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34 O que realmente aconteceu no baile - Parte I
Notas iniciais
[leia as notas iniciais, por favor ♥]
O que realmente aconteceu no Baile
Parte I
Quinta—feira, 9 dias para o Baile
⁃ Temos poucos dias, tudo precisa sair perfeitamente como o planejado. A partir de semana que vem a gente começa a colocar em prática. Temos seis coisas para preparar antes do baile. Tudo tem que dar certo.
⁃ Tudo bem... — Sabrina respondeu olhando para o caderno com os esquemas no colo de sua amiga.
⁃ Eu espero que você tenha entendido. Com isso, Ben finalmente vai ser meu.
⁃ Entendi. — sua amiga coçou a cabeça, desconfortável. — Mas não sei, Evelin, não é muito... maldoso? — a garota respirou fundo, mas depois sorriu, pegando a mão de sua amiga.
⁃ Sabrina... olha. Você sabe muito bem que desde o primeiro ano eu sou apaixonada por ele. Eu só queria... não sei... que ele se sentisse como eu me sinto. Eu acho que eu posso até... amar ele. — Sabrina a olhou com pena e suspirou.
⁃ Tudo bem, Evelin. Vamos fazer. — esta se recompôs e sorriu.
⁃ Ai, obrigada, você é a melhor amiga do mundo. — a abraçou. — Mas lembra, ninguém pode saber. — Sabrina revirou os olhos.
⁃ Eu sei, Evelin. Ninguém vai saber nada de mim. — fez uma pausa, pensativa. — Mas não acha que tudo isso vai ser muito complicado? — foi a vez da Evelin revirar os olhos e bufar, impaciente.
⁃ Ai, Sabrina... você está perguntando demais... se você não quiser fazer, não faça, eu arranjo outra pessoa. Não é como se eu precisasse de você.
⁃ Não, não. Não foi isso que eu disse. Eu vou te ajudar. Eu só espero que dê tudo certo.
⁃ Vai dar. Mas para isso você precisa ir falar com uma certa pessoa primeiro, não? — ela perguntou sugestiva. Sabrina franziu o cenho.
⁃ Quer que eu vá agora? — Evelin suspirou, arrancou a folha de seu caderno e entregou para Sabrina, que dobrou e colocou no bolso do moletom.
⁃ Já era pra ter ido. — sua amiga balançou a cabeça positivamente e levantou rápido.
⁃ Tudo bem, eu vou. — bateu a mão na calça pra tirar a poeira e correu para a saída.
Sabrina percorreu os corredores da escola com confiança, sabendo exatamente onde estaria quem ela procurava. Quando chegou no lugar em específico, o encontrou com dois amigos tentando arrombar a máquina de snacks no corredor vazio. A garota cruzou os braços e apoiou o ombro na parede, só observando a cena.
⁃ Algum dia você ainda vai ser pego por isso, Diego. — falou de repente, chamando a atenção do menino, que enfiava o braço no lugar por onde os doces saem, e de seus capangas. — Não é mais fácil só pagar o valor logo? — Diego riu e se levantou, batendo as mãos uma na outra como se tirasse a poeira.
⁃ Sabrina, há quanto tempo... no que eu posso te ajudar? — se aproximou dela.
⁃ Posso falar com você? — olhou para os outros dois, que começavam a se aproximar também. — A sós? — Diego riu novamente e virou o pescoço para seus amigos.
⁃ Vocês ouviram a moça. — sem dizer mais nada, os dois passaram reto, sumindo na esquina do corredor.
⁃ Evelin quer ficar com você no baile. — foi direto ao ponto e o garoto franziu o cenho na frente dela.
⁃ E precisa de tudo isso? — Sabrina revirou os olhos.
⁃ Dessa vez é diferente. Ninguém pode saber. — o garoto arqueou uma sobrancelha e se aproximou dela.
⁃ Ah é? O que vocês vão aprontar?
⁃ O “ninguém” inclui você dessa vez, querido.
⁃ Qual é, Sa. Você sabe que eu amo algo proibido. — Sabrina deu de ombros sorrindo.
⁃ Sem chance, amor. — desencostou da parede e colocou as mãos nos bolsos da calça. — Enfim, vai aceitar ou não? — Diego fingiu pensar por um tempo, olhando para o teto com cara de bobo.
⁃ E o que eu ganho com isso? — Sabrina estralou a língua, o olhando irritada.
⁃ Ficar com a Evelin já não é uma grande coisa para você, Di? — perguntou fingindo inocência. — Ou você esqueceu que você quer isso desde o ano passado? — o garoto revirou os olhos irritado.
⁃ Tanto faz.
⁃ Foi o que eu pensei. — ela ia virando para ir embora quando se lembrou de algo. — Ah, eu preciso que você esteja disponível a noite toda, ou pelo menos até você ficar com a Evelin, aí você tá livre.
⁃ Por quê? — Evelin riu e bateu a mão no ombro dele.
⁃ Você não vai arrancar nada de mim, garotão. E acho melhor você não falar nada pra ninguém também. — começou a andar pelo corredor.
⁃ Espera, que horas eu vou ficar com ela?
⁃ Eu te chamo. — e virou a esquina do corredor.
Bateu o sinal do fim do intervalo logo em seguida, então Sabrina se dirigiu para o laboratório de química, onde Evelin já a esperava em seu balcão. Quando sentou, a garota lhe encarou em expectativa.
⁃ E aí, deu certo? — perguntou baixinho.
⁃ É claro que deu.
⁃ Ótimo, menos uma coisa para fazer, pode riscar da lista que eu te dei. — Sabrina colocou a mão no bolso, procurando o papel. Evelin deu um tapa em seu braço.
⁃ Não agora, né?! — deu um sussurro gritado. Sabrina tirou a mão rapidamente, assustada. Evelin respirou fundo. — Tudo bem. Eu vou conseguir a próxima coisa depois da aula. — Sabrina assentiu veementemente.
⁃ Ok.
Quando bateu o sinal indicando o fim da aula e o começo do almoço, todos os alunos saíram apressados do laboratório, menos Evelin e Sabrina, que demoraram para arrumar suas coisas. Ao não ter mais ninguém ali, as duas se aproximaram da professora, que começava a arrumar os utensílios no lugar.
⁃ Professora Suzana. — Evelin chamou e a mulher ergueu os olhos para as duas.
⁃ Ah, oi Evelin e Sabrina, nem vi que vocês ainda estavam aqui. — ajeitou o óculos no rosto. — Como posso ajudar vocês?
⁃ A gente sempre vê que você passa muito tempo aqui arrumando as coisas que a gente usou. Você certamente deve ser muito atarefada, queríamos saber se você gostaria de uma ajuda.
⁃ Ah, é muito gentil da parte de vocês, mas eu já estou programada para isso. — as duas alunas se entreolharam.
⁃ Tem certeza? — Sabrina perguntou.
⁃ Tenho sim, mas mesmo assim, obrigada.
⁃ Não tem de quê. — Evelin falou. — Mas se você precisar, estamos aqui, não fazemos nada esse horário. — as duas viraram para ir embora.
⁃ Espera. — as meninas pararam e olharam.
⁃ Sim...?
⁃ Na verdade, eu acabei de lembrar. Semana que vem eu terei um compromisso inadiável esse horário. Se vocês puderem ficar aqui no meu lugar só dessa vez. — Evelin abriu um sorriso de orelha a orelha.
⁃ Claro, sem problemas.
⁃ Certo, muito obrigada. Eu não sei como eu faria.
⁃ Por nada, professora. — Sabrina agradeceu.
⁃ Se vocês quiserem ficar aqui hoje para eu mostrar onde fica cada coisa...
⁃ É, eu acho melhor mesmo. — as duas lançaram um olhar significativo e logo depois se aproximaram do balcão.
Depois de arrumarem a sala e a professora ir embora, as duas meninas foram até a cantina, comprando sorvetes e se sentando há uma distância considerável do resto das pessoas. Evelin não podia conter sua empolgação.
⁃ Estou dizendo, Sabrina, vai dar tudo certo. Tudo está conspirando a favor.
⁃ Eu sei, eu realmente tinha perdido as esperanças quando a professora disse que não precisava de ajuda.
⁃ Agora, não só sabemos onde fica cada coisa do laboratório como também teremos praticamente a tarde toda livre para colocar o plano em prática. Essa parte é crucial.
⁃ Sim. — Sabrina lambeu seu sorvete, pensando. — Aliás, quando é que vamos ajeitar o banheiro? — Evelin arregalou um pouco os olhos.
⁃ Ai, é verdade. Eu tinha esquecido completamente. — se debruçou sobre a mesa, chegando mais perto de Sabrina. — Você conseguiu o que eu pedi? — perguntou baixinho.
⁃ Consigo para amanhã. Vou deixar no meu armário.
⁃ Não precisa, acho melhor a gente deixar para fazer na próxima sexta, para que ninguém perceba. Aí a gente faz no mínimo uma hora depois das aulas da tarde terem acabado, para que a escola esteja o mais vazia possível. — Sabrina lambeu mais uma vez o sorvete.
⁃ Tudo bem.
⁃ Agora eu só preciso pedir desculpas para a Marjorie por tudo o que eu fiz pra ela. E ser bem convincente ao fazer isso.
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