Como um Shoujo Mangá
1 Capítulo Único
O pequeno livro foi folheado com gosto permanecendo o brilho no clima ao redor, sendo causados pela jovem garota. Está tão apaixonada pelo mangá que possuí a coleção inteira de 15 volumes que foram lançados até o momento e sempre está a reler todos os capítulos com o mesmo encanto, principalmente pelo protagonista vampiro que lhe agradou bastante.
— Eh, de novo Chocolate Vampire? — Hanako a perguntou retoricamente enquanto tira o livro das mãos de sua assistente para folheá-la, buscando o motivo para tal encanto, mas foi interrompido pela Yashiro recuperá-lo falhamente — Opa.
— Me devolve, Hanako-kun!
O mistério mantém sua mão levantada, cada vez mais se curvando para trás. Não tem a intenção de devolver o mangá e ao notar a forma tão fofa que sua assistente fica ao ficar brava, implicar se tornou mais atrativo para ele. As bochechas inchadas e a tentativa falha do seu braço se esticar de forma tão ingênua a cada centímetro causou um sorriso enorme no rosto do garoto.
Poderia se divertir mais com ela nessa brincadeira, mas o rosto queima a partir da aproximação invasiva o forçando a desviar o rosto para evitar a direção de onde sua visão está a focar.
— V-você quer tentar fazer as coisas que estão desenhadas aqui? — perguntou como uma forma de esquecer o busto dela em sua frente e também, se recorda bem que Yashiro sonha em vivenciar com algo das literaturas femininas — Sabe, já que está tão desesperada por um romance...
A distância aumentou após Yashiro se sentar de volta no banco do terraço e o encarou vermelha. O chapéu, Hanako ajeitou para esconder seu rosto e voltou a sentar corretamente no banco com seu coração batendo um pouco mais rápido que o normal. Poderia ele ignorar todas as pulsações? Na dúvida, preferiu testar e ver como se sairia.
Com o mangá em mãos, folheou para lê-lo. Não entendeu muito, afinal não conhece os acontecimentos anteriores, só que sabe que provavelmente é uma luta onde a protagonista Chiyo está com uma grande ferida dos ombos ao peito. Rapidamente fechou, utilizando os dedos como marca página.
Respirou fundo e a encarou com um sorriso malicioso, apesar de se manter levemente corado.
— O que vai fazer, Chiyo?
Com seus olhos arregalados, o rosto da albina se pôs a corar mais, retornando o divertimento da situação para Hanako. Yashiro é lenta demais para saber as segundas intenções do fantasma e provavelmente nem notará os verdadeiros sentimentos que está a esconder. Isso, de fato, o relaxou.
No colo, a pegou, tentando o máximo possível não amassar o mangá em mãos. Seus rostos estão tão próximos que a qualquer instante, um beijo acidental pode ocorrer. Por que a situação está sendo tão mágica para ele? Não é a primeira vez que a segura de tal forma. É a devida forma como uma garota deve ser carregada por qualquer homem. Mas a vê-la tão paralisada por sua vergonha, o encanta tanto por sua fragilidade. Talvez seja confiável o suficiente para que se sinta protegida e, por esse motivo, está despreocupada? O sorriso no rosto do mistério apareceu sendo mais sincero.
No banco, a deitou e abriu o mangá.
— Bom, qual é a próxima parte?
O rosto queima após ver o vampiro lamber a ferida que a protagonista continha. Deverá fazer?
— Nem pense em tentar lamber! — protestou Yashiro, recordando-se da cena que Hanako acaba de ler.
— Eh!? — um sorriso malicioso se abriu. Não imaginou que sua assistente lembra tão bem dos ocorridos no capítulo e não perderá a oportunidade para implicar como sempre faz — Mas seria divertido!
— Hanako-kun tarado.
— Por que eu sou o tarado se o mangá é seu?
Um pouco decepcionado ficou por não ter conseguido realizar a cena. Na verdade, nem a faria, só queria desfrutar as reações e expressões da mais nova.
Para a parte seguinte foi, tentando memorizar o resto das cenas já que parecem interessantes o suficiente para não precisar parar no meio para lê-las depois. Sem contar que interromper a todo momento pode acabar com o clima e não quer que sua amada Chiyo fuga antes da hora.
Lambida no pescoço, mordida e um beijo.
O mangá fechou de vez, o deixando no chão junto com o chapéu. Um dos joelhos apoia no espaço vago do banco, indo com o rosto direto ao pescoço. A língua passou notando a se estremecer. É tão gostoso assim? O fez novamente abrindo um sorriso ao senti-la ofegante por seu toque e mordeu levemente para não machucá-la.
— Hanako-kun — a ouviu dizer em um gemido abafado. Talvez o pescoço de uma garota seja sensível o suficiente para o toque? Ele já viu algumas revistas pornográficas antes e depois que morreu, mas não pensou que presenciaria algum dos momentos.
— Você gosta? — sussurrou nos ouvidos da mesma, deixando os rastros de saliva tomarem conta do local.
Um gemido Yashiro soltou novamente, contraindo o seu corpo tornando-se o paraíso para o garoto. Quer finalizar, só que tem permissão? Sem contar que estão na escola em um local totalmente público podendo ser visível a qualquer um que entre. Com certeza ter a primeira vez dessa forma não é algo que uma garota de 16 anos sonhará. Ao menos um beijo ganhará? Ela não reclamou da ideia dele, mas também não o permitiu. Como deve concluir?
O rosto encarou, tomando coragem de ao menos tentar. Hanako não sabe o que é pior de encarar, ficando entre os lábios entreabertos em uma tonalidade leve avermelhada chamando-o para selá-los e os olhos brilhantes em extremo prazer como se pedisse por uma continuação, acompanhada do seu rosto levemente corado e ofegante.
Yashiro, se você não quiser, me dê a cabeçada que você sempre dá. Pediu mentalmente.
Ao se aproximar, Yashiro fecha seus olhos fazendo-o perder um pouco da insegurança até finalmente chegar ao objetivo. O que fazer? Como fazer? Deveria utilizar a língua também? Hanako não sabe. É sua primeira vez realizando tal ato e, pra piorar, é aquele está no comando. Sua boca só continuou como se desse vários beijos num mesmo local e se afastou ao pedido do seu coração que está a enlouquecer.
— Yashiro, você esqueceu suas falas? Deveria segurar as minhas bochechas e me afastar — brincou mantendo-se firme, com naturalidade, mas quase acabado por dentro. As batidas rápidas, sua ansiedade, medo e felicidade estão o consumindo em extremo nervosismo — Yashiro é uma péssima atriz.
Saiu de cima dela tentando recuperar o fôlego que insiste em se manter descontrolados e o mangá pegou, entregando-lhe a sua amada sem olhá-la. Será que ela gostou? Estava tão atrapalhado que possuí quase total certeza de que não foi agradável. Mesmo assim, está tão feliz.
— Você esqueceu uma mordida — a ouviu dizer após se sentar novamente no banco. Um riso soltou a deixando confusa.
— Você quer que eu continue, rabanete tarada?
Hanako se virou para Yashiro não acreditando no que acaba de ouvir. Somente agora a garota diz algo e é logo isso? Realmente, ele se preocupou atoa.
— Você disse que estava atuando como o Setsu! — ela protestou, emburrada pelo comentário, principalmente referindo a ela como rabanete.
— Realmente.
Ao lado, o mistério voltou a se sentar tomando de volta o seu lugar. Esse dia ficará guardado em sua mente até seu último momento de vida. O seu primeiro beijo.
— É... Podemos fazer em... Outro momento de novo? — se contraindo, Yashiro se mantém vermelha, evitando encará-lo.
— Como quiser. Faço uma cara mais provocante da próxima vez — a avisou em um sorriso de orelha a orelha que logo se converteu em um malicioso — E se você quiser, a gente pode ter um beijo mais adulto.
— Não precisa!
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