Como você me encontrou?

6 Eu não combino com o calor...


Notas iniciais
Desculpe a demora tive que reescrever algumas coisas no cap espero que gostem por que esse é o mais definitivo bem até la em baixo.

Ela me disse que passariam mais 3 semanas lá, ela não me disse o porquê e eu me esqueci de perguntar. Disse-me que avisaria para Nancy continuar vindo, ela parecia meio triste na ligação. Pediu-me desculpas e desligou.

Que raiva vocês vão ficar longe mais de um mês eu vou morrer “Pare de drama você tá vivo ainda.” Não interrompa meu momento, não que estar sozinho fosse ruim, mas sentia falta sim deles os queria de volta.

Queria o sorriso de meu pai ao chegar em casa tarde, as perguntas da minha mãe e das reclamações também. “Só digo que estaremos ferrados quando você for morar sozinho.” Eu me viro bem sim, mas quero-os aqui. Comigo.

Na escola eu estava meio triste por causa da saudade de meus pais, disse a Jack e ele pareceu entender e não insistiu em uma conversa então apenas ficamos sentados lá. E não estava a fim de fazer nada.

Apenas olhando para aquela cerca e o campo com pinheiros altos cobertos de neve, mesmo com a calça grossa eu podia sentir o frio da pedra, era de certa forma desconfortável, mas não me incomodava tanto.

Eu me escorei em seu ombro e ele passou o braço por meus ombros, eu tinha certeza de que estava sorrindo mesmo sem poder ver. Aquele dia foi bom ficar quieto, menos pela parte que eu adormeci e que só acordei com o sinal.

Sei que isso pode parecer estranho, mas eu gostei de dormir ali escorado nele que não pareceu ligar para o meu estado e continuar a massagear meu ombro, ele nunca usava luvas sua pele era tão pálida, mas isso não o deixava com um ar de doente por que seu sorriso escondia isso.

Quando acordei tive vontade de jogar aquele sinal numa vala bem funda pensei em matar aula e continuar ali, mas quando ele percebeu que eu havia acordado tentou se mexer um pouco, queria mandar ele ficar no mesmo lugar mas seria abuso.

Pedi desculpas, mas ele disse que estava tudo bem e que eu ficava muito fofo dormindo, sim segurou minhas bochechas como uma tia e falou como se falasse com um cachorrinho, eu ao invés de xinga-lo apenas ri.

O restante da semana não foi menos entediante. A não ser por Nancy me usar como cobaia de terapia, até que era divertido principalmente com ela e eu fazendo piadas. Eu percebi que psicólogas eram um tanto inúteis.

Elas serviam para desabafar nada mais e como Fred diz desabafar é pra maricas. (Assistindo Scooby-Doo hehehe) Contar o que de ruim aconteceu ou está acontecendo, como uma possível prova que você foi mal ou está com medo e se dar mal.

Não eu não contei nada para ela sobre estar possivelmente gostando de Jack apesar de ter contado que fiz um amigo. Ela ficou feliz por isso por que sabia que era meu primeiro e disse que teríamos e comemorar no outro dia trouxe pizza.

Ela disse que eu usava o Lápis (digital) para expressar o que eu sentia. Usando cores ou não usando as formas e expressões de personagens que contém. Apesar de desenhar coisas que já existiam, ela falou que eu só precisava ler as entre linhas. “Mas são desenhos querida.”

Disse que os desenhos de Banguela demostravam carinho e amor por ele por desenha-lo sempre sereno, e que os de Jack demonstravam quase a mesma coisa só que eu estava mais feliz por desenha-lo sorrindo.

Eu achei meio estranho isso, mas eu desenhava o que eu via, ela me corrigiu e disse. “Não é o que você vê é como você vê.” Também disse que os dela tinham uma atmosfera de admiração. Eu disse para ela se achar menos.

Eu achei legal essa perspectiva, isso só fez minha duvida sobre Jack crescer mais. Ela afirmou que ele era bonito, até demais. Disse que ia coloca-la de fundo de tela do computador. Eu ri e disse para não me copiar. Rimos quem dera fosse brincadeira.

~*~

Na ultima sexta do mês na escola tínhamos que entrar na piscina, Jack nunca aparecia nessa aula ele simplesmente evaporava não sei por que eu até gostava a piscina era aquecida então frio não era o problema.

Estava apenas boiando perto da borda da piscina enquanto os garotos jogavam bola. A piscina era grande, muito. Eu geralmente não jogava então o professor nem ligava para eu ficar apenas na borda atoa.

De repente eu olho ara as vigas do teto e Jack estava sentado olhando para mim sorrindo, mas seus olhos estavam meio estranhos parecia sufocando, ele não parecia nada bem senti que precisava tira-lo daqui, mas como?

Olhei para os lados em busca de ajuda, mas ninguém ali iria ajudar, eu estava me esquecendo de perguntar como diabos ele foi parar naquela viga no teto, pensei em chama-lo, mas me olhariam como se eu fosse um louco e isso seria estranho.

Olhei de novo para ele, mas ele havia sumido. Como? Tão rápido, olhei em volta, mas ele não estava em canto algum, maldito não me confunda o que eu faço não posso sair agora ainda tem mais 30 min de aula.

Achei melhor esperar em vez de ficar remoendo aquilo na cabeça, ele tem o dom de sumir e aparecer do nada. Mereço e ainda estou sem meus pais que nem me explicaram o por que de ficarem lá mais tempo, tenho que pergunta da próxima vez que ela me ligar.

O único problema era que as ligações duravam apenas 3 minutos ou menos de alguma forma eles estavam ocupados, mas com o que? E por que não me diziam? E por que essa maldita aula não acaba?

Quando ela acabou eu fui o primeiro a sair. Tomei uma ducha e sai dali depressa meu cabelo estava molhando então o frio era maior o bom é que me deixava menos estressado ou será que deixava mais? Jack matou a ultima aula.

Encontrei-o depois da aula na mesa de pedra estava deitado olhando para o céu me equilibrei até ela e me ajoelhei no banco deitando a cabeça em meus braços perto de onde estava o rosto dele.

–Por que você não nada? – perguntei ainda com frio por causa do cabelo ainda úmido.

–Por que aquela água é quente. – disse fechando os olhos.

–Mas se fosse fria ninguém iria aguentar nadar nela. – eu disse me erguendo um pouco.

–O calor não combina muito comigo sabe. – disse ele.

–Como assim? – perguntei sem entender.

–Eu gosto do frio e não gosto do calor então não curto água quente por isso não nado aqui. – disse ele parecendo já estar estressado com as perguntas decidi parar.

–Então como você subiu na viga do teto? – perguntei.

–Eu não sei, apenas me deu vontade e eu apareci lá. – disse debochado. –Mas até longe da piscina era quente então tive que sair.

Ele se levantou em um pulo e eu apenas acompanhei com os olhos. Ele estendeu o braço sorri e aceitei fomos até a porta do colégio assim eu deia estar vermelho pois ele me dera um beijo na testa antes de se virar e ir.

Jack disse que precisava me dizer uma coisa, mas que antes precisava se preparar para isso. Sim estava intrigado, mas estava mais curioso e com um pouco de medo ele não deu nenhuma pista a não ser no jeito de falar.

Parecia nervoso ele nunca ficava nervoso, e não era no sentido de bravo e sim no sentido de sentir vergonha. Estava preocupado me perguntava o que era e mais uma vez não conseguia achar uma resposta então achei melhor esperar mesmo.

Na segunda não haveria aula. Então marcamos de nos encontrar em um parque a tarde e eu poderia levar Banguela comigo. Fui dormir pensando naquilo, estava cada vez mais animado, não tanto por causa do medo.

Meu café da manha foi reforçado e o sanduiche no almoço também não queria ter pouca energia para dar uma volta com Banguela por que se aparecesse um gato eu estaria morto. Da ultima vez quase não consegui pega-lo.

~*~

Sai com Banguela ele estava um tanto agitado mal conseguia segurar a guia, não era falta de força eu estava atordoado. Pensava em tudo e ao mesmo tempo em nada. Minha mente borbulhava estava um tanto escuro para o dia eram 15h20min da tarde.

O vento era cortante, mas Banguela nem via apertei mais o cachecol e calcei as luvas. Tomando cuidado para não deixar Banguela sair correndo, o que estava acontecendo o tempo não ficava assim há tempos.

Eu pensei em voltar, mas ele estava me esperando. Continuei a andar novamente apertando o passo já que Banguela também estava apressado. Ele já brincava com a neve, mas o avisava que ele ia poder brincar depois, fui ignorado e ele rolava nela me fazendo parar toda hora.

Avistei Jack, pelo moletom azul é claro o mesmo moletom de sempre e a mesma calça como ele aguentava aquele frio? Estava de costas sentado em um banco e tacava bolas de neve contra uma arvore, ele deveria estar com elas no colo por que ele não abaixava para pega-las no chão.

Eu sorri com aquilo, não eu não sei por que apenas achei uma cena fofa. Eu gostava muito de ter um amigo, principalmente esse palhaço. Sentei-me ao seu lado.

–Pensei que amasse a neve. – disse ele levou um sobressalto, mas logo sorriu.

–E eu amo. – disse desistindo de tacar outra bola e a deixando cair no chão.

–Então por que está jogando ela contra aquela arvore? – perguntei escorando a cabeça em seu ombro.

–Ao contrario de mim a neve não sente. – disse passando o braço por meus ombros e me apertando contra si. Então seus dedos gelados adentraram meu cabelo o que não era uma sensação ruim.

–Não senti pena do inverno? – ele perguntou.

–Por quê? – perguntei passando o meu braço por sua cintura para apoia-lo em algum lugar. Estava com sono e ele aninhado meu cabelo daquele jeito não ajudava.

–Por ela ser a estação mais fria mais solitária, mais destrutiva. – disse como se contasse uma historia para uma criança, o que só piorou meu sono.

–Não acho que ela apenas destrói, acho que ela conserva não da vida ou acaba com ela. Acho o inverno puro silencioso, e o mais belo. –Disse. Eu podia dormir bem ali se não fosse por um par de mãos frias segurando meu rosto.

–Hic. – disse me olhando tristemente. – Eu acho que estou apaixonado por você.

–Como assim? – perguntei quase que apavorado, aquilo conseguiu me acordar.

Eu acho que te amo. – disse antes de tomar meus lábios (Praça deserta tá? ou quase). Eram frios, mas tão macios.

Minha mente fervilhava tanto quanto meu rosto era meu primeiro beijo e era com um homem, aquilo parecia mais uma guerra e eu estava perdendo feio. Já mal conseguia respirar. Ele soltou, mas as mãos ainda no meu rosto.

Eu tinha certeza que estava paralisado e que parecia um tomate, Eu não conseguia pensar ou me mexer apenas olhava as safiras brilhantes e um sorriso doce. O que eu deveria dizer? Eu deveria dizer algo? Ou permanecer calado?

–Jack... – consegui dizer ele pousou o dedo indicador em meus lábios.

–Não precisa dizer nada agora. – Graças aos deuses. – Apenas pense um pouco nisso e lembre-se eu sou o inverno. – Deu um beijo em minha testa e afastou as mãos.

Levantou-se e saiu caminhado calmamente quando já não o via minha mente voltou a funcionar. Tentei organizar os fatos, é eu não ia conseguir facilmente, mas o que mais me intrigava era com o que será que ele quis dize com “Eu sou o inverno”.

Que é puro e silencioso ou belo? “Belo ele é, puro e silencioso nem tanto.” Espera ai eu estou tentando pensar não me atrapalhe agora. Caminhava de volta para casa afinal logo Nancy chegaria.

As cenas se repetiam fora de ordem na minha cabeça. Toquei meus lábios com a ponta do dedo ainda podia sentir o gosto doce. Tentava pensar, mas com Banguela pulando daquele jeito não dava, gritei para que ficasse quieto o que resolveu o problema ele começou a caminhar mais devagar.

Quando cheguei em casa tirei sua guia e me agachei na sua frente acariciando suas orelhas.

–Desculpe amigão estou meio confuso. – disse e ele me lambeu depois saiu saltitando.

A campainha tocou, é demorei a chegar. Abri a porta lá estava Nancy sorrindo como sempre. Ela entrou e tirou o casaco indo para o sofá cama “Que só fica como cama” e se sentando. Dirigi-me a cozinha havia deixado uma torta de frango pronta para assar. Coloquei no forno em uma hora estaria pronta.

–Hiccup? – ouvi a voz dela e fui para sala me sentando do lado dela dando espaço para que pudesse vela.

–Sim. – disse sorrindo ela entrelaçava os dedos e depois soltava. Parecia bem nervosa. – Você está bem?

–Estou sim é que... – começou forçando um sorriso. – Tem algo que não para de martelar na minha cabeça, então decidi perguntar a você. – começou a ficar rosa.

–Você pode perguntar. – disse vendo que ela estava em dificuldade.

–Bem... – começou e subindo os olhos encontrando os meus. – No caminho para cá... Eu vi... – Se interrompia a cada palavra e desviava os olhos. – Vi você... Beijar um garoto de cabelos brancos.

Eu fiquei paralisado e corei na mesma hora com certeza estava mais paralisado do que quando ele me beijou.

–Ai me desculpe Hiccup, é que... – começou quase que desesperada.

–Não Nancy, está tudo bem, não estamos namorando na verdade ele acaba de se declarar. – disse tentando permanecer calmo. – Nancy o que eu faço? – a ultima frase disse quase chorando.

Entrei em pânico cobrindo o rosto com as mãos.

–Primeiro se acalme, vamos respire. A primeira coisa que preciso saber é se você corresponde os sentimentos dele. – disse ela com a mão em meu ombro.

–Ele é um homem! –quase gritei.

–E dai? Saiba que o amor não vê diferença nenhuma. – disse cruzando os braços. – E se ele se confessou é por que também não se importa. – disse agora com a a mão em meu rosto fazendo semicírculos com o polegar.

–Eu não sei... Amo Jack, mas... Na verdade eu já havia pensado nisso, mas constatei que era só minha animação pelo primeiro amigo eu realmente não sei.

–Então me deixe mudar a pergunta. Você quer corresponder a ele? – perguntou.

Eu hesitei ela com certeza sabia o que estava fazendo.

–Quero. –respondi.

“Você quer?” Quero!

Notas finais
Então o que acharam? Sei que parece apressado, mas ainda demora para fic acabar eu gosto de tretas e pra mim ainda tem poucas então não se preocupem ainda vai ter muito mais, dessa vez não farei uma meta por que ainda não escrevi o próximo todo então apenas esperem. Mesmo assim quero reviews quanto mais tiver mais animada ficarei para escrever bjs até o próximo.