Como você me encontrou?
10 Eu disse sem putaria!
Notas iniciais
Faria sanduíches já que ele não queria nada quente, os coloquei na geladeira para mais tarde. Afinal tínhamos cerejas, é tínhamos... Banguela havia comido todas na vasilha. Jack ria daquilo.
–Ele pode comer isso? – questionou.
–Acho que não. – disse me deitando no sofá.
–Bem agora é tarde. – disse se deitando também. – Você é mais fofo sem casaco.
–Você é mais sexy só de cueca box. – ele começou a rir.
–É eu sei. – disse sorrindo.
–Você é muito convencido. – disse.
–Mas foi você quem confirmou. – disse e me abraçou, meu rosto esquentou. Me aninhe em seu peito que era frio, mas até gostoso.
–Eu te amo, Hic. – disse encaixando o queixo na minha cabeça.
–Estamos... Namorando ou algo assim? – perguntei agora com o rosto fervendo.
–Estamos? Isso só depende de você por que se fosse por mim estaríamos casados. – disse ele e eu sabia que estava sorrindo.
–Sendo assim estamos. – eu disse.
–Tomara que Astrid não descubra, ela me mataria. – ele disse.
–Se ela encostar em você de novo eu mato ela. – disse ríspido.
–Que medo, se fosse ela ficaria preocupada. – disse. – Eu não achei que ela seria tão extrema a ponto de me bater.
–Eu sou um viking é bom que ela tenha medo.
–Eu deveria rir? – questionou.
–Se você quiser que eu dê um tapa em suas costas sim. – disse e fechei os olhos.
~*~
Acordei. Estava na mesma posição e eu estava morrendo de frio. Tirei seus braços e me sentei a onde ele estava deitado havia uma pequena camada de gelo, senti minhas costas gelarem e tirei a camisa rapidamente. Ela congelou assim que sua barra encostou em Jack. O que era aquilo?
–Jack! – gritei
Ele se sentou coçando os olhos e se espreguiçou, mas logo abaixou mordendo a boca. Olhou pra mim seu olhar parecia um ‘o que foi?’. Viu minha cara de pânico e olhou em direção de onde estava deitado segundos antes.
–Hic eu posso explicar. – disse.
–Então explique! – disse me afastando.
–É... Não eu não posso explicar. – passou as mãos pelos cabelos. Disse depois de uma longa pausa. – Eu nasci com isso, meu cabelo não foi tingido ele sempre foi dessa cor. Eu sempre me esquivei de suas perguntas, mas agora eu vou lhe contar.
Ele me contou tudo.
Quando tinha 4 anos congelou o gato seus pais ficaram com medo, e o abandonaram na casa de um casal cujo a mulher era estéreo e não podia ter filhos, 3 anos depois eles descobriram seus poderes, mas eles não tiveram medo e continuaram com ele.
Quando ele fez 10 anos o casal adotou uma garotinha Jack e eles se tornaram inseparáveis, mas um ano depois eles foram patinar no gelo e ele era fino demais. Sua irmã caiu Jack não era vulnerável ao frio e pulou atrás dela. Conseguiu tirá-la de lá, mas já era tarde.
Quando acordou no hospital lhe disseram que ela não havia resistido. Os médicos não sabiam como Jack sobreviveu. Jack então decidiu esconder seus poderes, ele não conseguiu tingir o cabelo. Mas prometeu nunca mais usar os poderes.
O único problema é que seus poderes não sabiam disso. O tempo costumava reagir ao que ele estava sentindo. Na noite passada a dor fez a temperatura cair drasticamente em seu corpo. Disse que todos teriam medo dele se descobrissem.
–Eu pensei em te contar de verdade, mas fiquei com medo. – disse. – Pensei que fosse se afastar de mim.
–Jack, eu não tenho medo. – disse e limpei uma lágrima que rolava. – Está tudo bem.
–Você não tem medo? – olhou pra mim.
–Não afinal eu te amo e você para mim é o mais belo e puro. – disse e ri. – Bem não tão puro assim.
Ele passou a mão por onde estava deitado e o gelo sumiu fez o mesmo com minha camisa então percebi estar sem ela a muito tempo a vesti de volta. Ele era muito fofo serio, segurei seu queixo e o beijei levemente.
–Vou lavar a louça. – disse e me levantei.
Ele faz gelo com as mãos. Como isso é possível Odin? Eu não tenho medo. Chequei o relogio em cima da porta 16h logo Nancy estaria aqui. Não tinha com o que me preocupar a não ser em como matar aquela maldita loira.
Como ela pode fazer isso com o MEU Jack? Podemos é meter um processo no rabo dela ai sim. Terminei e voltei a sala ele estava abraçado as pernas assistindo a um filme de gelo. Bem eu acho tinha só neve na tela.
–O que foi Jack? – perguntei me sentando ao lado dele e me escorando e seu ombro.
Ele se assustou, o cheiro do Salonpas era horrível felizmente o tiraria daqui a pouco para Jack tomar um banho, falando nisso eu também queria um. Estava com fome, mas não tanta. Talvez ele estivesse.
–Quer o sanduiche agora? – perguntei.
–Quero. – disse com pesar na voz.
–Jack eu já disse que não tenho medo. Na verdade isso super legal. – disse me aconchegando mais a ele.
–Acha legal? – questionou agora com sua voz animada.
–Bem não é todo dia que conheço alguém com poderes. – disse. – Na verdade isso nunca aconteceu. — ele deu uma risada gostosa e adentrou os dedos em meu cabelo amava isso.
–Eu disse sem putaria! – disse uma voz feminina irritada atrás de nós. Nancy estava com os braços cruzados e batia a ponta do pé no chão com impaciência.
–Quem é ela? – questionou ele.
–É Nancy minha amiga e babá. – disse. – E não estávamos fazendo nenhuma putaria. – Ela deu a volta no sofá me empurrou para o lado e se sentou entre nos.
–Então você é o famoso Jack? – questionou ela.
–Acho que sim. – respondeu ele sorrindo. “Pra onde foi aquele cachorro sem dono?” Também me pergunto.
–Não é por nada não, mas que cheiro é esse? – perguntou ela.
–É o maldito remédio para dor. – respondi e me levantei indo em direção a cozinha.
–Acho que ele ficou bravo. – disse ele como um sussurro.
–Eu ouvi. — gritei entrando na cozinha.
Eles conversavam e davam risadinhas como duas garotinhas fofoqueiras enquanto eu preparava um suco para acompanhar os sanduiches. Quando voltei eles falavam sobre o incidente da madrugada.
Coloquei a bandeja com os três copos de suco e sanduiches que tinha feito mais cedo naquele dia na mesinha de centro. Sentei-me na poltrona. Nancy olhou para a mesa saindo da conversa animada e depois sorriu para mim.
–Às vezes Hiccup parece uma mãe ou no seu caso uma esposa. – ela disse com uma risadinha meu rosto esquentou.
–Espere ai. Você sabe sobre nos? – questionou não muito surpreso.
–Ele me contou, bem na verdade eu vi vocês dois na praça quando se declarou. – disse ficando rosa.
–Ah... – disse ele.
–Eu curso psicologia, "Hic" me ajuda a treinar. – fez aspas com os dedos.
–Sou sua cobaia. – disse ela riu. – Comam.
Peguei um dos copos de suco e os dois também o fizeram. Nancy o entupia de perguntas constrangedoras do tipo: “Você já beijou Hic depois daquela vez na praça?” “Já ficou com a tal da Astrid?” (Só pra saber a resposta desta foi não) “Você é virgem?” (Ele é sim, mas não por muito tempo)
Nessa ultima eu queria me enfiar no chão, mas ele respondia todas sem nenhum problema. Levantei-me e eles nem perceberam, fui até meu quarto Banguela dormia na cama, peguei meu Ipad e desci.
–Vou desenhar vocês dois. – eles assentiram e voltaram ao papo.
Que era de como eu era inocente e fofo, fingi que não ouvia até Jack dizer: Ele fica uma gracinha quando está rosa. Levantei os olhos do Ipad ele olhava para mim sorrindo. disse "Palhaço". E voltei ao desenho.
Continuaram a falar de mim como se eu não estivesse ali, terminei o desenho e mostrei a eles. Nancy disse que estava gorda. E Jack disse que não estava tão bonito. Mandei pararem de reclamar e peguei um sanduiche.
–Quando é seu aniversario Hic? – perguntou Nancy.
–Terça que vem. – respondi mordendo-o.
–Tão perto? – questionou Jack embasbacado.
–É. – disse.
–Por que não me contou? – disseram os dois em uníssono se entre olharam e riram.
–Bem eu só comemoro meu aniversario com meus pais então eu nem me lembrei.
–Então dessa vez você vai comemorar com agente. – disse ele.
–Ótima ideia eu posso comprar o bolo e... – começou ela.
–Não. – a cortei. – Eu faço o bolo eu sempre fiz.
–Melhor ainda bolo do Hiccup. – disse ela.
–Mal posso esperar. – disse Jack.
~*~
Assistimos filme até Nancy ir embora. “Assistimos...” Eles não calavam a boca. Falavam de tudo e de nada ao mesmo tempo e principalmente de mim. Depois Nancy falou um pouco sobre Spencer que parecia ser um cara legal até.
Antes de ir embora disse a Jack para não me atacar eu ia soca-la, mas Jack me agarrou pela cintura me prensando contra seu peito, eu deveria estar pior que as cerejas. Fechou a porta devagar.
–Não prometo nada. – disse.
Quando a porta se fechou eu iria xinga-lo, mas ele me beijou rapidamente e depois me soltou. E se encaminhando para o sofá onde deitou e se cobriu. Está na hora de tomar banho não dormir Jack. Fui até lá e arranquei as cobertas.
–Hora do banho Jack. – disse puxando seu braço.
–Não quero tomar banho. – murmurou com a cara enterrada na almofada.
–Quem disse que era um pedido, vamos logo depois vamos jantar e dormir. – disse.
–Você parece mesmo minha esposa. – disse se levantando. – Eu só tomo banho se puder dormir com você.
–Você dormiu comigo noite passada. – disse.
–Dormi?
–Sim e você pode dormir de novo agora vamos. – disse.
–Tá. – resmungou.
Passei um braço por sua cintura e ele por meus ombros. Subimos as escadas. Chegando ao meu quarto o deixei na cama e fui até o armário e peguei outras roupas para nós. Quando me virei ele estava só de cueca outra vez se preparando para tira-la.
–Não aqui! Tire depois que entrar no banheiro. – quase gritei.
–Mas por que não pode ser aqui? – perguntou como se nem ligasse.
–Bem... Eu não quero ver... Sua coisa... – disse tropeçando nas palavras.
–Minha coisa? – disse franzindo o cenho e rindo.
–É... Esquece só tire a cueca quando eu fechar a porta do banheiro. – disse colocando as roupas na cama. – Agora deixe me tirar o remédio.
–Uma hora você vai ter que ver. – disse eu já estava atrás dele.
–Cala a boca, mesmo assim não quero ver agora. – rosnei. Ele caiu na gargalhada.
Tirei um dos adesivos e ele gemeu de dor e começou a reclamar enquanto eu tirava os outros. Os coloquei em uma sacola, ainda estava roxo nos pontos, mas ia melhorar. Segurei seus ombros e apertei.
–Se tocar nesse assunto de novo eu te dou um soco aqui. – disse em um sussurro. Ele enguliu em seco.
–Desculpa. – disse se levantando. o enfiei no banheiro.
–Agora toma a toalha. – disse lhe entregando-a. – Cuidado para não morrer afogado.
Fechei a porta. Meu rosto fervia quase que eu vi... “Você quase viu a rola dele.” Desta vez não discordarei de você, sei que uma hora eu vou ver, mas não precisa ser agora. Liguei o computador, e postei o desenho dos dois.
Já fazia 15 minutos que ele estava lá, o barulho do chuveiro cessou e alguns minutos depois ele saiu com a toalha enrolada na cintura. E outra secando os cabelos ele se sentou na cama. Vi uma gota cair de seu queixo e descer por seu abdômen até desaparecer na toalha. “Hic concentre-se” Tá meio difícil.
–Hic? – ele chamou.
–Sim?
–Qual das duas é pra mim?
Mel levantou e indiquei a blusa azul e as outras peças pegando a minha verde junto com o restante das roupas. Peguei uma toalha e me enfiei no banheiro o mais rápido possível, o que eu estava pensando. “Em merda. Se bem que ele é gostoso pra caramba.” O que foi isso voz interior?
“Resolvi ceder.”
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