Compact & love

1 Atormentado por Lúcifer


Notas iniciais
O começo da história está aí prontinha pra vocês. Espero que vocês gostem :)

Depois de cinco anos de sucesso estou aqui nesse inferno atormentado por demônios, eu nunca imaginei que seria tão horrível assim, acho que deus não está mais nem aí pra mim, depois do que eu fiz, quem estaria? Eu me arrependi completamente por ter feito aquele pacto com o diabo e junto aos meus amigos, vou contar tudo do começo, e como tudo ocorreu e todos os detalhes.

Dean, Spencer, Freddie, Sam e eu tinhamos uma banda que não fazia nenhum sucesso, nenhum mesmo, era uma banda sem futuro, mas tínhamos uma esperança de que nós podíamos fazer muito sucesso, mas por enquanto, só sonho mesmo, a única pessoa que gostava de nossas músicas era a irmã de Dean, eu a amava muito e ainda a amo, só que o irmão dela não deixa eu nem chegar perto de Michele, mas eu sempre conversava com ela quando ele não estava por perto.

Em uma noite de ensaio, ensaiávamos no porão da casa de Spencer, e nessa noite de sexta-feira Freddie havia chegado atrasado, e com uma ideia que parecia absurda para nós:

- Galera, eu achei um jeito da nossa banda ficar muito famosa — diz ele com um papel em suas mãos.

- O que foi, cara? Perdeu a virgindade? — pergunta Sam, o mais brincalhão do grupo, e Freddie era mesmo virgem.

- Não seu mané! Eu disse que arrumei um jeito da nossa banda ficar muito famosa — diz ele praticamente muito feliz, e nós sem entendermos nada.

- Aposto que você quer que eu transe com a Beyoncé, e ela vai deixar todos nós famosos. Acertei? — diz Sam.

- Sam, por que você não para de ser babaca e ouve o que o Freddie tem pra falar? — diz Dean.

- Então, como eu dizia — volta Freddie a falar — eu estava na biblioteca lendo alguns livros hoje a tarde e vi em um daqueles livros uma forma de todos nós ficarmos muito famosos.

- Ah, é? — duvido dele — e como fazemos isso?

- Um pacto, todos nós fazemos um pacto com o diabo e depois de um tempo nossa banda fica muito famosa — eu começo a estranhar Freddie, pois ele sempre foi a igreja, e agora está falando isso?

- Espera aí, Freddie, você quer fazer um pacto com o diabo? — pergunto a ele.

- Sim, Nicolas, eu quero fazer, isso e todos nós teremos que fazer isso.

- Tudo bem, Freddie, mas o que damos em troca? — pergunta Sam.

- Nossas almas, depois que ficarmos famosos e ganharmos muita grana, ele vem buscar a nós para levarmos ao inferno, e depois disso não tem volta — já começo a ficar assustado com tudo aquilo, como ele quer que eu dê a minha alma em troca de uma ilusão?

- Você está louco, Freddie? Nunca que eu darei a minha alma para o diabo por causa de uma banda sem futuro, a minha alma ninguém tira de mim — digo já mais assustado com a atitude de Freddie.

- Calma aí, Nicolas, a melhor parte é que nós podemos vencer o diabo depois de um tempo.

- Como assim? — pergunta Spencer que até agora pouco estava calado.

- Isso mesmo, depois de cinco anos de sucesso, que é o acordo do contrato, podemos deter o diabo, mas pra isso teremos que ir para o inferno primeiro, lá existe uma chave que fica nas profundezas do inferno e quem pegar aquela chave terá o que sempre sonhou em toda a sua vida.

- Serio? O que eu quiser? — pergunta Dean.

- Sim. O que você quiser, até deter o diabo você pode, o que você quiser.

- A gente vai fazer esse pacto — diz Dean.

- Não, Dean, eu não vou, nunca que eu farei isso — digo gritando.

- Ah, é Nicolas? Você não vai? lembra daquele segredinho que você tem que ninguém sabe apenas eu? — o Dean sempre soube de um segredo que eu tenho e sempre me ameaça com isso para conseguir arrancar o que quiser de mim.

- O que tem? — aff, odeio isso.

- Se você não fizer esse pacto conosco, vou contar ele pra todo mundo, até para os seus pais. — agora eu sou obrigado a fazer esse pacto pra não ter esse segredo revelado.

- Ok, Dean, eu faço.

- Estão vendo gente, eu sei convence-lo — diz Dean se gabando.

- Galera, só nós precisamos de uma garota de coração puro e virgem para sacrificarmos — diz Freddie.

- Não, você não falou nada de assassinato, Freddie — digo a ele.

- Dane-se — diz Dean — já sei quem é essa garota.

- Quem, Dean? — pergunta Spencer.

- Minha irmã, a Michele.

- O quê? — digo — como você é capaz de fazer isso com a própria irmã? Quem você é Dean?

- Tudo vale a pena para ser famoso, se for necessário sacrifico até meus pais.

- Você é ridículo,Dean — digo sem saber o que fazer, subo a escada do porão e saio, estava chovendo e trovejando muito forte, naquela chuva coloco o gorro e começo a andar em direção a minha casa até um relanpago cair ao meu lado, há dez centimentros de mim, eu caio o chão e no céu eu vejo escrito "vai em frente, faça o pacto" e ao lado uma cara vermelha com dois chifres. Meu Deus, o que é isso? Nunca tinha visto isso na minha vida, me levanto e começo a correr, atrás de mim caía raios em seguida querendo me atingir, eu corro, corro muito, o mais rápido que eu consigo, até eu chegar em casa e entrar, entro totalmente assustado com aquilo:

- Por que você está assim, Nicolas? — pergunta minha mãe ao me ver daquele jeito. Não respondo, apenas fico calado — Nicolas eu te fiz uma pergunta, dá pra mim responder? Por favor — passo por ela sem dizer absolutamente nada, e entro em meu quarto. Minha mãe é muito brava, eu não gosto muito dela, acho que pelo fato de não gostar muito de mim, mas ela é minha mãe e eu tenho que respeita-la, é a vida.

Deito-me na cama e durmo, nesse sonho vejo uma mulher de minha mesma altura e vestida com um vestido branco que ia até os seus pés, ela era linda, seus olhos azuis me chamavam muita atenção, seus cabelos negros caídos sofre o ombro direito dela, tinha um belo sorriso, e tão branco quanto o seu vestido. Percebo que estava em um lugar lindo, com belas flores, e com um belo rio cristalino, e naquele ambiente era noite, no céu via aquela bela lua redonda, linda, muito linda mesmo, nunca tinha visto ela daquele jeito.

- Olá, Nicolas, seja bem-vindo — diz aquela mulher.

- Bem vindo? Mas bem-vindo a onde? Onde eu estou, e quem é você?

- Onde você está? — com uma voz grossa e ameaçadora ela diz — No inferno — naquele instante, aquele rio vira uma lago de fogo com pessoas pedindo socorro a mim, as flores murcham e são queimadas por um fogo enorme e que quase queima o meu rosto, a lua some e aquele lugar vira o próprio inferno, alguns demônios aparecem e anunciam:

- O diabo está de volta! O diabo está de volta! O diabo está de volta! — um deles olham pra mim com um olhar estranho e diz — ao inferno.

Eu olho para para cima e vejo um homem normal vindo em cima de um tapete voador e ao seu lado dois demônios que o acompanhava. Todos se ajoelham menos eu, fico em pé impressionado com aquilo, ele chega ao chão e se levanta, vem até mim e diz:

- Olá Nicolas, gostando do inferno? — eu fico calado, apenas olhava em seus olhos pretos, sem nenhuma parte branca — está com medo? Não precisa ter, não te farei nenhum mal... por enquanto — até aquele momento eu não dizia nada, não era medo que eu sentia, eu não sei explicar o que estava acontecendo comigo naquele momento — vai ficar mesmo calado sem dizer nada? Por favor, diga alguma coisa, quero ouvir a sua voz. Será que ela é linda com a Sarah disse?

- Quem? — pergunto a ele.

- Ah, graças a mim você respondeu, pensei que iria ficar calado até acordar, e Sarah é aquela mulher que te recebeu aqui quando você chegou. Ela é linda, não é?

- E como ela sabe que minha voz é linda? — pergunto curioso.

- Ela é seu anjo da guarda, cara — o diabo falando gíria, que mundo é esse?

- Espera aí, como ela pode ser meu anjo da guarda sendo que ela é do inferno?

- Ah é, esqueci que os humanos não têm muito conhecimento sobre isso, mas te explicarei tudo, todo ser humano têm dois anjos da guarda, um do mal e um do bem, só que quando essa pessoa completa sete anos de idade, esse anjos têm que brigar para ver quem vai ser o seu anjo da guarda até morrer, quem perder a briga é morto e outro fica com você até a sua morte, é por isso que existe pessoas más e pessoas boas, pelo fato de você ter um anjo mal, você será meu Nicolas, será meu de qualquer jeito.

- Eu nunca serei seu — o que é isso?

- É o que veremos Nicolas, ah, hoje Sarah veio me contar que você fará um pacto comigo para ficar famoso, isso é verdade Nicolas?

- Não, eu não farei esse pacto, não mais.

- Nicolas, eu já te disse que mesmo você não fazendo pacto você será meu, então é melhor vim pra cá rico, do que pobre, não é? — fico calado — Nicolas, se você fizer esse pacto comigo eu te darei muitos e muitos anos de vida, eu te prometo isso — naquele instante sou acordado pela minha mãe.

- Filho o que está acontecendo com você? Você está todo suado em uma noite de zero grau — diz minha mãe — você está bem Nicolas?

- Sim, mãe eu estou ótimo, só que estou com muito calor.

- Impossível, Nicolas, agora está zero grau — diz meu pai entrando no quarto — você por acaso estava no inferno, Nicolas? — o que ele quis dizer com aquilo?

- O que você quis dizer com isso, pai?

- Você está todo suado e, ainda está com calor, só podia estar no inferno, né garoto? — ai, que alivio, pensei que ele tinha visto o meu sonho.

- Agora vamos jantar Nicolas, se levante, por favor — diz minha mãe.

- Não mãe, não estou com fome, mais tarde eu como, pode ser?

- Claro filho, pode jantar até amanhã se você quiser — esse é meu pai, eu amo ele.

- Valeu, pai — os dois saem do quarto e me deixa só.

Eu penso naquele sonho, penso muito mesmo, o que será que aquele pesadelo quis dizer? Será que é um aviso para mim fazer o pacto? E aquela história de meu anjo da guarda ser um demônio, não caí mesmo naquilo, o que será que o demônio quer comigo? ah, quer saber? Aquilo era apenas um sonho.

- Não vou ficar com essa merda na cabeça — grito bem alto e da minha estante cai um copo de vidro que se quebra todo, eu me levanto da cama, e quando vejo o copo quebrado não estava ali, olho para a estante para ver se tinha sido minha imaginação, mas pra minha infelicidade não tinha sido, olho e ele não estava lá, então pra onde foi esse copo? As luzes começam a piscar, elas piscavam de cinco em cinco minutos, quando a luz clareava o quarto eu via no canto do meu quarto ao lado do meu guarda-roupas o mesmo homem que tinha visto no inferno, o diabo, em um desses clareamento não o vejo mais, procuro ele pelo quarto, mas não o encontro, até eu ouvir uma gargalhada atrás de mim, eu assustado me viro e vejo o demônio, mas dessa vez com a forma de capeta e com chifres, naquele momento não consigo me mexer, nenhum músculo em mim se movia, não conseguia gritar e nem piscar as minhas pálpebras, em um intervalo de luz vejo ele de novo, mas dessa vez consigo correr até a porta, só que para minha surpresa ela estava trancada, não pela chave mas sim pela força do capeta, pois ela estava lá, só que eu não conseguia roda-la. Me viro e não via mais nada, ficou tudo escuro, não entrava nenhum luz, nem de minhas janelas que eram de vidro, por que coisas sobrenaturais estão acontecendo comigo agora? Tudo fica em silêncio, e medo em mim crescia cada vez mais, já não sabia o que fazer ao não ser ficar parado ali encostado na porta, começo a ouvir barulhos estranhos vindo do outro lado da porta, e como sou muito curioso, encosto a orelha na porta para ouvir melhor, e é nesse momento que não ouço mais nada, as luzes se acendem e eu me assusto, continuo com a cabeça encostada na porta até uma faca passar pela porta a três centímetros do meu rosto, eu respiro muito alto e me afasto da porta quando a porta é arrombada, e o cenário de trás não era o mesmo, estava todo azul e com imagens bizarras na parede, quando aparece uma mulher que não era Sarah, uma toda de preto com o cabelo preto todo liso, olhos castanhos e a pele branquinha, muito branca, parecia a cena de um filme, ela olha fixamente para mim durante dez segundos e depois diz:

- Você não me conhece, mas eu conheço você — o que ela quis dizer com isso? — fique tranquilo que eu não vim para te fazer mal nenhum, apenas quero te ajudar.

- M-mas q-quem é v-você? — digo gaguejando, pois eu estava impressionado com a sua beleza.

- Acho que você vai estranhar um pouquinho, pois não é todos os dias que entra uma mulher linda como eu em seu quarto — e olha que ela á lindo mesmo — é que estou contra o meu pai e vim pedir a sua ajuda.

- Mas quem é o seu pai? — pergunto a ela.

- Meu nome é Marcely — diz ela me cumprimentando — e por incrível que pareça, eu sou a filha de Lúcifer.

- Vou ter dizer uma coisa Marcely, você não parece nada com o seu pai.

- Serio Nicolas? Ah, poxa, muito obrigada, tenho que admitir que meu pai é muito feio mesmo.

- Marcely por que o seu pai estava no meu quarto agora a pouco? — pergunto a ela.

- Nicolas, aquele não era meu pai, era apenas um demônio mandando por ele, meu pai quer que você faça o pacto com ele, pois assim você fica mais poderoso, ah, aquele pesadelo que você teve, não era sonho, aquilo foi um jeito do meu pai entrar em sua vida e tentar convence-lo a fazer um pacto com ele.

- E por que Lúcifer que tanto que eu faça um pacto com ele?

- A cada alma que ele leva para o inferno, Jeová fica mais fraco, e é isso que o meu pai quer, ele quer todas as almas deste mundo, ele quer ser o rei de tudo isso e também quer todos glorificando o seu nome ao invés de Jeová.

- E você Marcely? Está do lado de quem?

- Ah, eu não sei Nicolas, as vezes eu penso que meu pai está errado, e ele está, mas ele é meu pai e todos nós temos que ficar do lado de nossos pais, não é?

- Verdade, mas você sabe que seu pai está totalmente errado.

- Eu sei, mas eu não vejo a hora de ser a princesa desse mundo.

- Mas o que você quer comigo Marcely?

- Vim pedir sua ajuda, eu quero que você e seus amigos façam o pacto com o meu pai.

- Mas por quê?

- Tudo bem, eu quero destrui-lo, e você fazendo o pacto vai me ajudar bastante, além da fama que você terá.

- Mas eu vou sofrer naquele inferno como eu vi hoje, e eu não quero isso pra mim.

- Calma, esqueceu que sou filha de Lúcifer? Eu posso convece-lo de tudo, como já fiz inúmeras e inúmeras vezes, ele sempre cai na minha.

- E como você quer destrui-lo?

- Já ouviu falar da chave do inferno?

- Sim.

- Se conseguimos pegar aquela chave podemos ter o que quisermos, e eu destruirei o meu pai como eu quero, você topa Nicolas?

- Mas por que você precisa que mim para fazer isso sendo que mora no inferno onde está a chave?

- Nenhuma mulher consegue abrir o lugar onde ela está nem mesmo do inferno, só um homem consegue e não importa se ele homem é demônio o humano, se você encontrar o lugar você consegue abri-lo. E aí vai me ajudar ou não?

- Claro, fazer o que. né? Se uma mulher linda como você está pedindo, como eu posso dizer não?

- Pare de me elogiar e aja, ok?

- Se você continuar com essa grosseria não vou te ajudar.

- Ah é? Pois saiba que posso te matar agora, e sua alma pertencerá ao meu pai, assim como ele te disse. Você será p meu escravo.

- Vem cá, e meus pais? Não ouviram toda essa barulheira?

- Fique tranquilo, eu os matei.

- O quê? — digo assustado.

- Tô brincando, o tempo parou para eles, quando você menos esperar eu irei embora e tudo voltará ao normal

- Ok então — eu me viro por um minuto, e ela some sem eu perceber. Tudo estava exatamente como antes inclusive minha porta.

Notas finais
E aí, o que acharam? Ruim ou bom, deixem comentários, por favor. Até o próximo capítulo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.