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11 Nate e Sr. Porquers


Notas iniciais
OII, gracinhas! Tudo bem?? ♥ Olha só, dessa vez eu postei mais rápido que o costume Ndjjnakjdkjnna Bom, eu não tenho muito o que falar nessas notas iniciais... então vamos logo para o capítulo. Sansnuahnajkn Ahhh! Obrigada a Mareena pelo lindo comentário! ♥ Espero que gostem! :3

Onze

Quando Majô chegou em casa no dia da papelaria, estava exausta. Fisicamente e psicologicamente. O primeiro porque tiveram que voltar para a escola e carregar várias sacolas pesadas por longos corredores até o depósito, onde todas as outras coisas para o antigo "Noite Estrelada" estavam. Ela suspirou quando viu tudo aquilo que tinha preparado durante seis meses e que agora seria totalmente descartado por culpa da brilhante ideia de mudar tudo de última hora. Agora muitas preocupações invadiam sua mente.

Antes estava tudo praticamente pronto, já tinham comprado todos os materiais e a maior parte das decorações. Nesse último mês antes do baile eles iam efetivamente começar a montar tudo, ver o que falta, fazer os ajustes e acertar os últimos detalhes, confirmar DJ, buffet e essas outras coisas de festa. Tudo milimetricamente planejado e cronometrado e Majô não podia se sentir mais orgulhosa do trabalho da comissão do Baile.

Porém, tudo agora era um borrão, ela estava incerta sobre tudo. Não sabia se ia dar tempo, se ia ficar bom, se sequer sobreviveria sem ficar psicologicamente abalada até o dia do baile. Faltava exatamente um mês e agora tudo que tinha era materiais nada prontos num depósito do outro lado da escola. Tudo isso por causa de Benício.

Benício, aquela praga.

Sempre ele, tudo é ele. Desde o momento que eles nasceram. O único lugar que ela se livrava e tinha controle sobre as coisas era dentro daquela comissão, mas agora nem isso, já que ele estava lá pra tirá-la do sério. E ainda vem com aquela história de que ela poderia gostar dele...

Argh! Ela tinha prometido que não ia pensar mais nele e focar em quem interessa. Mas como não pensar nele se ele é tão babaca? Tirou tudo dela, suas amigas, seu baile, sua paz...

Mas não, ela não podia se deixar levar por ele. Ela não podia se abalar. Deitou em sua cama e pegou seu celular, abrindo as mensagens e mandando uma para Nate logo em seguida, perguntando como estava as coisas por lá. Eles conversavam quase todo dia, e ela sentia seu coração esquentar toda vez que falava com ele. Ela gostava de se sentir assim, lhe parecia simplesmente certo, mas às vezes era difícil por causa do fuso horário muito diferente. Ele provavelmente demoraria para responder àquela mensagem, mas quando o fizesse ela estaria lá, pronta para conversar com quem a deixava feliz.

Enquanto isso não acontecia, ela decidiu finalmente começar o, entitulado por ela, "Dia Sem Benício Oficial". Separou alguns filmes de ação, seus preferidos, preparou pipoca e chocolate e se jogou no sofá do seu quarto. Aquele dia seria ótimo.

~*~

Ela acordou com algo tocando de um jeito estridente. Estava sonolenta e confusa, não lembrava de ter dormido, olhou pela janela e viu que estava escuro lá fora, arregalando os olhos, assustada.

⁃ Gente... quando foi que eu dormi? — só então se lembrou do seu celular tocando e começou a procurá-lo freneticamente pelas cobertas e embalagens de pipoca, chocolate e balas azedas pelo sofá. Viu o nome de Nate brilhando na tela quando finalmente o achou e sorriu, pausando o filme na parte que Rose solta o corpo pálido de Jack na água congelante. Suspirou, triste, como sempre ficava nessa parte, mas não lembrava de ter colocado Titanic no DVD. Enfim, claramente cabia os dois naquela coisa.

Saiu dessas pensamentos e deslizou o botão verde do celular, colocando-o na orelha.

⁃ Oi, Nate! — disse animada.

⁃ Oi, Majô! Como vai? — ele disse com aquela voz bonita e ela sorriu.

⁃ Cansada. Acabei de acordar. — disse e riu.

⁃ Ah é? Eu te acordei?

⁃ Meio que sim... mas foi bom, estava com saudades.

⁃ Ah, foi por isso que você demorou pra atender, já estava quase desistindo... — ele riu e ela acompanhou. — Eu também fiquei com saudades. Fico feliz que eu não saio dos seus pensamentos, porque você também não sai dos meus. — ele disse com a voz rouca e ela agradeceu por ele não poder vê-la naquele momento, pois seu rosto definitivamente estava vermelho. Ele provocava esse efeito nela às vezes. — Que tal a gente conversar pelo Skype? Quero te ver.

⁃ Tudo bem... — ela levantou e se dirigiu a sua mesa. — Só preciso ligar o notebook...

⁃ Eu espero. Enquanto isso eu vou ficar cantando. — ele disse e começou a cantar os versos de uma música qualquer bem desafinado. Propositalmente porque sua voz era linda. Majô riu.

⁃ Já pode participar do The Voice.

⁃ Ah, já estou mandando minha inscrição. — ele disse muito sério e ela gargalhou.

⁃ Pronto. — ele não disse nada, mas logo em seguida um convite de video-chamada apareceu em sua tela e ela sorriu, aceitando.

⁃ Oi. — ele disse quando sua imagem apareceu na tela. Eles ainda estavam no celular.

⁃ Oi. — ela sorriu.

⁃ Você fica linda descabelada, sabia? — ele disse e ela arregalou os olhos e começou a passar a mão livre pelo cabelo rapidamente tentando ajeitar a juba. Ele gargalhou.

⁃ Não precisa disso, eu estava falando sério. — ela corou um pouquinho, então resolveu mudar de assunto.

⁃ Eu estava assistindo filme, não sei quando foi que eu dormi. Só sei que acordei com você me ligando e estava tudo escuro. Foi bem confuso.

⁃ São exatamente 21:37 aí. Eu imagino o quanto foi confuso. Parece que a gente dorme por uns vinte e cinco anos.

⁃ Não é? A gente acorda e parece que a gente tá em outro mundo. — ele riu e ela também. E eles continuaram assim, nessa conversa leve e agradável. Era tão fácil esquecer Benício com Nate. Com eles conversando assim, parecia que o dia todo tinha sido feliz e agradável, não conturbado como tinha sido. E isso a deixava muito bem.

~*~

Enquanto isso Ben estava voltando para casa, muito satisfeito com aquele lanche de cheddar, porém um pouco decepcionado com a reação de seus amigos diante de seu plano. Ele achava que eles com certeza iriam apoiar, que seria divertido, afinal eles nem queriam que ele comesse junto pelo fato de Marjorie ser a maior parte das vezes chata e mimada. O que definitivamente era verdade.

Mas não. Ao contrário de tudo o que ele pensava, eles vieram com aquele papo de "que plano idiota" ou "se você for mexer com fogo, é melhor estar preparado para se queimar" ou algo assim e até mesmo "são os sentimentos de uma pessoa, cara". Sim, como se Marjorie tivesse sentimentos.

Mas nada disso ia atrapalhar os planos dele. Ele ia conquistar ela. Ele sabia que iria. Só o pequeno fato de que ela o odiava. Eles brigavam todo dia. Como ele ia reverter esse primeiro quadro? De repente, ele sorriu, já sabendo o que fazer.

Ele precisava de uma trégua. Criar um acordo com ela de não brigarem e tentarem ser amigos. Ele achava que isso ia dar certo. Se não estava enganado, lembrava de ter assistido isso algum filme de comédia romântica com alguma garota que ele estava saindo. Dava certo. Não custava tentar.

Tomada a decisão de fazer isso e fazer isso naquela hora, 22:03 da noite, em vez de entrar em sua casa, ele deu meia volta e começou a caminhar pelo jardim da casa da garota. Tocou a campainha e quem abriu um tempinho depois foi Julieta, mãe de Marjorie. Ele gostava muito dela e do pai, eles eram tipo tios dele e eles também gostavam muito do garoto.

⁃ Oi, Tia Ju! A Marjorie está? — ele perguntou empolgado. Seu plano estava prestes a começar.

⁃ Oi, Ben! Sim, mas ela está ocupada, eu acho que ela está conversando com o Nate. — falou baixinho, como se fosse um segredo, e com empolgação.

⁃ Tudo bem, eu falo com ela depois. Obrigado, Tia Ju.

⁃ Imagina, querido. — ele se virou para sair e ela fechou a porta.

Ben mudou completamente a expressão. Não sabia identificar todos os sentimentos naquele mar que estava sentindo. Raiva, frustração, impotência e... e... Sei lá! Não gostava daquilo. É claro que ela estava falando com ele. Não gostava de Nate. Ele era mais um obstáculo ao seu plano. E precisava ser detonado.

Ele balançou a cabeça, pensando como isso soou inapropriado. Parecia que ele ia sumir com o garoto do mapa ou algo assim. Não ia chegar a esse ponto, não era um assassino ou algo assim. Além disso, o cara estava do outro lado do país, já meio que estava "sumido do mapa". Ele só precisava impedir ele de falar com Majô. Sorriu.

A trégua podia ser deixada para amanhã, porque agora ele ia irritar alguém.

Ah, e ele com certeza estava agindo para o benefício do plano. Não pela raiva que estava sentindo ou qualquer outra coisa que estava sentindo.

Entrou em sua casa rapidamente, cumprimentou as pessoas que estavam lá e subiu correndo para seu quarto. Pegou a playlist de rock pesado que mais gostava e conectou o celular na caixa de som grande que tinha lá.

Apertou o play e colocou o volume mais alto.

Agora era só esperar.

~*~

Majô assustou com o som extremamente alto que começou a tocar do nada. Estava numa boa conversando com Nate quando aquele monte de barulho começou a tocar e de repente ela não conseguia ouvir mais nada que o garoto do outro lado da tela estava dizendo.

⁃ Oi? O que? Fala mais alto. — a imagem de Nate começou a ficar pixelada. — Calma, eu não consigo te ouvir.

⁃ Eu mal consigo te ouvir, o que está acontecendo? — ele falava alto, quase gritando.

— Fala mais alto! – ela disse.

— Eu não... – de repente ele viu a garota bater a mão na mesa, irritada de um jeito que ele nunca tinha visto.

⁃ Argh... BENÍCIO! — ela gritou e fez um sinal com a mão para que ele esperasse. Ele apenas assentiu, já que falar não ia adiantar nada. Sempre esse Benício fazendo algo para irritar. Deixar Majô sempre irritada estava o irritando. Ela o contou sobre mais cedo na papelaria e agora ele só podia pensar o quanto aquele moleque era chato.

Majô então se dirigiu a sua sacada, abrindo as portas com força, completamente irritada.

⁃ BENÍCIO! — gritou a todo vapor, exagerando na quantidade de Os no nome. O garoto estava passando pela sacada naquele momento e não a ouviu. Ou fingiu que não ouviu. — EI! — reuniu todo seu fôlego de novo, dessa vez exagerando em Es e balançando os braços pra cima rapidamente. Benício finalmente viu e riu da cena.

⁃ OI! — ele gritou também.

⁃ ABAIXA ESSE BARULHO! — gritou de volta. Eram só gritos.

⁃ O QUÊ? — ele franziu a testa.

⁃ ABAIXA ESSA MÚSICA!

⁃ NÃO CONSIGO TE OUVIR. — ele fez uns gestos com a mão. Estava sorrindo achando tudo aquilo muito divertido, e isso fez ela ficar com mais raiva ainda.

⁃ ABAIXA. ESSA. PORCARIA! — também fez uns gestos com a mão. JÁ SÃO MAIS DE DEZ HORAS DA NOITE. VOCÊ VAI ACORDAR TODA A VIZINHANÇA!

⁃ SÓ VOCÊ QUE DORME A ESSA HORA, MARJORIE. — "ah, agora ele ouve?" Ela pensou. Então entrou de novo na casa e Ben realmente achou que ela tivesse desistido, mas ela logo voltou com algo na mão e atirou nele, mas ele conseguiu pegar antes de atingir seu rosto. Quando olhou aquela coisa macia que segurava deu risada. Era um porco de pelúcia que ela sempre carregava quando eles eram crianças. Ela amava aquele negocio rosa com um cachecol listrado verde e amarelo, sabe-se lá os motivos. — JURA? PRETENDIA FAZER O QUE COM ISSO? — mostrou o porco para ela, que arregalou os olhos. Não tinha percebido que era justamente isso que atirou contra ele. Tinha pegado qualquer coisa que viu pela frente.

⁃ DEVOLVE! — disse irritada.

⁃ HUM, ACHO QUE NÃO. NÃO QUERO DEVOLVER. SEMPRE GOSTEI DESSE PORCO. — disse analisando a pelúcia.

⁃ EU DISSE PRA DEVOLVER!

⁃ PARECE QUE SR. PORQUERS AGORA PERTENCE A OUTRA FAMÍLIA. — como ele lembrava o nome do porco? Majô franziu o cenho.

⁃ NÃO OUSE! — ele sorriu malicioso.

⁃ TCHAU, MARJORIE. — ele simplesmente virou as costas e saiu, levando Sr. Porquers e não abaixou a música.

2x0, Benício.

Ela se virou irritada e frustrada, pegou o celular e se sentou na cadeira onde estava, Nate continuava a esperando. Abriu as mensagens e logo mandou uma para ele, que abriu o celular.

M: Sinto muito por isso. Não consegui fazer ele abaixar. :/

N: Não tem problema. Quer conversar amanhã?

M: Claro, seria maravilhoso. Me desculpe mesmo. :'(

N: Tudo bem, linda. A culpa não é sua. Já está tarde aí também, né? Amanhã você tem aula..

M: Sim.. tudo bem. Bjos, Nate. :*

N: Bjos, linda. Até ;* ♥

M:

Ela bloqueou o celular, acenou para Nate do outro lado da tela e ele repetiu o gesto, fechando o notebook e suspirando logo depois.

Notas finais
E aí, gente?? O que acharam do Nate? E da relação entre os dois?? Esse foi mais um capítulo de reconhecimento, vem (muito) mais por aí. Snijashhjsb Me digam o que acharam! Seu comentário é muito importante e motivador. :3 Um beijo gigante e até o próximo cap! ♥