Como você me encontrou?
2 Três semanas é?
Notas iniciais
Acordei naquela manha já pensando na hora que eu ia voltar a dormir, mas tinha que levantar, Banguela já choramingava ao lado de sua tigela de comida. Coloquei comida pra ele que comia desaforado como sempre. Vesti uma roupa, é durmo só de cueca, fui até o banheiro lavei o rosto com aquela água parecia mergulhar no Alasca ou em qualquer rio daqui. Escovei os dentes e desci.
Nossa casa tinha dois andares no andar de cima dois quartos um banheiro em cada quarto, no de baixo, cozinha e sala, é era só isso acho que a sala era a casa toda, mas tinha uma mesa de jantar também que era usada só por mim às vezes geralmente comia no sofá ou nem comia, a cozinha não tinha paredes só bancada que a separava da sala.
Quando cheguei meus pais estavam tomando café juntos, qual foi a ultima vez que eu vi aquela cena? Em Nova York eles também sempre estavam trabalhando minha mãe era Dona de uma clinica veterinária então vivia por conta disso meu pai era crítico de um jornal então também não parava em casa.
Um dia no emprego da minha mãe um cara apareceu desesperado com um filhote no porta malas dizendo que o encontrou então minha mãe cuidou dele e depois o deu pra mim já que ninguém quis adota-lo o dei o nome de Banguela.
–O que estão fazendo aqui? – perguntei colocando leite quente com achocolatado em um copo.
–Ah! Querido! – exclamou minha mãe ao me ver, estava muito concentrada em uma revista. – Como está? Como vai o colégio? – perguntou em seguida me dando um beijo estalado antes.
–Eu vou indo bem, mas o colégio continua pregado no chão. – disse. – Mas por que estão aqui? – perguntei.
–Bem, sua tia Izza vai se casar. – ela disse.
–De novo? – perguntei segurando o riso com um gole.
–Sim... O nome dele é Connor, o noivo. Bem ela mandou o convite e nos vamos hoje a noite de volta para Nova York, o casamento será daqui a duas semanas, mas seu pai quer participar de um festival então voltaremos em três semanas. – disse.
–Tá eu vou subir e... – comecei.
–Não, querido você não poderá ir. – ela me cortou, fiquei em silencio e ela continuou. – Mandaram as passagens, mas tivemos um problema com a sua por que não se pode transportar um de menor assim sem mais nem menos a não ser que você seja o responsável por ele. Quando fomos comprar a sua não tinha mais lugares no avião e o próximo voo seria daqui a dois dias.
–Então ficarei sozinho em casa por três semanas? – perguntei, não seria muito diferente do que é tipo não via os dois há uns três dias, eu não os via... direito.
–Bem, sim, mas contratamos uma babá para vir todos os dias para ver se você está bem e também deixaremos 400 dólares, mas é pra emergências okay? E comida é o que não falta aqui. – disse.
É eu sabia me virar na cozinha.
–Não se preocupe mãe eu estarei bem com Banguela – disse eu sorrindo.
–Esse é o meu viking. – disse ela me dando outro beijo estalado enquanto apertava minhas bochechas entre o indicador e o polegar ela costumava me chamar assim.
–Boa sorte filho. – disse meu pai olhando por cima do jornal que lia.
Tentei entender o que ele quis dizer, mas desisti, seus olhos eram verdes como os meus, mas eles não podiam ser decifrados. Peguei uma torrada e me levantei, me esparramei no sofá, é acho que vou dormir o resto do dia.
–O que você está fazendo deitado ai? – indagou minha mãe sentando na ponta do sofá cama.
–Bem estava tentando dormir. – disse.
–Mas você não acabou de acordar? – perguntou.
–Por isso mesmo. – disse.
–Hum, sabe você não tomou café direito é assim que você come todo dia? – ela perguntou me puxando do sofá.
–Não! Eu vou comer mais só estou relaxando um pouco, vou comer mais sim. – disse me recusando a levantar.
–É bom mesmo. – disse ela se levantando e atendendo ao telefone, não prestei atenção ao que ela dizia algo sobre táxi talvez.
Hum três semanas sozinho, não vai ser muito diferente do de sempre, afinal eu só converso com Banguela, e ele não responde. Acho que a única empolgação na minha vida é... ler? E... bem não sei mais o que sou neutro até pra mim mesmo.
Levantei-me e tomei café direito com minha mãe em cima, os dois saíram meia hora depois, eu só sabia de uma coisa eu não queria fazer absolutamente nada, subi para o quarto Banguela dormia me juntei a ele.
~*~”~*~
Acordei. Preciso de um banho, a primeira coisa que pensei me levantei e andei até a mesa, apertei uma teclado no meu telefone para ver as horas, 15:47. Eu não almocei assim que pensei nisso minha barriga roncou primeiro o banho havia um papel ao lado do celular.
Ethan querido,
O voo sai as 17:00 é ele foi adiantado para evitar neve, como o aeroporto não fica na cidade saímos bem cedo. Nancy virá todo dia as 16:30 ver como você está ela só ficará por duas horas, seja legal com ela mesmo ela sendo um tanto irritante, tá parei. Não se esqueça da escola se se atrasar você vai ver... Dei-te um beijinho sim tá? Eu te ligo quando chegarmos. Até mais meu herói viking
Com amor, Jesse.
É realmente eu poderia faltar, mas a tal da Nancy poderia me dedurar, mas ficar em casa sozinho o dia todo também não é uma boa opção. Fui até o banheiro e encarei meu rosto de sono, é incrível que se você tira um cochilo para ficar renovado e parece pior quando acorda.
Tirei a roupa, liguei o chuveiro, a água quente ajudou um bastante já me sentia mais acordado joguei o cabelo pra trás lembro-me de telo usado assim no ultimo casamento da tia Izza, esse era o terceiro, mas não me interessa a única vez que ela falou comigo foi em um jantar ela disse que minha gravata estava torta.
Banguela deve estar com fome. Sabe quando dizem se você está sozinho em casa pode andar pelado? Não faça isso se você mora em Happy Valley goose bay. Aumentei a temperatura do aquecedor e me vesti Banguela ainda dormia como uma pedra coloquei mais comida e desci.
Fui pra cozinha e me preparei um sanduiche, me sentei no sofá e liguei a TV passando um filme qualquer, bem eu assisti era aqueles filmes de cara safado que conheci alguém e descobre o amor da sua vida e blá blá blá blá.
Eu estava completamente sozinho... não eu tenho Banguela e não que fosse diferente de qualquer outro dia meus pais sim me amavam, mas eles eram ocupados com a vida deles e eu com a minha e eu sempre disse que estava tudo bem.
Terminei meu filme e busquei um livro na estante ao lado, meus pais sempre compravam e eu já havia lido todos que me davam eles sempre gostaram que eu lesse, mesmo eles já tendo reclamarão que eu nunca trouxe um amigo ou uma garota pra casa sem querer ser chato, mas eu não tenho isso. E talvez eu nunca tenha, mas prefiro não comentar.
Quando terminei de ler já eram meia-noite, mas eu não estava com sono, você tem aula amanha, é eu sei infelizmente o inferno congelado me espera. Peguei uma torta na geladeira e assisti outra coisa um desenho dessa vez uma animação. Nem vi quando peguei no sono mas com certeza se passava das três da manha.
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