.
⁃ Posso falar com você? — perguntou, meio desesperada. Benício franziu o cenho, preocupado, e se levantou, indo com Marjorie até um canto do refeitório. Ela passou as mãos pelo cabelo.
⁃ O que aconteceu? — ele perguntou.
⁃ As comidas, Ben. Como vai fazer as coisas na cozinha e levar para o ginásio se ele fica do outro lado da escola? Não dá, é inviável. — ela falou, desesperada.
⁃ Calma, deve ter alguma coisa que a gente possa fazer. — ele falou.
⁃ Vamos lá na secretaria, eu quero ligar para a moça do buffet.
⁃ Tudo bem. Só vou avisar o pessoal. — caminhou de volta até o grupo. — Gente, eu e a Marjorie precisamos resolver umas coisas e já voltamos, ok?
⁃ Claro, podem ir. Vamos sobreviver. — Jack falou fazendo graça. O grupo ficou em silêncio até os dois sumirem pela porta do refeitório. Jack então, inclinou a cabeça, como se para conferir que a dupla realmente não estava mais por perto, então, virou com expectativa para os que ficaram. — Certo, agora que eles saíram, podemos só tomar um momento pra comentar o quanto os dois estão caídinhos um pelo outro? — o grupo riu e duas pessoas se entreolharam, cúmplices.
~*~
Na secretaria, Majô abraçava a base do telefone com fio, enquanto Benício aproximava a orelha para ouvir. Depois de alguns toques e do nervosismo de ambos, o buffet atendeu o telefone.
⁃ Alô, Margarida? — Marjorie perguntou.
⁃ É ela, com quem falo?
⁃ Oi, aqui é a Marjorie.
⁃ Ah, olá, Majô. Em que posso ajudar?
⁃ Estamos com um problemão, Margarida. Sabe a tempestade que deu terça pela noite?
⁃ Ah, sim. Causou muitos estragos, mas o que é que tem, querida?
⁃ Então, acabou que todas as nossas decorações foram todas destruídas e parede do nosso ginásio caiu, não vai dar tempo de consertar até sábado.
⁃ Nossa! — Margarida exclamou, subitamente preocupada. — Não vai mais ter baile?
⁃ Vai sim. Meu amigo Ben conseguiu juntar um grupo de alunos para refazer a decoração, vamos passar hoje, amanhã inteiros e uma parte de sábado refazendo tudo. O problema é que agora será do outro lado da escola, no ginásio descoberto, bem longe da cozinha.
⁃ Nossa, Majô. — Margarida mordeu a bochecha.
⁃ Não teria como montar algo improvisado para ficar mais perto, teria? — perguntou apreensiva.
⁃ Eu gostaria de te dizer que tem, mas nós preparamos praticamente tudo na hora. Não estar perto da cozinha é um problema. — disse e os dois se entreolharam. Majô prendeu a respiração, começando a ficar desesperada.
⁃ Não há nada que possamos fazer? — ouviu um suspiro do outro lado da linha.
⁃ Temo que não. — ficaram em silêncio por dolorosos minutos.
Era só o que faltava, agora ficariam sem comida também?
⁃ Espera, eu acho que tem um jeito. — a senhora falou de repente. — Eu tenho uns amigos que têm food truck para eventos, mas ele fazem crepes, churros, hambúrgueres, se tudo bem para vocês.
⁃ Isso é maravilhoso, Margarida. Muito obrigada. — Majô e Ben suspiraram aliviados. — Você pode me passar o telefone deles, por favor? — Margarida fez um barulho com a boca.
⁃ Quer saber, pode deixar isso comigo. Vocês estão claramente já muito estressados, eu ligo e falo com eles explicando a situação de vocês.
⁃ Sério? Isso é incrível. Muito obrigada mesmo, Margarida. Você vai quebrar um galho e tanto para nós. — passou alguns segundos, até que ela se lembrou de algo. — Mas vamos te pagar mesmo assim, afinal, há três dias do baile você já deve ter comprado tudo.
⁃ Não se preocupe com isso. Eu vou ligar para eles e te dou a resposta no máximo até amanhã, tudo bem?
⁃ Está ótimo! Novamente muito obrigada.
⁃ Não tem de quê, querida. Boa sorte com tudo aí.
⁃ Obrigada.
Majô colocou o telefone na base e colocou-o de volta da mesa da secretaria, inclinando a cabeça para trás e soltando um longo suspiro.
⁃ Viu? Eu te disse que ia ficar tudo bem. — Ben comentou e a garota o olhou, sorrindo.
⁃ Parece que saiu um peso das minhas costas.
⁃ Vai dar tudo certo, Marjorie. Essa escola vai ter o melhor baile de todos os tempos.
⁃ Sim, vai ser inesquecível.
Agradeceram Sara pelo uso do telefone e depois explicaram que já estava tudo bem. A secretária também tinha ficado apreensiva ao saber da notícia. Ela lhes desejou boa sorte e eles voltaram para o ginásio. Todos estavam dando risada quando eles chegaram, mas quando o grupo os viu, ficaram imediatamente em silêncio. Os dois os olharam sem entender.
⁃ Que foi? — Majô perguntou. — O que aconteceu? — Jack se levantou e se aproximou dela, fazendo pouco caso.
⁃ Nada, querida. Queremos saber o que aconteceu para vocês saírem tão de repente.
⁃ Não queríamos preocupar vocês... — a garota começou a explicar. — ...mas eu me preocupei com a questão da comida, então eu e Benício fomos ligar para a senhora do buffet.
⁃ E aí...? — Lili incentivou.
⁃ Estamos sem comida. — Ben resumiu e Majô o olhou feio. Pode-se ver um lampejo de desespero nos rostos dos componentes do grupo. — Mas... — ele se apressou em dizer. — ...a senhora já está resolvendo isso para nós. Parece que agora vamos ter food trucks em vez de um buffet todo elaborado.
⁃ Parece ótimo. — Alicia disse.
⁃ Sim, o importante é ter comida. — André comentou e todos concordaram.
⁃ Bom... — Majô chamou atenção. — Vamos voltar ao trabalho.
Todos então recomeçaram a fazer o trabalho, naquela atmosfera leve que estava antes. A playlist de Jack já tinha acabado, mas ninguém se eu ao trabalho de colocar uma nova para tocar. Estavam num quase silêncio confortável, com os nervos acalmados.
⁃ I looked out this morning and the sun was gone...— Lili começou a cantar timidamente, baixinho, num canto do refeitório, longe do restante do grupo. Marcos ainda estava a ajudando com as árvores ao ouvir a letra. Ele o encarou com o cenho franzido, mas depois sorriu.
⁃ Turned on some music to start my day...— cantou junto com ela, que imediatamente o encarou, do mesmo jeito que ele tinha feito com ela, mas logo se aproximou do garoto. — I lost myself in a familiar song... — pegou um galho para usar como microfone.
“I closed my eyes and I slipped away...”— Os dois praticamente gritaram no microfone improvisado, animados com o reconhecimento, e Marcos pegou uma guitarra invisível e fingiu tocar a parte do solo, arrancando gargalhadas da garota.
“Is more than a feeling, when I hear that old song they used to play
(More than a feeling)”— Marcos fez a segunda voz.
“And I begin dreaming (more than a feeling)
‘Till I see Marianne walk away...
I See my Marianne walkin’ away...”
Os dois caíram na gargalhada ao terminar essa parte. Depois de alguns segundos Marcos encarava Lili admirado.
⁃ Como você conhece essa música? — Lili passou a mão na franja para tirá-la do olho.
⁃ Me desculpe te desapontar, Marcos, mas não sou uma fã. Quer dizer, sou, mas não da banda. — o garoto franziu o cenho, sem entender. — Eu jogo Guitar Hero.
⁃ Você joga Guitar Hero? — ele parecia surpreso. Lili abaixou a cabeça e ruborizou.
⁃ Jogo sim. Não sei se você conhece. É um vídeo game que eu jogo pelo Play Station 2...
⁃ É claro que eu conheço Guitar Hero! É um dos meu jogos preferidos, eu não acredito que você conhece. — a garota riu.
⁃ E, só pra você saber, eu jogo no expert. E consigo cem porcento. — Marcos abriu mais a boca, mas fechou rapidamente, ficando subitamente sério.
⁃ Controle ou guitarra?
⁃ Controle, é claro. — o garoto suspirou.
⁃ Onde você esteve em toda minha vida?
⁃ Sentada nas cadeiras da frente da sala. Você não deve saber o que é isso. — ele riu.
No outro lado do refeitório, as gêmeas conversavam com a dupla dinâmica colorida.
⁃ Mas é sério. Vocês parecem umas figuras de clipes dos anos oitenta. — Sarah comentou.
⁃ Essa é a melhor época, Sarah. É esse mesmo o objetivo. — James falou e os quatro riram.
⁃ Você consegue nos diferenciar? — Lara perguntou.
⁃ É claro. Sarah tem uma pintinha no queixo e você tem uma perto do olho. — as duas se entreolharam, chocadas.
⁃ Nem todo mundo percebe isso. Demora para eles perceberem, na verdade. — Sarah comentou.
⁃ É, mas nós somos observadores. — Ricardo disse.
⁃ Vocês são gêmeos, irmãos, ou algo assim? — Lara perguntou. Os dois riram.
⁃ Não. Somos só dois amigos que tem muito em comum.
⁃ Que legal. — as meninas disseram em uníssono.
E assim o resto do dia se passou. O grupo foi embora somente quando o céu começou a adquirir tons mais escuros, com a decoração já adiantada pela metade.
~*~
Ben e Majô combinaram de ir à escola mais cedo naquela sexta feira. Antônio não os algemou novamente, mas os dois caminhavam lado a lado até o refeitório. Parece que os dois acostumaram a andar assim. Chegando lá, Lili e Marcos já estavam trabalhando, conversando animadamente enquanto ainda juntavam os galhos para as árvores. Já tinham feito umas doze daquelas. Alicia e Jack também estavam lá, ajudando um ao outro com as borboletas que pendurariam.
Logo o resto do grupo chegou, sendo acompanhado pelo resto da sala junto a Senhora Esteves. Todos colocaram a mão na massa e Jack colocou uma playlist nova para tocar.
Ben ajudava Majô a colar e cortar mais borboletas para as bolas vazadas quando o celular da garota começou a tocar. Ela começou a procurá-lo dentro de sua bolsa, afobada e nervosa. Sorriu quando viu certo nome brilhando na tela.
⁃ Ai, que bom que você já ligou, Margarida! Estava começando a ficar nervosa. — disse rapidamente e Ben riu. Começando? A garota não parava mais quieta na cadeira há muito tempo. — Só um minuto, vou te colocar no viva voz. — tirou o celular da orelha e tocou na tela. — Pronto, pode falar. Espero que as notícias sejam boas.
⁃ E é! Conversei com os meus amigos do food truck. Eles se compadeceram da situação de vocês e por isso vão disponibilizar dois food trucks! E o melhor: eles não vão cobrar o aluguel nem o serviço, vocês só vão precisar pagar os ingredientes! — Margarida completou animada e a garota levou a mão a boca, olhando para Benício com os olhos arregalados. Este sorriu e fez um gesto com a mão para que ela continuasse a falar.
⁃ Nossa, isso é incrível, Margarida! Sério, eu não consigo achar palavras para te agradecer. — a senhora riu do outro lado.
⁃ Não precisa, Majô. Você é muito gentil, e sua escola realmente merece.
⁃ Muito obrigada novamente.
⁃ Não tem de quê. Tchau, Majô. Boa sorte com tudo aí.
⁃ Obrigada. Tchau. — apertou o botão inicial do celular e logo tocou a tela para finalizar a ligação.
Não conseguiu aguentar e abraçou apertado seu vizinho, que ficou sem reação por um segundo pela surpresa, mas logo correspondeu ao toque.
⁃ Vamos ter comida! — Marjorie praticamente gritou quando se separou do garoto, que riu com a animação de sua vizinha.
A partir daquele momento, foi muito mais fácil trabalhar na finalização da decoração. Agora não havia nada que pudesse atrapalhar todo o andamento.
Aquele baile seria perfeito.
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