Notas iniciais
Oi não deu 10 comentários, mas postarei por que tem muita gente viajando então elas não viram e os comentários foram tão fofos bem deram apenas sete e como eu me animei a levantar da cama para isso (milagre por que planejava dormir o dia todo) Bem esse cap vai empurrar a historia toda não que ela vá ser curta. Ainda terão muitas surpresas.

Acordei, nem me lembrava de ter adormecido. Estava no sofá, você percebe que não é mais criança quando dorme no sofá e acorda nele. Eram seis da manha tomei um banho demorado para acabar de acordar. Um bom café sem pressa alguma mais um dia comum.

Só que dessa vez meus pais não dormiam no quarto ao lado. Coloquei comida para Banguela. Depois de limpar a mesa do café me joguei sofá cama, Banguela pulou em mim e tentou me lamber, acariciei atrás de suas orelhas, devia estar triste não o levei para caminhar este fim de semana.

–No próximo sábado prometo, amigão. – disse ele latiu e saiu de cima de mim.

Chequei as horas e ainda tinha dez minutos até dar a hora de sair então fui ao banheiro para ver o cabelo que ainda estava úmido, percebi que eu nunca tinha penteado ele de verdade, será que ele ficava muito ruim? Se ele ficava eu nunca notei.

O sequei mais com a toalha e o escovei não fez muita diferença continuava úmido. Sai do banheiro e me agasalhei e coloquei um gorro dessa vez. Despedi-me de Banguela e sai. Andava devagar por que sabia que eu tinha tempo, estava mais frio naquele dia quando eu respirava saia fumaça.

Levantei o cachecol até acima da boca e apertei mais meu caderno contra meu peito. Quando cheguei à escola Astrid estava no corrimão como sempre, mas nem sinal de Melequento. Ela olhou para mim e me fuzilou depois sorriu o que fez as três meninas a sua volta olharem para mim.

Não sei por que não acenei de volta, então o sorriso desapareceu tão rápido quanto surgiu. Passei por elas que logo voltaram a cochichar, sobre mim provavelmente. Não que me importasse na verdade nem diferença fazia.

Cheguei ao meu armário e de lá tirei o livro de química uma caneta e um livro que eu deixava ali para o intervalo, deixei lá o cachecol e o gorro. Fechei-o e atrás da porta Jack apareceu me dando um susto.

–Oi. – disse sorrindo, e me encarando com as safiras, mas logo sendo desviadas.

–Tchau! – disse me virando e começando a caminhar.

–Está irritado? Foi algo que eu disse? – perguntou me rodeando. O moleque irritante parece primo... Tá não é para tanto, mas por que simplesmente não me ignora como todos?

–O que você quer Jack? – perguntei parando bruscamente e me virando para encará-lo.

–...Bem, na verdade eu só vim dizer um oi. – disse alternando o olhar entre mim e o chão.

–Mas você já disse oi. – disse cruzando os braços com certa dificuldade por causa dos livros e caderno. – Então você quer algo.

–Não é isso... Eu não preciso de um motivo para ficar perto de você preciso? – disse a ultima frase e cruzou os braços, também carregava livros.

Ele era 5 ou 8 cm mais alto que eu então só voltei a andar sem uma resposta para dar.

–Você é meio amargo Hic, mas gosto um pouco disso em você. – disse ele pelo que parece me seguindo, mas estávamos indo para mesma aula então não estava meio que me seguindo.

–Jack, vou lhe contar uma coisa, eu nunca tive amigos então não sei lidar com isso, procure outra pessoa. – disse sem olhar para ele.

–Nossa, estou horado em ser o primeiro então. – disse.

–Quer mesmo ser amigo de alguém chamado Hic? – perguntei e olhei por cima do ombro o sorriso sarcástico havia desaparecido e em seu lugar havia um lindo que mostrava os dentes e os olhos cintilavam.

“Não sei como esse moleque não é rodeado de garotas.”

Chegamos à sala. Mais olhares sobre nós, o que era muito desconfortável, o que está acontecendo esse povo? Costumavam me ignorar. Melequento chegou atrasado. Na metade da aula Astrid se virou pra mim.

–Oi. – disse sorrindo, o que me parecia forçadamente. Olhei para os dois lados, Jack a encarava com um olhar de desafio.

–Está falando comigo? – perguntei desconfiado.

–É claro seu bobo, Hiccup não é? Bem só quero dizer que precisamos conversar depois. – disse e se virou para frente.

Quando alguém diz isso para você, você pensa em todas as merdas que já fez nada vida. Como um brasileiro uma vez me disse “Lasquei-me”. As três primeiras aulas passaram bem com Astrid e Jack trocando olhares perigosos. Sinceramente estava com medo daquela conversa.

Já planejava uma fuga do colégio, mas as janelas dali não abriam que merda. O sinal tocou e todos saíram apressados. É claro continuei imóvel, tirei o livro de debaixo da mesa e comecei a ler. Não havia percebido, mas o albino havia permanecido ali bufei e voltei ao livro.

–Que deprimente Hic, vamos lá para fora. – disse com a voz manhosa.

–Está frio lá fora. – disse sem desviar olhar da pagina.

–Não me diga. – disse e passou os braços por meus ombros e deitado nele em seguida, senti sua respiração em meu pescoço o que me deu um breve susto. –Vamos Hic, aqui é chato. – disse com a voz mais manhosa ainda.

–Pare de miar feito um gato, se quer ir lá fora então vá! – disse ignorando o desconforto e ele já estava abusando da intimidade.

–Mas que graça tem se você não estiver lá? – disse ele apertando os braços.

–Então quer que eu vá apenas para rir quando eu cair na rocha congelada? – disse e mordi a costas de sua mão para me soltar, o que deu certo.

–Eu não disse isso e se quiser pode se apoiar em mim para não cair. – disse ele. Olhei para ele que agora estava parado do meu lado, sorria meio sem graça ele era muito bonito, se eu fosse uma garota com certeza ficaria com ele.

–Tudo bem... – disse ao fechar o livro devagar, afinal como resistir àqueles olhos de cristal?

Levantei-me e ele já estava saindo pela porta, assim que saiu Astrid entrou e trancou a porta atrás de si. “É agora fodeu”.

–Oi, Hiccup. – disse sorrindo, mas eu não podia demonstrar medo.

Sentei-me novamente e olhei de relance para a porta pelo vidro conseguia ver Jack com um olhar que me deu medo e murmurava algo que nos com certeza não podíamos ouvir. Voltei para a loira que agora estava sentada a minha frente.

–Oi, Astrid. – disse com um ar despreocupado e entrelaçando os dedos no colo.

–Como está? – disse alargando o sorriso cínico.

–Seja lá o que for vá direto ao assunto. – disse.

–Nossa, isso gosto de pessoas diretas. Bem vou dizer então... Jack é meu. – disse semicerrando os olhos.

–Não foi o que ouvi dele. – disse me recostando na cadeira e contendo o riso, fala serio que iludida.

–O que ouviu dele? – perguntou e fiquei com medo dela me estapear.

–Pergunte a ele por que de mim não vai conseguir nada e como assim “Ele meu” ele nem é meu amigo direito... – comecei.

–Eu não disse nada sobre amigos. – deu uma risada. – Você ainda não entendeu?

–Entendi o que? – perguntei desconfiado, mas ainda sem perder a pose.

–Pergunte a ele por que de mim você não vai conseguir nada. – disse rindo e se levantou saindo rebolando porta a fora me deixando.

“Perguntar o que? E como se eu não entende? Ahrg garotas.” Jack já estava parado do meu lado furioso perguntando o que ela disse, respondi deixando de fora a parte que não entendi. Ele ouviu tudo depois começou a murmurar para si mesmo.

–Ainda quero ir lá para fora. – disse depois de fritar todos os seus neurônios restantes sorrindo.

Chegamos do lado de fora havia sol, mas o frio não diminuiu. Jack me ofereceu o braço para atravessarmos a pedra, aceitei relutante e nos sentamos em uma das mesas de pedra. Jack falava como diz minha mãe que nem pobre na chuva e principalmente sobre neve e gelo.

O restante das aulas foi normal menos por risadas indiscretas de Astrid e Bocão mandou alguém para a diretoria. Caminhava para casa ainda confuso, do que aquela maldita garota estava falando? Quebrava a cabeça com aquilo, mas uma resposta coerente não aparecia e as outras opções, prefiro não comentar.

Cheguei em casa. Banguela me derrubou no chão e lambeu meu rosto, será que sentiu saudades ou está com fome. Livrei-me dos agasalhos e coloquei comida para ele pegando uma maçã para mim. Ainda pensava no que Astrid disse.

“Contente-se Hiccup Você não vai achar uma resposta.”

~*~

Ouvi a campainha, já era 16h30min? Confirmei no relógio em cima da porta. Abri e lá estava Nancy com os cabelos voando com a ausência de um gorro, sorria. Ela entrou. Conversamos e jantamos junto, a desenhei mais uma vez dessa vez não só o rosto. Ela estava mais arrumada hoje.

No dia seguinte fiquei lá fora com Jack, sim ele praticamente me arrastou, o sol estava lá outra vez e o céu não estava totalmente branco, mas estava. A cerca e os pinheiros deixam o lugar maravilhoso. Percebi que era melhor que apenas ler na sala. Jack também era legal apesar de me abraçar muito.

Mas eu gostava dele, gostava dele perto de mim, gostava de suas mãos frias segurando as minhas... “Opa, opa... O que?” Não se preocupe voz interior é só quando ele me ajudava a atravessar a pedra.

“Você disse que gosta é por isso...” Por que você tem algo contra? Você sou eu quer dizer que você também gosta! “Negarei até a morte!” Vai nessa então. Tá eu estou discutindo comigo mesmo. Não se preocupe costumo fazer isso.

Gostava de Jack naquela semana era incrível como sempre estávamos juntos. Eu gostava dele, meu primeiro amigo, mesmo não sabendo muito sobre ele. Não que eu não tivesse tentado, acontece que ele tem o dom de se esquivar das minhas perguntas e o pior eu não tenho esse dom e acabo contando a ele.

Na segunda semana me peguei pensado em beija-lo. Estávamos deitados na mesa de pedra mais afastada falando sobre Donuts “Somos garotos você queria o que?”. Ele falava e eu apenas ouvia não que eu fosse insensível só que não havia resposta para o que ele dizia.

–Sabe Hic, você não ri muito. – disse suspirando.

–Você por outro lado parece que carrega gás do riso nos bolsos. – disse seco e ele riu mais uma vez. – Não disse.

–Já sei o que lhe fará rir. – disse sentando bruscamente.

–E o que seria? – perguntei me apoiando nos cotovelos para vê-lo melhor.

–Isso! – disse e me atacou com cocegas.

Infelizmente eu era vulnerável a isso não aguentei e comecei a rir e gritava para ele parar sendo totalmente ignorado. Suas mãos frias dentro do meu casaco não ajudavam em nada eu já arfava e não conseguia mais manda-lo parar.

Então ele parou sorrindo e apoiando as mãos ao lado da minha cintura e eu as segurava como em um corrimão para tentar evitar que fizessem mais. Eu arfava me recuperando e ele me fitava. Encarei seus olhos e eu queria beijar ele não sei por que, mas queria e muito.

Ele aproximou rosto e estava com a boca semi-aberta, mas o sinal ensurdecedor tocou quase que acordando, ele mordeu o lábio inferior e saiu de cima de mim. Pulou no chão e se agachou em uma perna só me oferecendo a mão com a cabeça baixa. “Tinha que ser esse palhaço.” Calada. “Não”.

Desci e concertei minha roupa já sentindo o frio por estar um pouco levantada. Segurei a mão dele e fomos.

~*~

No fim da segunda semana Levei Banguela para passear junto a Nancy, tomamos chocolate quente conversando sobre Banguela e a faculdade dela.

Ela me deixou em casa e foi noite adentro, gostava dela não era como as garotas estupidas do colégio ela era diferente e não tenha uma ideia errada não gosto dela assim, ela é minha amiga só. Mas ela era linda.

Mas era mais velha, namorava e minha mãe ligava a cada três noites sempre deixando claro que não a suportava. Eu apenas gostava dela e de desenha-la. Por falar nisso Jack me deixara desenha-lo também, o desenhei sentado na mesa de pedra.

E não parei por ai o desenhava constantemente. No meu deviantart as garotas sempre pediam mais, não que eu não quisesse dividir, mas a maioria dos desenhos eu não postava. Na terceira semana eu comecei a pensar que gostava dele.

Sim daquele jeito, mas ele é homem e é meu amigo. Cheguei à conclusão que era só minha empolgação de primeira amizade. “Eu que cheguei a essa conclusão!”. Mesmo as vezes que ele me abraçava e eu ficava corado e ele às vezes dizia que eu parecia um tomate.

Sim ele me abraçava e muito tipo sempre que me via ou quando me assustava e me segurava por trás me levantando. Ele era mais forte que eu, dez vezes mais. Eu não conseguiria vence-lo nem em uma guerra de polegar.

Mas pela primeira vez eu tive um amigo, eu amava ter um amigo. Apesar de vezes ele ser irritante como me fazer comer mesmo que eu não queira. Eu nunca comia na escola, não só no refeitório de lá em todo tempo que estivesse lá eu não comia então ele passou a me obrigar.

Não me rendia eu comia às vezes, mas se ele não estivesse muito perto eu não comia. Naquele domingo, ultimo fim de semana sem meus pais eu já estava com saudades. Eles deveriam voltar segunda, mas minha mãe me ligou naquela noite.

Notas finais
Gostaram? se sim digam se não digam também (mas sem xingamentos somos civilizados está bem?) E dessa vez não serei legal quero 12 comentários para postar o próximo u.u bem até lá comentem criaturas amo vocês e feliz ano novo bjo