Como você me encontrou?
9 Maldita!
Notas iniciais
Mais uma vez fui acordado por Nancy, ela estava arrumada me espreguicei e meu corpo todo estalou eu tinha dormido de mau jeito.
–Eu já estou indo, o faça comer alguma coisa está pálido. – Menos eu, é claro. — E nada de putarias ou direi aos seus pais. – disse se encaminhado para porta e saindo logo depois.
Olhei para ele, ainda dormia. Subi e lavei meu rosto escovei os dentes, coloquei comida para Banguela que comeu rapidamente e peguei um termômetro na minha gaveta. Desci e coloquei o termômetro em sua boca.
Apitou apos vinte segundos, chequei e ele estava 8° Graus, o que? Isso não é possível deve estar quebrado. Suspirei e coloquei sobre a mesa de centro. Levantei-me e fui em direção à cozinha iria preparar panquecas com mel.
Quando terminei era 9h da manha, as coloquei sobre a mesa de centro, acabei de comer e me sentei na beirada do sofá-cama, ele acordou em um pulo e gemeu abraçando a si mesmo e se curvando pra frente, voltando depressa a posição inicial.
–Continue deitado. – disse empurrando seu peito de leve para baixo.
–Onde estou? – perguntou.
–Na minha casa. – respondi. – Se lembra de alguma coisa?
–Sim, eu me lembro de tudo até entrar em um carro amarelo. – ele disse, dei graças para o jeep ser amarelo ele ao menos lembrar o que aconteceu.
–Bem, está com fome? – perguntei.
–Um pouco. – disse e olhou a mesa. Sentou-se com algumas caretas e mordendo a boca.
–Tire a roupa. – disse e ele me olhou franzindo o cenho e com a boca semiaberta.
–Pra que? – perguntou.
–Você está gemendo de dor a cada movimento eu quero ver se á alguma marca. – disse colocando a mão na barra de seu moletom.
–Está bem então. – disse.
Levantei e ele terminou de retira-la, seu peito e abdome estavam bem, mas seus ombros e costas tinham visíveis hematomas. Não era tão preocupante por não serem muitos, mas eram grandes e parecia doer muito.
–Minhas pernas doem também. – anunciou.
–Pode tirar a calça também? – perguntei-o.
Assentiu e fazendo uma careta ao retirar a calça. Havia mais hematomas na coxa, mas estes eram bem mais claros. Toquei de leve envolta da região.
–Dói. – gemeu ele.
–Jack. – segurei sua mão. – O que aconteceu?
–... Astrid, só estava magoada. – disse ele. Senti meu nível de raiva transbordar e explodir.
–O que ela fez? – rosnei.
–Ela chamou Melequento e alguns amigos dele. Me bateram pra valer. – disse.
–Por que não fugiu? – perguntei devia estar escrito ‘puto’ na minha testa.
–Me pegaram de surpresa e também estavam em maior numero eu não ia poder fazer nada. – disse e eu contei até dez diminuindo a raiva.
–Bem, coma um pouco então. – coloquei uma almofada no seu colo e as panquecas em seguida. Ele comeu um pedaço.
–Está quente. – reclamou.
–Não está faz muito tempo que eu fiz. – disse cruzando os braços e entregando a ele o chocolate. Ele olhou dentro do copo.
–Não tem marshmallows ou chantilly aqui. – disse me estendendo o copo.
Peguei o copo e fui até a cozinha pegando o que ele pediu e colocando no copo e voltei lhe entregando e me sentando. Ele soprou o copo e depois bebeu eu não entendi muito bem aquilo, colocou o copo e o prato na mesinha quando terminou, olhou para mim e sorriu.
Devolvi o sorriso ia me levantar, mas ele puxou meu queixo e colou os lábios, parecia beijar um sorvete era tão doce e tão frio. “Que coisa de veado” Calado você está gostando também. “Mas vou negar”.
Seu beijo era como uma guerra que e eu estava perdendo mais uma vez, senti algo na barra da minha blusa e uma mão fria percorreu meu abdômen o frio me deu um susto. O empurrei ele me soltou. Lembrei-me que ele ainda estava sem roupa, usava uma cueca box azul gelo com flocos de neve. “Esse consegue ser mais gay que nos dois juntos”.
–Desculpa Hic... Eu me empolguei. – disse ele.
–Não está tudo bem. Vou lhe trazer roupas limpas. – disse me levantando rapidamente e levando a louça para a cozinha corri para o meu quarto.
Tranquei a porta atrás de mim, meu rosto fervia. “Essa foi por pouco.” O que? Não aconteceu nada. Fui até o armário e peguei a maior blusa que eu tinha e uma calça de moletom preta. Não era problema roupas finas a casa tinha uma aquecedor que a matinha a 13° graus.
Peguei um Salonpas* na gaveta, desci. Ele estava sentado com perna de índio e cutucava o curativo embaixo do seu olho. Aproximei-me colocando as roupas no sofá, dei um tapa em sua mão que cutucava.
–Não fique cutucando. – disse. – agora fique quieto.
Sentei-me atrás dele e comecei a colocar tiras de Salonpas* sobre os hematomas, ele gemia e reclamava do cheiro. O remédio tinha um cheiro fortíssimo de menta era realmente ruim, mas era eficaz.
–Pare de reclamar estou te ajudando. – disse.
–Mas está doendo. – resmungou.
–Parece uma criança. Tem sorte que não é merthiolate em um arranhão ai você teria motivos para reclamar. Pronto acabei.
–Graças aos deuses. – disse.
Esticou os braços contraindo os músculos das costas, não chegava a ser forte, mas era bem definido, no que estou pensando? “Em merda agora para, esse é o lado ruim de poder ler pensamentos.”
–Hic! – ouvi ele chamar e acho que não era a primeira vez.
–Sim? – respondi depois de raciocinar.
–Essas roupas são pra mim? – disse colocando as mãos sobre as roupas que estava no sofá.
–São si, vou colocar as suas para lavar. – disse e peguei-as.
Fui até a lavanderia da casa e liguei a maquina para encher, nos bolsos do moletom havia um celular e uma carteira, bem ele não foi assaltado. A calça era bem simples nem bolsos ou zíper, joguei as duas na maquina com mais algumas roupas que estava ali.
Sai de lá voltando à sala ele passeava pelos canais com cara de tedio ainda sentado como antes, só que dessa vez vestido. “Infelizmente” Opa que? “Esquece”. Me sentei na poltrona e coloquei o cotovelo no braço da mesma apoiando a cabeça na palma da mão.
–Isso fede! – remungou nervoso.
–Eu sei também detesto o cheiro, mas isso é bom não sente a dor diminuir? – perguntei segurando a risada.
–Sim, mas ainda fede. – disse o cheiro era forte e incomodava sim.
–Nem é tão ruim, agora pare de choramingar.
–Tá. – bufou. – Me traz mais chocolate?
–É claro, tudo para essa criança. – disse ao passar por ele que riu e reclamou do cheiro outra vez.
Fiz o chocolate, mas quando fui esquentar ele gritou que queria frio, gritei está bem de volta. Coloquei os mini marshmallows e chantilly e também uma cereja. Peguei uma pra mim e comi. Fui até a sala e entreguei a ele.
–Nossa, apanhar tem seu lado bom. – disse e tomou um gole.
–Não se acostume não. – disse brincando com o cabo da cereja em minha boca.
–Mas é claro que vou me acostumar isso é ótimo e você... Quer parar de rodar isso na boca? – disse passando uma mão pelos cabelos.
–Tá, desculpa. – disse e comecei a rodar nos dedos. – A dor parou?
–Sim estou bem melhor agora. Posso ficar aqui? Meus pais me matariam se eu faltasse à escola. – disse.
–Como se eu fosse te deixar ir embora antes de melhorar, vai dormir aqui hoje e sem um pio, vou cuidar de você. – disse colocando o cabo de volta na boca naturalmente.
–Valeu. Então será minha babá? – questionou com um sorriso cafajeste. Sentei-me ao seu lado.
–Prefiro enfermeiro. – disse e ele riu, peguei a cereja de seu copo e comi.
–Parabéns. – disse colocando o copo na mesinha.
–Mas por que? – disse cínico.
–Por me provocar desse jeito. – disse.
–Como assim? – perguntei.
–Não sei se você percebeu, mas eu te amo e se você rouba minha cereja é claro que está me provocando. – disse ele.
–Que drama é só pegar outra. – disse me dirigindo a cozinha.
Abri a geladeira e dessa vez peguei não só uma e sim a vasilha toda e mais o vidro de chantilly. “Vai mima-lo?” Vou. Fui para sala e ele já havia terminado seu chocolate, coloquei a vasilha de cerejas e o chantilly na mesinha de centro.
–Pronto agora sim. – exclamou. Sentei-me no chão e comecei a pegar cerejas e cobri-las com chantilly e comer, Jack também. – Desse jeito voltarei para casa rolando.
–É uma fruta, não engorda. – disse. – Ou você prefere uma cenoura?
Quando fui comer outra Banguela apareceu e a comeu na minha mão. Ele se virou para Jack latiu e pulou em cima dele, este gemeu de dor. Tentei puxa-lo, mas ele não queria sair. Ter um cachorro de 90kg em cima de você já é ruim imagina se você tivesse sido espancado antes.
Peguei uma cereja e coloquei a frente de Banguela e depois a joguei longe ele saiu correndo para buscar. Jack estava encolhido abraçando a si mesmo e mordendo lábio inferior, era uma cena engraçada até. “Que maldade, pobre albino está perdido em suas mãos.”
–Desculpa disse o ajudando a se sentar.
–Banguela? – perguntou.
–Sim, ele gostou de você. – disse tentando sorrir.
– Ele meu quebrou isso sim mais um pouco. – disse.
–Para de drama ele só é muito alegre.
–Eu posso usar o banheiro? – perguntou colocando uma cereja na boca.
–Sim, mas consegue subir as escadas? – perguntei já de pé.
–Não sem ajuda. – disse.
Ele se ergueu e passou os braços por meus ombros eu segurei sua cintura ele reclamou disso também.
–Agora uma cena de filme. – disse.
–Como assim? – perguntei.
–Não sargento Hiccup me deixe aqui volte para a base não vai conseguir salvar nós dois. – disse e fez peso sobre mim. Resolvi entrar na brincadeira.
–Jamais vou deixar um soldado para trás, ainda mais um que está com todos os membros. – disse enquanto andávamos.
–Eu lhe imploro volte e me deixe morrer como um soldado. – disse ele segurando a risada.
–Nunca, ou você volta comigo ou você volta comigo entendeu e isso não é u pedido. – disse serio, mas contendo o riso.
–Tá parei. – anunciou. Subíamos as escadas, e ele começou a reclamar que doía e fedia.
–Nossa que saco, eu sei que está doendo e que fede agora fique quieto. – eu disse ele fez bico.
Chegamos ao meu quarto ele estava arrumado “Nancy”. Não havia percebido quando vim aqui pela primeira vez. Entrei com ele no banheiro o soltei e sai fechando a porta atrás de mim. Sentei-me na cama. Ele saiu depois de longos minutos.
–Gostei do quarto. – disse sentando ao meu lado.
–Valeu. – eu disse.
Ele olhou em volta, e pegou meu Ipad na cama, ligou havia um desenho inacabado de Banguela na tela sorri. Ele começou a passar as imagens e parou quando chegou a uma dele a ultima que eu havia feito.
Fitou por um tempo e depois passou para o próximo também dele e eu tinha certeza que os próximos sete também eram. Sempre estava nevando em seus desenhos, não havia percebido, mas ele sorria ao ver cada um.
Me lembrei de quando ele disse que era o inverno, se bem que parecia mesmo sua pelo branca e pálida e os cabelos brancos. Pensei em perguntar pensei em perguntar o que ele quis dizer mais como? “Jack o que você quis dizer com eu sou o inverno? DÃ!” Não enche.
–Gosta de me desenhar Hic? – perguntou debochado.
–Menos garoto, bem menos. – retruquei, levantando-me. – Tá se achando demais.
–Querido eu não me acho por que eu não estou perdido. – puxou meu braço me jogando na cama ficando por cima de mim.
–Parece que você já melhorou. – disse segurando seus braços para evitar um possível ataque.
–Ainda dói, principalmente depois do ataque daquele dragão do Banguela, mas mesmo assim te derrubo fácil. – disse aproximando-se meu rosto ferveu.
“Você vai deixar isso assim Hic?” Não! O empurrei com tudo ficando por cima e com ele emendo de dor mais uma vez. Até parece que você vai faze hora com a minha cara hoje. “É assim que se fala.”
–Não desta vez querido. – disse e dei um beijo em sua bochecha. Sai de cima dele. – Vamos descer preciso preparar o almoço.
–Ainda cozinha? Vou me casar com você. – disse fazendo outra careta ao se levantar.
“Alguns anos Nancy?
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