Como você me encontrou?

20 Nova York - Jack


Notas iniciais
OI! Há eons não mostro minha cara aqui não é? Estava com saudades, bem conversamos lá no final, não deixe de ler é importante. bjs Enjoy !!!!!!!!!

Eu estava de pé esperando nossa bagagem, aquela esteira deveria estar rindo de mim. Todos pegavam as suas malas, que vinham ridiculamente uma atrás da outra, e eu estava de pé há meia hora esperando, bufei e olhei por cima do ombro e pude ver Hic. Estava ao telefone com sua mãe, revirava os olhos e sorria de canto, olhou para mim e sorriu. O sorriso mais doce do mundo, se é que é possível. Quando finalmente as nossas malas chegaram, as peguei e fui em direção a Hic. Ele desligou o celular e pegou sua mala, mesmo que eu insistisse para carregar.

– Então? – indaguei para o moreno que ajeitava os cabelos nos espelho da parede a nossa frente.

– Banguela está bem. – disse ele me dando um selinho. – Pronto para conhecer minha cidade natal?

– Com certeza. – disse eu.

Pegamos um taxi, e nossa haja energia, estávamos no natal, e todas as ruas tinham luzes do tipo pisca pisca, era lindo. Sentados no banco do passageiro do carro, senti uma mão sobre a minha, era Hic ao meu lado ele sorriu e se voltou para a janela, eu fiz o mesmo só que agora nossos dedos se entrelaçavam. Aquele lugar era incrível, me pergunto como ele foi parar em Happy Valley por que largara tudo para ir para aquele fim de mundo congelado, apenas para me conhecer? Paramos em frente ao Park View Apartaments Hotel. O tal hotel apartamento era realmente maravilhosos, e bem muito caro.

Hic disse que iria cuidar disso e também para que eu não me preocupasse com nada, mesmo assim achei um lugar para jantarmos. Isso exigiu uma pequena pesquisa com sua mãe, ela me disse qual era seu lugar preferido, disse que ele ia lá com o pai e o Ian, quando eles tinha uma entrevista. Lhe perguntei quem era Ian, e bem me arrependi. Ele fora a primeira paixão de Hic, mas naquela época Hic não sabia o que sentia por ele. Ela disse que ele era muito inocente e não sentia, bem atração sexual, mas sim afeto. Mesmo sem conhecer o cara, fiquei com – por mais que eu não queira admitir – ciúmes.

Mas ela me disse que eu não deveria me preocupar, Hic era caidinho por mim. Rimos. Mas voltando ao assunto, ele ainda não sabe, obviamente. Mas eu vou pedi-lo em casamento. Não estou decidido se peço no restaurante ou se faço algo mais criativo com neve, afinal sou bom nisso. Nesse momento Hic está desfazendo as malas na cama, de casal desnecessariamente grande a meu ver. O quartoapartamento era quase que completamente branco, mas o piso e a madeira negra dos moveis se destacavam bastante nele. Respirei fundo, estava cansado de certa forma, mas não tanto a ponto de não aproveitar a ocasião. Me aproximei de Hic e enlacei sua cintura com meus braços, beijei seu pescoço coberto por sardas.

– Jack. – disse ele em um suspiro. – Pare de ser tão carente.

– Mas já faz sete horas que não te beijo. – choraminguei mordendo de leve seu pescoço, enquanto isso minhas mãos passeavam por seu abdome, sob sua camiseta pólo verde. – Preciso de uma dose de Hiccup.

– Você me beijou no aeroporto. – disse ele irritado e riu, girou ficando de frente para mim e passou os braços por meus ombros. – Mas aquilo nem foi um beijo direito não é?

Neguei com a cabeça e selei nossos lábios, o pequeno e gostoso choque térmico, que sempre era presente em nossos beijos. Passou por minha espinha me fazendo sorrir enquanto aprofundava o beijo. Empurrei a mala que ele estava desfazendo e ela foi parar no chão, em seguida o joguei na cama. Minha língua dançava com a sua que se tornou mais habilidosa desde quando nos começamos a namorar. Minhas mãos percorriam seu dorso, desci beijos por seu pescoço o fazendo arfar.

– Jack! – exasperou ele. – Você jogou as roupas todas no chão!

Bufei e sai de cima dele caindo na cama ao seu lado ele se levantou.

– Seu chato. – resmunguei fazendo bico.

Ele começou a catar as roupas e riu por um segundo, sorri era bom estar com ele. Abracei um travesseiro. É verdade que nesses dois anos nos nunca havíamos bem, dormido juntos, ou feito amor. Do jeito que você preferir chamar. Em parte por Hic nunca falar sobre isso, e em parte por eu não querer forçá-lo a nada. Também tinha o fato que morávamos com nossos pais. Bem ao menos ele morava, quando contei ao meu pai que era gay, bem ele não aceitou. Acho que se não fosse por minha mãe, eu teria sido espancado por ele. Ele se divorciou da minha mãe e desapareceu levando apenas suas roupas e a caminhonete velha que ele tinha.

Anna não ficou mal, mas se ficou escondeu muito bem, descobri depois disso que ele já havia agredido nela. Pelo mesmo motivo que me odiava, ou mais ou menos isso, era Emma. Culpava minha mãe, dizia que eu era um monstro, que ela não deveria ter confiado em mim. Que eles deveriam ter me deixado no buraco onde me encontraram. Cheguei a agradecer por ele não ser meu verdadeiro pai, não que meu verdadeiro pai tenha sido melhor. Mais tarde minha mãe encontrou outra pessoa, mas isso não vem ao caso. Eu queria sim dormir com ele, mas não iria forçar Hic a isso, ainda mais que ele nunca dava bandeira de que também queria.

Sem falar que eu tinha medo de lhe perguntar.

Levantei-me e fui até a janela quadriculada, pelas vidraças, nas quais a neve se acumulava nas bordas. A vista para o famoso Central Park, que fora inclusive garantido por Hic, ele dissera que era linda. As arvores completamente sem folhas negras e cobertas de neve ficavam lindas com as luzes pisca-pisca que pendia em seus galhos. Era quase como se a luz fossem as próprias folhas.

– E então você gostou? – indagou Hic ao meu lado tocando de leve no vidro congelado.

– Sim, é lindo. – resmunguei.

– Ai por Thor ele odiou. – disse desviando o olhar da janela para os pés. O abracei.

– Eu amei isso, seu idiota. – disse e ri. – Obrigado Ethan.

– Hic é mais fofo. – disse ele e eu ri. – Vou tomar um banho e descansar um pouco, então mais tarde vamos patinar. – disse ele sorridente com os braços em meus ombros.

Assenti lhe dando um selinho, me afastei, mas sem separar nossas testas uma da outra.

– Você precisa fazer a barba. – repreendeu-me ele, bufei.

– Mas você não gosta assim? – indaguei passando minha bochecha por seu pescoço, ele riu.

– Não, ela faz cócegas. – disse e dei um beijo em seu pescoço. –Vou pro banho.

Então ele se foi e eu comecei a arrumar as roupas no armário, me deitei na cama e suspirei. Viagem cansativa era o nome, cinco horas em um avião nu vôo sem escalas. Sim eu estava feliz por estar aqui com Hic, mas de fato estava cansado. Eu também nunca havia saído de Happy Valley, aquele fim de mundo congelado, bem este também está congelado, mas não é um fim de mundo. Hic escolheu vir no inverno só em consideração a mim e meus poderes. Mas sinceramente? Talvez sem aquele fim de mundo eu jamais teria conhecido Ethan. Para mim era mais como só o meu mundo.

Um sorriso se desenhou em meus lábios, a primeira vez que o vi plantar a bunda no chão. Eu ri inocentemente, ele me olhou furioso com o rosto avermelhado, e depois sumiu no meio dos outros alunos. Me apaixonei por ele, e sinceramente eu não conseguia me obrigar a ir falar com ele. Mas na verdade isso nem foi preciso, tudo aconteceu naturalmente. Ele veio até mim.

Depois de um bom tempo ele saiu do banho e eu entrei, o banheiro era a mesma coisa do quarto. Tudo preto no branco. A água fria não ajudava muito a me acalmar, mas infelizmente eu só conhecia a água fria. Sai do longo banho e fui direto pra cama, onde Hic dormia, seu rosto sereno era lindo. Beijei sua bochecha e me deitei, adormeci rapidamente.

Acordei sendo chacoalhado e empurrado por Hic, balbuciei já irritado pelo moreno que quase me jogava para fora da cama.

– O que foi Hic? – indaguei me aninhando mais ao travesseiro.

– Já são sete da noite, dormimos muito. – disse ele.

– Por que não dormimos mais então? – indaguei sem nem mesmo abrir os olhos.

– Íamos patinar lembra? – indagou ele nervoso.

– Okay, patinar. – sentei-me e bocejei ao me espreguiçar, ele teclava na tela do celular concentrado. Me aproximei e lhe dei um beijo na bochecha.

– Você fica uma gracinha nervoso. – disse com um sorriso maroto nos lábios. – Relaxa e vamos ir patinar, tudo bem?

Ele assentiu e selou nossos lábios, sorrindo entro o beijo e dizendo: “Eu te amo”

O lago era grande e não havia muitas pessoas lá, as arvores em volta piscavam com as luzes de natal, que pendiam em seus galhos. De fato era um passei bem romântico para um casal apaixonado, até um casal ia se deslumbrar com a visão assim como nos. Olhei para Hic ao meu lado, ele inalava o ar, era uma mania que ele tinha. Dizia que respirar o ar gelado era gostoso, eu nunca realmente soube o por que, bem eu não sentia frio. Então nunca sabia se estava muito frio, ou se o ar estava gelado. Hic usava uns três casacos e eu apenas meu moletom azul que minha mãe alargou para servir em mim. Hic sempre dizia que ficava lindo em mim, depois corava apenas por me elogiar ele era com certeza uma graça.

Nos sentamos em um banco, para colocar os patins, Hic usava os que eu lhe havia dado de presente no primeiro aniversario que eu passara com ele. Eram simplesmente a cara dele, cara de viking. Ri com aquele pensamento. Ele se levantou, e se equilibrava muito bem nas lâminas recém afiadas. Sorri me lembrando da primeira vez que patinamos juntos, bem ele mais caiu do que patinou, mas estava ótimo pra uma primeira vez. Foi a primeira e única pessoa para quem eu tive coragem de levar até aquele lugar, além de Emma.

Me lembrar dela doía muito, mas acho que os deuses viram meu sofrimento e com isso decidiram me presentear. Deram Ethan para mim. Umas das únicas razões pela qual eu sorrio. Naqueles três meses nos quais eu morria de medo de falar com ele, eu apenas sorria, pelo simples motivo de ele estar bem ali ao meu lado. Prestando atenção nos berros de Bocão, encarando o cabelo da loura a sua frente, ou até mesmo pensando no final do ultimo livro que lera, talvez pudesse estar até mesmo pensando em mim.

Tudo isso que eu imaginava ele estar fazendo, por um estranho motivo me faziam sorrir. Apenas o fato de outra pessoa que não fosse Emma me fizesse sorrir, apenas por estar bem ali. Mesmo que não me visse. Só por existir e fazer meu peito despejar um pouco da amargura fora. Só por me deixar chamá-lo de Hic, só por me deixar beijá-lo, só por me deixar abraçá-lo apertado, só por ser meu.

Hic olhou para mim e sorriu largamente, estendeu os braços, os segurei e me levantei. Equilibrando-me em cima das lâminas.

–Pronto para dar um show meu pequeno floco de neve? – indagou ele com o sorriso mais doce que existe.

–Como assim floco de neve? – indagou com falsa ofensa. – Meu amor eu sou o IceBerg inteiro.

Ele riu e me deu um selinho, sem nem mesmo se importar de estar em público. Mas sabe estar em público deixava o contato muito mais gostoso. Seus lábios estavam um pouco rachados por causa do frio, mas eu nem me importei, apenas sorri ainda com as testas coladas. Entramos no lago aos tropeços, mas ainda sim de mãos dadas, não que fosse preciso. Hic patinava muito bem desde que começamos a namorar. Recebíamos alguns olhares indiscretos, mas naquele momento nem isso me preocupava. Eu só queria aproveitar todos os momentos que eu pudesse passar com ele.

Notas finais
SEXO SEXO SEXO!!!!!!!!! Chamei sua atenção? Ótimo Eu disse que teria um bônus com povs Jack, mas acontece que se eu fizesse só um cap bônus ia ficar muito grande com tudo que eu quero escrever nele. Então não haverá bônus e sim mais cap, talvez 3. Eu ainda não sei, serão todos povs Jack como prometido no bônus e sim terá lemon. Agora outra coisa, a continuação TAMTAMTAM. Eu já tenho a ideia para ela inteira, mas não comecei a escrever. SE esses caps tiverem um bom rendimento eu vou começar a escrever ela, caso não será só isso mesmo pessoal. Alguns dizem que continuações costumam estragar as historias, eu concordo com essas pessoas. Então a continuação só dependerá de vocês mesmo, bem era só isso. Espero que gostem do que leram e do que está por vir. Bjs