Como treinar o seu dragão
1 Furia da Noite
Era ele, aquele dragão novamente aparecia em Berk; causando destruição e caos; ódio e raiva pelas casas destruídas. No silencio da destruição Soluço; pensava em um meio de matar um dragão. Provaria para seu pai e para Berk; seu valor.
–Pai, deixa vai, só desta vez!
–NÃO! Soluço, você não é capaz de carregar um machado; quanto mais matar um dragão!
Pai, deixar tentar! Você sabe que quanto eu vejo um dragão; tenho que matá-lo. É a minha natureza!
–CHEGA! Ninguém agüenta suas burradas, Soluço!
Era sempre ninguém acreditava nele; era sempre o fracote; o estranho. Não mais suportava a zombaria por causa de seu físico e o modo como os outros o tratavam, sempre quis matar um dragão; para ser amado; aceito e respeitado. Para; ser, como os outros e por fim; conquistar Astrid; sua amada, que não importava com sua existência. E, principalmente será o príncipe herdeiro que seu pai desejara; e os deuses não atendiam.
E então os deuses o atenderam. Um enorme dragão veio sobre; não sobre outro, mas sobre ele; por fim ainda lembrava-se de ver Astrid e Melequento. A garota de que amava; e o rapaz que sempre o irritava; zombara dele. Por fim; apenas lembrara-se de correr contra o fogo do dragão; ninguém nem mesmo seu pai se importaria se algo lhe acontece. Os dragões atacam com mais fúria; e moveram-se para Bocão e Astrid. E então, um som estridente; um barulho de tudo queimando e o alerta de Fúria da Noite. Sempre os temera e os odiara; mais que os outros dragões, como os outros vikings. E então Odin e Thor; concediam sua grande chance; de ser finalmente respeitado, amados por todos os fãs que teria.
Essas eram suas ultimas lembranças sobre o acontecido; agora encontrara um dragão por ele ferido; e não tivera coragem de matar o seu dragão. Tinha pena de uma fera mortal; vira nela ele mesmo e percebera que não era ninguém; ninguém igual aos outros.
Soluço finalmente tivera a chance de ser aceito como recruta; graças a sua antiga insistência e, bem; a Bocão. Não conseguia mais pensar em matar um dragão; e agora olhava Banguela; nome dado por que na primeira vez que o vira; pensara que não tinha dentes. Não; não mataria; não era mais o mesmo garoto teimoso; Banguela era tudo o que tinha; seu único amigo; e não teria coragem de olhar para ele se matasse um dragão.
–Banguela; temos uma longa viagem pela frente! E isso que eu; vou fazer; fugir de casa.
Astrid odiava Soluço; e odiava mais ter que procura-lo; mais não poderia questionar Stoico; não poderia questionar Bocão; e principalmente não poderia faltar como guerreira viking; mesmo que para isso tivesse que buscar um Soluço. Andara durante dias procurando-o; e não achara. Nunca entendera quanto faltou a primeira aula; longo quanto falou de matara um dragão durante dias. Era mais uma prova de que não passava de um idiota; um covarde e principalmente um fraco. E então ela; o encontrara, preferia não encontrá-lo; mas deveria obedecer a seus superiores.
–... Soluço...
– Astrid?
–Seu pai ordenou que fosse levado.
Astrid levava Soluço à força; quanto Banguela aproximara para atacá-la.
–Soluço, abaixa!
Era um dragão, um dragão, e pior um Fúria da Noite; uma fera destruidora. Soluço; não permitiria que Astrid lhe machucasse; Banguela não era nada que ela poderia pensar.
–Soluço; sai da frente.
–Não Astrid você não vai matar esse dragão...
–Pois eu vou!
–Não vai; ele é o meu dragão!
–Que historia é essa de seu dragão?
–Banguela, não ataca, não!
– Astrid; eu feri e treinei esse dragão e não vou deixar você feri-lo. Nem você e nem ninguém!
Deixara uma Astrid ensandecida; e montara em Banguela; o dragão conseguiu levantar vôo e Soluço escapava de Berk. No céu via-se a imagem de um dragão; um Fúria da Noite. Astrid continuara sem palavras e furiosa; odiava Soluço e odiava; seus superiores por obrigá-la a ter que agüentar isso.
Havia se passado dias desde a primeiro que fugira de casa e não sabia para onde estava indo; tinha sede; sono; fome e medo. Astrid certamente havia contado a seu pai; e ele não acreditaria; se não houvesse pessoas que viram o Fúria da Noite; agora ele era enfim famoso. Nunca imaginara que a fama tinha gosto amargo. Não viu nada alem disso; uma revoada de dragões o derrubara no gelo.
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