Como treinar o seu dragão
2 Gelo, desespero e dragões
Soluço; caia em queda livre; cai derrubado pelos dragões. Havia visto momentos antes a figura de um guerreiro viking usando roupas que nunca vira; de um material que não reconhecera; montado em um dragão de seis asas, nunca visto em Berk; e nem mesmo sabia se poderia existir. Não se lembrara de mais nada a não ser cair no gelo; o frio o devorando por dentro; congelando-o. Quando pequeno nas noites frias se escondia debaixo das cobertas; mesmo que esse comportamento em Berk fosse visto como fraqueza e frescura; passara noites de frio e fome; e não reclamava. Era viking; e não poderia reclamar se a comida era insossa, salgada ou mal-cozida; tudo era visto como frescura. Mas seu corpo; estava gelado e duro; nunca sentira aquele frio em seu corpo que consumia e fazia arder em febre. Sentiu por fim um calor em seu ser; era Banguela. Sempre quisera saber como era ter uma mãe, sua mãe era um fantasma ausente: poderia sentir sua presença, seu calor e mesmo era não estava la. Inexistia como pessoa; mesmo que fosse real. Mas aquele calor lhe dava ideia do que era ter mãe e ser amado; era Banguela, que com o calor natural dos dragões lhe aquecia por inteiro. Por fim, o calor passou e sentiu-se sendo retirado; e um calor maior lhe preencheu.
–Soluço...
Astrid ainda não se repera do choque do que vira. Não entendera absolutamente nada; e nem compreendera; vira Soluço montado em um dragão; controlar um dragão; e principalmente era um dragão e não entendera quando chamara de seu. Por acaso insinuara que era um bicho de estimação como um cachorro ou gato? Não entendera aquilo, mas compreendera; todo o resto. Suas faltas ao treino ainda no primeiro dia de aula; o modo em que subjugara um Groncle com as mãos; e até mesmo um Pesadelo Monstruoso; dentre outras peripécias; que o fizeram odiar-lhe; havia passado um mês desde o começo do treino e as aulas começavam de novo. Soluço sumira nesse período; e mesmo que considerasse Stoico como não se importando com ele; sempre fora um pai preocupado. Astrid sentira o sangue ferver como no dia em a anciã; o escolhera, quando falara com Stoico e Bocão.Considerava tudo uma loucura e não poderia explicar nada sem considerada; demente ou coisa pior.
Valka rezava aos deuses; por sua melhora; estava cada vez pior. Por fim melhora; apos horas de sofrimento; Valka sentia-se culpada ha 15 anos. Por fim Soluço acordara assustado; cercado de dragões selvagens.
–Quem é você? Cade o Banguela?
–Soluço você caiu no gelo!E...
–Como sabe meu nome? Você não respondeu onde estou!
–Soluço; eu sou sua mãe! E você esta no Santuário de dragões. Ha 15 anos salvo dragões...
–Hã? Você é a minha mãe?
–Sim Soluço; uma mãe nunca se esquece de seu filho.
Naquele momento Banguela entrou; haviam se passado horas sem o Soluço; por fim Banguela correu para ele desesperado e o lambeu.
–Para, amigão!Isso não sai!!
Astrid rezou aos deuses procurando uma luz. Tiinha de contar de alguma forma o acontecido.
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